IV Encontro de Jovens e Adolescentes Vivendo com HIV/aids começa nesta quinta

9 07 2009

O encontro terá como um dos enfoques garantir um espaço para a convivência e troca de experiências entre jovens, profissionais e parceiros envolvidos na luta contra a aids de todas as regiões do Brasil.

A idéia também é trabalhar as pluralidades existentes no movimento de jovens, levando em consideração, raça, sexualidade, religião, regionalidade entre outros.

Este encontro contará com a participação de jovens de todos os Estados do Brasil, com delegações regionalizadas. Somando um total de 130 participantes.

Agência de notícias da Aids – 09.07.2009





Preconceito na escola

9 07 2009

O Jornal de Brasília publicou nesta quarta-feira (8) matéria repercutindo uma pesquisa em que 63% dos alunos e 56% dos professores de escolas públicas do Distrito Federal afirmam ser homofóbicos. Leia a matéria a seguir.

’Preconceito na escola’

Reformatórios e mudanças na orientação religiosa tentaram combater o que nenhum viés científico conseguiu. Sem resultado. Foi o espaço necessário para que, em 1999, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) declarasse que a homossexualidade não era doença, nem desvio, nem pecado. Dez anos depois, a rede de ensino do Distrito Federal ainda luta para vencer os preconceitos que motivaram o início do combate entre sociedade e sexualidade.

Violências simbólicas nas escolas públicas do DF alcançam índices impressionantes, como o espantoso percentual de 63,1% das respostas dos alunos e 56,5% dos professores que confirmaram homofobia. Esse diagnóstico, evidenciado pela Secretaria de Educação do DF (SEDF) com apoio da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), assusta os estudantes que se assumem como homossexuais e enfrentam o julgamento cruel das mais diversas expressões de preconceito.

Esses percentuais discriminatórios apontam para conflitos latentes dentro do ambiente de convivência escolar. “O preconceito é uma perigosa arma velada, diferente de um aluno que aparece com uma faca ou um revólver na mão, e é mais difícil de ser detectado”, analisa uma das autoras do livro, Miriam Abramovay.

A estudante Thaís Rodrigues, 21 anos, foi contra a corrente e não só saiu do armário como foi às ruas lutar pela sua orientação sexual. Assumida para a família desde os 16 anos, conquistou a confiança para levar a namorada em casa e ajudou a fundar a Organização Não-Governamental Coturno de Vênus, ONG brasiliense empenhada em discutir os direitos das lésbicas.

Até se sentir bem com sua orientação sexual, Thaís precisou vencer os primeiros obstáculos do preconceito, dentro da sala de aula. “A verdade é que o preconceito ainda existe em todos os lugares, mas quando você é mais jovem, na escola, ele é mais agressivo e evidente”.

Ela admite que contar para a família foi difícil, e fala do sofrimento que traz uma vida dupla. “Minha mãe reparou que eu guardava um segredo”, lembra. Ao se abrir com os pais, sentiu-se aliviada. “Eles disseram que me amavam e que isso não ia mudar”.

Atualmente, a mãe de Thaís é referência no assunto. Ângela Rodrigues e a filha participaram do programa de Ana Maria Braga para falar de preconceito, dividir sua história e dar dois recados. Aos jovens: “Ninguém é feliz vivendo um disfarce, seja honesto com você mesmo”. Aos pais: “Quando soube da homossexualidade da Thaís pude conhecer minha filha por completo. Nós devemos lutar contra o sofrimento deles”.

Em geral, acrescenta Ângela, os pais sentem um luto quando recebem a notícia, como se o filho criado por eles tivesse morrido. “No entanto, minha filha continuou ali, a mesma que eu amava, somente com uma característica a mais”, defendeu a mãe.

Como Thaís, o presidente da ONG Estruturação, Milton Santos, busca os direitos e a cidadania dos homossexuais no DF. Mora há quatro anos com um homem, depois de um casamento heterossexual frustrado. “Não há nada diferente no sentimento dos casais gays. Nos amamos, vamos ao cinema, sentamos juntos, fazemos planos, é simples”. Para Milton, mesmo depois de tantas conquistas, o preconceito ainda é latente e está nas ruas. “E nas casas de muitas famílias, nas escolas e nos divãs”. Frente a julgamentos maldosos, ele recomenda paciência e prenuncia. “Daqui a dez anos…”

Jornal de Brasília - 08.07.2009<!–As inscrições para o Prêmio ODM Brasil 2007 foram prorrogadas e estão abertas até o dia 19 de novembro. Podem concorrer prefeituras, empresas e organizações da sociedade civil que desenvolvam ações, programas e projetos que contribuem para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. As inscrições podem ser feitas pelo site www.odmbrasil.org.br ou pelo correio, com o envio da ficha de inscrição e os documentos solicitados no regulamento para o endereço Escola Nacional de Administração Pública (Enap) – SAIS Área 02-A – 70.610-900 – Brasília (DF).
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Lei para travar doenças contagiosas tem 60 anos

9 07 2009

Parlamento está a preparar nova lei mas continua sem contemplar o internamento compulsivo de doentes contagiosos sem mandado prévio de um juiz.

Portugal não tem um regime jurídico preparado para ajudar a conter um cenário de pandemia da gripe A, segundo Paula Lobato Faria, professora de Direito da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa. Um exemplo? “A lei não permite o internamento compulsivo de um cidadão sem a intervenção prévia de um juiz”, aponta a especialista, para quem uma situação de emergência pode não se compadecer com a espera por um mandado.
A necessidade de um quadro legal que, num cenário de pandemia, previna e controle os danos para a saúde pública sem desrespeitar os direitos fundamentais dos cidadãos tornou-se mais clara depois do sucedido, anteontem, no Externato das Pedralvas, em Lisboa. O estabelecimento fechou porque um menino de dois anos, que tinha regressado à escola depois de umas férias no México com os pais, contagiou outras crianças. Numa escola de Ponta Delgada, nos Açores, foi detectado também um caso de um bebé de 13 meses. Ontem – num dia em que os casos de contágio subiram para os 61 (ver texto ao lado) – um episódio semelhante obrigou uma creche a adoptar medidas como a desinfecção dos espaços e a medição diária da febre a todas as crianças.
“Os pais têm o dever geral de defender a saúde pública e a dos seus filhos. Mas temos um vazio legal em termos dos deveres concretos de cada um em relação à não propagação de situações de risco para a saúde”, diz Paula Lobato de Faria.
Há 60 anos que Portugal se rege pelo mesmo diploma regulador da prevenção e controlo de riscos na saúde pública, a lei n.º 2036, de 9 de Agosto de 1949. “Está totalmente obsoleto. Continua em vigor porque o país teve décadas de convivência pacífica com os vírus e isso fez com que o Direito se esquecesse da saúde pública”, explica.
O quadro legal tornou-se menos anacrónico a partir de 1995 e por causa do aparecimento de doenças infecciosas graves, como a infecção pelo VIH e certas formas de hepatites virais, que obrigou a que o Código Penal passasse a penalizar o crime de contágio com pena de prisão.
A Constituição, porém, admite o internamento compulsivo sem intervenção prévia de um juiz dos doentes do foro psiquiátrico mas não dos portadores de doenças contagiosas. “É algo que não se percebe”, insiste, “sobretudo numa altura em que, além do VIH e das hepatites, o país esbarra aqui e ali com ameaças de contágio de vírus como o da gripe das aves”.
Por causa da Constituição é que a lei que o Parlamento está a preparar em matéria de vigilância epidemiológica também não vem, segundo a mesma especialista, responder às necessidades do país. “O internamento compulsivo continua a ser tabu na nova lei porque a Constituição não permite a suspensão dos direitos, liberdades e garantias nos casos de doentes contagiosos”, explica.
Mário Carreira, coordenador da Direcção-Geral de Saúde (DGS) para a monitorização dos serviços de urgência, relativiza a gravidade desta lacuna no contexto da actual pandemia. “Em pandemias como esta, a velocidade de transmissão é tão elevada que as questões da quarentena ou do internamento compulsivo acabam por se tornar irrelevantes”.
Quem se deve avisar?
Mesmo assim era importante, para Mário Jorge Santos, presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública, que a gripe constasse da lista de doenças transmissíveis que originam evicção escolar, ou seja, o afastamento temporário da escola aplicável a alunos, professores e funcionários. No decreto-regulamentar n.º 3/95, de 28 de Dezembro de 1994, estão a difteria, a escarlatina, as hepatites, a rubéola, o sarampo e a varicela, entre outros. Não está a gripe. “Essa lista já devia ter sido actualizada há anos”, critica Mário Jorge Santos.
Mário Carreira discorda. “A gripe não é manejável na questão da evicção escolar. Enquanto na varicela sabemos que, se a criança ficar em casa, é pouco provável que os colegas tenham contacto com o vírus noutros sítios, na gripe não há essa possibilidade de controlo”, sustenta.
Voltando ao Externato de Pedralvas, os pais deviam ou não ter avisado a escola que tinham ido com a criança no México? “Deviam era ter avisado o médico, responde Mário Jorge Santos, para concluir: “O médico sabe dar as indicações necessárias e está sujeito ao segredo; a escola não”.

Natália Faria/Público – 09.07.2009





HIV é parceiro silencioso nas crises humanitárias

9 07 2009

Ajuda alimentar e tendas de plástico são marcas de todos os desastres. Já preservativos e antiretrovirais nem sempre, embora as agências humanitárias reconheçam a ligação entre emergências e aumento do risco de HIV/SIDA.

“Muitas vezes a prevenção do HIV não é vista como uma prioridade, especialmente em emergências que acontecem subitamente. Mas a prevenção do HIV é uma questão que salva vidas e deve ser vista como uma prioridade na resposta à emergência,” disse Mumtaz Mia, conselheira regional do Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/SIDA (ONUSIDA) para a resposta humanitária na África Austral e do Leste

Pesquisas indicam que a relação entre o HIV e emergências é complexa, mas peritos concordam que as crises humanitárias intensificam a vulnerabilidade.

Situações de alto risco

“Estudos recentes em Moçambique, no Haiti e no Quénia descobriram um aumento em relações sexuais consensuais e motivadas por trocas, provavelmente desprotegidas dada a falta de disponibilidade de preservativos. Um aspecto que, claramente, pode aumentar o risco da transmissão do HIV,” disse Mia.

Não é de surpreender que uma pesquisa do Overseas Development Institute (ODI) da Grã-Bretanha , descobriu que o sexo consensual era uma resposta natural ao tédio da vida no campo, ou uma forma de procurar consolação; sexo transaccional era igualmente prevalente como uma tentativa de se beneficiar de uma situação ruim. 
O encontro, a mistura de pessoas e a erosão de controlos sociais é uma consequência do deslocamento que os trabalhadores humanitários estão a reconhecer cada vez mais.

Sari Seppänen, oficial de programas da ONUSIDA, notou que depois da erupção da violência política no Quénia em 2007, jovens deslocados gravitavam uns em volta dos outros. “Numa ocasião, um grande número de jovens foi agrupado numa parte do acampamento, separados dos seus pais, o que criou uma óptima oportunidade para criar redes de contactos sexuais,” disse ela.

James Wanyama, oficial de programas nacional da ONUSIDA no Uganda, disse que o risco do HIV era exacerbado pela falta de acesso a preservativos como resultado do colapso dos serviços de abastecimento durante o conflito prolongado, no norte do Uganda.

“A deslocação de pessoas em campos congestionados e a maior ociosidade, conjugados com a pobreza, leva a comportamentos sexuais de risco,” disse ele. “Houve um colapso das normas sociais da comunidade que protegiam mulheres, raparigas e outros jovens de comportamentos de risco; isto também estava associado a estupros e outras formas de violência baseadas no género”.

Treinamento em prevenção

Segundo Seppänen, os trabalhadores humanitários precisam de ser formados em orientações de como lidar com a prevenção do HIV em emergências, como está estipulado pelo Comité Permanente Interagencial (IASC em Inglês), mecanismo que coordena a a assistência humanitária dos parceiros dentro e fora do Sistema das Nações Unidas. 

Algumas das intervenções de prevenção que o IASC recomenda são: serviços de transfusão de sangue seguros, provisão regular de preservativos, gestão de infecções transmitidas sexualmente, educação na redução do risco do HIV, provisão de serviços de saúde reprodutiva, disponibilidade de serviços de prevenção da transmissão da mãe para filho, criação de medidas para prevenir e responder efectivamente à violência sexual, e formações para jovens que os ajude a serem  capazes de evitar riscos em sexo transaccional ou casual.

“Pessoas em abrigos normalmente recebem kits de cozinha ou de higiene que poderiam incluir preservativos”, sugeriram os autores de um recente artigo informativo da ODI, acerca do HIV em Emergências: Não existe um Tamanho que Sirva a Todos.

“O aumento do sexo transaccional, combinado com o influxo de grupos tais como condutores de camião, trabalhadores humanitários e militares, pode aumentar o risco de transmissão do HIV, especialmente onde os preservativos não estão disponíveis”, apontaram eles.

“Formas de contrariar esta estratégia para lidar com o problema precisam de ser exploradas, tais como esquemas atempados, micro-crédito dirigido e também mais campanhas de prevenção para grupos de alto risco.”

''A deslocação de pessoas em campos congestionados e a maior ociosidade, conjugados com a pobreza, leva a comportamentos sexuais de risco''

Melhores planos de contingência

Seppänen disse que muitas vezes, a resposta ao HIV em situações de emergência humanitária é um reflexo, o que leva as organizações a tomarem decisões instantâneas e imediatas que podem ser imperfeitas.

Mia, da ONUSIDA, comentou: “O HIV só pode ser gerido em emergências se a resposta for melhor coordenada e o HIV for devidamente integrado na resposta institucional, desde a preparação até a recuperação.”

“Para que o HIV seja abordado efectivamente na resposta humanitária, tem que ser dentro das orientações da resposta nacional à SIDA, com os mecanismos de liderança e coordenação estabelecidos para a resposta à SIDA,” notou ela. “O envolvimento e liderança das autoridades nacionais de SIDA, em parceria com a sociedade civil é, portanto, vital.”

Um estudo em 2007, Estimativas do fardo do HIV em Emergências, descobriu que 10 entre 15 países com o maior número de pessoas vivendo com o HIV em 2005, foram afectadas por crises humanitárias ou grandes conflitos entre 2002 e 2006.

O estudo também estimou que 1,8 milhão de pessoas vivendo com o HIV foram afectadas por emergências no ano de 2006, representando 5,4 por cento do número global de pessoas infectadas com o vírus.

PlusNews – 09.07.2009





Estudo sobre malária cerebral será apresentado em conferência

9 07 2009

 Luanda – Um estudo sobre a Malária Cerebral, realizado no Hospital Pediátrico David Bernardino, em Luanda, entre 2005 e 2007, com crianças dos seis a 13 anos de idade, será apresentado pela neurologista angolana Mária do Rosário Sambo, na conferência ” Uma solução conjunta para as doenças tropicais: A resposta luso-americana.
Maria Sambo, docente da Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto, integra o grupo de especialistas presentes na conferência que inicia esta quarta-feira, em Lisboa ( Portugal), promovida pela Fundação Luso-Americana (FLAD).
A docente é colaboradora do Instituto Gulbenkian de Ciência, onde integra um grupo que estuda a genética das doenças complexas e os factores genéticos que justificam susceptibilidade à malária cerebral, uma das formas severas desta doença infecciosa endémica no país.
O evento que decorre até o dia 10 de Julho,  reúne um conjunto de especialistas nacionais e internacionais de relevo na área da investigação, que têm assim a oportunidade de criar novas sinergias e desenvolver esforços de cooperação multidisciplinares mais sólidos.
Na conferência estão em foco os principais progressos na investigação sobre esta doença tropical com forte impacto na população mundial.
Esta é uma iniciativa trienal da FLAD, criada em colaboração com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas/ Instituto Nacional de Saúde (dos Estados Unidos) com o objectivo de desenvolver a colaboração na investigação do diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças tropicais como a malária, tuberculose e  VIH/SIDA em África.
A FLAD disponibilizará ainda prémios específicos para novos projectos de investigação que envolvam parcerias entre os participantes na conferência.

Angop – 08.07.2009





Casos de Aids se tornam mais comuns no interior do Estado

9 07 2009

 A Aids não é mais uma epidemia ligada a grupos fechados, pulverizou-se e espalhou-se principalmente entre a população pobre. A interiorização da doença já preocupa, sobretudo na Bahia – primeiro Estado em número absoluto de casos da doença nas regiões Norte e Nordeste.

De acordo com a Coordenação Estadual de DST/Aids, são 10.234 pessoas com a doença, sendo 9.891 casos em adultos. Salvador também tem o maior número de casos entre as capitais do Norte e Nordeste. No Brasil, 40% das pessoas que têm o vírus não sabem que estão infectadas.

“A  Aids, de alguma forma, se estabilizou nas grandes metrópoles  e vem crescendo nos municípios com população de mais de 5 mil habitantes, o que mostra que as políticas de prevenção no Brasil têm de ser pensadas não apenas numa perspectiva de uma capital, mas estendida e gerida pelos municípios”, argumenta o ativista Harley Henriques, que participa do Encontro de Prevenção e de Promoção à Saúde no Campo do HIV/Aids, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado por meio da Coordenação Estadual de DST/Aids e do Gapa.

O encontro acontece até quinta-feira, 9, e tem o objetivo de formar profissionais e gestores de saúde de 31 Dires (diretorias regionais de saúde) e 25 coordenações municipais que atuam com HIV/Aids e discutir estratégias de prevenção da doença.

Campanhas – De acordo com Harley, a prevenção não tem de se resumir apenas a campanhas de massa, como as que acontecem no Carnaval, mas tem de se constituir em um conjunto de estratégias que tenham intervenção direta com a comunidade.

Para ele, ajudaria na prevenção da epidemia um maior acesso por parte da população de baixa renda a métodos de prevenção, como a camisinha; o assunto ser mais discutido nas escolas, fazendo parte do conteúdo programático; assim como é necessária a implementação de políticas de prevenção a grupos específicos, como a população da terceira idade.

Para Rosaria Piriz Rodriguez, 53 anos, o vírus HIV/Aids chegou há uma década. Sem muito conhecimento sobre a doença na época, a descoberta veio quando levou o marido, doente, ao médico. “Comecei a achar que poderia estar também”, conta ela, que teve o diagnóstico confirmado.

“Pensava na discriminação e exclusão que teria de enfrentar. Convivi durante algum tempo, com a ideia de que iria morrer logo”, relembra Rosario, que, a partir do apoio que teve no Gapa-Bahia  (Grupo de Apoio à Prevenção à Aids), passou a buscar qualidade de vida.

Hoje, convive com a doença, leva uma vida normal. Ela foi capacitada em direitos humanos pelo Gapa e integra a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e o Movimento Nacional Cidadãos Positivos.

Apoio semelhante teve M. A. 43 anos, que também tem Aids e encontrou ajuda na Casa de Apoio e Assistência ao Portador do Vírus HIV/Aids (Caasah). Há um mês no local,  passa por tratamento e, ainda sem muita noção do que é a doença, tem uma certeza:  “Se não fosse aqui, seria mais difícil”, diz.

A Tarde online – 07.07.2009





Bruni-Sarkozy solicita ao G-8 ajuda em programas de saúde no continente

9 07 2009

Londres (Reino Unido) -A primeira Dama da França, Carla Bruni-Sarkozy, apelou  em Londres aos dirigentes do G-8, que se reunem a partir de hoje  (quarta-feira) na Itália, a conservar a sua ajuda aos programas de saúde em África, segundo um artigo publicado pelo jornal britânico “The Guardian”.

 
    Segundo a esposa do presidente francês, Nicolas Sarkozy, italiana de nacionalidade, importantes progressos foram alcançados desde o compromisso assumido pelo G-8 em 2001, no âmbito do esforço multilateral contra o sida, a tuberculose e o paludismo.

 
    ” Esta revolução começa a transformar a África, mas apesar dos muitos progressos já alcançados na redução da pobreza durante os últimos decénios, os resultados estão a ser ameaçados pela crise económica mundial”, afirma Bruni-Sarkozy.

 
    A primeira Dama da França, que é igualmente embaixatriz do Fundo mundial contra o sida, refere que quanto a tuberculose e o paludismo, os dirigentes do G-8 deverão sentir-se fiéis à revolução que iniciaram há oito anos no quadro da saúde no mundo.

 
    ” Espero que venham assumir os seus compromissos aumentando os seus investimentos na salvação de vidas e na redução das desigualdades”, acrescentou.

 
    Uma Cimeira de oito países dos mais industrializados (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão e Rússia), tem início hoje, quarta-feira, na localidade italiana de Aquila.

 
    No encontro que decorre até quinta-feira, participam alguns países africanos, nomeadamente Africa do Sul, Angola, Egipto Gana e Senegal.

Angop – 08.07.2009





Centro Materno no Luena diagnostica quatro casos positivos de VIH/Sida

9 07 2009

Luena – Quatro novos casos positivos de VIH/Sida foram diagnosticados em Junho último, em 366 mulheres gestantes que aderiram a sala de aconselhamento e testagem voluntária, no Centro Materno Infantil, no Luena, província do Moxico.

 
Segundo a chefe do centro, Domingas Paixão Moisés, o número faz parte das mil  302 mulheres grávidas assistidas naquele unidade sanitária, das quais 27 com gravidezes de alto risco.

 
Domingas Paixão explicou que as seropositivas acompanham o tratamento e conselhos do pessoal sanitário e na altura do parto far-se-á o corte vertical, para se evitar a transmissão do vírus da mãe para o bebé.

 
As gestantes com alto risco, na sua maioria são mulheres com mais de dez partos e com idade inferior a 15 anos, explicou a fonte. 

 
Neste período, a unidade sanitária atendeu igualmente 689 petizes, em consultas de pediatria.

Angop – 08.07.2009





Sida causa a morte de 23 pessoas em seis meses

9 07 2009

Kuito – Vinte e três pessoas morreram na província do Bié vítimas de Vih/Sida durante o primeiro semestre do ano em curso, informou hoje, quarta-feira, à Angop, o supervisor de luta contra a enfermidade, Adelino Camato.

Segundo o responsável, dentre os novos casos figuram quatro crianças e 19 adultos, dos quais nove mulheres.

No mesmo período, as autoridades sanitárias notificaram 149 novos casos de Vih/Sida, com maior destaque para os municípios do Kuito, Andulo, Nhârea, Chinguar, Chitembo e Kamacupa.

Os casos, segundo confirmou Adelino Camato, resultaram da realização de 6 mil 767 testes nos Centros Aconselhamento e Testagem Voluntario (CATV) espalhados na província do Bié, maternidades e nos centros maternos infantis.

Referiu que, o executivo local está a empreender esforços, no sentido de instalar CATV em todas as sedes comunais da província, de forma que os cidadãos conheçam o seu estado serológico, acrescentando estarem já criados 14 centros.

Para reduzir o surgimento de novos casos do Sida e outras infecções de transmissão sexual, as autoridades sanitárias locais, têm realizado palestras de sensibilização e debates radiofónicos, frisou.

Angop – 08.07.2009