Portugal: Delegação promove acções de Verão

15 07 2009
A delegação da Madeira da Fundação Portuguesa “A Comunidade Contra a SIDA” está a promover, até 15 de Setembro, duas actividades de Verão destinadas, sobretudo, às crianças.
Um dos projectos dá pelo nome de “Menino ou menina”. Decorre às terças e quintas-feiras na Praia da Ponta Gorda e visa a promoção de estilos de vida saudável desde a higiene corporal às diferenças de género, adiantou ao JORNAL da MADEIRA, Rubina Leal, responsável pela delegação regional da fundação.
O segundo projecto chama-se “ABA – A brincar, a brincar aprende-se” e abrange um grupo de 28 crianças do Bairro de Santo Amaro. A iniciativa está a ser promovida na sede da delegação e visa o desenvolvimento das competências pessoais e de comunicação dos jovens.
Rubina Leal adiantou que a adesão superou as expectativas tendo salientado que se houvesse mais espaço, mais crianças poderiam participar porque manifestaram vontade, nesse sentido.
Ontem, a delegação regional procedeu à entrega de certificados de formação aos 22 formandos que participaram no curso “Prevenir Hoje, Amanhã Pode ser Tarde”, que incluiu desde a sexualidade ao planeamento familiar.
De acordo com a responsável, a delegação procura que os participantes se tornem voluntários e possam desenvolver acções e trabalhos desta natureza nos mais diversos locais. Participaram pessoas das mais variadas profissionais.

Élia Freitas/Jornal da Madeira – 15.07.2009

 




Entrega do prêmio Troféu Cidadania Luiz Mott será no próximo sábado na Bahia

15 07 2009

Eduardo Barbosa foi professor da Rede de Ensino Oficial do Estado de São Paulo. No espaço escolar, atuou com as DST/Aids desde 1988, quando promoveu oficinas de prevenção, boletins informativos e oficinas de cidadania. Em 1994, a partir de diagnóstico positivo ao HIV, passou a atuar diretamente na área da saúde, integrando o GIV. Posteriormente, esteve na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/AIDS (RNP+) e no Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo. Em setembro de 2004, passou a integrar o quadro do Departamento de DST e Aids do Ministério Saúde.

Ao todo serão premiados 22 iniciativas em vários segmentos. Haverá a presença de personalidades como Gabriela Leite (socióloga, prostituta aposentada, criadora da moda Daspu, Presidente da ONG/DAVIDA) o casal de ex-sargentos do Exército Brasileiro Laci e Fernando (autores do livro “Soldados Não Choram)”, a vereadora Léo Krete ( primeira transexual a ser eleita vereadora na Bahia), da Associação Viva Cazuza, entre outros.

Confira a seguir a lista dos premiados:

Nome Categoria Justificativa
Prefeito – Tarcisio Pimenta Organização Governamental Pela manutenção do apoio  aos projetos do GLICH  apresentados a Prefeitura.
Sociedade Viva Cazuza-Lucinha Araújo Organização Não Governamental
 
Pelo excelente Trabalho prestado as crianças vivendo com HIV / AIDS.
Secretaria de Cultura / Secretário Alcione Cedraz Organização Governamental Pela manutenção do apoio  aos projetos do GLICH  apresentados Secult.
DAVIDA – Gabriela Leite Organização Não Governamental Pelos excelentes trabalhos na prevenção as DTS/AIDS e na Promoção dos Direito Humanos das Prostitutas no Brasil.
Grupo LGBT OMINI / Crus das Almas Grupo LGBT Por ter colocado a Parada LGBT nas ruas em 2008 sem o apoio do poder público local.
Vereadora – Marta Rodriguez Política Por instituir a Lei que trata pelos nomes femininos as Travestis e Transexuais nos espaços públicos de Salvador
Vereadora – Leo Kret Política Por ser a Primeira Vereadora transexual eleita na Bahia.
Eduardo Barbosa Homenagem especial Por todo serviço prestado a Sociedade Civil Organizada.
Site e Revista /A Capa Mídia Pela excelência nos seus artigos e matérias LGBT.
Jornal do Planalto Mídia Por ser o Primeiro Jornal da Bahia a publicar um caderno LGBT.
Site Feira Show Mídia Pelas excelentes coberturas nos eventos do GLICH
Dra. Jurema Cintra Direito Pelos excelentes serviços jurídicos prestados aos LGBT do Sul da Bahia.
Antonio Ferreira do Santos Personalidade Pela coragem e atitude em processar o Banco Bradesco por assedio moral.
Câmara dos Dirigentes Lojista – CDL Empresa Privada
 
Pelo apoio dado aos eventos do GLICH
Casal Antonio do Santos e Manuel Alonso União Estável Homenagem em reconhecimento a 37 anos de união estável
Luis Alberto Membro do GLICH Pela excelente articulação junto as UEFS na promoção do Seminário da Diversidade. 
Bar Bistrô 731. Espaço de Lazer LGBT. Homenagem aos seis anos do Bar.
Léo Mendes Ativista Pelos trabalhos na Militância e pela excelente representação LGBT junto a CAMS.
Liu Alison/ Ò PAÌ Ò Artista Pela postura assumida e pela visibilidade positiva dentro da televisão brasileira.
Espetáculo Solange To Aberta. Teatro/Musical Pela promoção da cultura LGBT através da diversidade Artística.
Casal Laci e Fernando Literatura Pelo lançamento do Livro “Soldados Não Choram”

Agência de Notícias da Aids com informações do Glich – 15.07.2009





Projeto Saúde Brasil publica revista sobre os desafios no controle da aids

15 07 2009

O Projeto Saúde Brasil, que realiza ações nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e cidadania, lançou a revista Aids & Desafios. O objetivo é mostrar os avanços no controle da doença.

Nas 14 páginas da publicação são abordados temas como os mitos sobre a infecção, artigos com especialistas e doentes de aids e a importância das ONGs, entre outras temáticas. A revista tem distribuição direcionada a hospitais, associações, ONGS e toda a cadeia de instituições da área da saúde.

Agência de Notícias da Aids - 15.07.2009





Especialistas tiram dúvidas sobre sexo anal no portal Terra

15 07 2009

O portal Terra publicou dez perguntas e respostas sobre sexo anal. Leia a seguir .

Especialistas tiram 10 dúvidas sobre o sexo anal

O Terra levantou 10 perguntas frequentes quando o assunto é sexo anal. Para responder, foram convidados três especialistas: a psicanalista e sexóloga Regina Navarro Lins, do Rio de Janeiro, autora do livro A Cama na Varanda (Best Seller); o urologista, sexólogo e terapeuta sexual Celso Marzano, diretor do Cedes (Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade), autor do livro O Prazer Secreto (Editora Eden) sobre sexo anal; e a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello. Confira:

1) Sexo anal dói? Por quê?
A crença de que a estimulação anal, principalmente o coito, tem de machucar ou doer é falsa. A maioria dos praticantes do sexo anal não tem dor alguma. Esse medo assusta e afugenta a maioria das pessoas desta prática sexual. Entre os homossexuais, cuja prática anal é constante, a dor é praticamente ausente. Se presente em pequena intensidade e só na penetração, não atrapalha o prazer. Portanto, Marzano alerta: sempre que existir dor significa que algo está inadequado naquele momento.

2) Com o tempo a dor passa?
Tudo o que acontece na vida, tanto as experiências positivas quanto as negativas, influenciam as emoções e a resposta sexual. Experiências sexuais traumáticas, por exemplo, marcam e sempre são lembradas em ocasiões semelhantes. No entanto, o fato de ter ocorrido dor ou desconforto em certa ocasião sexual (como sexo anal) não significa obrigatoriamente que as mesmas sensações voltarão. Não é somente o desejo de ter uma relação anal que impede o desconforto. São necessários outros parâmetros para o total relaxamento muscular.

Uma tensão anal crônica por obstipação, fissuras anais ou hemorroidas inflamadas são as causas mais comuns de desconforto durante o sexo. A tensão pode diminuir com manobras tipo toque digital na pele ao redor do ânus, por lubrificantes à base de água, por respiração relaxante, pela certeza de que o parceiro não será intempestivo e agressivo ou por masturbação simultânea. Em resumo, qualquer atividade que tire a ideia da dor poderá ter como resultado uma nova oportunidade erótica, com maior entrega sexual, sem dor ou traumas, independentemente de antecedentes desconfortáveis.

3) Mulheres podem ter prazer com o sexo anal?
Homens e mulheres podem e chegam ao orgasmo com frequência no sexo anal, segundo os especialistas. Marzano conta que, em entrevistas com praticantes, muitos relatam orgasmos com uma estimulação genital concomitante. Outros não chegam ao ápice, mas não veem nisso uma derrota, e sim uma forma de aproximação, carinho e amor. As mulheres têm maior possibilidade do orgasmo quando praticam contrações musculares da vagina e da região pélvica, que aumentam a sua excitação, somada ao efeito da fantasia excitante de estar sendo penetrada. “Estimular o clitóris também é um caminho para se chegar ao orgasmo no sexo anal”, diz Carla Cecarello.

A excitação aumenta também no sexo anal quando os participantes estão envolvidos em muita fantasia e imaginação. Segundo Marzano, existem depoimentos claros, tanto de homens como de mulheres, que relatam ter orgasmos sem qualquer outra estimulação concomitante. A experiência, a excitabilidade e a erotização individual do ser humano, portanto, é que determinam estas diferenças na resposta sexual.

4) Existe uma posição ideal?
A melhor posição sexual para a prática do sexo anal é aquela em que os parceiros ficam descontraídos e relaxados. A tentativa e o experimentar são válidos para se saber qual é a melhor posição dos corpos, em que a penetração é facilitada, sem dificuldades e sem dor. Estes são os parâmetros para uma realização sexual também no sexo anal. Segundos os praticantes, uma posição confortável é deitado lado a lado (o penetrado fica de costas para o parceiro).

5) É preciso usar camisinha sempre? Por quê?
A camisinha é a melhor prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis e o mais importante recurso na prevenção contra a Aids. No Brasil, são fabricadas cerca de 25 milhões de unidades por mês. Deve ser usada para evitar que o sangue, esperma e outras secreções passem de um parceiro para o outro. “No sexo anal, seu uso é obrigatório, já que a mucosa anal absorve facilmente vírus e bactérias. Além disso, há restos de fezes que podem entrar no canal da uretra, se depositar ali e causar coceiras e corrimentos no homem”, explica Carla.

Mas nem sempre o método é bem aceito pelos parceiros, que alegam diminuição do prazer. “Fala-se, popularmente, que é como chupar bala com papel, o que não é verdade, devido à alta qualidade dos preservativos atualmente, com texturas apropriadas e espessuras muito finas, que não tiram o prazer nem diminuem a sensibilidade”, completa Marzano.

6) A vagina pode ser penetrada após o sexo anal?
Nunca após a penetração anal deve existir penetração vaginal. Também a manipulação com os dedos no ânus nunca deve ser seguida de manipulações vaginais. Tanto o pênis, como os dedos e vibradores, se penetrados no ânus, com ou sem camisinha, são contaminados com fezes ou com secreções fecais, nem sempre visíveis, e não devem ser sugados ou penetrados na vagina ou na boca. De acordo com Marzano, essas contaminações e infecções podem ser graves levando a consequências sérias, como infertilidade, pelviperitonite (infecção da região da bacia e abdome) com ou sem cirurgia, dores e tratamentos longos com antibióticos.

7) Sexo anal causa hemorroida?
Sexo anal, ao contrário do que muitos imaginam, não provoca hemorroidas, segundo Marzano. “Isso é mito, vem de uma crença e de educação preconceituosas de que o sexo é só para reprodução, portanto, só vaginal.” Entretanto, se o sexo anal for praticado no período de inflamação da hemorroida, agravará o quadro, além de causar muita dor.

Hemorroidas são tecidos que contêm veias e que estão localizados nas paredes do reto e do ânus. Podem inflamar e desenvolver um coágulo sanguíneo (trombo), sangrar ou tornar-se dilatadas e protuberantes. As que permanecem no ânus são denominadas hemorroidas internas e aquelas que se projetam para fora do ânus são as externas. “Mais de 80% da população convive com elas, mas, por medo ou vergonha, poucas pessoas procuram ajuda médica”, relata o urologista.

8) É perigoso defecar durante o sexo anal?
Segundo especialistas, é difícil. Se houver o preparo anterior com uma evacuação, não existe o risco de defecar no ato.

9) Se o sexo anal se tornar frequente, é possível ter afrouxamento do ânus e consequente incontinência fecal?
Isso é raro nessa prática sexual. O ânus tem dois esfíncteres musculares em forma de anel que funcionam de forma independente. O esfíncter externo é voluntário (você tem controle dele), já o interno é involuntário. No primeiro, o controle é similar ao dos músculos da mão, isto é, você contrai e relaxa quando quiser. O outro esfíncter é controlado pela parte autônoma do sistema nervoso central, como os músculos do coração. Ele reflete e responde ao medo e à ansiedade durante o sexo anal.

Marzano explica que, quando ocorre uma penetração sem que o indivíduo esteja preparado, com os músculos dos esfíncteres contraídos, pode ocorrer trauma com ruptura de fibras musculares, gerando dor ou sangramento. Para um relaxamento melhor no ato sexual, muitas vezes um treinamento prévio ajuda. Treinar no banho com a introdução do dedo. “Com o tempo, os músculos responderão à sua vontade, simplesmente conforme você for prestando mais atenção àquela região que você pretende relaxar”, ensina o médico.

10) O homem que gosta de ser acariciado no ânus pode ser considerado homossexual?
“De forma nenhuma. A região de nádegas e ânus é igual em homens e mulheres, e as sensações ao toque são as mesmas”, explica Marzano. Regina Navarro Lins diz que hoje os homens têm menos pavor de serem estimulados nessa parte do corpo do que antigamente, quando não deixavam chegar perto, já que associavam isso à homossexualidade. “Recebo muitos e-mails de mulheres contando que o parceiro pediu para acariciar o ânus ou penetrá-lo com o dedo. E também de homens dizendo que não são gays, mas gostam disso.” Existe uma preocupação muito grande que isso esteja ligado com a homossexualidade, mas, segundo a sexóloga, não existe relação. “A homossexualidade é caracterizada pela escolha do objeto do amor do mesmo sexo. Além disso, a região anal é uma área com muitas terminações nervosas, altamente erógena para homens e mulheres,”

Rosana Ferreira/Portal Terra – 15.07.2009





Brasil: Evento de prevenção à aids começa dia 20 no RS

15 07 2009

O Jornal Agora publicou matéria sobre um evento de prevenção ao HIV/aids aids que será realizado entre os dias 20 e 23 de julho na cidade de Rio Grande (RS). Leia o texto na íntegra.

Evento irá discutir a prevenção do HIV e Aids

A ONG Mãos Unidas pela Vida juntamente com a Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/Aids (ICW Brasil) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) do Brasil realizam em Rio Grande, de 20 a 23 de julho, o evento “Saia Justa de Mulher pra Mulher Positiva Unidas pela Vida”. Durante os quatro dias serão realizadas palestras, debates e mesas-redondas sobre temas relacionados ao vírus HIV e a Aids.

As atividades serão coordenadas pela representante da ICW Brasil, Juçara Portugal. As atividades serão realizadas no auditório e na sala 206 da área acadêmica do Hospital Universitário da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

O evento destinado aos rio-grandinos em geral, portadores do HIV e Aids e autoridades regionais da saúde tem como objetivo conscientizar a comunidade e chamar a atenção das autoridades para políticas públicas de prevenção à Aids e apoio aos cidadãos positivos.

Na segunda-feira, 20, primeiro dia do evento, Juçara abordará com os participantes o tema “Espaço de Controle Social de Incidência Política”. No dia 21, as atividades serão direcionadas para o tema “Advocacia e Saúde Sexual e Reprodutiva – Pesquisa e Gênero”. Na quarta-feira, 22, as ações passam a ser realizadas na sala 206 do HU. No terceiro dia, a representante da ICW no Brasil falará sobre sustentabilidade das ações plenárias e, por fim, no último dia, haverá uma reunião com as lideranças da região, a escolha da representante da ICW no Estado e o encerramento das atividades.

As atividades acontecem à tarde das 14h às 17h. As inscrições serão feitas na hora e será aberto a todos os públicos.

ICW

A Comunidade Internacional de Mulheres Vivendo com HIV/Aids (ICW) é a única rede internacional dirigida e integrada por mulheres positivas. A ICW foi criada respondendo às faltas de apoio, informação e serviços disponíveis para as mulheres positivas em todo o mundo. Nasceu também para promover a participação delas nos espaços onde são debatidas as políticas públicas e são tomadas decisões que influem na vida de milhares de pessoas que convivem com o vírus.

Os objetivos da organização são reunir mulheres portadoras de HIV/Aids para fazer frente aos problemas que as afetam; assegurar que sejam ouvidas; atuar como fonte de informação médica, legal e social; desafiar a discriminação e denunciar a violação dos direitos como mulheres vivendo com a HIV/Aids, entre outros.

A ICW foi formada por um grupo de mulheres positivas de diferentes países que se conheceram na 8ª Conferência Internacional da Aids, realizada em Amsterdam, em 1992. Juntas elas redigiram a “Declaração de 12 princípios”, que é a filosofia da organização.

Melina Brum Cezar/Jornal Agora – 15.07.2009





Brasil: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo lança guia para homens heterossexuais

15 07 2009

Tendo a população masculina como um dos principais alvos de prevenção, o Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo aproveitou o Dia do Homem para lançar mais uma campanha: um guia eletrônico voltado ao público heterossexual masculino. Ainda este ano o material será disponibilizado também na versão impressa.

15 de julho é o Dia do Homem… E você nem sabia
Aproveite para conhecer outras coisas que talvez não saiba sobre você!

Você sabia que desde de 2000 mais casos de Aids são diagnosticados entre os homens heterossexuais do que entre os homossexuais ou bissexuais? E sabia que a Hepatites B e C podem ser transmitidas em relações sexuais sem camisinha? E você sabia que o homem também precisa fazer exames quando sua companheira está grávida para proteger seu filho? Isso é o pré-natal do homem

Neste dia do Homem, o Programa Municipal de DST/Aids da Secretaria Municipal da Saúde preparou um guia com dúvidas mais frequentes sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis e a Aids para você, homem!

Veja o livreto aqui.

Fonte: Programa Municipal de DST/Aids de São Paulo

Agência de Notícias da Aids – 15.07.2009





Portugal: Combate à sida vai até às praias

15 07 2009

Uma unidade móvel de rastreio da infecção VIH/sida vai percorrer por etapas e até Setembro alguns destinos balneares de maior afluência nocturna na região. Esta semana faz uma paragem prolongada na Concentração Internacional de Motos de Faro, que começa amanhã.

A campanha deste Verão é intitulada ‘Combinações Perfeitas – Use Sempre Protecção Contra a Sida’. É uma iniciativa da Administração Regional de Saúde do Algarve, em colaboração com a Associação para o Planeamento da Família e o Instituto de Prevenção da Droga e Toxicodependência. Rui Lourenço, presidente da ARS-A, explicou ao CM que a campanha está activa todo o ano, mas que se intensifica no Verão. “Nesta altura há mais gente e as pessoas estão mais predispostas a contactos sexuais”, justifica.

Além de informação nas recepções dos parques de campismo e de anúncios nos intervalos das projecções de filmes em cinemas da região, a campanha estará também presente em eventos como a concentração motard, a Feira do Livro de Faro (14 de Agosto) e o torneio de futebol do Guadiana.

Nas paragens em zonas de diversão nocturna como Praia da Rocha, Armação de Pêra, Albufeira, Quarteira, Olhão e Faro os interessados podem fazer um teste anónimo.

Sabem o resultado em 15 minutos. São aconselhados e recebem preservativos.

Paulo Marcelino/Correio da Manhã – 15.07.2009





Angola: Praticantes da medicina tradicional devem participar na prevenção do VIH

15 07 2009

Luanda – Os  participantes ao curso sobre prevenção do VIH e mudança de comportamento, encerrado hoje, terça-feira, em Luanda, recomendaram o envolvimento de forma positiva dos praticantes de medicina tradicional na luta contra o Sida.

 

A exortação foi feita pelo facto de ser concluído, que alguns terapeutas tradicionais utilizam os mesmos objectos cortantes, por vezes mal cuidados, durante a realização de circuncisão.

 

Esta pratica, também é efectuada nas repúblicas de Moçambique e São Tomé e Príncipe, de acordo com especialistas de saúde provenientes destes países, que também participaram do encontro, promovido pelo Instituto Nacional de Luta contra VIH/Sida.
 
Assim, os participantes recomendaram a realização de formação das comunidades com a participação de líderes comunitários e personalidades influentes, para abordagem das boas práticas já existentes, com vista a prevenção das pessoas, sobretudo dos  jovens contra o VIH/Sida e outras doenças sexualmente transmissíveis.

 

Para os países de expressão portuguesa, os participantes ao evento recomendaram a estes, a prestarem maior atenção à  investigação científica, para que os seus resultados sirvam de ferramenta para as novas estratégias e acções planificadas para a redução do VIH.

 

O curso decorreu de 06 a 14 do mês em curso, sob orientação de três especialistas de Israel, apoiados pela embaixada de Israel em Angola.

 

Com o financiamento do  Fundo das Nações Unidas para Infancia (Unicef), o curso teve por objectivo capacitar os quadros em matérias sobre a prevenção do VIH e das  doenças sexualmente transmissíveis (ITS),  e a planificação  de acções para mudança de  comportamento.

 

Durante o encontro foram abordados temas ligados com  epidemiologia do VIH nos “PALOP”,  conhecimentos básicos sobre  a historia natural da doença, introdução a promoção da saúde, cultura, saúde e Sida, sexualidade e cultura as respostas multi-sectoriais e parcerias.

 

Estiveram presentes no evento, para além dos  países acima referidos, representante das províncias  do Cunene,  Malange,  Zaire,  Moxico,  Lunda Norte e Sul,  Kuando Kubango, Luanda, Uíge e  efectivos das  Forças Armadas Angolanas (FAA), além de quadros  de  vários sectores.

Angop – 14.07.2009





Associação Zi Teng procura nova coordenadora em Macau

15 07 2009

Ng Nga Shan vem três dias por semana a Macau. Anda atarefada, a dividir o trabalho entre Hong Kong e o território. Há seis meses que a associação Zi Teng, que apoia prostitutas, procura alguém que ocupe o lugar vago deixado pela anterior coordenadora na RAEM. “Os recém-licenciados em assistência social não querem trabalhar nas organizações não-governamentais”, diz Shan. “O salário no Governo é mais elevado”, justifica. Em entrevista ao Hoje Macau, a actual coordenadora substituta na RAEM da associação Zi Teng – sediada em Hong Kong, onde é uma das principais a trabalhar neste sector e é encarada como um parceiro social pelo Governo de Donald Tsang – abre uma janela para o mundo da prostituição local. Um universo de histórias de discriminação, falta de protecção, abusos da polícia, clientes que se fazem passar por agentes da autoridade para não pagar, que não querem usar preservativo, autoridades locais que não querem, nem sabem como ajudar, e leis que não produzem efeito. Bem-vindos ao mundo da indústria do sexo em Macau. Um mundo desconhecido onde só há caras, relatos e não há dados estatísticos.

HM – A associação Zi Teng existe desde 1996, mas só começou a trabalhar com prostitutas de Macau em 2005. Porque é que decidiram estender as vossas actividades ao território?
NNS – Foi uma questão de necessidade. Descobrimos que, na RAEM, havia falta de organizações não-governamentais (ONGs) que se dedicassem ao apoio às trabalhadoras do sexo. Outra razão foi a economia local depender muito dos casinos, que são espaços que atraem muitas raparigas. Além disso, antes das regras serem alteradas, era possível obter um visto [na China continental] que dava direito a entrar em Hong Kong e em Macau. Então, as raparigas que conhecíamos em Hong Kong circulavam também na China interior e em Macau. Vimos que um grande número de trabalhadoras do sexo radicadas em Hong Kong estavam a vir para cá, mas ninguém se preocupava com as suas necessidades e decidimos fundar esta representação. Na verdade, começámos a vir a Macau antes de 2005, ocasionalmente, para visitar as raparigas e só depois nos registámos como associação local.

Três anos depois da associação se estabelecer em Macau, qual é a situação actual das trabalhadoras do sexo?
Desde a restrição das regras para os vistos, é preciso escolher viajar ou para Macau ou para Hong Kong. Isto cria algumas dificuldades às raparigas. A par disso, a repressão policial aumentou comparativamente há três anos. Há mais queixas da comunidade, estão aí as eleições para o Chefe do Executivo e os governos de Macau e da província de Guangdong estão a desenvolver mais acções para combater a permanência ilegal no território, o que tornou a acção da polícia mais frequente.

Esses factores têm algum impacto no número de prostitutas?
Actualmente, tanto em Hong Kong, como em Macau, nota-se uma redução no número de prostitutas. A crise financeira internacional fez diminuir drasticamente o número de clientes, para não falar do reforço do controlo policial, do aumento da competição no sector, entre outros factores. Por isso, a maioria das raparigas que conhecemos escolheu voltar para casa, na China continental, e descansar, à espera que estes meses passem.

Qual é a percentagem dessa redução?
Não podemos fazer uma estimativa exacta, mas acho que é uma redução de metade das trabalhadoras do sexo.

A associação tem algum registo de quantas prostitutas existem em Macau?
Não. São demasiadas para conseguirmos ter dados concretos.

A grande maioria vem da China continental?
Sim. Depois há outra parte mais reduzida que vem das Filipinas, Tailândia, Mongólia e Laos, entre outros locais. Nas saunas, grande parte das trabalhadoras do sexo vem do sudoeste asiático. Nas ruas, vemos normalmente mais mulheres a partir dos cinquenta anos, que antes trabalhavam nas saunas, mas já não são jovens e bonitas e os patrões despediram-nas. Nas saunas e nos casinos, a “qualidade” tem que ser a melhor, enquanto nas ruas é menor.

Referiu que a repressão policial aumentou em Macau. Como é que isso influencia o dia-a-dia das trabalhadoras do sexo?
Agora que o combate à permanência ilegal está mais forte, há mais acções de controlo policial e mesmo as raparigas que têm visto e estão em situação legal em Macau são detidas. Depois há o caso das trabalhadoras que são apanhadas com visto caducado e que só têm autorização para regressar após dois anos. Algumas vezes, como também têm a mesma restrição legal em Hong Kong, viajam para a Tailândia e Malásia, onde existe mais corrupção e a polícia é mais benevolente. Dos noventa por cento de raparigas que vêm da China continental, cerca de cinquenta a sessenta por cento estão em situação ilegal na RAEM. Isto significa que, caso corram perigo, não podem pedir ajuda às autoridades.

Há alguma diferença entre Hong Kong e Macau neste aspecto?
Comparando, em Hong Kong a repressão policial é mais apertada e a punição é mais grave [a pena máxima por trabalho ilegal é de dois anos de prisão]. Na RAEHK, as raparigas são detidas, enquanto aqui, se for a primeira detenção, só têm que permanecer seis horas na esquadra e podem ir embora. Só na segunda detenção é que são obrigadas a regressar ao país de origem. Em Hong Kong, têm que esperar pelo julgamento e prevê-se que a situação piore, visto que o Governo quer alterar a lei para combater a permanência ilegal.

Um dos trabalhos que a Zi Teng tem desenvolvido ultimamente é a publicação de livros e a organização de palestras a ensinar como ser um bom cliente. É normal haver casos de violência por parte dos clientes?
Em Hong Kong, a situação é mais grave do que em Macau. Aqui, esse tipo de casos, é mais frequente em zonas onde residem as camadas da população com baixos rendimentos, como o Bairro Iao Hon, onde temos queixas de várias situações de violência. É muito mais frequente nas trabalhadoras que estão nas ruas do que nos casinos. Quando há, é normalmente porque os clientes não querem usar preservativo ou pagar.

A prevenção da SIDA é outra das tarefas da Zi Teng. As trabalhadoras do sexo de Macau estão sensibilizadas ou ainda há muito por fazer?
As pessoas comuns pensam sempre que as prostitutas são as culpadas pela propagação de doenças sexualmente transmissíveis, mas temos feito rastreios ao vírus HIV e à sífilis em Hong Kong e Macau, desde há cerca de seis meses, e ainda não tivemos um único resultado positivo. As raparigas estão altamente consciencializadas para os perigos do sexo desprotegido e têm mesmo cuidado com a sua saúde, porque sabem que o corpo é o seu instrumento de trabalho. Na verdade, são os clientes que por vezes se recusam a usar o preservativo. Não é um problema incentivado por delas. Neste momento, o que lhes ensinamos é como persuadir os seus clientes a usar preservativo ou como utilizá-lo sem o danificar.

Mas as estatísticas do Governo de Macau revelam um aumento de doentes com SIDA, na sua maioria mulheres, e relacionam esse crescimento com a prostituição…
Não concordo com isso. As trabalhadoras do sexo estão muito consciencializadas. Os casais normais são os mais perigosos, porque não usam preservativo, assim como os clientes que não usam preservativo e infectam outras pessoas. Na verdade, nesta situação, as prostitutas é que são as vítimas.

Nos vossos relatórios, têm casos de trabalhadoras do sexo que sofrem abusos por parte da polícia em Hong Kong. O mesmo acontece na RAEM?
Sim. Normalmente, acontece nas casas delas. Os agentes aparecem à paisana, sem se identificarem, e só depois do serviço é que dizem que são polícias. Como grande parte das raparigas estão a residir em Macau ilegalmente, têm muito medo de ser descobertas e enviadas para casa, e permanecem em silêncio. Há pessoas comuns que se aproveitam deste medo e fingem que são polícias, mostrando identificações falsas para não pagarem o serviço. Isto acontece muito com as prostitutas que trabalham com o sistema de chamada telefónica para serviços nos quartos de hotel dos clientes ou quando entram em carros.

Estas situações são muito comuns?
Bastante comuns, especialmente no caso dos polícias falsos. Em Hong Kong, distribuímos uma cópia da identificação do distintivo da polícia para que as raparigas reconheçam um documento falso. Contudo, não temos qualquer informação sobre Macau. Liguei para a linha de apoio a perguntar se podiam ajudar, mas disseram que não podiam dar essa informação [do distintivo policial] ao público.

É difícil lidar com as autoridades de Macau, em comparação com Hong Kong?
Sim, porque, primeiro, o historial da Zi Teng em Hong Kong é muito mais antigo do que em Macau. Depois, a luta pelos direitos das trabalhadoras do sexo aqui continua a ser bastante difícil, porque a comunidade ainda é muito conservadora sobre esta questão. Em Hong Kong, é muito diferente: já conseguimos ter uma reunião regular com as autoridades policiais.

O que é que as autoridades da RAEM podem melhorar?
Em primeiro lugar, há o problema da segurança. Mesmo que as raparigas sejam assaltadas, elas não podem fazer nada, porque estão em situação clandestina e estão a entregar-se [às autoridades se apresentarem queixa]. Em Hong Kong, estamos a persuadi-las a denunciar os crimes. Lá porque estão a residir ilegalmente, continuam a ter o direito de denunciar um crime. Há que saber separar as duas coisas.

A Associação Zi Teng é bastante crítica face à nova lei de combate ao tráfego humano na RAEM, que foi revista no ano passado. Isso mostra que tanto o Governo como a comunidade ainda não estão preparados para lidar com estas questões?
Sim, o problema é que ainda não sabemos como a lei funciona e continuamos a não perceber como é que foi reforçada. Não é verdadeiramente transparente. Sabemos que as ONG “oficiais” – que são financiadas pelo Governo – criaram linhas de apoio e têm reuniões com o Executivo, mas não são abertas ao público e não sabemos o que acontece com estas raparigas, o que fez a polícia, qual é o procedimento judicial. É preciso que o Governo aposte mais na divulgação da lei. A maioria das raparigas não sabe sobre o que trata a legislação e nem o que é tráfico humano, por isso nunca vão usar a linha telefónica para procurar ajuda. Outro aspecto a ter em conta é a preparação da polícia da linha da frente, pois não sabe identificar e lidar com as vítimas. Já tentámos ligar para o número de apoio criado pela Associação Geral das Mulheres para o combate ao tráfico humano fazendo-nos passar por uma vítima e disseram-nos: “Não sei como te ajudar. Chama a polícia”. As raparigas não confiam nas autoridades, pois sofrem abusos, e também não confiam nessa linha telefónica.

Que actividades estão a ser desenvolvidas, no momento, pela Zi Teng em Macau? A associação trabalha sozinha ou em cooperação com o Governo?
Essencialmente, trabalhamos sozinhas. Organizámos, em Abril, um workshop a pedido da Associação Geral das Mulheres para ensinar como se utiliza a linha de apoio para as vítimas de tráfico humano. Em troca, prometeram-nos informação de como a polícia está a actuar na aplicação da lei do combate ao tráfico humano. É uma espécie de cooperação. Temos um protocolo com a Universidade de Macau (Umac) para que os estudantes realizem estágios na nossa associação. A par disso, promovemos sessões de esclarecimento e palestras na Umac sobre a situação das prostitutas em Macau. Há muita discriminação contra as trabalhadoras do sexo na comunidade local.

Que tipo de discriminação?
Quando vamos às casas das prostitutas para lhes prestarmos assistência, os vizinhos gritam-nos: “Vão embora! Porque é que ajudam estas mulheres sujas?” Nós somos só assistentes sociais e também somos maltratadas! Alguns vizinhos deixam fezes humanas à porta das casas das raparigas. Outros vizinhos colocam papéis com mensagens ofensivas nas paredes.

Mas pode ser apenas uma questão de mudança de mentalidades, que se altera com a evolução da sociedade?
Não, está a ficar cada vez pior, sobretudo com a crise financeira. Porque os residentes misturam tudo. Como as trabalhadoras do sexo são maioritariamente oriundas da China continental, pensam que são todas imigrantes ilegais que lhes querem roubar o emprego.

Alexandra Lages/HojeMacau – 14.07.2009





Nova droga em teste na África do Sul

15 07 2009

JOANESBURGO, 14 Julho 2009 (PlusNews) – Pela primeira vez em mais de um século, o mundo pode estar prestes a acrescentar um novo medicamento ao seu arsenal contra a tuberculose (TB). A nova droga não somente melhoraria, mas também encurtaria consideravelmente o tratamento da TB e de suas formas multi-resistentes.

Segundo resultados de um estudo publicado na edição de Junho do New England Journal of Medicine, uma publicação técnica norte-americana, o fato de acrescentar um novo medicamento, o TMC207, aos tratamento existentes para a tuberculose resistente à multi droga (MDR-TB) diminuiria drasticamente o período de uso de medicamentos. 
 
A nova droga está a ser desenvolvido pela empresa farmacêutica Tibotec.
Após dois meses de uso do novo medicamento, quase 50 por cento dos pacientes com MDR-TB que participaram do estudo tiveram resultados negativos para o teste de expectoração, comparados a 10 por cento no grupo placebo.

O novo antibiótico detecta e destrói a enzima produtora de energia da bactéria [causadora da tuberculose].

Menos doses, mesmo efeito

Ademais, o TMC207 mostrou-se relativamente pouco agressivo ao estômago em vários aspectos, com a possibilidade de dosagem reduzida a somente três vezes por semana – factor favorável à aderência ao tratamento.

“A TB geralmente requer seis meses de tratamento (…). Se as linhagens tornam-se resistentes aos medicamentos de primeira linha, o tratamento dos pacientes requer o uso de medicamentos de segunda linha, que são caros e geralmente devem ser administrados durante dois anos”, disse o co-autor do estudo, Alexander Pym, cientista chefe da unidade de pesquisa da TB do Conselho Médico de Pesquisa Sul- Africano (MRC, em inglês).

“Parte de uma nova classe de antibióticos, ele pode ser usado tanto contra a tuberculose quanto contra a MDR-TB; os bichinhos nunca viram este medicamento antes; eles não tiveram a oportunidade de desenvolver resistência.”

Resta a verificar se a cura é completa, quais são os outros medicamentos aos quais ele dever ser combinado e se a nova droga é totalmente segura.

O TMC207 também pode ser estocado em temperatura ambiente, eliminando a necessidade de sistemas de refrigeração custosos e, às vezes, inexistentes em países em desenvolvimento, que são onde vivem a maioria das pessoas afectadas por tuberculose.

David Clark, presidente do Aurum Institute, instituto independente de pesquisa médica em Joanesburgo, na África do Sul, disse que o estudo – e as tecnologias que ele produz – representam uma revolução no tratamento da TB. O Aurum Institute conduz um dos maiores estudos sobre prevenção da tuberculose no país.

Tratamento insuficiente

Segudo o último Relatório Global de Controle da Tuberculose da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que em 2007 cerca de 500 mil pessoas tenham sido diagnosticadas com MDR-TB no mundo, mas menos de um por cento tenham recebido tratamento suficiente.

Embora 13 por cento dos pacientes que participaram do estudo fossem seropositivos, os pacientes em tratamento antiretroviral (ARVs) foram excluídos desta fase para permitir que os médicos isolassem os efeitos do TMC207 sem interacções possíveis entre o antibiótico e os ARVs. Entretanto, Pym, do MRC, disse que estudos para examinar a eficiência do TMC207 em pacientes sob tratamento com ARVs estavam previstos.

François Venter, da Sociedade de Médicos de HIV/Sida da África Austral, disse ao PlusNews que apesar da boa notícia, a TB continua a ser um problema a múltiplas facetas: “Novos medicamentos são encorajadores, principalmente para pacientes com TB resistente aos medicamentos, mas a África do Sul ainda precisa fixar sua política de resposta à tuberculose e aos cuidados de saúde prestados aos infectados pelo HIV.

PlusNews – 14.07.2009





Jovens menos alertados para os perigos do VIH/SIDA’

15 07 2009

Um estudo recente com 2550 jovens, conduzido para a Staying Alive Foundation com o apoio da Body Shop e da MTV do Reino Unido, descobriu que o conhecimento sobre o VIH/SIDA está a diminuir. Entre o grupo de 16 a 24 anos, quase 60% pensam que não estão em risco de infecção após terem relações sexuais desprotegidas. Quase 14% acreditam que por não serem homossexuais não estão em risco de contrair VIH. 8% pensam que as pílulas anticoncepcionais previnem a transmissão do VIH.

Owen Bowcott/The Guardian (London) - 04.06.2009





Brasil: Portadores de HIV falam de suas experiências no atendimento médico

15 07 2009

A garota cuja fala está no início do texto afirmou que depois dessa consulta com a médica que nem lhe deu bom dia ficou três meses sem procurar tratamento. “Eu vinha de uma outra experiência muito boa num hospital infantil. Lá o atendimento era diferenciado, não tinha do que reclamar. Eles se preocupavam comigo, queriam saber o que eu tinha, o que eu pensava”, contou.

A menina descobriu ser portadora do HIV aos 5 anos e hoje, aos 20, voltou a ser atendida no hospital de Vitória (ES) onde se tratou quando criança. “Disseram que eu terei que sair logo de lá por causa da minha idade. Mas vou procurar me informar sobre meus direitos e saber se eu posso continuar sendo tratada ali, onde me sinto mais à vontade. Já passei por outros locais mas o acolhimento não foi o mesmo”, relatou.

E com quem você aprendeu a buscar seus direitos?, perguntei. “Com a vida”, ela respondeu. “Creio que se eu não tivesse aids também não teria tanto conhecimento porque minhas experiências seriam outras.”

Edicley Leão, de 23 anos, passou cerca de um ano trocando de médicos em busca de um bom atendimento. “Eles não compareciam para a consulta, pediam para voltar outro dia…”, contou, exemplificando algumas dificuldades pelas quais já passou. “Quando eu estava quase morrendo decidi brigar pelos meus direitos. Busquei informações por meio de ONGs, da mídia e de profissionais da saúde e exigi um tratamento de qualidade.”

Edicley contou que ajuda outros jovens a conhecerem os direitos relacionados à saúde pública. “Pretendo montar com os jovens uma rede de capacitação sobre o tema”, afirmou. “Foi por causa das experiências que passei por ter aids que eu comecei a ajudar outras pessoas. Quando eu não tinha a doença nem o vírus essa preocupação com o próximo não existia”, relatou.

Mudança também para os profissionais

Não só as pessoas que vivem com HIV/aids podem podem se transformar com o vírus e a doença. As mudanças pessoais também podem acontecer com quem está do outro lado da mesa: o profissional da saúde. Esse foi o caso de José Fonseca, médico há 35 anos.

A formação básica de José foi em ginecologia e obstetrícia. Depois de se aperfeiçoar em outras áreas passou a trabalhar no ambulatório da Universidade Federal de Minas Gerais, onde atende, desde 1990, pessoas com HIV/aids. “Inicialmente tive certa dificuldade, mas depois fui descobrindo a riqueza da experiência”, afirmou.

“Nós saimos da escola de medicina com dois diplomas. Um de médico e outro de Deus onipotente. E a aids vem desbancar esse poder médico. Uma pessoa com a doença nos ensina que a abordagem de saúde deve levar em conta, além da questão biológica, vários outros fatores, como o psicológico, o sociocultural e o econômico ”, declarou. “A aids é um drama para o mundo, mas também é o maior presente que a humanidade já recebeu”, completou o médico.

As entrevistas foram realizadas com participantes da oficina “Humanização no atendimento ao jovem e adolescente vivendo com aids”, durante o IV Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids, realizado entre os dias 9 e 12 em Curitiba (PR).

Fábio Serrato*/Agência de Notícias da Aids – 14.07.2009

*O repórter Fábio Serrato, da Agência de Notícias da Aids, cobriu o evento com apoio do Unicef





Brasil: Sociedade civil tem sérios problemas para registrar suas próprias atividades, avalia ativista Beto Volpe

15 07 2009

A sociedade civil da área de HIV/aids tem dificuldades em registrar suas próprias atividades, incluindo levantamentos de atendimentos ao público, o que dificulta até mesmo a auditoria de projetos. A avaliação é do ativista Beto Volpe, do Grupo Hipupiara, no litoral de São Paulo. Nesta última segunda e terça, a ONG promoveu em São Vicente a 1ª Oficina de Monitoramento e Avaliação.

De acordo com a organização, o objetivo da atividade foi contribuir para o processo de aperfeiçoamento das instituições da região e fortalecer a luta contra a epidemia de aids na Costa da Mata Atlântica.

O público de 18 pessoas na oficina, ministrada por Nair Brito, foi composto por integrantes das ONGs Hipupiara (São Vicente), APIS (Praia Grande), Joana d’Arc (Guarujá) e Programa Municipal de AIDS de São Vicente.

Redação da Agência de Notícias da Aids – 14.07.2009





Hormônios podem explicar por que a aids evolui mais rapidamente em mulheres

15 07 2009

Um grupo de cientistas nos Estados Unidos anunciou que os hormônios podem ajudar a explicar por que nas mulheres infectadas pelo HIV a doença evolui mais rapidamente do que nos homens.

Um dos enigmas sobre a pandemia de Aids é por que as mulheres, depois de infectadas com o HIV, parecem combater melhor o vírus em suas primeiras etapas, mas sofrem um avanço maior da aids em relação aos homens.

A resposta está em parte na reação de um componente-chave do sistema imunológico e as diferenças hormonais podem explicar isso, segundo estudo publicado na edição virtual da revista Nature Medicine.

O estudo se centra nas células dendríticas plasmocitoides do sistema imunológico, cuja função é detectar os micróbios intrusos e depois alertar o resto das defesas.

Estas células reconhecem o vírus da Aids através do Receptor Simil Troll 7 ou TLR7. Uma vez que o TLR7 está em alerta, as células chamam uma importante molécula do sistema imunológico chamada interferon alfa.

Os cientistas do Instituto Ragon do Hospital Geral de Massachusetts ficavam intrigados que os testes de laboratório que mostravam que altos níveis de progesterona dos hormônios femininos aceleravam a ativação das células dendríticas plasmocitoides.

O grupo relacionou então o interferon alfa com a ativação de uma das artilharias mais fortes do sistema imunitário, as células CD8.

Pesquisadores anteriores haviam detetado outro fenômeno intrigante.

Quanto mais se estimulavam as células CD8, mais rápido progredia a Aids no paciente, etapa na qual o sistema imunológico está tão devastado que o corpo fica a mercê de doenças oportunistas.

O pesquisador do Instituto Ragon, Marcus Altfeld, concluiu que estes resultados sugerem diferenças entre homens e mulheres diante do HIV, e sugeriu que ideia interessante pode ser o desenvolvimento de uma droga que paralise ou freie o sistema de alarme TLR7.

AFP – 14.07.2009





Brasil: Psicóloga que realiza ‘tratamento’ para homossexualidade pode ter registro profissional cassado

15 07 2009

O Conselho Federal de Psicologia vai decidir se cassa o registro profissional de Rozângela Alves Justino, que encara a homossexualidade como doença e oferece terapia para que gays e lésbicas ‘sejam curados’. Diversas resoluções na área da saúde proíbem essa abordagem. Veja mais informações na matéria da Folha de S.Paulo.

’Psicóloga que diz “curar” gay vai a julgamento em conselho’

Conselho Federal de Psicologia decide no dia 31 se cassa licença de Rozângela Alves Justino

Resolução veta tratar questão como doença e recrimina indicação de tratamento; se o registro for perdido, será a 1ª condenação do tipo no país

O Conselho Federal de Psicologia julga, no fim deste mês, a cassação do registro profissional de Rozângela Alves Justino por oferecer terapia para que gays e lésbicas deixem a homossexualidade. Se perder a licença, será a primeira condenação desse tipo no Brasil.

Resolução do próprio conselho proíbe há dez anos os psicólogos de lidarem a homossexualidade como doença e recrimina a indicação de qualquer tipo de “tratamento” ou “cura”.

Rozângela, que afirma ter “atendido e curado centenas” de pacientes gays em 21 anos, diz ver a homossexualidade como “doença” e que algumas pessoas têm atração pelo mesmo sexo “porque foram abusadas na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso”.

Numa consulta em que a reportagem, incógnita, se passava por paciente, Rozângela, que se diz evangélica, recomenda orientação religiosa na igreja.

“Tenho minha experiência religiosa que eu não nego. Tudo que faço fora do consultório é permeado pelo religioso. Sinto-me direcionada por Deus para ajudar as pessoas que estão homossexuais”, afirma.

A cassação de Rozângela, que atende no centro do Rio, foi pedida por associações gays e endossado por 71 psicólogos de diferentes conselhos regionais.

Segundo Rozângela, que já foi condenada a censura pública no conselho regional do Rio no final de 2007, “o movimento pró-homossexualismo tem feito alianças com conselhos de psicologia e quer implantar a ditadura gay no país”.

“É por isso que o conselho de psicologia, numa aliança, porque tem muito ativista gay dentro do conselho de psicologia, criou uma resolução para perseguir profissionais”, afirma.

No Rio, Rozângela participa do Movimento Pela Sexualidade Sadia, conhecido como Moses, ligado a igrejas evangélicas.

A almoxarife Cláudia Machado, 34, diz que recebeu de Rozângela a apostila “Saindo da homossexualidade para a heterossexualidade”, que prega meios para a mudança de orientação sexual. “Hoje vivo a minha homossexualidade tranquila, essa história de cura não existe, o que houve foi um condicionamento. Reprimi meus desejos. Não sentia prazer”, diz.

Já a pedagoga Fernanda, que pede para não ter o sobrenome divulgado, diz ter sido lésbica por dez anos e que, depois da terapia que faz com Rozângela há quatro anos, passou a ter relações heterossexuais. “Realmente há possibilidade de sair da homossexualidade. É um processo longo. De lá para cá busco a feminilidade.”

“A ciência já mostrou que não existe tratamento para fazer com que alguém deixe de ter desejo homossexual nem heterossexual. Quando se promete algo assim, é enganoso”, diz o terapeuta sexual Ronaldo Pamplona, da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

Segundo ele, a Sociedade Americana de Psiquiatria retirou a homossexualidade do diagnóstico de doenças em 1974, seguida, uma década depois, pela Organização Mundial da Saúde.

“Se absolvê-la, o Conselho Federal de Psicologia vai referendar a tese de que é possível “curar” gays”, diz Toni Reis, presidente da ABGLT, a associação brasileira de homossexuais.

“Isso traz prejuízo aos gays e contribui para fortalecer o estigma”, afirma Cláudio Nascimento, superintendente da Secretaria de Direitos Humanos do Rio e do grupo Arco-Íris.

“Vejo [o pedido de cassação] como uma injustiça”, diz Rozângela, que, se cassada, pensa em recorrer à Justiça comum.

De um lado, cem entidades gays de todo o país vão levar um manifesto e manifestantes no dia do julgamento de cassação de registro de Rozângela, no próximo dia 31, em Brasília. Do outro, ela diz que vai reunir alguns ex-gays e psicólogos amordaçados para protestar contra a censura que diz sofrer.

“É a Inquisição para héteros”, diz terapeuta

A psicóloga Rozângela Alves Justino diz que homossexualidade é uma “doença” e que “a maioria dos gays foi abusado sexualmente na infância e sentiu prazer nisso”.

FOLHA – Como a sra. vê o homossexualismo?

ROZÂNGELA ALVES JUSTINO – É uma doença. E uma doença que estão querendo implantar em toda sociedade. Há um grupo com finalidades políticas e econômicas que quer estabelecer a liberação sexual, inclusive o abuso sexual contra criança. Esse é o movimento que me persegue e que tem feito alianças com conselhos de psicologia para implantar a ditadura gay.

FOLHA – O que é ditadura gay?

JUSTINO – Há vários projetos no Congresso para cercear o direito de expressão, de pensamento e científico. Eles foram queimados na Santa Inquisição e agora querem criar a Santa Inquisição para heterossexuais.

FOLHA – A que a sra. atribui o comportamento gay?

JUSTINO – À expectativa dos pais, que querem que o filho nasça menino ou menina. Projetam na criança todos os anseios. E daí começam a conduzir a sua criação como se você fosse uma menina. Outra causa mais grave é o abuso sexual na infância e na adolescência. Normalmente o autor do abuso o comete com carinho. Então a criança pode experimentar prazer e acabar se fixando.

FOLHA – Mas nem todos os homossexuais foram abusados na infância.

JUSTINO – A maioria foi.

FOLHA – Como é o seu tratamento?

JUSTINO – É um tratamento normal, psicoterápico. Todas as linhas psicológicas consagradas e vários teóricos declaram que a homossexualidade é um transtorno. A psicanálise a considera como uma perversão a ser tratada. À medida em que a pessoa vai se submetendo às técnicas psicoterápicas, vai compreendendo porque ficou presa àquele tipo de comportamento e vai conseguindo sair. Não há nada de tão misterioso e original na minha prática. Sou uma profissional comum.

Como paciente, repórter paga R$ 100 a sessão

Numa sala onde mal cabem dois sofás cobertos com capas meio encardidas e uma cadeira de palha, a psicóloga Rozângela Alves Justino promete “curar” gays em terapia que pode durar de dois a cinco anos.

A mulher de fala mansa e fleumática diz já ter “revertido” uns 200 pacientes da homossexualidade -que vê como doença- em 21 anos de profissão.

Sem se identificar como jornalista, a reportagem se passou por paciente e pagou por uma consulta – R$ 200, regateados sem resistência para R$ 100.

Para uma primeira sessão, ela mais fala do que ouve. Tampouco anota dados ou declarações do consulente. Explica que faz “militância política para defender o direito daquelas pessoas que querem voluntariamente deixar a homossexualidade”. “É um transtorno porque traz sofrimento”, diz a psicóloga, formada nos anos 1980 no Centro Universitário Celso Lisboa, no Rio.

Rozângela diz adotar a “linha existencialista” e que 50% de chance do sucesso da “cura” vem da vontade do homossexual de sair “dessa vida” e outros 50% decorrem do trabalho psicoterápico.

“É preciso entender o que está por trás da homossexualidade. E a mudança vai acontecendo naturalmente. Vamos tentar entender o que aconteceu para que você tenha desenvolvido a homossexualidade. Na medida em que você for entendendo a sua história, vai ficar mais fácil sair”, diz.

Rozângela mostra plena convicção no que defende.

“Com certeza há possibilidade de saída. Nesses 20 anos já vi várias pessoas que deixaram a homossexualidade. Existe um grupo que deixou o comportamento HOMOSSEXUAL. Existem pessoas que, além do comportamento, deixaram a atração homossexual. E outras até desenvolveram a heterossexualidade e têm filhos.”

No final da consulta, a recomendação: “A igreja pode ser um espaço terapêutico também” -embora não faça pregação.

Vinícius Queiroz Galvão/Folha de S.Paulo – 14.07.2009