Mães seropositivas amamentam bebés por falta de banco de leite

10 07 2009

Malanje – Dezanove mães seropositivas, das quais 16 do município de Malanje e duas de Cacuso, estão a amamentar os seus bebés, por causa da falta de condições sociais e de um banco de leite na província, informou hoje à Angop, nesta cidade, a coordenadora da rede de pessoas vivendo com o Hiv/Sida, Celma Sola.

De acordo com a responsável, as mães deram a luz há dois meses, e são obrigadas a amamentar por falta de condições alimentares e de um banco de leite para ajudar as crianças que nasceram de mães com o vírus da Sida.

Segundo ela, no município sede Malanje das 16 mães seropositivas, apenas 13 alimentam os seus filhos com os biberões, enquanto que outras apesar de serem aconselhadas a não amamentarem as crianças, são obrigadas a dar o leite do peito por carência de sustentabilidade.

“As mães seropositivas estão orientadas que, na falta de condições para amamentarem os seus filhos, devem dar o leite do peito durante 6 meses, fazendo rigorosamente à terapia com anti retroviral e alimentando-se com bastante verduras, para que o risco de contágio seja reduzido”, explicou à coordenadora.

Disse que, uma vez amamentando os seus bebes, correm o risco de infecta-las com a doença, apesar do corte vertical.

Informou que, após o parto, a mulher grávida seropositiva recebe da direcção da maternidade um kit do Instituto Nacional de Luta Contra Sida, composto por um biberão e outros acessórios, para a assistência da criança.

A coordenadora fez saber que anteriormente a rede recebia leite da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social (Minars).

Disse ser lamentável quando se descobre a seropositividade de uma criança, razão porque apela às pessoas de boa fé e ao Governo da Província de Malanje a ajudarem a rede para a criação de um banco de leite, com vista a evitar as mães a amamentarem os bebés.

Angop – 08.07.2009


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