Mulheres e Sida: Vulnerabilidade biológica e cultural

2 11 2009

Uma recente pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que o HIV progride mais rápido em mulheres do que em homens que apresentam níveis semelhantes do vírus no sangue.

Segundo o estudo desenvolvido no Hospital Geral de Massachusetts, as células do sistema imunológico chamadas por “dendríticas plasmocitóides”, que estão entre as primeiras a reconhecer e lutar contra o HIV no corpo, se mostraram mais activas nas mulheres, o que não é bom.

“Uma ativação mais forte do sistema imunológico pode ser benéfica nos primeiros estágios da infecção, resultando em níveis mais baixos da replicação do HIV, mas a replicação viral persistente e a ativação crônica mais forte do sistema imunológico podem levar ao progresso mais rápido da Sida, o que tem sido visto em mulheres”, explicou Marcus Altfeld, líder da pesquisa.

Além dessa indicação, observa-se também que as mulheres são mais vulneráveis à infecção do HIV devido à grande superfície da mucosa da vagina exposta durante a penetração sexual.

E para piorar, o esperma contém uma maior concentração do HIV do que o líquido vaginal, o que aumenta a chance do homem ser o transmissor e a mulher a receptora do HIV.

Hoje, a taxa de seroprevalência em raparigas adolescentes em África é geralmente cinco vezes mais alta do que a taxa entre rapazes da mesma idade.

No caso de Moçambique, o Impacto Demográfico do HIV e Sida estima que de cada cinco pessoas infectadas, três são mulheres.

Mas a vulnerabilidade é apenas biológica?

Graça Samo e Adélia de Melo Branco são, respectivamente, Directora do Fórum Mulher e Coordenadora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) em Moçambique.

Na opinião delas, os factores biológicos contribuem para a propagação do HIV no sexo feminino, mas são os factores culturais os principais responsáveis.

Elas citam o baixo poder das mulheres em negociar o preservativo; a violência sexual e o sexo intergeracional, que consiste em mulheres terem como parceiros homens mais velhos – quase sempre por questões económicas – que podem por sua vez ter tido várias parceiras sem protecção, tendo assim mais possibilidade de estar infectado.

“Desde pequena nós mulheres aprendemos que temos que agradar os homens… E há uma grande pressão por ter filhos e ter filhos é fazer sexo sem protecção, o que já é por si um risco de infecção do HIV”, disse Samo.

Para ela, que apoia às associações que actuam para o desenvolvimento do poder da mulher moçambicana, ainda existe uma estrutura social muito forte em que a mulher é submissa ao homem.

“Antes da feminização da Sida, penso que há uma feminização de todos os problemas que derivam das decisões de poder”, comenta.

Melo Branco afirma que uma das prioridades do UNIFEM em Moçambique é envolver os homens nas políticas de protecção das mulheres.
“A minha empregada doméstica diz que o homem tem que bater na mulher para educar”, lamentou.

Segundo ela, será muito difícil fazer com que as mulheres exijam o uso do preservativo ou não aceitem a agressão física, se os homens não forem também conscientizados sobre estes problemas.

No livro Sida em África – Continente em Crise, uma das principais referência bibliográficas no assunto, a autora Helen Jackson elege algumas prioridades para diminuir a vulnerabilidade das mulheres frente o HIV, o que segundo Samo e Melo Branco também são aplicáveis à Moçambique:

- Educação sexual para crianças e adolescentes, dentro e fora das escolas;

- Estratégias de educação entre os pares;

- Centros de saúde sexual que sejam simpáticos aos jovens e forneçam teste de HIV;

- Grande disponibilidade de preservativos para os jovens sexualmente activos;

- Apoiar as raparigas para que elas permaneçam nas escolas e não desistam mesmo em consequência da pobreza ou da gravidez;

- Promoção da segurança económica das mulheres e suas famílias;

- Encorajar a distribuição equitativa entre homens e mulheres, bem como das responsabilidades relacionadas com os cuidados ministrados à família; e

- Promover os direitos das viúvas e dos órfãos em torno das questões de herança.

Para todas essas recomendações já existe pelo menos uma actividade em Moçambique, mas Jackson ressalta: “a mudança de estereótipos do género e a criação da equidade são objectivos para longo prazo, enquanto a prevenção do HIV é urgente.”

Mas Moçambique parece estar mesmo a querer diminuir este problema.

Na nova Estratégia de Aceleração da Prevenção do HIV, que será usada como base para o próximo Plano Estratégico Nacional de Combate ao HIV e Sida (PEN), as desigualdades de género são citadas entre os principais factores sociais de transmissão do vírus.

A presidente e a directora executiva do Conselho Nacional de Combate ao HIV e Sida também são mulheres, nomeadamente Luisa Diogo e Joana Mangueira.

Para Samo e Melo Branco, essa preocupação em incluir no PEN as desigualdades de género pode ser entendida como um dos primeiros passos em prol da protecção das mulheres contra o HIV e Sida em Moçambique.

Agência de Notícias de Resposta ao SIDA – 02.11.2009





Brasil: Fundo rejeita proposta do País para aids

2 11 2009

O Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária recusou financiar dois projetos brasileiros sob a alegação de que as propostas eram inconsistentes e recheadas de problemas técnicos. Versão do relatório preparado pela equipe de avaliação, a qual o Estado teve acesso, afirma que o projeto brasileiro para a área de AIDS apresenta sugestões sem indicadores e objetivos. E, quando indicadores são descritos, eles são inapropriados ou vagos.

O relatório sobre projeto de tuberculose tem tom semelhante. A equipe considerou que as propostas têm lógica confusa, números inconsistentes e nem mesmo a população vulnerável é definida. Juntos, os dois projetos pleiteavam 90 milhões. Essa é a segunda vez que o País concorre a recursos do fundo.

O resultado dos pedidos de financiamento provocou mal-estar no governo e chamou a atenção da comunidade internacional. Além de haver exercido um papel fundamental para a criação do fundo, o Brasil se destacou nos últimos anos pela assessoria a países na preparação de projetos ao Fundo Global. Some-se a isso o fato de que os dois projetos já tinham sido rejeitados no ano passado. As propostas brasileiras foram classificadas numa categoria em que não são aprovadas, mas técnicos encorajam o País a fazer reparos para reapresentá-las.

Para alguns observadores, a rejeição retrata a decadência da qualidade técnica, sobretudo na área de AIDS, em que o Brasil sempre exerceu papel de liderança. A coordenadora do Departamento de DST-AIDS e Hepatites Virais, Mariângela Simão, no entanto, garante que o resultado está relacionado a questões econômicas e estratégicas. “Há uma clara preferência para destinar recursos a projetos procedentes de países de renda baixa”, diz. O fato de o Brasil agora ser considerado como renda média alta teria provocado uma maior resistência dos examinadores. Isso não prejudicou México e Colômbia, países também classificados como renda média, que tiveram projetos aprovados.

O projeto para AIDS previa investimentos na infraestrutura e capacidade técnica das ONGs para que elas ampliassem seu trabalho de prevenção com populações de risco. A sociedade civil também auxiliaria no acompanhamento, avaliação e realização de pesquisas relacionadas ao comportamento social e à doença. O projeto de tuberculose sugeria ações para melhorar diagnóstico, estudos sobre resistência aos antibióticos e parcerias com sociedade civil para trabalhos de prevenção. O Brasil apresentou uma proposta também para malária, que foi aceita.

Só na próxima semana, em reunião do conselho do fundo, na Etiópia, o destino dos projetos será oficialmente divulgado. Mas, com a informação extraoficial de que o País foi novamente classificado numa categoria ruim, a equipe brasileira já prepara um recurso. Mariângela enviou ao fundo um pedido de esclarecimentos sobre como fazer uma reconsideração.

DIFICULDADES

Paulo Teixeira, um dos idealizadores do fundo, ex-coordenador do programa de AIDS brasileiro e que acompanhou a reapresentação do projeto, está convicto de que o resultado está ligado à dificuldade de compreensão da realidade brasileira. Para ele, especialistas não entendem bem o Sistema Único de Saúde (SUS) e o trabalho de colaboração com ONGs da área de AIDS.

Uma justificativa que alguns observadores consideram pouco plausível. “Se fosse assim, por que a proposta de malária foi aceita?”, afirma um dos críticos da proposta brasileira, que não quis ter seu nome divulgado. Ele diz que técnicos do fundo estão familiarizados com a análise de políticas distintas de saúde, pois os projetos vêm de todas as partes do mundo. “Por que só o SUS não seria entendido?”

“O Brasil foi vítima da sua ousadia”, diz Teixeira. O mesmo ocorre com o projeto de tuberculose, que requisita recursos para trabalhos com resistência a medicamentos, testes laboratoriais, algo que exige mais tecnologia.

“Há ainda uma opção por trabalhos que atenderiam emergência, o básico. Mas é preciso que o fundo perceba que já é hora de mesclar as estratégias. Em muitos casos, a prevenção, a garantia de bom tratamento vai além do arroz com feijão.”

O FUNDO GLOBAL

Criação: 2002
Sede: Genebra

Formação: Países do G-8 e sociedades privadas que captam recursos e distribuem para projetos nas áreas de malária, AIDS e tuberculose

Programas aprovados: 572
Países contemplados: 140
Recursos aprovados: US$ 15,6 bilhões
Relevância: 1/4 do financiamento global da AIDS é feito pelo fundo, em tuberculose são 2/3 e em malária, 3/4

Análise: Projetos recebem 4 classificações: aprovação recomendada sem alterações; aprovação recomendada, desde que ajustes sejam realizados; não é recomendada a aprovação e autores são incentivados a fazer mudanças e projeto rejeitado

Proposta brasileira para AIDS: 57.157.477

ONGs questionam classificação

Entidades querem entender motivos da recusa

Lígia Formenti, BRASÍLIA

A recusa da proposta nacional durante a 9ª rodada de negociações do Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária não vai afetar o financiamento de ações com a sociedade civil, garantiu a diretora do Departamento de DST-AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. “Os recursos seriam usados para parcerias novas, um acréscimo ao que já é feito”, afirmou.

A negativa do Fundo Global provocou inquietação entre organizações não-governamentais – foco do projeto proposto pelo Brasil. Tão logo a decisão foi anunciada informalmente, o Fórum das ONGs/AIDS do Estado de São Paulo enviou uma carta ao Departamento de DST-AIDS questionando os motivos da classificação brasileira na categoria 3 (em que não há aprovação, mas pede-se ajustes no projeto). A entidade pedia esclarecimentos sobre o impacto que a decisão poderia ter no financiamento das ações.

Mário Scheffer, presidente do grupo Pela Vidda, acredita ser indispensável avaliar o que levou a mais uma recusa do projeto brasileiro. “Os recursos poderiam ajudar em um problema enfrentado atualmente, que é a dificuldade de os recursos para projetos de prevenção feitos pela sociedade civil serem de fato utilizados”, diz.

Com a descentralização, conta, os recursos federais para prevenção muitas vezes são repassados para Estados e municípios, mas deixam de ser aplicados por falta de interesse ou condições técnicas. “Em outras palavras: o dinheiro existe, mas não chega para projetos.”

Os recursos do fundo, afirma, poderiam amenizar a dificuldade porque trariam a possibilidade de um financiamento direto do governo federal para ONGs.

RECLAMAÇÃO

A delegação latino-americana que irá participar da reunião do conselho do fundo na próxima semana vai pedir a antecipação da revisão do regulamento, programada para 2010. Pelos critérios atuais, o Brasil não pode mais se candidatar porque isso é vedado a países de renda média alta – é caso do País. Mas há uma regra de transição: países que tivessem essa classificação e atendessem determinados requisitos, como prevalência de AIDS superior a 5%, poderiam ter acesso aos recursos.

Com isso, o Brasil inscreveu três projetos no ano passado. O período de transição acabou neste ano. Teixeira avalia, no entanto, que o critério é falho. “Em todo o mundo, há desigualdades. Não se pode levar em conta apenas uma média para avaliar a necessidade das ações.” L.F.

Lígia Formenti/Estado de São Paulo – 02.11.2009





Vacina anti-HIV: mito ou realidade?

2 11 2009

Há pelo menos duas décadas, a busca de uma vacina para a Aids é um dos grandes objetivos da biomedicina. Até agora, muito esforço foi feito, mas o avanço ainda é lento. Mariza Morgado, chefe do Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e atual vice-diretora de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Instituto, discutiu os desafios no desenvolvimento de uma vacina anti-HIV durante o Simpósio França Brasil, na Fiocruz.

A pesquisadora traçou uma retrospectiva dos protocolos em andamento na comunidade científica internacional para elaboração de uma vacina. Atualmente, existem mais de 50 protocolos em curso, mas a maioria ainda no estágio inicial do processo, no qual é verificada a segurança do protótipo. Um número menor atingiu, ao longo de duas décadas, a fase dois de estudos, quando é verificado se o produto induz a uma resposta imune. Apenas três projetos alcançaram a fase seguinte (IIb e III), que consiste em testes de eficácia: um primeiro na década de 1990 e outro concluído em 2007 (ambos abandonados pela inconsistência dos dados), além de um último com resultados apresentados recentemente, em 2009.

Entre as dificuldades encontradas para produção de uma vacina eficaz, Mariza apontou alguns aspectos. O primeiro é que o HIV é um retrovírus, capaz de se integrar ao material genético do hospedeiro, o que impossibilita o uso do vírus atenuado para a produção de vacina. Outras características são a grande variabilidade e a capacidade de recombinação do vírus, impedindo o sistema imune de montar uma resposta. O fato de não existirem pacientes curados também é outra barreira, pois não permite detectar os agentes de imunidades associados à proteção contra o vírus.

Em 23 de setembro deste ano, foi anunciada uma vacina com 30% de eficácia contra o HIV, desenvolvida numa cooperação entre os governos da Tailândia e dos Estados Unidos. O trabalho reuniu um total 16 mil pessoas, divididas em dois grupos, para participar de um protocolo de vacinação com quatro doses. Deste total, foi verificado cerca 30% de proteção. Os resultados oficiais deste protótipo de vacina foram detalhados durante a Conferência de Vacinas da Aids, em Paris.

“É muito difícil manter um protocolo com grande número pessoas e garantir que todos cumpram todo o processo de vacinação. Os cálculos de precisão serão realizados somente após a publicação destes dados e então saberemos qual é a eficácia de fato. Mas esta pesquisa sinaliza uma vantagem no sentido de que foi a primeira vez que se mostrou algum nível de eficácia como este ou, pelo menos, uma diferença no número de infecções entre os indivíduos vacinados e aqueles que receberam placebo. No entanto, não foi observada nenhuma diferença quanto à carga viral plasmática nos dois grupos”, avaliou Mariza.

A bióloga destaca outro ponto importante no debate sobre uma vacina anti-HIV: os protocolos em curso buscam a não evolução da doença no indivíduo infectado, já que uma vacina capaz de evitar a infecção, que ocorre por diversas vias, ainda é um objetivo distante de ser alcançado. “Se o indivíduo tem uma resposta imune capaz de estancar a passagem do vírus para outra célula, isso faz com que o sistema imune fique pouco comprometido. E com isso não se desenvolveria a doença”, explicou.

Mapeamento dos tipos brasileiros
O isolamento do HIV tipo 1, na década de 1980, realizado por pesquisadores do IOC, marcou o ingresso do Brasil no cenário internacional de pesquisa em Aids. O feito alavancou estudos que priorizam o aumento da qualidade de vida dos pacientes que vivem com o vírus. Parte deste trabalho é desenvolvida no Laboratório de Aids e Imunologia Molecular do Instituto, que atua no mapeamento dos vírus circulantes em todo o país, bem como no monitoramento da capacidade dos indivíduos infectados reagirem a antígenos. ”Já identificamos vários subtipos circulantes do HIV nas diversas regiões brasileiras e a variabilidade destes vírus, o que é importante para avaliar a resposta imune dos indivíduos infectados. Numa perspectiva futura, este levantamento poderá gerar subsídios para potencializar a eficácia de uma vacina no país”, disse Marilda.

Aids no Brasil
De 1980 a junho de 2008, foram notificados 506.499 casos de Aids no país. Segundo critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem uma epidemia concentrada, com taxa de prevalência da infecção pelo HIV de 0,6% na população de 15 a 49 anos. Os índices da doença são crescentes no Norte e Nordeste. Em números absolutos, o Brasil registrou 192.709 óbitos por Aids, de 1980 a 2006.

Pâmela Pinto/Agência Fiocruz de Notícias – 01.11.2009





Abrapa inicia campanha de Natal

2 11 2009

A ABRAPA – Associação Brasileira de Apoio aos Portadores de Aids, Organização Não Governamental Sem Fins Lucrativos que presta auxílio a centenas de crianças e adultos em Jundiaí e região, está coordenando a Campanha “Sorriso De Esperança”, que tem por objetivo principal proporcionar um Natal mais Feliz e Humano a estas pessoas e para tal esta contando com um time de primeira linha que estão cedendo seus autógrafos para estampar camisetas que serão entregues a colaboradores que aderirem a Campanha.

Personalidades que lutam por um Brasil melhor dentre eles, o Cantor e Apresentado Netinho de Paula, Rick e Renner, Daniel, Hugo e Tiago, Guilherme e Santiago, Fernando e Sorocaba, Regis Danese, Inimigos da HP, Juliano Cezar, Zé Henrique e Gabriel, Franco Levine, Mauricio e Marcelo, dentre outras personalidades estão se engajando na Campanha.

“A partir do dia 11 de novembro as pessoas que serão contatadas pela equipe da Abrapa e colaborarem com o valor de R$30,00 ou mais, receberão uma camiseta onde estarão estampados os autógrafos dos amigos da Abrapa, como forma de agradecimento.” relata Marcelo Pena, Presidente da Instituição.

Com os recursos obtidos a diretoria da Abrapa vai proceder a compra de cestas básicas e natalinas, roupas e brinquedos para as crianças que serão entregues durante uma grande confraternização na semana que vai anteceder as festividades do Natal de 2010.

Para ajudar a ONG com outros valores, doeções podem ser feitas por meio de depósito na conta bancária do banco Itaú (agência: 0796 – Conta: 63.623-1).

Fonte: Abrapa

Agência de Notícias da Aids – 01.11.2009





Quase metade dos que ligam para o Disk-Aids tem parceiro fixo em SP

2 11 2009

Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde revela que 46,6% das pessoas que ligam para o Disk-Aids, serviço de orientação da pasta, têm parceiro fixo, ou seja, fazem sexo com apenas uma pessoa. A dúvida mais freqüente é sobre lugares onde é possível realizar o teste gratuito de HIV, representando 49,6% do total.

O balanço contempla 8,1 mil ligações recebidas entre junho de 2008 e junho deste ano. Do total de pessoas que ligaram, 59,5% são homens. A faixa etária predominante é entre 20 e 29 anos, com 42,4% das ligações, seguida pela de 30 a 39 anos, com 28,1%.

Solteiros representaram 57,2% dos que ligaram para o serviço, e os casados, 32,4%. Além dos 46,6% com parceiros fixos, 20,3% informaram que possuem parceria casual e eventual e 14,4% disseram ter parceria fixa e eventual. O nível de escolaridade mais freqüente foi os com ensino médio completo, que representaram 48,5% das ligações, seguido pelos que possuem superior completo, com 22,2%.

“É fundamental que todas as pessoas com vida sexual ativa procurem tirar suas dúvidas, sem qualquer vergonha ou receio, para não correr riscos. O Disk-Aids preserva a identidade dos usuários e conta com profissionais capacitados para esclarecer a população”, diz Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual de DST/Aids. O Disk-DST/Aids funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelo 0800-162-550. A ligação é gratuita.

Jornal de Vinhedo – 01.11.2009