Referendo à legalização do casamento gay ganha apoios

4 11 2009

No programa do Governo a fórmula pode ser vaga, mas ainda assim não deixa margens para dúvidas. O executivo de José Sócrates quer “eliminar as barreiras jurídicas para o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo”, ou seja, legalizar os casamentos gay, e as movimentações em defesa de um referendo ganham novos apoios. Ontem, José Ribeiro e Castro, ex-líder do CDS-PP, veio defender publicamente a consulta popular.

“Sou contra [a legalização de casamentos entre pessoas do mesmo sexo] e penso que é uma questão que não tem prioridade política, mas participarei nesse debate e penso que não é possível ao Governo e ao PS avançarem para uma alteração jurídica sem ouvir os portugueses”, declarou o deputado, citado pela agência noticiosa Lusa. Considera ainda Ribeiro e Castro que o facto de o PS não ter ganho com maioria absoluta viu diminuída a sua “legitimidade” para avançar com a proposta.

Também ontem, o porta-voz dos socialistas católicos, Cláudio Anaia, desafiou José Sócrates a “ter coragem pessoal e política” para marcar um referendo. “Trata-se, como a questão do aborto, de uma questão de consciência transversal aos eleitores dos vários partidos políticos”, argumenta. Numa nota tornada pública, dizem mesmo que “seria inadmissível que uma opção tão relevante fosse tomada em função de estratégias políticas ou modas ideológicas e contra o sentir da maioria do povo, como o vêm revelando várias sondagens”.

Confluindo com esta posição, uma plataforma de 40 associações, parte das quais se envolveu activamente no combate à legalização da interrupção voluntária da gravidez, está já no terreno para lançar uma petição pública. “Estamos a tratar já da formulação da pergunta e dentro de duas semanas deverão ser divulgados os nomes dos mandatários dos movimento”, adiantou ao PÚBLICO António Pinheiro Torres, que se destacou no combate à legalização do aborto. Já na próxima quarta-feira será realizado em Lisboa um debate, com professores de Direito, sobre o tema do referendo e da Constituição.

Para Pinheiro Torres, o compromisso de legalização dos casamentos gay vertido agora no programa do Governo, aliado aos projectos já entregues na Assembleia da República pelo BE e pelo PEV, não põe em causa a realização de um referendo. “A democracia está sempre a tempo”, contrapõe. De resto, entende que o tema não foi suficientemente debatido na campanha eleitoral e por isso “a Assembleia da República não está mandatada” para tomar decisões. E porque se trata de “uma questão civilizacional, a voz deve ser devolvida ao povo”, defende.

Filomena Fontes/Público – 04.11.2009





ÁFRICA: Debate sobre financiamento para SIDA esquenta

4 11 2009

JOANESBURGO, 3 Novembro 2009 (PlusNews) – Os bilhões de dólares de dadores destinados à resposta ao HIV/SIDA na última década, muitas vezes em detrimento de outras doenças fatais, pouco fizeram para reforçar os fracos sistemas de saúde nacionais, afirmam alguns especialistas em saúde global.

Outros afirmam que, ao contrário, a epidema suscitou melhoras consideráveis no auxílio internacional à saúde, que foram benéficas aos sistemas de saúde em vários aspectos.

O debate em torno da prioridade dada ao HIV/SIDA nas despesas com a saúde global foi intensificado com a divulgação recente de dados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e UNICEF a chamar a atenção para os milhões de crianças que perderam a vida por causa de doenças de fácil tratamento, como a diarréia.

Estima-se que a diarréia mate 1,5 milhão de crianças de até cinco anos por ano, em todo o mundo. Mas só 5 por cento dos fundos para pesquisa e tratamento de doenças são destinados à diarréia. Um especialista da OMS notou que o imenso progresso feito nos anos 80 estagnou quando a atenção foi desviada para SIDA, tuberculose e malária.

As doações para o HIV/SIDA passaram de 5,5 por cento da verba destinada ao auxílio à saúde em 1998 para quase 50% em 2007, segundo a análise publicada num suplemento especial da revista AIDS dedicado ao impacto da propagação do HIV nos sistemas de saúde de países em desenvolvimento. Os fundos destinados à saúde quase triplicaram entre 1998 e 2007.

Um artigo de autoria da equipe de Jeremy Shiffman, da Universidade de Siracusa em Nova Iorque, questiona o argumento de que o foco no HIV/SIDA atraiu maior atenção e recursos para todas a área de saúde. O estudo comparou doações para quatro grandes problemas de saúde pública – HIV/SIDA, melhoras nos sistemas de saúde, população e saúde reproductiva e o controle de doenças infecciosas e mostrou que as verbas destinadas ao HIV/SIDA e, em menor parte, ao controle das doenças infecciosas, aumentou rapidamente de 1998 a 2007. Mas as verbas destinadas ao reforço dos sistemas de saúde e à saúde reproductiva da população, diminuíram drasticamente.

Num outro artigo, Samuel Lieberman e outros do Programa Global de HIV/SIDA do Banco Mundial consideram que “o desafio sem precedents [que representa] a SIDA” ajudou a gerar um aumento abrangente dos financiamentos destinados à saúde e mobilizou um impulso internacional para ampliar o acesso de todos aos serviços de saúde.

Já a Universidade de Columbia defende que as iniciativas mundiais de resposta à Sida provocaram uma melhora significativa no aprovisionamento e na distribuição de medicamentos, não somente para a SIDA, mais para muitas outras doenças. E a equipe da universidade cita organizações como a Fundação Clinton e a UNITAID garantiram reduções consideráveis dos preços dos medicamentos, enquanto outras iniciativas de doadores ajudaram certos países a melhorar seus sistemas de aprovisionamento e gestão da rede de distribuição.

Os programas de apoio contribuíram para habilitar os farmacêuticos a fornecer conselhos sobre a adesão [ao tratamento], enquanto assistentes de farmácia e enfermeiras de clínicas de cuidados básicos de saúde têm recebido treinamento para administrar antiretrovirais e medicamentos para outras doenças crónicas.

Para Ruth Levine e Nandini Oomman do Centro para o Desenvolvimento Global em Washington, nos EUA, a questão não é de saber se o HIV recebeu uma parte desproporcional das doações, mas sim de encontrar a melhor maneira de fazer com que este dinheiro seja gasto para melhorar o acesso ao tratamento, prevenção e cuidados do HIV e também para reforçar os sistemas de saúde.

Várias organizações que financiam a resposta à SIDA começaram a concentrar seus esforços no reforço dos sistemas de saúde, porque notaram que eles comprometiam seus objectivos em relação à SIDA. A administração do Presidente Barack Obama anunciou que o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América para o Auxílio à SIDA (PEPFAR) pretende ampliar seu campo de acção e incluir a saúde da mãe e da criança e as doenças tropicais.

Leia mais
GLOBAL: Gastos com SIDA batem recorde, mas precisam de mais foco
GLOBAL: Crianças esquecidas pela resposta à SIDA

Os autores sugerem que os dadores terão que “alinhar suas acções com as prioridades e estratégias dos governos parceiros e outros actores locais” para ampliar o foco sobre as questões de saúde [pública].

Numa introdução ao suplemento, Wafaa El-Sadr, da Universidade de Columbia, e Kevin De Cock, director de HIV/SIDA da OMS, aconselha cautela em relação ao encorajamento de competição entre questões de saúde.

“Há força na diversificação e no debate, mas pode haver um perigo de dispersão”, notaram. “A saúde global necessita de financiamento global e há dinheiro suficiente no mundo para garanti-lo.”

PlusNews – 03.11.2009





Estudo classifica o Luxemburgo como o país da Europa que tem a melhor prevenção e os melhores cuidados para o VIH

4 11 2009

Um estudo, que avaliou as políticas e os serviços prestados na área do VIH, em 29 países europeus, destacou as melhores práticas e as áreas que precisam ser melhoradas, com diferenças generalizadas entre os países. Na análise global, os países classificados como tendo as melhores respostas para o VIH foram o Luxemburgo, Malta, Suíça, Finlândia e Holanda, ao passo que o Reino Unido ocupou o nono lugar.

Os estados classificados como tendo a resposta menos adequada foram a Roménia, Grécia e Itália.

O estudo foi conduzido pela Health Consumer Powerhouse, um Think-Tank com sede em Bruxelas. Avaliou a situação nos 27 países membros da União Europeia, e ainda da Suíça e da Noruega.

Para a maioria dos indicadores, a informação foi obtida a partir de entrevistas realizadas com especialistas do Ministério de Saúde, organismos nacionais e ONGs de cada país, bem como de um inquérito ao qual responderam cerca de 800 doentes e activistas. No entanto, se havia dados estatísticos disponibilizados pela Organização Mundial de Saúde ou por um projecto internacional como o EuroHIV, privilegiaram-se estas fontes.

Os autores afirmam que não olharam apenas para a política oficial, mas também para os resultados reais, com a participação de especialistas e activistas a contribuir para a verificação dos mesmos.

Prevenção

Os investigadores consideraram a prevenção como uma área prioritária, e avaliaram-na em termos da disponibilização de:

 

  • Profilaxia pós-Exposição

     

  • Estratégias de redução de risco para utilizadores de droga por via endovenosa

     

  • Teste pré-natal para o VIH

     

  • Teste rápido para o VIH

     

  • Preservativos femininos

     

  • Educação sexual nas escolas

     

  • Estratégias de redução de riscos em meio prisional

     

  • Rastreio de infecções sexualmente transmissíveis em pessoas que vivem com VIH.

     

Acresce ainda que os países em que a prostituição é legalizada e regulamentada, obtiveram melhor pontuação do que os países que a criminalizam.

Os países com a pontuação mais elevada foram a Suíça, Finlândia, Luxemburgo, Alemanha e Noruega.

Dois países com uma taxa de prevalência de VIH muito elevada, Itália (0,4%) e Letónia (0,8%) tiveram pontuação muito baixa na área da prevenção. Outros países que obtiveram resultados baixos foram a Lituânia, Roménia, Hungria e Eslovénia.

Os serviços disponibilizados na maior parte dos países são a redução de riscos para utilizadores de droga e a educação sexual nas escolas. Contudo, a maioria dos países obteve maus resultados no que se refere ao trabalho sexual e à disponibilização de preservativos femininos.

Acesso

Os indicadores de acesso ao tratamento e cuidados de saúde incluíram a disponibilização de testes de resistência, tratamentos para a lipodistrofia e lavagem de esperma. (A disponibilização de todos os anti-retrovirais licenciados não foi verificada). Também foram recolhidos dados sobre o acesso dos migrantes à saúde.

Em acréscimo, os investigadores questionaram sobre a percentagem de doentes a iniciar tardiamente a terapêutica anti-retroviral (isto é, com uma contagem de células CD4 abaixo das 200 células/mm3), contudo esta informação só foi disponibilizada por alguns países. De um modo similar, os investigadores afirmaram que gostariam de ter tido acesso a dados sobre a percentagem de pessoas que vivem com VIH e que têm acesso à terapêutica anti-retroviral, mas poucos países apresentavam dados fiáveis.

Tendo em conta que os custos para disponibilizar estes serviços dependem do número de pessoas a receber os cuidados de saúde, poderá ser relevante analisar especificamente os 11 países que apresentam uma estimativa da prevalência do VIH acima dos 0,2%. Neste grupo, os países com resultados mais altos foram o Luxemburgo, o Reino Unido, a Bélgica e a França. Entre os países com prevalência mais baixa, a Eslovénia e Malta obtiveram uma pontuação elevada.

A Roménia obteve má pontuação em cada indicador avaliado e outras prestações decepcionantes incluíram países como a Suécia, Hungria e Bulgária.

Um dado interessante foi saber se os cuidados de saúde disponíveis para migrantes indocumentados ou outras pessoas marginalizadas eram equivalente aos serviços disponibilizados à população em geral. Para este indicador, os países com maior prevalência e que demonstraram bons resultados foram a França, Luxemburgo, Portugal e Espanha. Os países que obtiveram uma pontuação particularmente má foram a Áustria, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Alemanha, Roménia e Suécia.

Resultados

Foram recolhidos dados sobre vários resultados, incluindo:

 

  • Proporção de doentes com TB que realizaram o teste do VIH

     

  • Mortes devidas a SIDA

     

  • Diagnóstico da infecção pelo VIH em recém-nascidos

     

  • Proporção de pessoas em tratamento com carga viral indetectável

     

Apesar de muitos considerarem este último indicador como um dos mais importantes, apenas poucos países tinham estes dados disponíveis. Mais, os autores observam que a estimativa da esperança de vida para pessoas com VIH, nos diferentes países, não estava disponível e que, por este motivo, não pôde ser incluída.

É importante notar que alguns destes indicadores são fortemente influenciados pela subjacente prevalência da infecção pelo VIH num país. Por exemplo, o número de infecções em bebés resulta tanto da prevalência, como da eficácia das intervenções de prevenção.

Como resultado, os países cujos resultados são os mais elevados, têm uma prevalência relativamente baixa de VIH: Malta, Lituânia, Eslovénia, Holanda, Eslováquia e Hungria. Por outro lado, os países com resultados baixos têm tendência a ter prevalência mais elevada; Itália, França, Portugal, Alemanha e Estónia.

Direitos

O estudo avaliou uma série de questões que incluíram:

 

  • a percepção da prevalência da discriminação no aluguer de casa, emprego, escola e serviços de saúde

     

  • criminalização da exposição ao VIH e da transmissão do VIH

     

  • existência de uma organização nacional para pessoas que vivem com VIH

     

  • aplicação da regra “três uns” (em relação ao VIH cada país deveria ter um plano de acção, uma Coordenação Nacional e um sistema de monitorização e avaliação)

     

Os países que obtiveram uma boa performance nestes tópicos foram o Luxemburgo, a Letónia, a Eslovénia, a França e a Irlanda.

Nesta categoria, os resultados da Grécia foram significativamente baixos e entre os outros países que obtiveram uma baixa pontuação encontram-se o Chipre, a Lituânia, Portugal e a Eslováquia.

Alguns países que poderiam ter tido boa classificação tiveram pontuação reduzida devido à existência de leis que consideram a exposição sexual ao VIH como uma ofensa criminal ou que tratam a transmissão da infecção pelo VIH de um modo diferente da transmissão de outras infecções graves. Este é, por exemplo, o caso da Suíça, da Dinamarca e da Alemanha.

A maioria dos países ficou mal classificada devido à discriminação em geral, pela recusa dos profissionais de saúde (por exemplo, dentistas e cirurgiões) prestarem assistência e pelos direitos limitados para receber cuidados de saúde noutros países europeus.

Avaliação do Reino Unido

O projecto classificou o Reino Unido em nono lugar, no cômputo geral. Olhando apenas para os países com maior prevalência, o Reino Unido ocupa a terceira posição (depois do Luxemburgo e da Suíça).

O Reino Unido obteve muito boa pontuação no acesso aos cuidados bem como na prevenção.

O Reino Unido teve má classificação no que diz respeito à discriminação – não se levou em conta se havia protecção legal, mas se havia a percepção que a discriminação ocorria.

Além disso, o Reino Unido obteve má pontuação porque a educação sexual não faz parte obrigatória do currículo nacional (embora o governo actual tenha proposto alterar este aspecto).

O Reino Unido também teve maus resultados quanto ao rastreio regular das infecções sexualmente transmissíveis e hepatites que deve ser feito às pessoas com VIH. Isto pode surpreender algumas pessoas dado que as orientações sobre saúde sexual emitidas pela British HIV Association estabelecem que deve ser realizada a cada seis meses um questionário clínico sobre a vida sexual; disponibilização de um check-up sexual anual, rastreio das hepatites no início do acompanhamento, seguido de rastreio anual para aqueles com riscos de exposição. No entanto, a principal autora do estudo, Beatriz Cebolla disse à aidsmap.com que a classificação foi baixa porque a maioria dos doentes e dos activistas dos doentes entrevistados disseram que, na prática, este rastreio só acontece se o doente tomar a iniciativa.

Conclusão

Johan Hjertqvist da Health Consumer Powerhouse, comentou: “Há uma falta generalizada de liderança na gestão do VIH. De forma suficientemente alarmante, nenhum governo parece saber o verdadeiro número de habitantes infectados por este vírus. A principal conclusão deste primeiro index do VIH é que ainda há muito a fazer “.

Referência

The Euro HIV Index 2009: a reality check of public policy and best practice in 29 countries. Health Consumer Powerhouse, 2009.

Roger Pebody/nam – 04.11.2009





Moçambique: Ministério do Trabalho promove testagem para o HIV e garante assistência para os funcionários com Sida

4 11 2009

O Ministério do Trabalho (MITRAB) realizou recentemente uma campanha com o intuito de incentivar seus funcionários a conversarem mais sobre Sida e a procurarem pelos serviços de aconselhamento e testagem voluntária para o HIV.

Entre os dias 15 e 23 de Outubro, 198 funcionários do MITRAB fizeram o teste de HIV, número que representa cerca de 25 por cento do que se pretendia atingir.

Desses, 16 foram diagnosticados com HIV e receberão, segundo o assessor de imprensa do MITRAB, Jafar Buana, apoio para assistência médica específica e tratamento anti-retroviral se assim for necessário.

“O Governo está a implementar um pacote de assistência aos seus funcionários vivendo com HIV e Sida, o que inclui o tratamento para eles e também para seus familiares de primeiro grau”, disse Buana à Agência SIDA.

A campanha previa abranger um total de 790 funcionários dos serviços centrais do MITRAB, das Direcções do Trabalho da Província e Cidade de Maputo, do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS)-sede e do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFP)-sede e as respectivas delegações de Maputo província e cidade.

As direcções provinciais do Trabalho serão abrangidas pela campanha neste mês de Novembro.

A campanha de sensibilização sobre HIV e Sida no MITRAB foi lançada pela chefe da pasta, Maria Helena Taipo, em 2007.

O MITRAB conta actualmente com pouco mais de 1800 funcionários em todo o país, 243 dos quais estão afectos nos serviços centrais, 396 nas Direcções Provinciais do Trabalho, 833 funcionários no INSS e 330 no INEFP.

Para uma população de aproximadamente 20 milhões, Moçambique tem uma prevalência nacional para o HIV estimada em 14 por cento entre os adultos.

André Manhice/Agência de Notícias de Resposta ao Sida – 03.11.2009





Projeto para jovens em situação de risco

4 11 2009

A Secretaria Municipal de Saúde de Maceió (SMS) lança nesta quarta-feira (04), às 15 horas, na Praça Marechal Deodoro, no Centro, o projeto “Fique de Boa!”.

O projeto será uma experiência piloto dirigida para adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade social, que trafegam ou moram nas ruas do centro da cidade de Maceió. O principal objetivo do “Fique de Boa” é levar a promoção a saúde e a prevenção de doenças, de agravos, e do uso de drogas na perspectiva da redução de danos sociais e à saúde.

Para o secretário municipal de Saúde, Francisco Lins, esta será mais uma grande vitória para a gestão do prefeito Cícero Almeida. “Administrar uma cidade que vem crescendo diariamente não é fácil, mas, nós enquanto gestores estamos prontos para novos desafios. Este soma a tantas outras realizações que concretizamos em benefício da população de Maceió”, disse.

No dia do lançamento, a SMS montará uma tenda na Praça Marechal Deodoro como ponto de acolhimento e apoio para as práticas preventivas e assistenciais, que serão realizadas por profissionais da Saúde, da Assistência Social e demais parceiros. Tais ações serão estendidas aos pontos críticos de uso de álcool e outras drogas através de equipes volantes.

O projeto prevê a disponibilização de materiais informativos e educativos; a prevenção ao uso de álcool e outras drogas; a prevenção às DST/HIV/AIDS; o acesso a informações sobre doenças como hepatites virais, hanseníase e tuberculose; a vacinação contra tétano e hepatite B; exames para HIV, hepatite B e C, Sífilis, e os encaminhamentos para rede de atendimento a saúde e a assistência social.

A ação acontecerá nas quartas-feiras, das 14 às 17 horas, no período de 04 de novembro a 09 de dezembro de 2009, com possibilidade de continuidade em 2010, após avaliação dos resultados e efetividade das ações propostas.
O Projeto “Fique de Boa!” será desenvolvido pela Secretaria Municipal de Saúde de Maceió em parceria com a Secretaria Municipal da Assistência Social e outras instituições, fundamentais para garantia de uma atenção integral e humanizada à população.

Isolda Mayra/Ascom SMS
Alagoas 24 horas – 03.11.2009





Encontro pernambucano divulga pesquisa sobre o perfil dos profissionais do sexo de Recife e região, informa ONG GTP+

4 11 2009

O Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+) vai divulgar uma pesquisa sobre o perfil dos profissionais do sexo de Recife e região no “I Encontro Pernambucano dos Profissionais do Sexo. Por uma cultura de Direitos Humanos”, que vai ser realizado de 5 a 6 de novembro no Hotel Jangadeiro, em Recife, Pernambuco.

O objetivo do encontro é sensibilizar a sociedade civil na promoção da cidadania dessa população. Serão divulgados dados da pesquisa sócio-econômica sobre profissionais de sexo (travestis, transexuais e homens), que revelam o perfil desses profissionais nas cidades do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

O evento conta com a participação de representantes de organizações da sociedade civil e do governo, como a Articulação Nacional de Travestis, Transexuais e Trangêneros, Associação Garotos da Noite/ AM, o GTP+, o Programa Estadual e Municipal de DST/AIDS, e o Ministério da Justiça, que fazem parte da mesa de abertura do primeiro dia, 5.

Na programação haverá mais duas mesas que irão discutir as temáticas “Direitos humanos violados na população de profissionais do sexo (homens, travestis e transexuais)”, “Violência contra profissionais do sexo versus direitos humanos e Tráfico de Pessoas”, além de apresentação teatral e de vídeo.

Já no segundo dia, 6, a programação vai abordar “Saúde como direito humano” e “Futuro sem violência” no formato de diálogo. A intenção é propor ações de como humanizar os serviços públicos de saúde para a população das travestis, transexuais e dos homens profissionais do sexo; e de como minimizar a violência contra esses grupos e o tráfico de seres humanos.

Também serão discutidos no encontro os desafios no ativismo desses profissionais. Ainda, serão apresentadas e entregues propostas ao Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, à Coordenação Estadual e Municipal de DST/AIDS e ao Ministério da Justiça.

De acordo com a coordenadora do projeto Mercadores de Ilusões, Cristiane Prudenciano, este é um momento único para o movimento. “O evento será o ponto de encontro de experiências com o intuito de fortalecer o movimento das(os) profissionais do sexo por uma construção de direitos humanos”, completou.

A pesquisa é uma parceria do Projeto Mercadores de Ilusões (GTP+) com a Prime Brasil. As inscrições estão abertas pelo telefone 81. 3231.0905 ou pelo e-mail gtp@gtp.org.br.

Fonte: Divulgação / Grupo de Trabalhos em Prevenção Posithivo (GTP+)

Agência de Notícias da Aids – 03.11.2009