Brasil: Associação fica surpresa com notícia sobre risco de infecção por HIV em transfusão de sangue

14 07 2009

De acordo com o Dr. Dante Langhi Júnior, diretor administrativo da SBHH, o risco de infecção pelo vírus da aids no Brasil é similar aos países desenvolvidos. “O mundo inteiro apresenta esses índices e o País tem se empenhado para garantir qualidade”, comentou. Segundo O Estado de S.Paulo, a tecnologia disponível no Brasil consegue detectar o vírus depois de 12 dias da infecção, período que poderia ser mais curto com o exame Nat. “Esse teste já está disponível em toda rede privada do País”, informou o Dr. Dante.

A presidente da Abrale e também da Abrasta (Associação Brasileira de Talassemia), Merula Steagall, mostrou-se surpresa com a notícia da publicação. “Não houve nenhum relato recente de infecção pela Associação, mas isso mostra que o governo deve aumentar a vigilância, quase não ouço falar sobre investimentos na área”, diz. Ela também é usuária dos serviços de saúde e, desde 1968, aos dois anos de idade, necessita de uma transfusão a cada dez dias.

“A questão do risco vai muito além da adoção do Nat. Precisam ser feitas campanhas para conscientizar as pessoas sobre o papel da doação e também precisam existir mais iniciativas para fidelizar os atuais doadores de qualidade”, defende Merula. “Faço transfusão em hospital privado e ainda mais agora no inverno ouço sobre a quantidade baixa de estoque. Temos trabalhado bastante para tentar melhorar isso”, acrescenta.

Merula ainda classifica como “vergonha” a informação de que uma parcela dos doadores usa a doação de sangue para fazer testes de HIV. Segundo o Estado de S.Paulo, a prevalência do HIV no sangue de doadores voluntários é maior do que da população em geral, 0,6% ante 0,2%.

Para o Dr. Dante, em outros países ao redor do mundo uma parte dos indivíduos também usa a doação como forma de teste para o HIV. “O que precisa ser feito sempre são iniciativas educativas, no sentido de informar e conscientizar os cidadãos. Mas isso não é uma situação única do Brasil”, afirma.

Rodrigo Vasconcellos/Agência de Notícias da Aids – 13.07.2009


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