Poucos Progressos na Infecção VIH Pediátrica

19 07 2009

O “Relatório Mundial do Estado das Crianças em 2009″ da UNICEF revelou que mais de 10 porcento dos bebés moçambicanos vão morrer antes do seu primeiro aniversário – uma das mais elevadas taxas de mortalidade infantil. Segundo o relatório, a primeira causa de morte é a malária, seguida de muito perto pelo VIH/SIDA.
     No entanto, o país tem feito alguns progressos no que respeita à melhoria da saúde infantil, referiu o Dr. Roberto De Bernardi da UNICEF de Moçambique. A área chave dos progressos tem sido a adopção de uma Gestão Integrada das Doenças Infantis, uma abordagem holística. “Esta abordagem tem envolvido uma actualização das competências dos profissionais de saúde, o reforço do sistema de saúde, melhoria das práticas de saúde familiares e comunitárias e o tratamento das doenças neonatais e de VIH/SIDA”, referiu.
    Actualmente, cerca de 10,000 doentes VIH pediátricos moçambicanos, ou seja 15 porcento, recebem terapêutica antiretrovírica, tendo-se iniciado com 500 em 2004. Este aumento deve-se grandemente à disponibilidade do teste de detecção do VIH em amostras de sangue seco. Este método pode ser usado em crianças logo a seguir ao nascimento; alguns anos atrás uma mãe moçambicana tinha que esperar que o seu bebé atingisse os 18 meses para confirmar ou não a infecção pelo VIH.  
     A maioria das crianças com acesso a ARVs vive em zonas urbanas, cerca de 6000 em Maputo. O acesso a cuidados de saúde nas zonas rurais permanece um problema, com 60 porcento da população do país a viver a mais de 30 minutos do centro de saúde mais próximo. As instalações rurais têm limitações no fornecimento de fármacos e os profissionais de saúde estão sobrecarregados e são pouco qualificados.

Ruth Ayisi/Inter Press Service - 15.06.2009





Cientistas planeiam ajuda para doentes VIH com doença mental

19 07 2009

Cientistas do departamento de psiquiatria e saúde mental da University of Cape Town (UCT) estão a desenvolver directrizes para ajudar os profissionais de saúde a identificar e cuidar de doentes VIH-positivos com desordens mentais. As directrizes, estão a ser escritas por enfermeiras e conselheiros, e irão abordar como fazer a manutenção, tratamento e encaminhamento dos doentes.
     “O VIH ataca o cérebro rapidamente, e por isso vemos um aumento de todas as desordens mentais [nos doentes VIH-positivos],” disse John Joska, um neuropsiquiatra da UCT e líder da equipa de investigação da ferramenta de rastreio.
    A primeira fase da investigação estará completa em Julho, seguida por apresentações de Joska ao Departamento de Saúde de Western Cape e organizações não-governamentais que treinam os conselheiros.
     A ferramenta de rastreio será o primeiro passo no estabelecimento dos centros de saúde Sul-africanos como uma”loja de uma só paragem” para os cuidados de VIH – fornecendo aconselhamento voluntário e testagem, tratamento e cuidados para o VIH, tratamento de infecções oportunistas (incluindo a tuberculose) e cuidados de doenças mentais. As clínicas também terão um sistema de referência que as liga a cuidados especializados e agudos.
     Advogados dizem que os recursos da saúde mental como um todo faltam na África do Sul. O Departamento de Saúde gasta menos de 1 por cento do orçamento nacional para a saúde nos serviços de saúde mental e apenas são designadas 9 por cento das camas de hospital do país para doentes psiquiátricos, de acordo com o South African Depression and Anxiety Group, uma organização de apoio e advocacia.
     Os doentes VIH necessitam de serviços de saúde mental, disse Joska. Além dos efeitos directos do VIH no cérebro, viver com o VIH e um grande fardo psico-social e os fármacos antirretrovirais usados para tratar o VIH também podem produzir efeitos negativos na saúde mental, fez notar Joska.

Kristin Palitza/Inter Press Service - 08.06.2009





Violação da privacidade médica deu direito a um ano de prisão

19 07 2009

Na Terça-feira, o Juiz Randal Lee sentenciou uma mulher a um ano de prisão por ter colocado online os registos médicos de uma pessoa com VIH. Rhonda Wong-Fernandez, de 22 anos, foi também sentenciada a cinco anos de liberdade condicional e 200 horas de serviço comunitário.
     Quando declarou a sentença, Lee disse que Wong-Fernandez acedeu aos registos enquanto trabalhava na Straub Clinic and Hospital e passou-os à cunhada da vítima. Wong-Fernandez não contestou a acusação de acesso não autorizado a registos médicos confidenciais.
     Os testemunhos em tribunal mostraram que as entidades oficiais da Straub iniciaram uma investigação após a vítima os ter notificado de que os seus registos médicos tinham sido acedidos de forma imprópria. A mulher morreu no início deste ano. Michael Green, um advogado que representava a vítima, disse que mensagens, que foram colocadas numa página do MySpace várias vezes desde o fim de 2007 ao início de 2008, eram “desagradáveis, dolorosas e ofensivas.”
     Lee declinou o pedido do advogado de Wong-Fernandez, o Promotor Público Alan Komogome, de que a sentença fosse adiada por um ano para dar tempo à ré de arranjar quem cuidasse dos seus três filhos, incluindo uma criança de colo. O advogado de acusação recomendou uma sentença de 30 dias mais liberdade condicional.
    O juíz chamou ao acto “vergonhoso,” dizendo que a sentença de Wong-Fernandez deveria servir de aviso para outros de”que este tipo de conduta não será tolerado.” “A juventude desta sociedade tem de perceber que a Internet não é algo de que só se pode tirar vantagem,” disse ele. “Não se pode usar a Internet com intenções ilegais.”
     Clair Tong, uma porta-voz da instituição, disse “Tomamos a confidencialidade do doente muito a sério. Rhonda Wong-Fernandez é uma antiga empregada nossa que foi despedida quando se confirmou o que tinha feito.”
     Green disse que planeia instaurar um processo civil contra Wong-Fernandez, Straub, e outros arguidos.

Jim Dooley/Honolulu Advertiser - 10.06.2009





Casais Africanos Incentivados a Fazer o ‘Teste do Amor’ do VIH

19 07 2009

Os Serviços de População Internacionais (PSI), a UNICEF e a UNAIDS têm estado a conduzir, desde Abril, uma campanha a nível nacional de teste do VIH gratuito direccionada para casais Suazilandeses. Apesar de, aproximadamente, 26 por cento da população da Suazilândia estar infectada com o VIH, apenas uma em cada quatro pessoas, na sua maioria mulheres, sabe o seu estado relativamente ao VIH.

     “Se os parceiros forem testados separadamente, poderão não dizer os resultados e não ter o apoio de que precisam”, disse Dominic McNeill, porta-voz da PSI na Suazilândia. “Queríamos dar a volta ao VIH e afastar-nos das campanhas baseadas na fomentação do medo que, tal como vimos no passado, não funcionam. Ao invés, focamo-nos no amor, dizendo que é o amor que devia ser contagioso e que os casais deviam ser testados em conjunto”.

     A iniciativa do “Teste do Amor” recebeu 3 milhões de dólares este ano em fundos provenientes do Plano de Emergência para Alívio da SIDA do Presidente dos Estados Unidos e, até à data, já gastou 35 000 dólares em anúncios de rádio, impressões e televisão. Para fazer face às diferenças de género verificadas no teste, os PSI disseram que têm tido mais sucesso na abordagem dos homens indo aos locais onde eles se juntam frequentemente.

     “Na Suazilândia é difícil convencer os homens a fazer o teste porque os faz sentir inferiores”, explicou McNeill. “Fomos aos locais onde os homens desinfectam o seu gado e trabalhamos também intensivamente nas igrejas. Temos até um local de teste numa das prisões do país”, disse Iulian Circo, director dos PSI no país. “Os homens são a cabeça da família e tentamos fazer com que eles assumam essa responsabilidade”, disse Circo.

     Até agora, o teste entre casais aumentou 25 por cento desde Abril e 400 por cento entre a população geral desde o ano passado, disseram os PSI da Suazilândia. Espera-se que a campanha do “Teste do Amor” dure todo este ano. A PSI espera também juntar-se à Fundação Bill e Melinda Gates para promover a circuncisão masculina, a qual reduz a transmissão de mulher para homem até 60 por cento. 

Anouk Lorie/CNN.com - 16.06.2009





Togo: Fundo mundial de luta contra o sida outorga 108 milhões de USD

19 07 2009

 Lomé – O Fundo mundial de luta contra o sida, tuberculose e o paludismo outorgou ao Togo uma subvenção não reembolsável  de 108 milhões de dólares para lutar contra o HIV/sida, soube-se hoje (sexta-feira) junto do ministério togolês da saúde.

 

Esta subvenção servirá para apoiar as doenças do sida sob tratamento de anti-retrovirais (ARV) e reforçar as acções das associações de luta contra a pandemia.

 

No Togo, onde a taxa de prevalência está estimada em 3,2%, o acesso aos ARV é gratuito desde Novembro de 2008.

 

Cerca de 9.100 doenças sobre 26.232 beneficiam desses anti-retrovirais  (ARV), segundo o Programa nacional de luta contra o sida (PNLS).

Angop – 17.07.2009





Agências a “sangrar” devido a cortes estatais

19 07 2009

BOSTON – Enquanto os legisladores dissecam a proposta do Gov. Deval Patrick para salvar seguro médico para milhares de imigrantes legais, outros serviços de apoio vitais estão a ser eliminados ou desmembrados para se colocar um penso rápido nos orçamentos de agências providenciadoras dilacerados por cortes estatais.
      A Massachusetts Alliance of Portuguese Speakers (MAPS), uma organização que presta serviços sociais e de saúde a várias comunidades de expressão portuguesa em Massachusetts, foi forçada a reduzir o horário de pessoal e a remexer programas para fazer face a uma redução de 10 por cento nas verbas recebidas.
      ”Perdemos mais de $200,000,” adiantou Paulo Pinto, director executivo da MAPS. “Tivemos que ajustar vários programas, incluindo os de violência doméstica, serviços a idosos e programas para jovens. Estes programas vão vitais, sem estes serviços muitas vidas são colocadas em risco.”
      O Centro de Assistência ao Imigrante (IAC) em New Bedford está a tentar encontrar cura para um orçamento que foi cortado em 17 por cento.
      ”Perdemos mais de $50,000,” informou Helena S. Marques, directora executiva do centro, acrescentado que foi forçada a reajustar as tarefas dos funcionários. “Nunca vi as coisas como estão hoje em dia. Estamos tão ocupados a tentar sobreviver e apagar fogos que nem sequer podemos pensar em soluções a longo prazo.”
      Marques referiu que o seu programa de prevenção de VIH/abuso de substâncias tóxicas, que era financiado pelo Departamento de Saúde Pública de Massachusetts, perdeu todas as verbas. Mais de 65 pessoas usufruíram destes serviços no último ano fiscal, segundo a directora.
      ”Estamos a ver se conseguimos encontrar verbas noutro lugar para preencher a lacuna. Não podemos fechar automaticamente os olhos às necessidades.”
      Embora outras agências prestem alguns dos programas afectados na sua agência, Marques salientou que os imigrantes têm alguma relutância em solicitar a sua assistência. Apesar dessas agências poderem falar o seu idioma, é mais difícil elas compreenderem a sua cultura.
      ”Nós temos a confiança da comunidade imigrante,” adiantou Marques. “É mais fácil eles falarem connosco sobre situações privadas nas suas vidas. Muitos não sabem para onde se virar e nós tornamo-nos as suas vozes.”
      O deputado estatal António F. D. Cabral, que incluiu a alínea referente ao subsídio no orçamento estatal, diz que irá fazer diligências para recuperar as verbas no próximo ano fiscal.
      ”Apoio este programa devido à sua singularidade; é o único do género no estado,” salientou Cabral.
      Por agora, o IAC irá prestar serviços de prevenção de VIH/abuso de substâncias tóxicas numa escala menor.
      ”A porção de intervenção vai ser provavelmente eliminada e os outros funcionários terão de assumir tarefas adicionais,” adiantou Marques.
      Tanto Pinto como Marques frisaram que os cortes não poderiam ter surgido numa altura pior.
      ”As pessoas estão a perder os trabalhos. Começam a beber. A violência aumenta. Existe agora mais necessidade destes programas,” sublinhou Marques.
      ”Estamos a ver mais pessoas sem abrigo e mais problemas relacionados com alcoolismo e abuso de substâncias tóxicas,” acrescentou Pinto. “As pessoas estão desempregadas e não existem programas para satisfazer as suas necessidades.”
      Pinto realçou que a comunidade “vai perder muito mais,” se a legislatura não apoiar a proposta do Gov. Patrick para atribuir $70 milhões para prestar cuidados médicos a imigrantes legais.
      Cerca de 30 mil imigrantes legais a residir em Massachusetts poderão perder o seu seguro médico no próximo dia 1 de Agosto.
      Os indivíduos afectados são utentes de cartão verde       residentes nos Estados Unidos há menos de cinco anos e são presentemente cobertos por Commonwealth Care, um plano de saúde comparticipado pelo estado para pessoas som rendimentos baixos. Calcula-se que os cortes resultariam numa poupança de $130 milhões.
      ”Os imigrantes vão ficar ainda mais isolados e correr mais riscos,” declarou Pinto. “Estão a tratar os imigrantes como se fossem cidadãos de segunda classe. Eles trabalham, pagam impostos, mas não se qualificam para beneficiar dos serviços. Precisamos de fazer barulho, para ver o que acontece.”
      O deputado Cabral concorda.
      ”É injusto destacar este determinado sector da população,” salientou. “Estas pessoas não estão na Mass Health ou Medicaid. Pagam jóias, trabalham e pagam impostos.”
      O deputado acredita que estes indivíduos estão a ser destacados por uma razão específica.
      ”Como não residem no país há cinco anos, o governo federal não reembolsa o estado,” informou.
      No entanto, Cabral referiu que a proposta do governador é “um bom compromisso.”
      ”Nesta altura não sei como a Câmara dos Representantes ou Senado vão tratar do assunto,” disse. “O ideal seria tratar disto antes do fim do mês para que não perdessem a cobertura médica.”
      O plano de saúde alternativo restituiria parcialmente os benefícios aos imigrantes. Alguns serviços preventivos não seriam incluídos, adiantou Cabral.
      ”É mais rentável para o estado providenciar um plano alternativo,” referiu o deputado, acrescentando que a lei não deixa os hospitais recusar serviços de emergência a qualquer indivíduo.
      ”Podemos prestar os serviços essenciais para que as pessoas não se desloquem às urgências, por qualquer coisa pequena,” explicou Cabral. “As urgências só ficariam sobrecarregadas e isso custaria muito mais ao estado.”
      O estado de Massachusetts requer que todos os indivíduos tenham seguro de saúde, senão enfrentam penalidades.
      ”Se não providenciarmos acesso a seguro de seguro, então temos de eliminar a lei original,” frisou Cabral. De outra forma, “Como é que podemos exigir a um indivíduo que cumpra esta lei?”
      ”Hoje, são os imigrantes legais; amanhã é outro sector da população,” acrescentou Cabral. “Precisamos de permanecer empenhados nos nossos valores, na reforma e estabelecer prioridades.”
      Entretanto, Pinto questiona como estão a ser usadas as verbas do Pacote de Estímulo Económico.
      ”O que é que aconteceu ao dinheiro do pacote de estímulo?” perguntou. “Estou a ver muitas estradas lindas, mas não uma via para os cuidados de saúde.”

O Jornal – 17.07.2009





Presidente do Instituto Português do Sangue nega discriminação e alega evidências científicas

19 07 2009

O presidente do Instituto Português de Sangue (IPS) negou hoje haver discriminação em relação a dadores homossexuais, argumentando que existem evidências científicas que provam que este é um grupo com potenciais comportamentos de risco. A Juventude Socialista e a Associação ILGA Portugal reagiram contra a exclusão.

Segundo Gabriel Olim, não se trata de discriminação mas sim de “selecção”, uma vez que “a prevalência de agentes patogénicos que podem provocar doenças graves por transfusão de sangue é maior na população homossexual masculina”.

“Por razões anatómicas, os homens estão mais expostos a doenças graves que possam ser transmitidas”, afirmou, acrescentando que todos os dias se excluem 25 por cento de potenciais dadores pelas mais variadas razões.

O presidente do IPS esteve hoje em Faro no lançamento da campanha para a recolha de sangue “Não dê férias à dádiva de sangue no Algarve”, que percorrerá onze das localidades algarvias mais turísticas.

“Se a pessoa estiver anémica, a tomar medicamentos ou se for heterossexual e tiver tido um novo parceiro nos últimos seis meses, também não vamos aceitar esse sangue”, disse, acrescentando “nada ter contra os homossexuais”.

O Ministério da Saúde admitiu, em resposta a uma pergunta do deputado João Semedo (BE), datada de 13 de Julho, excluir dadores de sangue masculinos que declarem relações homossexuais.

Na resposta do ministério, lê-se que tal “necessidade” não significa uma discriminação em função da orientação sexual, mas “unicamente” um controlo sobre os comportamentos de risco dos dadores, “o que se comprova pela circunstância de os homossexuais do sexo feminino poderem ser aceites como tal”.

O presidente do IPS frisou ainda que a exclusão de homossexuais masculinos da dádiva de sangue resulta de um “consenso internacional com base científica” e que não é “um país isoladamente” que vai contrariar essa decisão.

Contudo, segundo Gabriel Olim, estão a ser estudadas formas para tentar perceber quanto tempo demora para que um homem que deixe de ter relações homossexuais possa voltar a ser dador de sangue.

Questionado sobre a validação de todo o sangue que é recolhido e a posterior identificação da presença de doenças, o presidente do IPS frisou que existe uma impossibilidade técnica e logística de testar todos os agentes patogénicos que existem.

“Não testamos por exemplo a presença do vírus do papiloma humano (HPV), apenas os agentes patogénicos que conduzem a doenças mais perigosas”, disse, sublinhando que em relação às outras doenças se tentam criar “barreiras de segurança”.

A Juventude Socialista (JS) classificou de “inadequadas” as declarações do presidente do IPS. A JS prometeu, simultaneamente, insurgir-se junto do Ministério da Saúde contra a “discriminação” dos homossexuais masculinos nas dádivas de sangue, disse hoje à agência Lusa o líder dos jovens socialistas, Duarte Cordeiro.

Considero que não há qualquer comportamento de risco que um homossexual masculino possa ter que um heterossexual masculino não possa ter”, contrapôs Duarte Cordeiro.

Para o líder da JS, o IPS deve avaliar comportamentos de risco e não a orientação sexual de um cidadão que se apresenta como dador. “Se é essa a prática, deve ser corrigida. Não me parece de todo aceitável que haja este tipo de prática e de declarações”, acrescentou.

A Associação ILGA Portugal lembrou hoje que a exclusão de homossexuais masculinos como dadores de sangue “perpetua um preconceito e um estigma”, além de ser uma prática discriminatória que contraria a Constituição.

“Em vez de perguntarem especificamente sobre comportamentos de risco, optam por uma lógica totalmente errada”, lamentou Paulo Côrte-Real, reagindo às recentes declarações do Ministério da Saúde, que veio admitir que os dadores de sangue masculinos que declarem ter relações homossexuais podem ser excluídos.

O responsável da associação de defesa dos direitos dos homossexuais lembra que “a Constituição da República Portuguesa é a única na Europa que proíbe explicitamente, desde 2004, a discriminação com base na orientação sexual”.

Ao recusarem aquele grupo de pessoas como dadores estão a “dar apoio à estigmatização e discriminação”, sublinhou Paulo Côrte-Real, lembrando não existir nenhuma base científica para justificar tal decisão.

A ideia é corroborada pelo Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida, Henrique Barros, que hoje voltou a sublinhar que já não existem grupos de risco e que os homossexuais não têm uma taxa de VIH superior aos heterossexuais.

Mas esta é já uma guerra antiga, lembra Côrte-Real. Há exactamente dez anos, o presidente do Instituto Português de Sangue (IPS) defendeu a exclusão dos homossexuais baseando-se na opinião de sexologistas: “Dizem que o homossexual masculino é muito instável (…). Normalmente um deles é promíscuo.”

Após várias denúncias por parte das associações dos direitos homossexuais e discussão sobre a matéria, o IPS acabou por retirar do seu site o critério da orientação sexual como razão para aceitar ou excluir dadores. “Mas nunca o tirou do manual impresso que é distribuído”, frisa Côrte-Real.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, o Ministério da Saúde entende que “a necessidade de garantir que os potenciais dadores não têm comportamentos de risco (…) leva à exclusão dos potenciais dadores masculinos que declarem ter tido relações homossexuais”.

Público – 17.07.2009





CUBA: Polícia continua homofóbica/transfóbica

19 07 2009

Agentes da polícia da esquadra de Dragones, no Centro de Habana, boicotaram no passado fim-de-semana uma acção de prevenção de ITS-HIV-AIDS efectuada pelo Centro Nacional de las ITS, na zona do Capitólio.

A polícia prendeu 19 jovens homossexuais, Travestis e Transexuais que tentaram participar na acção em busca de preservativos, lubrificantes, material educativo e para fazerem provas instantâneas da HIV-SIDA, tudo patrocinado pelo Fondo Global e da ONU-SIDA.

Até agora, nenhum funcionário do Centro Nacional de Prevención de las ITS-VIH SIDA se pronunciou contra o boicote polícial. Promotores de Saúde que participaram na campanha e tentaram protestar o assédio policial, foram duramente repreendidos pela administração do Centro.

A queixa apresentada pela Fundación cubana de lesbianas, gays, travestis y bisexuales (LGTB) Reinaldo Arenas, ao Ministerio de Salud Publica denuncia a detenção de 19 jovens homossexuais e da deportação de 8 desses jovens esta segunda-feira para as suas vilas do interior.

Na queixa, a ONG LGBTT cubana exige, além da repetição dos testes de HIV/SIDA para os membros da comunidade homossexual de Centro Habana, a cessação imediata das intimidações, espancamentos e tortura psicológica por parte da polícia à comunidade na capital.

PortugalGay – 17.07.2009





Governo insiste em excluir homossexuais dadores de sangue

19 07 2009

O governo admitiu por escrito que a prática seguida nos hospitais é a “exclusão dos potenciais dadores de sangue masculinos que declarem ter tido relações homossexuais”. Foi em resposta a um requerimento do deputado bloquista João Semedo acerca da discriminação de dadores de sangue num hospital público.

O requerimento de João Semedo surgiu na sequência de uma denúncia de uma mulher que se dirigiu ao hospital de Santo António, no Porto, tendo sido impedida de dar sangue por ter declarado que manteve uma relação homossexual. A resposta do Ministério da Saúde não se pronuncia sobre o caso relatado pelo deputad bloquista, mas volta a insistir na política de discriminação dos homossexuais masculinos que são dadores de sangue.

“A necessidade de garantir que os potenciais dadores não têm comportamentos de risco que, em termos objectivos e cientificamente comprovados, podem constituir uma ameaça à saúde e à vida dos potenciais beneficiários, leva à exclusão dos potenciais dadores de sangue masculinos que declarem ter tido relações homossexuais”, diz a resposta assinada pela chefe de gabinete da ministra da Saúde.

“Esta restrição é justificada cientificamente pelas elevadas taxas de prevalência nos homossexuais de sexo masculino de doenças graves transmissíveis pela transfusão de sangue”, prossegue a resposta do governo, que conclui que a discriminação nos serviços de recolha de sangue não é feita “em função da sua orientação sexual, mas tão só com base na avaliação do risco ptencial associado ao estado de saúde e aos hábitos de vida dos dadores”.

A resposta do governo não explica porque é que uma lésbica foi impedida de dar sangue no Porto e insiste na necessidade de excluir os homossexuais masculinos. O deputado João Semedo voltou a contestar a discriminação “com base em preconceitos e em premissas sem qualquer bse científica ou legal”.

O deputado bloquista diz que “o «critério estatístico» é inteiramente falacioso, já que a infecção VIH/Sida está a aumentar sobretudo entre heterossexuais. Paralelamente, não existem práticas sexuais exclusivas dos homossexuais, sendo que a teoria de que estas práticas afectarão a qualidade do sangue é extremamente perigosa, e apenas poderá dar falsas seguranças aos cidadãos beneficiários do sangue recolhido”.

O Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida, Henrique Barros, também insurgiu-se contra a prática ditada pelo governo e disse que “não há razões” para excluir qualquer grupo de pessoas da doação de sangue, lembrando que já não existem grupos de risco.

O SOS Racismo também reagiu em comunicado à posição do governo. “Não seria mais sensato questionar os dadores sobre actos que sejam objectivamente de risco tais como partilha de seringas, relações sexuais sem protecção? Que prove o Ministério da Saúde que as pessoas correm mais riscos em contrair o HIV por terem relações homossexuais. Se não, repetimos, a justificação é absurda e injustificável”, diz o comunicado da associação anti-racista. 

Em comunicado de imprensa a Não te Prives – Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, escreve que “proibir homens homossexuais de doar sangue só por terem relações homossexuais é manifestamente uma prática discriminatória sem qualquer fundamento científico”, que viola a Consituição portuguesa, onde se proíbe a discriminação “em função da sua orientação sexual”. “Agora, o Ministério da Saúde assume aquilo que a prática de muitos hospitais vinha provando e que várias organizações denunciavam: uma prática discriminatória que põe de lado milhares de potenciais doadores/as quando existe sempre necessidade de sangue.” E sugere que o questionário passe a perguntar aos dadores  “se têm comportamentos de risco”, em vez de se perguntar qual a sua orientação sexual.

Também a associação ILGA-Portugal partilha esta proposta e considera que a orientação seguida nos serviços de saúde “perpetua um preconceito e um estigma” quando “a Constituição da República Portuguesa é a única na Europa que proíbe explicitamente, desde 2004, a discriminação com base na orientação sexual”.

Esquerda – 17.07.2009





Exclusão é inconstitucional e perpetua estigma

19 07 2009

A Associação ILGA Portugal lembrou hoje que a exclusão de homossexuais masculinos como dadores de sangue “perpetua um preconceito e um estigma”, além de ser uma prática discriminatória que contraria a Constituição.

“Em vez de perguntarem especificamente sobre comportamentos de risco, optam por uma lógica totalmente errada”, lamentou Paulo Côrte-Real, reagindo às recentes declarações do Ministério da Saúde, que veio admitir que os dadores de sangue masculinos que declarem ter relações homossexuais podem ser excluídos.

O responsável da associação de defesa dos direitos dos homossexuais lembra que “a Constituição da República Portuguesa é a única na Europa que proíbe explicitamente, desde 2004, a discriminação com base na orientação sexual”.

Ao recusarem aquele grupo de pessoas como dadores estão a “dar apoio à estigmatização e discriminação”, sublinhou Paulo Côrte-Real, lembrando não existir nenhuma base científica para justificar tal decisão.

A ideia é corroborada pelo Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida, Monteiro de Barros, que hoje voltou a sublinhar que já não existem grupos de risco e que os homossexuais não têm uma taxa de HIV superior aos heterossexuais.

Mas esta é já uma guerra antiga, lembra Côrte-Real. Há exactamente dez anos, o presidente do Instituto Português de Sangue (IPS) defendeu a exclusão dos homossexuais baseando-se na opinião de sexologistas: “Dizem que o homossexual masculino é muito instável (…). Normalmente um deles é promíscuo.”

Após várias denúncias por parte das associações dos direitos homossexuais e discussão sobre a matéria, o IPS acabou por retirar do seu site o critério da orientação sexual como razão para aceitar ou excluir dadores. “Mas nunca o tirou do manual impresso que é distribuído”, frisa Côrte-Real.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, o Ministério da Saúde entende que “a necessidade de garantir que os potenciais dadores não têm comportamentos de risco (…) leva à exclusão dos potenciais dadores masculinos que declarem ter tido relações homossexuais”.

O ministério garante que tal “necessidade” não significa uma discriminação em função da orientação sexual, mas “unicamente” um controlo sobre os comportamentos de risco dos dadores, “o que se comprova pela circunstância de os homossexuais do sexo feminino poderem ser aceites como tal”.

O último relatório da Coordenação Nacional para a Infecção por VIH/sida, relativo ao ano de 2008, refere terem sido recebidas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge notificações de 2668 casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), nos vários estádios, dos quais 1201 (45 por cento) diagnosticados nesse ano.

Dos casos notificados em 2008 (num total de 1201), a categoria de transmissão “heterossexual” representou mais de metade (57,6 por cento), a transmissão associada à toxicodependência representou 21,9 por cento do total notificado e os casos homo/bissexuais apenas 16,8 por cento.

Destak – 17.07.2009





JS indignada com declarações do presidente do IPS

19 07 2009

A Juventude Socialista (JS) classificou de “inadequadas” as declarações do presidente do Instituto Português do Sangue (IPS), que hoje defendeu a exclusão dos homossexuais masculinos nas dádivas de sangue.

A JS prometeu, simultaneamente, insurgir-se junto do Ministério da Saúde contra a “discriminação” dos homossexuais masculinos nas dádivas de sangue, disse hoje à agência Lusa o líder dos jovens socialistas, Duarte Cordeiro.

O líder da JS anunciou esta posição na sequência das declarações do presidente do IPS, Gabriel Olim, que garante não se tratar de discriminação mas sim de “selecção”, uma vez que “a prevalência de agentes patogénicos que podem provocar doenças graves por transfusão de sangue é maior na população homossexual masculina”.

“Considero que não há qualquer comportamento de risco que um homossexual masculino possa ter que um heterossexual masculino não possa ter”, contrapôs Duarte Cordeiro.

Para o líder da JS, o IPS deve avaliar comportamentos de risco e não a orientação sexual de um cidadão que se apresenta como dador. “Se é essa a prática, deve ser corrigida. Não me parece de todo aceitável que haja este tipo de prática e de declarações”, acrescentou.

Também o Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida disse hoje não haver razões para excluir qualquer grupo de pessoas da doação de sangue e lembrou que actualmente já não existem grupos de risco, uma vez que os homossexuais não têm uma taxa de HIV superior aos heterossexuais.

“Enquanto grupo, os homossexuais têm prevalência mais alta de algumas infecções, nomeadamente hepatite. Isto é um facto, mas não podem atacar as pessoas por grupos, por segmentos, mas apenas ver individualmente se têm comportamentos de risco. Isto acontece entre hetero e homossexuais”, realçou à Lusa Monteiro Barros.

Diário de Notícias – 17.07.2009





Cruz Vermelha capacita activistas comunitários para protecção das crianças

19 07 2009

Uíge – Trinta activistas comunitários da Cruz Vermelha de Angola (CVA) no Uíge terminaram hoje, quinta-feira, nesta cidade, uma acção formativa sobre “O cuidado das crianças órfãs de pais vítimas de Vih/Sida nos últimos cinco anos”, visando o melhoramento das suas condições de vida.

Em declarações à Angop, o coordenador nacional da CVA para o combate ao Vih/Sida, João Brandão, fez saber que o acompanhamento dos menores vai obedecer a deontologia profissional, o carinho, o apoio moral e material para facilitar o seu acesso às várias áreas dos direitos de infância.

João Brandão realçou que o projecto de apoio ás crianças vulneráveis decorre em três províncias do país (Uíge, Cabinda e Kwanza Norte), com vista a sua acomodação e acompanhamento nas áreas de ensino e aprendizagem.

Segundo disse, cada activista terá a responsabilidade de prestar os seus cuidados a 10 das 200 crianças nesta condição, apelando igualmente a todos voluntários a pautarem pelas regras de conduta social, deontologia profissional, carinho, uso de linguagem de compreensão ao fazer os contactos com os seus encarregados.

“Além das 200 crianças vulneráveis que se encontram sob cuidado da instituição, perspectivamos um contacto directo com as áreas de saúde, autoridades tradicionais junto do Ministério de Educação para a recolha de mais dados de outras eventuais crianças nesta condição para o devido tratamento”, disse.

Durante a formação, de dois dias, orientada pelo coordenador nacional para Vih/Sida, João Brandão, foram abordados os temas “resolução de casos de sida”, “criança vulnerável e a sociedade”, “riscos de infância “, “apoio psicossocial” “criança e epidemia ” entre outros.

Angop – 16.07.2009





Oitocentas e dezoito mulheres fazem teste voluntário de Vih/Sida no Uíge

19 07 2009

 Uíge – Oitocentas e 18 mulheres fizeram o teste voluntário de Vih/Sida no centro materno infantil, nesta cidade, de Junho a 16 de Julho corrente, informou hoje, quinta-feira, à Angop, a chefe do centro materno em exercício, Emília Ricardo.
De acordo com a responsável, deste número foi notificado um caso seropositivo, já encaminhado para o centro de aconselhamento.
A responsável fez saber que no mesmo período foram distribuídos 12.240 preservativos as mulheres em estado fértil e não só, adiantando que 724 destas foram imunizadas contra tétano de 10 a 16 do mês corrente, 404 aderiram a consultas pré-natal e 99 outras ao planeamento familiar.
De igual modo, frisou, foram assistidas 75 crianças com diversas patologias na pediatria do centro materno e 391 outras na secção da puericultura.
A enfermeira apontou a malária, doenças respiratórias agudas, gripes e conjuntivite como as doenças mais notificadas.

Angop – 16.07.2009





V Conferência Internacional sobre VIH/Sida começa no domingo

19 07 2009

Cape Town (Do Enviado Especial) – Perto de cinco mil delegados de todo o mundo, entre os quais de Angola, vão participar, na cidade sul africana de Cape Town, na V Conferência sobre a Patogenese, Tratamento e Prevenção do VIH/Sida, com inicio previsto para domingo, no Centro de Convenções desta cidade.

De acordo com informações recolhidas pela Angop no local da conferência, este evento, que se realiza a cada dois anos, é uma oportunidade para cientistas, médicos, líderes de comunidades e outros especialistas examinarem os últimos desenvolvimentos na investigação do VIH.

Explorar os avanços científicos que possam, de forma prática, dar resposta ao combate desta pandemia é outro dos objectivos desta conferência internacional, organizada pela Sociedade Internacional do VIH/Sida, International AIDS Society (IAS) na sigla inglesa.

Os organizadores do evento prometem continuar a insistir nas abordagens baseadas em evidencias, no que diz respeito a prevenção do VIH, tratamento, cuidados e apoio, enfatizando a necessidade continua de investir estrategicamente na investigação da doença, incluindo a monitorização da implementação de programas neste capítulo.

Dados oficiais revelam que a Africa do Sul é o país com o maior peso da pandemia de Sida em todo o mundo, com um número estimado em 5,7 milhões de pessoas a viver com o vírus, dados de 2007.

A decisão de realizar a IAS 2009 neste país reflecte o desejo dos organizadores de redireccionar o foco da atenção da comunidade científica internacional sobre os constantes desafios enfrentados por uma região que luta contra uma epidemia generalizada e para destacar os mais recentes esforços em combate-la.

Um destaque particular da conferência será uma nova área de investigação operacional que apresentará as mais recentes conclusões sobre as melhores metodologias para implementar programas de prevenção e tratamento em países com recursos limitados.

Esta nova área destina-se a destacar formas de traduzir rapidamente as descobertas científicas em intervenções concretas, que respondam aos actuais desafios na prevenção do VIH, tratamento e cuidados de saúde, em especial, nos países com médios e baixos rendimentos.

O conclave inclui ainda uma sessão plenária, um simpósio e uma sessão para apresentação oral que abordará a potencial contribuição do tratamento anti-retroviral na prevenção, bem como uma sessão especial de analise sobre o papel das ciências sociais, legislação e direitos humanos na expansão do acesso as intervenções biomédicas na área da prevenção e do tratamento.

Outro tema importante da conferência será a renovação dos esforços na investigação de uma cura para a infecção pelo VIH.

Angop – 17.07.2009





«Já não há grupos de risco», lembra coordenador

19 07 2009

O Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida disse hoje que «não há razões» para excluir qualquer grupo de pessoas da doação de sangue e lembrou que actualmente já não existem grupos de risco, uma vez que os homossexuais não têm uma taxa de HIV superior aos heterossexuais.

«Enquanto grupo, os homossexuais têm prevalência mais alta de algumas infecções, nomeadamente de hepatite. Isso é um facto. Mas não podem atacar as pessoas por grupos, por segmentos, mas apenas ver individualmente se têm comportamentos de risco. Isso acontece entre hetero e homossexuais», realçou à Lusa Monteiro Barros.

O Ministério da Saúde admitium, em resposta a uma pergunta do deputado João Semedo (BE), datada de 13 de Julho, excluir dadores de sangue masculinos que declarem relações homossexuais, mas o Coordenador Nacional para a Infecção VIH/sida frisa que não há razões para a discriminação.

Com base em denúncias de homossexuais sobre recusas de dádivas de sangue, o Bloco de Esquerda enviou ao ministério um requerimento perguntando sobre a sua veracidade e sobre a disponibilidade da tutela para «rever» a interpretação «discriminatória».

Na resposta do ministério, a que a Lusa teve acesso, afirma-se: «A necessidade de garantir que os potenciais dadores não têm comportamentos de risco que, em termos objectivos e cientificamente comprovados, podem constituir uma ameaça à saúde e à vida dos potenciais beneficiários, leva à exclusão dos potenciais dadores masculinos que declarem ter tido relações homossexuais.»

O ministério garante que tal «necessidade» não significa uma discriminação em função da orientação sexual, mas «unicamente» um controlo sobre os comportamentos de risco dos dadores, «o que se comprova pela circunstância de os homossexuais do sexo feminino poderem ser aceites como tal».

O Ministério da Saúde admite que a «restrição» é «justificada cientificamente pelas elevadas taxas de prevalência nos homossexuais do sexo masculino de doenças graves transmissíveis pela transfusão de sangue».

Monteiro de Barros concorda com o que chama o princípio da precaução, mas em relação a comportamentos de risco e não a grupos de risco.

«Não se pode dizer que o facto de haver análises ao sangue doado torna as transfusões 100 por cento seguras, até porque fazemos apenas as análises que conhecemos. Mas não é aceitável que se discrimine um grupo, como os homossexuais», sustenta.

O último relatório da Coordenação Nacional para a Infecção por VIH/sida, relativo ao ano de 2008, refere terem sido recebidas no Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge notificações de 2668 casos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH), nos vários estádios, dos quais 1201 (45 por cento) diagnosticados nesse ano.

Dos casos notificados em 2008 (num total de 1201), a categoria de transmissão «heterossexual» representou mais de metade (57,6 por cento), a transmissão associada à toxicodependência representou 21,9 por cento do total notificado e os casos homo/bissexuais apenas 16,8 por cento.

Diário Digital / Lusa – 17.07.2009





EUA pode ceder asilo político a vítimas de violência doméstica

19 07 2009
SÃO FRANCISCO - O Departamento de Segurança Interna dos EUA estudam a possibilidade de conceder asilo político a imigrantes que tenham sido vítimas de violência doméstica, informou um porta-voz do órgão na quarta-feira, 15. 

A manobra, que representa uma mudança na política de governo de George W. Bush, se dá no momento em que o governo pediu que o caso de uma mulher mexicana que diz ter sido fortemente agredida por seu marido seja revisado.

 

O porta-voz do Departamento, Matthew Chandler, disse que a agência “continua considerando a violência doméstica como uma possível base para solicitar asilo nos Estados Unidos”.

 

A solicitação de asilo da mulher foi recusada por um juiz de imigração de são Francisco há dois anos, e a mexicana apelou à Junta de Apelações de Arlington, na Virgínia. O departamento pediu que o caso fosse revisado, argumentando que, em alguns casos, o asilo pode ser concedido a vítimas de violência doméstica.

 

Chandler explicou que os pedidos de asilo político baseados em acusações de violência doméstica são “muito complexas” e que o governo”está interessado em desenvolver regulamentações que solucionem esses casos”.

 

Karen Musalo, a advogada da mulher agredida, tornou públicos os arquivos do caso na quarta-feira para destacar o que ela descreveu como uma troca de política “muito nova e significativa” entre a administração de Bush e a do atual presidente, Barack Obama.

 

A cliente de Musalo, que não foi identificada no documento apresentado no tribunal, chegou aos EUA em 2004 com dois de seus filhos. Segundo ela, o pai das crianças abusou dela no México e por isso pediu asilo nos EUA.

Associated Press – 16.07.2009





11° Congresso Paulista de Saúde Pública acontece em São José dos Campos de 22 a 26 de agosto

19 07 2009

A Associação Paulista de Saúde Pública (APSP) realiza de 22 a 26 de agosto no Campus Urbanova da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) em São José dos Campos, a 11° edição do Congresso Paulista de Saúde Pública.

Uma característica dos Congressos realizados pela APSP é a promoção de um encontro regional antecedendo o Congresso propriamente dito. Estes encontros possibilitam a discussão do tema do congresso a partir da ótica regional, e um preparo, tanto intelectual como operacional, ao evento maior que se segue.

O Encontro Regional deste ano será realizado em Taubaté, dia 31 de julho, na Universidade de Taubaté no campus do Direito. Há duas décadas, como entidade associada aos clamores por uma nova ordem social brasileira, a APSP pautou a construção das temáticas da saúde pública na defesa da democracia e de um Estado de direitos sociais. Transcorridos vinte anos da promulgação da Constituição Cidadã e da criação do SUS, às análises dos avanços, dos limites e das contradições deles decorrentes agregamos, neste décimo primeiro congresso, a temática das crises.

A organização do programa reflete uma cuidadosa e vasta ausculta entre trabalhadores, professores e pesquisadores da saúde pública, na busca de extrair as singularidades do nosso Estado emolduradas pelo contexto das questões nacionais e internacionais.

A APSP pretende que este Congresso se torne um evento histórico e para isso convidou renomados profissionais reconhecidos nacionalmente na saúde pública e de diferentes áreas de conhecimento, o que permitirá um marco na identificação e delineamento de propostas que possam contribuir para a reflexão e para um possível avanço da Saúde Pública.

Informações detalhadas sobre o Congresso, na APSP, tel (11) 3032-6209, horário da secretaria: de segunda a sexta-feira das 13hs às 17hs.

Fonte: Associação Paulista de Saúde Pública

Agência de Notícias da Aids – 18.07.2009





Suazilândia: Monarquia, poligamia e Aids

19 07 2009

A poucos quilômetros das principais cidades que receberão os jogos de futebol da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, está o Reino da Suazilândia, um dos menores países do continente africano e uma das poucas monarquias absolutas do planeta.

A “terra dos Suazis” ganha também alguma notoriedade internacional quando o Rei Mswati III promove uma festa para a escolha de uma nova esposa. Hoje, aos 41 anos, ele tem 14 mulheres.

O repórter Lucas Bonanno visitou aquele reinado africano e nos conta em duas reportagens especiais um pouco sobre alguns fatores que contribuem para que o país tenha a mais alta prevalência de HIV no Mundo: 26,1%, segundo as Nações Unidas.

Os 10 ºC em Junho e Julho, as boas estradas e as ruas limpas da capital da Suazilândia, Mbabane, destoam das altas temperaturas e das precárias condições estruturais de grande parte dos países africanos.

Entretanto, ao sair da capital, com destino ao interior do país, onde vive cerca de 70% da população, a pobreza se torna bem mais evidente. As casas são feitas de barro com suporte de madeira e a alimentação, muitas vezes, são apenas papas de milho.

Independente dos ingleses em 1968, a Suazilândia ainda tem um grande controle econômico de estrangeiros, sobretudo dos europeus, que comandam as grandes plantações de cana-de-açúcar, o principal cultivo de exportação.
E para agravar ainda mais a situação econômica, o país tem a mais alta incidência de aids no mundo.

Com uma população de 1,2 milhão de pessoas, a Suazilândia tem 26,1%o dos adultos vivendo com HIV e Aids, segundo estimativas das Nações Unidas. No Brasil, esta prevalência é de 0,6%.

A Primeira Pesquisa Demográfica da Saúde da Suazilândia, feita em 2007, revelou que a maior parte da população sabe sobre a existência da aids, mas metade admite ter múltiplos parceiros sexuais e manter relações sem camisinha.

O maior líder da nação, o Rei Mswati III, é o principal exemplo da cultural polígama do país.
Todo ano ele promove uma grande festa oficial, onde centenas de virgens, seminuas, se exibem através de danças tradicionais e se oferecem para ser mais uma das suas esposas. Hoje, aos 41 anos, Mswati III tem 14 esposas.

“Recentemente realizamos uma campanha de testagem para o HIV e quando pedíamos para os homens trazerem as suas esposas para fazerem o teste também, eles nos perguntaram ‘Qual das nossas esposas?’”, conta o Chefe da Missão da organização Médicos Sem Fronteiras-Suiça na Suazilândia, Aymeric Péguillan.

Uma pesquisa liderada pelo ativista Hanni Dlamini e apoiada pelo Conselho Nacional de Emergência contra o HIV e Aids, órgão governamental, apontou que os suazis não usam preservativos porque acreditam que este método preventivo tenha sido criado para destruir a virilidade africana e que o gel na camisinha diminui o tamanho e a duração da ereção, além de o preservativo provocar reações alérgicas.

“Os adultos já não estão mais lá”

Há um ano e meio na Suazilândia, Péguillan, que é francês, disse que ficou chocado quando chegou ao país e começou a perceber o impacto da aids.

“É comum vermos numa casa, três ou quatro crianças, cinco adolescentes e alguns velhos. Os adultos já não estão mais lá. Morreram de aids”, disse. “E essa falta de adultos limita a mão de obra. Essas crianças passam fome porque não têm pais para trabalhar”, acrescentou.

Um relatório do Fundo Monetário Internacional, divulgado no começo deste ano, revelou que um quarto da mão-de-obra da Suazilândia está ausente do trabalho por causa da Aids e que a doença custou ao país 1,3 por cento do seu produto interno bruto.

“Num período de 30 dias, pelo menos 25% dos trabalhadores entrevistados durante o estudo não foram trabalhar,” informou a pesquisa.

Além da Aids, o país sofre também de uma grande epidemia de tuberculose (TB), que segundo a Organização Mundial da Saúde, atinge um de cada 80 suazis.

As baixas temperaturas nesta época do ano contribuem ainda mais para a transmissão desta doença, já que muitas pessoas ficam confinadas num mesmo espaço fechado e acabam por transmitir o bacilo uma à outra através da tosse e do espirro.

“Não conseguiremos enfrentar a TB, sem combater a aids e vice-versa. São doenças que andam juntas, por isso o objetivo da nossa organização é criar um programa conjunto de tratamento e prevenção das duas doenças”, disse o chefe da Missão da Médicos Sem Fronteiras.

Cerca de 80% das pessoas com HIV têm também a doença causada pelo bacilo de koch na Suazilândia.

Lucas Bonanno/Agência de Notícias da Aids – 18.07.2009





Segundo pesquisa da Fiocruz, uso de drogas expõe adolescentes a risco de DST e gravidez indesejada

19 07 2009

Pesquisa publicada na revista científica da Fiocruz avaliou que o uso de drogas entre adolescentes incentiva cada vez menos a prevenção as DST e aids. O estudo avaliou a correlação entre o uso de substâncias que alteram a consciência e a utilização de preservativos. Confira a matéria a seguir.
O consumo de drogas ilícitas ou mesmo lícitas não é bom companheiro na proteção contra doenças transmitidas pelo sexo e pode expor à gravidez indesejada. É o que demonstra estudo de pesquisadores o Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas e do Laboratório de Informações em Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (Icict/Fiocruz). O estudo avaliou a correlação entre o uso de substâncias que alteram a consciência e a utilização de preservativos e foi publicado pela Cadernos de Saúde Pública, uma das revistas.

Ao comparar o uso constante (consistente, para os pesquisadores) de preservativos entre 5.981 alunos da rede pública de Minas Gerais, os cientistas observaram que os rapazes que relataram nunca ter usado substâncias lícitas ou ilícitas foram os que disseram utilizar camisinhas com maior frequência: 71,1%. Dos rapazes que relataram ter utilizado maconha ou cocaína, por exemplo, 55,7% disseram usar camisinha toda vez que mantinham relação sexual, ao passo que, para aqueles que nunca tinham usado drogas ilícitas, o percentual subiu para 65,4%.

Mesmo entre os estudantes que referiram a manutenção de parceiros fixos, os pesquisadores constataram maiores proporções de uso consistente de preservativos entre os rapazes do que entre as meninas, com percentuais, respectivamente, de 60,9% e 42,3%.

Segundo a pesquisa, tanto em relações com parceiros casuais ou fixos, os jovens do sexo masculino mostraram ser menos fiéis ao uso constante de preservativos do que aqueles que já haviam tido contato com alguma droga, lícita ou ilícita. “Coloca-se, portanto, em questão se os adolescentes engajam-se com maior frequência em práticas de risco, ou se esses jovens justificam e racionalizam a posteriori seus comportamentos de risco por causa do uso de psicoativos”, dizem os autores. De qualquer forma, os autores dizem que o estudo permite uma melhor compreensão sobre a influência do uso de álcool e drogas sobre as práticas sexuais entre os adolescentes. “Os achados sugerem a necessidade de integração da prevenção do uso de drogas à das infecções sexualmente transmissíveis e gravidez indesejada”, reivindicam.

Entre os rapazes, a utilização de drogas se mostrou um fator determinante para o uso do preservativo. Para os que já tinham feito ou faziam uso de alguma droga ilícita, apenas 42,7% disseram lançar mão da camisinha toda vez que mantinham relação sexual, enquanto os que relataram nunca terem feito uso dessas substâncias, o percentual da utilização consistente do preservativo subiu para 64,1%.

Entretanto, 24,5% dos jovens justificaram o não uso do preservativo durante as relações com o fato de terem confiança no parceiro; 20,6%, por falta de informação ou acesso a estes. Outros 16,7% disseram simplesmente não gostar de usá-los e 4,3% responderam que não o utilizavam porque os amigos deles também não o faziam ou apresentaram outros motivos para a recusa.

Os autores constataram que as meninas apresentaram menor proporção de uso persistente de preservativos nas relações com parceiros casuais do que os meninos: enquanto elas representaram 50% de constância, entre os rapazes o total cresceu para 63,7%. Quando as relações sexuais foram mantidas com parceiros fixos, os rapazes pareceram mais conscientes da necessidade de proteção do que as meninas, com uma proporção de 60,9% para eles e 42,3% para elas.

A pesquisa revelou que as adolescentes com idades entre 15 e 19 anos não usam a camisinha com a mesma constância do que as da faixa etária de 10 a 14 anos. Enquanto 56,1% das mais novas referiram usar preservativo de forma consistente,a proporção foi de apenas 39,9% entre as mais velhas.

Para os pesquisadores, a constatação de as meninas terem relatado menor uso de preservativos do que os rapazes encontra amparo “no contexto das regras culturais de nossa sociedade, em que ainda prevalece, mesmo que velada, de que as mulheres devem aceitar as condiçõs impostas pelos homens para terem relações sexuais, com pouco espaço para negociar o uso de alguma forma de proteção contra o risco de contrair infecções de transmissão sexual ou gravidez indesejada”.

Agência Fiocruz de Notícias – 18.07.2009





Interrupção no abastecimento de ARVs ameaça vida de pacientes HIV na África, diz MSF

19 07 2009

A interrupção do abastecimento de medicamento de antirretrovirais (ARV) e outros itens médicos essenciais em pelo menos seis países africanos está pondo em risco a vida de pacientes soropositivos. Lacunas no financiamento e problemas de administração de suprimentos levaram ao atraso, suspensão ou risco de suspensão do fornecimento de medicamentos essenciais para salvar a vida de soropositivos. A falta de ação dos governos nacionais, doadores e seus parceiros têm de acabar e eles devem tomar medidas concretas urgentes defende Médicos Sem Fronteiras (MSF), dois dias antes do início da 5ª Conferência Internacional da Sociedade de AIDS na Cidade do Cabo, África do Sul.

As conseqüências dessa interrupção de financiamento e distribuição de suprimentos são potencialmente catastróficas: se novos pacientes têm de adiar ou suspender o início do tratamento, suas vidas passam a ficar sobre risco. Para os que já estão se tratando, essas pausas na terapia ou a diminuição da dosagem vão levar ao fracasso do tratamento ou ao risco de desenvolvimento de uma maior resistência aos medicamentos. Recentemente, interrupções têm afetado os programas de HIV de MSF.

Na África do Sul, o orçamento do governo para saúde foi reduzido devido à crise financeira e encontrar formas de financiamento alternativo parece difícil a curto prazo. “As clínicas estão parando de admitir pacientes porque não há suprimento de ARV suficiente”, conta Eric Goemaere, chefe de missão de MSF na África do Sul. “A lista de espera está crescendo diariamente, aumentando o risco de o paciente morrer antes mesmo de dar início ao tratamento com antirretrovirais. É inacreditável que o programa de ARV, que funciona relativamente bem, possa estar comprometido em um espaço de apenas algumas semanas. MSF não vai conseguir preencher as lacunas e questionamos seriamente a razão de termos de fazer isso, tendo em vista às declarações de comprometimento internacionais”.

No Malauí, atrasos no desembolso da verba do Fundo Global para a Aids, tuberculose e malária já causaram reduções preocupantes no suprimento de ARV. Como resultado, os estoques de várias unidades de saúde estão baixíssimos. Para evitar interrupções mais graves, o Ministério da Saúde, com a ajuda de MSF e outras ONGs, está atualmente redistribuindo suprimentos de ARV para diferentes distritos. MSF também teve de comprar estoques adicionais para garantir um fornecimento estável de medicamentos para os pacientes de seus projetos. Por enquanto, MSF ainda consegue incluir novos pacientes no programa de tratamento, mas há um risco real de que isso talvez tenha que diminuir.

As equipes de MSF em Uganda, República Democrática do Congo, Zimbábue e Guiné também estão sofrendo com a falta de estoque e interrupção nas distribuições de medicamentos.

Essas suspensões são resultado da falta de financiamento interno do programa e o atraso dos governos doadores para assumir seus compromissos. As principais instituições de financiamento como o Fundo Global para a AIDS, tuberculose e malária e o Plano de Emergência para Aids do Presidente dos Estados Unidos (PEPFAR, na sigla em inglês) enfrentam problemas no orçamento ou a falta de garantia de renovação dos financiamentos. A administração do abastecimento e questões de aquisição a nível nacional fazem parte do problema, uma vez que qualquer atraso no financiamento prejudica o abastecimento.

“MSF está extremamente preocupado com a falta de ações eficazes do governo, seus parceiros e doadores internacionais para garantir o financiamento e fornecimento contínuo de ARVs e outras itens médicos para tratamento”, conta Meinie Nicolai, diretora de operações de MSF.

“Eles estão brincando com fogo. A falta de ARVs significa a falta de tratamento para HIV/Aids. Governos e doadores devem responder às questões de financiamento e suprimento de maneira urgente e eficiente”.

Fonte: MSF

Agência de Notícias da Aids – 17.07.2009