É um alento ver essas novas lideranças’

10 07 2009

‘É um alento ver essas novas lideranças’, afirmou a diretora do Departamento de DST e Aids, Mariângela Simão, referindo-se à Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids.

Segundo Mariângela, é importante que os jovens realizem ações que tenham eles mesmos como público-alvo. “A chamada educação entre pares é muito importante. Nós, adultos, não possuímos a mesma linguagem dos jovens”, declarou.

Para o coordenador da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV/Aids (RNAJVHA), Kleber Mendes, é preciso que a Rede se fortaleça em todo o país. “Esse é o objetivo do encontro”, afirmou. “O fato de o evento ter sido totalmente organizado por nós é um grande avanço”, completou Kleber.

Também integraram a mesa de abertura do Encontro representantes do Fórum Paranaense de ONG/Aids, Cidadãs Positivas, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância), Ministério da Educação, Ministério do Trabalho, Secretaria Nacional da Juventude, Unodc (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime), Divisão Estadual de DST/Aids de Secretaria de Saúde do Paraná, Programa Municipal de Saúde de Curitiba e Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids.

Participantes

Cerca de 110 adolescentes e jovens de praticamente todos os estados do país estão participando do evento, que começou nesta quinta (9) e segue até domingo (12) na capital paranaense.

Um deles é Edson Silva, de 22 anos, que integra a RNAJVHA em Belo Horizonte (MG). “Participei de todos os encontros nacionais. Neles trocamos experiências e nos articulamos. Só com a mesa de abertura já me sinto mais motivado a seguir meu trabalho na Rede”, relatou.

Fábio Serrato*/Agência de Notícias da Aids – 09.09.2009

*O Repórter Fábio Serrato, da Agência de Notícias da Aids, cobre o evento com apoio do Unicef





Departamento de DST e Aids anuncia edital com R$ 6 milhões para pesquisas

10 07 2009

O Departamento de DST e Aids anunciou nesta quinta-feira que investirá R$ 6 milhões em pesquisas sobre aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. As inscrições vão até o dia 17 de agosto. A verba é fruto de acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a Unesco. Algumas temáticas desses projetos serão voltadas para estudos sobre o perfil e qualidade de vida de crianças e adolescentes vivendo com HIV/aids e sobre comportamentos, atitudes e práticas nas populações das travestis. Veja o release a seguir na íntegra.

R$ 6 milhões para pesquisas em DST e HIV/aids

Instituições de pesquisa de todo o país vão contar com R$ 6,05 milhões para financiamento de pesquisas em HIV/aids e outras doenças sexualmente transmissíveis. O investimento, fruto de acordo de cooperação técnica entre o Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde e a Unesco, contempla quatro áreas: diagnóstico, monitoramento, assistência e tratamento; clínica-epidemiológica; comportamental e economia da saúde. A iniciativa visa a ajudar o país a aprimorar as políticas públicas de enfrentamento da epidemia, além de contribuir para a melhoria na qualidade das ações existentes.

O prazo para apresentação de projetos vai até o dia 17 de agosto. Os interessados encontram todas as informações e o formulário para proposta disponíveis na internet nas páginas www.aids.gov.br e www.unesco.org.br. O resultado da chamada de seleção será publicado no início de outubro e o repasse de recursos para as organizações científicas começa até o fim do ano.

“Além de qualidade científica, as informações produzidas por essas pesquisas vão preencher lacunas importantes no entendimento do quadro epidemiológico do HIV/AIDS e das DST e orientar a tomada de decisão governamental no enfrentamento à epidemia”, afirma Cristina Possas, responsável da Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Departamento de DST e Aids.

Seleção – A classificação dos projetos levará em conta mérito científico, estrutura da proponente e relevância da pesquisa. Podem se candidatar instituições de pesquisa e ensino públicas e privadas, organizações não governamentais e serviços de saúde. As entidades têm de entrar com contrapartida de 10% do total a ser recebido e os gastos com pessoal podem comprometer, no máximo, 40% do orçamento final da pesquisa. O processo de seleção é realizado por reconhecidos cientistas, com o apoio de pareceristas ad hoc, assegurando a transparência do edital.

As propostas com maior valor previsto na seleção receberão R$ 800 mil e pertencem às áreas clínica-epidemiológica e comportamental. As linhas temáticas são voltadas, respectivamente, para estudos sobre o perfil e qualidade de vida de crianças e adolescentes vivendo com HIV/Aids e sobre comportamentos, atitudes e práticas nas populações das travestis. Os dois segmentos carecem de informações epidemiológicas e estratégias de inserção socioeconômica. “Até hoje não se sabe exatamente quem são essas crianças”, observa Cristina, ao complementar que as travestis são outro importante alvo de pesquisas. De acordo com ela, é complicado promover a saúde dessa população sem conhecer as condições de vulnerabilidade a que está exposta.

Fonte: Departamento de DST e Aids
Agência de Notícias da Aids – 09.07.2009





Mães seropositivas amamentam bebés por falta de banco de leite

10 07 2009

Malanje – Dezanove mães seropositivas, das quais 16 do município de Malanje e duas de Cacuso, estão a amamentar os seus bebés, por causa da falta de condições sociais e de um banco de leite na província, informou hoje à Angop, nesta cidade, a coordenadora da rede de pessoas vivendo com o Hiv/Sida, Celma Sola.

De acordo com a responsável, as mães deram a luz há dois meses, e são obrigadas a amamentar por falta de condições alimentares e de um banco de leite para ajudar as crianças que nasceram de mães com o vírus da Sida.

Segundo ela, no município sede Malanje das 16 mães seropositivas, apenas 13 alimentam os seus filhos com os biberões, enquanto que outras apesar de serem aconselhadas a não amamentarem as crianças, são obrigadas a dar o leite do peito por carência de sustentabilidade.

“As mães seropositivas estão orientadas que, na falta de condições para amamentarem os seus filhos, devem dar o leite do peito durante 6 meses, fazendo rigorosamente à terapia com anti retroviral e alimentando-se com bastante verduras, para que o risco de contágio seja reduzido”, explicou à coordenadora.

Disse que, uma vez amamentando os seus bebes, correm o risco de infecta-las com a doença, apesar do corte vertical.

Informou que, após o parto, a mulher grávida seropositiva recebe da direcção da maternidade um kit do Instituto Nacional de Luta Contra Sida, composto por um biberão e outros acessórios, para a assistência da criança.

A coordenadora fez saber que anteriormente a rede recebia leite da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social (Minars).

Disse ser lamentável quando se descobre a seropositividade de uma criança, razão porque apela às pessoas de boa fé e ao Governo da Província de Malanje a ajudarem a rede para a criação de um banco de leite, com vista a evitar as mães a amamentarem os bebés.

Angop – 08.07.2009





ARS Algarve lança Campanha de Verão 2009 com rastreios da infecção VIH/SIDA

10 07 2009
A Administração Regional de Saúde do Algarve, através do Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce da Infecção VIH/SIDA (CAD), tem já em actuação a Campanha de Verão de 2009 intitulada “Combinações Perfeitas – Use sempre protecção contra a SIDA”.

Esta campanha irá decorrer de Julho a Setembro, com o objectivo de motivar as pessoas a adoptarem comportamentos que previnam a infecção, a utilizarem o preservativo de forma consistente e a realizarem a detecção precoce.

Utilizando-se unidades móveis serão realizadas intervenções junto da comunidade, em parceria com a APF (Associação para o Planeamento da Família) e IDT (Instituto de Prevenção da Droga e Toxicodependência), privilegiando-se as zonas turísticas do litoral, concentração de motas e outros eventos realizados neste período.

Nestas Unidades, uma equipa de profissionais de saúde estará disponível para realizar testes rápidos, anónimos, gratuitos e confidenciais, cujo resultado será entregue em cerca de 15 minutos.

No decorrer das acções, os profissionais de saúde irão igualmente fornecer informação sobre a infecção, meios de prevenção e preservativos.

Região Sul – 09.07.2009