Epidemia de cólera assume dimensão política e motiva apelos à saída de Mugabe

7 12 2008

No Zimbabwe, morreram pelo menos 575 pessoas. Muitos procuram refúgio
na África do Sul. Intensifica–se a pressão para que o Presidente deixe o poder

Poderá a epidemia de cólera no Zimbabwe conseguir o que encontros, cimeiras, protestos e actos de violência política não conseguiram? Por outras palavras, poderá a cólera assumir uma dimensão política que force à renúncia de Robert Mugabe da presidência? A questão é colocada num jornal independente do Zimbabwe, citado no Washington Post, e inspira-se na crescente pressão para a saída do poder de Mugabe.
A pressão intensificou-se com a constatação de que a epidemia de cólera assume proporções de desastre nacional e atravessa fronteiras. Já fez pelo menos 575 mortes desde Agosto e é o mais recente sinal do marasmo em que a crise política e económica mergulhou o país.
De acordo com as Nações Unidas, já se registaram pelo menos 12.700 casos . Mas estes são números abaixo do que se pensa ser a realidade. O número total de doentes e mortes é “certamente maior”, referiu ontem a ONU, uma vez que “muitos centros de saúde não funcionam e muitos casos não são conhecidos”.
A epidemia já chegou à África do Sul. Como no passado fugiram da miséria e da violência política, os zimbabweanos fogem agora dos efeitos de uma doença num país onde o sistema de saúde foi deixado ao abandono e “os hospitais centrais literalmente não funcionam”, nas palavras do próprio ministro da Saúde, David Parirenyatwa. Disse-o na quinta-feira, dia em que o Governo reconheceu a magnitude do problema e, pela primeira vez, decretou “urgência nacional” e apelou à ajuda internacional.
Apelos e pressões
Os pedidos foram atendidos, mas acompanhados de fortes críticas e apelos para o fim do regime.
O mais veemente apelo surgiu do arcebispo sul-africano e Nobel da Paz, Desmond Tutu, para quem Mugabe deve abandonar o poder ou ser afastado “pela força”. Numa entrevista a uma rádio holandesa, Tutu especificou: “Agora o mundo tem de dizer [a Mugabe] que foi responsável, com os seus correligionários, de graves violações, e que vai enfrentar uma acusação [no Tribunal Penal Internacional] de Haia a menos que renuncie.”
Quando questionado se, em caso de recusa, Mugabe devia ser deposto militarmente, Desmond Tutu não teve dúvidas: “Sim, pela força”, reforçou, acrescentando que a Comunidade para o Desenvolvimento da África do Sul (SADC) ou a União Africana teriam meios para o fazer.
As atenções centram-se na África do Sul, que lidera o processo de mediação e que é o principal país a ser potencialmente afectado com o alastramento da doença. O novo Governo e a nova presidência interina sul-africana de Kgalema Motlanthe, após a saída do Presidente Thabo Mbeki (criticado pela falta de firmeza com Harare), também abrem perspectivas. Pretória condicionou esta semana uma ajuda à agricultura do Zimbabwe ao cumprimento do acordo de partilha do poder, assinado em Setembro, e bloqueado por Mugabe querer manter as pastas do executivo ligadas à segurança. Motlanthe tem dado sinais de ver em Mugabe um líder ilegítimo, depois do conturbado processo eleitoral de há uns meses.
“Chegou a hora de Mugabe partir. A partir de agora é uma evidência”, declarou ontem a secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice. Na véspera, o primeiro-ministro do Quénia, Raila Odinga, defendera o mesmo, pondo a responsabilidade nos Governos africanos. É altura de “levarem a cabo acções decisivas para afastar Mugabe do poder”, disse.
Ao mesmo tempo, Estados Unidos, Reino Unido e França anunciaram novas ajudas para fazer face à cólera – uma infecção intestinal transmissível por água ou alimentados contaminados, que pode levar a uma desidratação fatal se não for tratada. “Por uma vez, estamos de acordo com o Governo do Zimbabwe. É uma urgência nacional”, afirmou o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, ao justificar uma ajuda suplementar de 11,5 milhões de euros. “O Estado em ruptura de Mugabe já não tem capacidade ou vontade de proteger o seu povo.”
A organização Médicos sem Fronteiras explicou à BBC que o colapso do sistema sanitário e de abastecimento de água impede o controlo da epidemia. E explica que os subúrbios densamente povoados da capital do Zimbabwe, Harare, estiveram sem água potável nos últimos meses.
É de lá que vem Mawunganidze, comerciante, que o Washington Post foi encontrar em Musina, pequena cidade da fronteira, já na África do Sul, habituada a receber zimbabweanos fugidos a sucessivas crises. Confirma que no seu subúrbio de Harare não teve água durante oito meses, e que tudo praticamente parou. Talvez as Nações Unidas possam “ir em força” para o Zimbabwe, questiona. Ou a África do Sul tome uma posição mais firme com o Zimbabwe, acrescenta. No fim, pergunta: “Será que o mundo está a ouvir?”

Público – 06.12.2008





Dia mundial de luta contra a Sida

7 12 2008

Intervenção da Ministra da Saúde na apresentação do projecto Viver com VIH, da Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável, no Dia Mundial de Luta contra a Sida, na Amadora

Exma. Senhora Vereadora da Câmara Municipal da Amadora
Exmo. Senhor Presidente da Associação de Jovens Promotores da Amadora Saudável
Exma. Senhora Alta-Comissária da Saúde
Exmo. Senhor Coordenador Nacional para a Infecção VIH/Sida
Exmo. Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos
Minhas Senhoras e meus Senhores

O dia 1 de Dezembro de 2008 – Dia Mundial de Luta contra a Sida – tem como lema a liderança, alertando para a necessidade de uma política clara e multissectorial na resposta ao VIH/sida.

Em Portugal, desde 1983, a infecção atingiu já mais de 33 mil pessoas. A luta contra esta doença não pode restringir-se ao acesso à terapêutica. É fundamental que todos os sectores da sociedade se envolvam no combate à doença, em diferentes níveis de intervenção, no qual as medidas de prevenção, incluindo o combate à discriminação, assumem um papel relevante.

Ao Estado cabe definir e dar continuidade a uma política coerente de reforço e alargamento de medidas dirigidas a áreas-chave, que visem, por um lado, prevenir a infecção e por outro apoiar, com qualidade, quem vive com ela.

Assim estamos em condições de anunciar algumas medidas a implementar durante o próximo ano.

Considerando que a detecção precoce da infecção é um aspecto essencial na luta contra o VIH/sida e que muitos doentes são diagnosticados numa fase tardia, aumentando o risco de morte e de transmissão da infecção, importa promover a realização de testes.

Em Portugal realizam-se cerca de um milhão de testes por ano.

Para fomentar o aumento da detecção precoce da infecção e combater o subdiagnóstico, o Ministério da Saúde decidiu que o teste para a detecção de anticorpos contra o VIH1 e VIH2 será gratuito para todos os utentes do SNS.

Para reforçar ainda mais a capacidade de diagnóstico precoce contribuindo para promover a acessibilidade aos grupos mais vulneráveis, vão ser disponibilizadas 5 unidades móveis – uma por administração regional de saúde – que pretendem assegurar um acesso universal ao diagnóstico da infecção, além de proporcionarem informação e aconselhamento.

A infecção VIH/sida, apesar dos grandes avanços na terapêutica anti-retroviral, permanece sem cura e necessita de um tratamento contínuo, a longo prazo.

O acompanhamento clínico do doente infectado pelo VIH exige, actualmente, uma planificação de cuidados similar à dispensada a outras doenças crónicas.

Esta evolução requer a existência de equipas multidisciplinares, funcionando em local próprio e de fácil identificação.

A avaliação da adesão ao tratamento e a sua optimização são partes integrantes da assistência clínica à pessoa infectada pelo VIH, particularmente sensíveis no caso de utilizadores de drogas por via endovenosa e/ou situações de tuberculose. Nestas situações, recomenda-se que a terapêutica anti-retrovírica, antibacilar e de substituição opiácea seja administrada no mesmo local, tendo em conta a acessibilidade do doente.

Para tal vão ser optimizadas (com base em estruturas já existentes), em cada uma das Administrações Regionais de Saúde, unidades de atendimento a utilizadores de drogas em substituição opiácea, com uma lógica de funcionamento em centro de terapêutica combinada (abrangendo os diferentes programas).

Com a evolução da terapêutica e o aumento da esperança de vida dos doentes com VIH/sida, os objectivos dos cuidados de saúde têm de abranger a melhoria da qualidade de vida dos anos vividos.

Um dos problemas que mais influencia a qualidade de vida destes doentes é a saúde oral, por vezes, com necessidade de tratamentos de grande intervenção.

A estigmatização e a erosão da própria imagem afectam a auto-estima e dificultam as relações pessoais e sociais, tendo como consequência a ansiedade, a depressão e o isolamento social.

Tendo em conta que o Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral está a ser alargado e reestruturado, de forma a assegurar a prestação equitativa de cuidados de saúde oral ao longo do ciclo de vida, o Ministério da Saúde decidiu que este programa vai beneficiar também, através de cheques-dentista, os doentes infectados pelo VIH utentes do Serviço Nacional de Saúde.

Um outro aspecto relevante, e que decorre também do aumento da expectativa da sua vida, é o desejo de muitos casais seropositivos ou sero-discordantes em ter filhos.

A resposta dos serviços de saúde a esta situação deve respeitar tanto a autonomia das pessoas portadoras de VIH, como os interesses essenciais da criança a nascer. Deve, ainda, permitir o acesso à maternidade e paternidade sem perturbar a consistência dos esforços de prevenção da transmissão sexual.

Muito dos centros existentes estão aptos a resolver a maior parte dos problemas que a situação suscita. Há, no entanto, um caso particular, o das mulheres VIH-positivo que necessitam de procriação medicamente assistida com recurso a colheita de óvulos e posterior implantação de embriões, ainda sem resposta cabal.

Para este caso concreto, justifica-se a criação de um centro nacional que assegure a necessária resposta, que será instalado na Maternidade Dr. Alfredo da Costa.

As mulheres portadoras de VIH enfrentam ainda o risco de transmitir a infecção ao seu filho através da amamentação, pelo que é aconselhável que as mães não amamentem os filhos, independentemente do tipo de vigilância e tratamento implementados antes e após o nascimento.

Para ultrapassar esta barreira, e não penalizar as pessoas com fracos recursos económicos, os bancos de leite que entretanto forem criados nos hospitais do SNS poderão assegurar o leite de forma gratuita às mães portadoras da infecção pelo VIH.

Entretanto, o fornecimento contínuo da fórmula láctea deverá ser também assegurado gratuitamente, no mínimo por 12 meses, pelas farmácias hospitalares, através de prescrição médica.

É generalizadamente reconhecido que, em Portugal, é insuficiente a produção de conhecimento científico indispensável para orientar as políticas e medir o seu impacto no curso da epidemia.

A importância da infecção em Portugal e o facto particular de as infecções por vírus do tipo 2 terem na, nossa população, uma frequência especialmente elevada comparativamente com o resto da Europa, aumentam a nossa responsabilidade na produção de conhecimento científico de índole fundamental ou aplicada.

O Ministério da Saúde decidiu abrir um concurso específico para projectos de investigação em infecção VIH/sida, com um orçamento de um milhão de euros.

Este incentivo à produção científica de qualidade terá reflexos no crescimento dos grupos de investigação que trabalham na área do VIH, seja nas ciências sociais, do comportamento, biológicas, clínicas ou da saúde pública.

A internacionalização indispensável do nosso esforço científico e, consequentemente, o reconhecimento progressivo do seu papel na criação de respostas originais contribuirão também para o progressivo reforço em recursos humanos de grande qualidade profissional indispensáveis aos serviços de saúde.

Este conjunto de medidas, agora anunciadas, a ser concretizado ao longo do próximo ano, insere-se no princípio que tem orientado o Ministério da Saúde: sempre que estão reunidas as condições, alargar a capacidade de resposta do SNS.

Mas as respostas em saúde, se bem que importantes, não podem ser da exclusiva responsabilidade do Ministério da Saúde.

O lema do Dia Mundial de Luta contra a Sida deste ano – a liderança – tem que ser assumido, e exercido, cada vez mais, por todas as estruturas da nossa sociedade, constituindo uma garantia de que o combate contra a infecção pelo VIH é eficaz e abrangente.

Portal do Governo – 01.12.2008





Nobel acredita que vacina terapêutica contra a sida será desenvolvida em cinco anos

7 12 2008

A Nobel da Medicina de 2008, Françoise Barré-Sinoussim, estima que em quatro ou cinco anos haja uma vacina terapêutica para o VIH/sida. A professora e investigadora francesa defendeu que dentro de meia década os seropositivos podem vir a controlar o vírus da sida através desta vacina, deixando assim de necessitar de tomar medicamentos durante toda a vida.

“É difícil de dizer, mas talvez seja um esforço de quatro ou cinco anos” declarou hoje à AFP Françoise Barré-Sinoussim, à margem de uma conferência de imprensa em Estocolmo onde na próxima semana vai receber o prémio.

Françoise Barré-Sinoussi e mais dois investigadores, foram distinguidos este ano com o Nobel da Medicina. O francês Luc Montagnier, juntamente com Sinoussi, foi distinguido pela descoberta do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), em 1983. O alemão Harald zur Hausen também foi laureado, mas pela descoberta do papiloma vírus, que causa o cancro do colo do útero.

Os jornalistas questionaram imediatamente se aquele não seria um prazo demasiado curto. Mas a francesa respondeu que “há dez anos que estamos a trabalhar nisto”, sublinhando que é mais fácil desenvolver uma vacina terapêutica do que uma vacina preventiva (que impeça as pessoas de contraírem o VIH).

“É uma doença muito complexa (…) estamos todos os dias no meio de uma procura para explicar a causa do enfraquecimento do sistema imunitário e estamos constantemente a investigar a natureza dos reservatórios do vírus”, respondeu a cientista.

Françoise Barré-Sinoussi sublinhou ainda que é impossível dar um prazo para a descoberta de uma vacina que previna a sida. “Não sabemos, resta-nos aceitar esta realidade e continuar a trabalhar”, disse.

A investigadora explicou que hoje em dia os seropositivos têm que tomar medicamentos para o resto da vida. O vírus fica “adormecido” em reservatórios que nunca desaparecem e pode voltar a multiplicar-se, e a única forma de controlar é através dos antirretrovirais.

“É uma doença sexual. O vírus afecta as mucosas [os tecidos que estão em contacto com o exterior do tubo digestivo e do aparelho sexual, por exemplo], por isso, para desenvolver uma vacina, devemos aprender e compreender melhor a resposta imunitária e o mecanismo de protecção das mucosas” adiantou a cientista.

Para a investigadora “existem diversas formas de reduzir a contaminação”. Parte importante do combate à sida passa pela educação, informação e prevenção de outras doenças, principalmente nos países em desenvolvimento. Até à data, a sida já matou 25 milhões de pessoas em todo o mundo.

Os três laureados vão receber o prémio na próxima quarta-feira, pela mão do rei da Suécia, numa cerimónia em Estocolmo. Para além da medalha, vão receber um diploma, e um cheque no valor de dez milhões de coroas suecas (930 mil euros), que vai ser divido: metade para o cientista alemão e a outra metade para os investigadores franceses.

Público.pt – 06.12.2008





Jovens são premiados por ação contra a Aids

7 12 2008

Aos 16 anos, Carla dos Santos, moradora da zona rural de Uberaba, em Minas Gerais, coleciona seu segundo prêmio em concursos escolares. O primeiro, de poesia, rendeu-lhe um aparelho de DVD, mas que ela não pôde usar já que à sua casa ainda não chegou a luz elétrica.

O segundo, usufruído esta semana, foi uma viagem a Salvador. O motivo? ser autora do terceiro melhor HQ (história em quadrinhos) do País na categoria Ensino Médio, para o tema prevenção da Aids entre jovens e adolescentes.

Seis meninos e meninas dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro vieram à capital baiana, na sexta-feira, 5, para receber a premiação, um simbólico aparelho mp3 player para os três melhores trabalhos.

“Desde os 12 anos descobri certa habilidade para escrever, mas o incentivo veio da minha professora”, confessa Carla, que não tem amigos ou conhece pessoas da mesma idade que sejam soropositivas. Míope, ela estuda graças à doação da escola, que lhe disponibilizou lentes e armação dos óculos. A deficiência, ela explica, surgiu de tanto ler à noite, à luz do candeeiro e sob uma fumaça que acabou lhe ocasionando problemas na visão.

Aids – O Prêmio Escola, apesar de não ter agraciado estudantes baianos, é oportuno à nossa realidade. De 1984 até hoje, foram contabilizados cerca de 8.500 casos de Aids na Bahia. Embora não haja estatística para a contaminação de jovens no Estado, dados do Ministério da Saúde apontam para 11 mil jovens de 13 a 19 anos soropositivos no Brasil, sob tratamento ou sem saber que estão doentes.

Nesta faixa, enquanto a contaminação é de 1,8 meninos para cada 100 mil habitantes, 3 meninas adquirem o HIV dentro de um mesmo contingente populacional. Dentre os índices gerais, que envolvem brasileiros de todas as idades, a média é de 23 homens e 15 mulheres em cada grupo de 100 mil habitantes.

Para a coordenadora da premiação, Mariana Braga, a principal barreira dentre os jovens continua sendo a falta de informação, e prêmios como este acabam incentivando a abordagem do assunto de uma forma positiva. “Mas, ainda enfrentamos muita resistência, de familiares e da própria igreja”, explica. Para ela, ações como a distribuição de camisinha nas escolas, se aliada a uma educação sexual, é positiva e não apressa a iniciação do jovem na vida adulta.

Para o reitor da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Lourisvaldo Valentim, a intenção da instituição é expandir a formação de professores no assunto através de um programa já existente, o Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade (Diadorim). Parceira da campanha, promovida pela Unesco, a Uneb sediou a premiação.

Emanuella Sombra, A TARDE – 06.12.2008





Dia de Luta Contra a Aids lembrado em Lages

7 12 2008

O 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids, foi lembrado em Lages. Todos os anos o Ministério da Saúde promove campanhas direcionadas para públicos específicos. Em 2007 o alvo da conscientização foram os adolescentes. Neste ano a campanha é direcionada para pessoas com mais de 50 anos. Os temas são relacionados ao HIV/Aids com palestras e distribuição de material para divulgação.

Em Lages, a Secretaria da Saúde, através do Programa DST/HIV/Aids, promoveu mobilização no Calçadão da Praça João Costa e distribuiu preservativos e materiais educativos, como folderes e cartazes, às pessoas com mais de 50 anos. O evento teve como parceiros a Associação Lageana da Terceira Idade (Alteri), Lions Clube e Grupo Raízes, formado por portadores de HIV/Aids.

Programa DST/HIV/Aids – Desenvolvido pela Secretaria da Saúde, o programa atende pacientes da região com HIV positivo (são aqueles que têm o vírus, mas não precisam fazer uso de medicamentos), e doentes de Aids (são as pessoas que já desenvolveram a doença e usam o coquetel de medicamentos). E também alerta para a prevenção contra outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

Segundo dados do mês de outubro, em Lages há 58 mulheres com o vírus HIV e 36 homens. Portadores da doença são 112 mulheres e 127 homens. Em toda a Amures há 29 mulheres e 11 homens com HIV e 36 mulheres e 48 homens que já desenvolveram a doença.

Segundo a coordenadora do programa, enfermeira Cláudia Reschki, estes números não são reais. “Há pessoas que procuram tratamento fora da cidade, há outras que não procuram tratamento e há ainda aquelas que nem sabem que são doentes”, explica.

O programa trabalha a prevenção, uso do preservativo e diagnóstico através de sintomas. “É comum as pessoas usarem preservativo no início da relação e, após um tempo, deixarem de usar por confiarem em seus parceiros. É neste momento que acontece a transmissão do vírus”, afirma.

A coleta de material para realização do exame de verificação do HIV/Aids acontece de segunda a quinta-feira, das 8h às 11h. Às segundas e quintas é possível ligar e agendar o horário do exame através do telefone (49) 3224-1000, ramal 230.

O Momento – 04.12.2008





Centro Cultural Bradesco apresenta programação de dezembro

7 12 2008

Durante este mês, o Centro Cultural Bradesco, no Second Life, oferece um ciclo de eventos que propõe uma tomada de consciência sobre questões de saúde pública, como doenças sexualmente transmissíveis e AIDS.

Realizada em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura Municipal de São Paulo, a programação reúne transmissões ao vivo de palestras, debates e performances relacionadas ao tema. “Todas as linguagens podem ser mobilizadas para ressaltar grandes temas da sexualidade contemporânea”, avalia o curador do Centro Cultural Bradesco, Gilson Schwartz. Segundo Pedro Malavolta, responsável pelo projeto Prevenção a Distância do Programa Municipal de DST/AIDS “as informações e mensagens de prevenção devem estar presentes no cotidiano das pessoas, seja na vida real, seja na virtual”. Há um ano, a Secretaria também inaugurou uma sede no Second Life.

O Centro Cultural Bradesco vai divulgar, ainda, experiências internacionais, como a promovida pela “Alliance Library System” e a “Library of Medicine”, que criaram um prêmio e uma nova ilha para projetos de informação e apoio a campanhas sobre AIDS no Second Life.

Para participar, basta acessar o Centro Cultural Bradesco, http://tinyurl.com/2ax7xe. Antes é necessário se cadastrar no Second Life e realizar o download da plataforma: http://www.mainlandbrasil.com.br . Grátis

04.12, quinta-feira, às 17h – Performance: Considerada a mais importante artista do gênero “stand up comedy” no Brasil, Grace Gianoukas, apresenta ao lado de Paulo Conte um esquete especial sobre o tema AIDS, com texto de Eliandro Ramos. Duração: 30 minutos.

11.12, quinta-feira, às 20h: Os números da AIDS em São Paulo e no Mundo Hoje Denise de Assis Brandão – Epidemiologista do Programa Municipal de DST/AIDS.

12.12, sexta-feira, às 19h: Second Life e AIDS: Informação e Comunidades Carol Perryman, Doctoral Fellow School of Information & Library Science, University of North Carolina at Chapel Hill.

13.12, sábado, às 17h – Performance: Guta Ruiz e Rachel Ripani apresentam trechos da peça Confissões de Acompanhantes interpretação do livro escrito por Newton Cannito, dirigida por Roberto D´Avila. Duração: 30 minutos.

17.12, quarta-feira, às 20h: Religiões Afro-brasileiras e Saúde: o Caso da Aids Babalorixá Pai Celso – Presidente da Comissão Municipal de DST/AIDS de São Paulo.

18.12, quinta-feira, às 19h: Mundos Virtuais e Políticas Públicas: Saúde 2.0 Pedro Malavolta, Programa DST-AIDS, PMSP.

Portal Fator Brasil – 04.12.2008





Um quarto dos pacientes com HIV está com peso acima do ideal

7 12 2008

Dados preliminares de uma pesquisa com 540 pacientes com HIV atendidos em nove Centros de Referência e Treinamento DST/Aids da cidade de São Paulo mostram que 25% deles estão com sobrepeso e 7,5% são obesos.

“Quando estão em uma fase crônica da doença, usando o remédio de forma correta, eles tendem a ter prevalências semelhantes às da população em geral.

Temos constatado um aumento no número de soropositivos acima do peso em comparação com dados anteriores ao ano 2000″, diz a nutricionista Ana Clara Duran, que fez a pesquisa para seu mestrado na Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Entre os avaliados, 6% estavam abaixo do peso.

O estudo, que terá alguns dados divulgados nesta semana para pacientes e profissionais dos centros, ainda indica um alto consumo de gorduras e carne e baixa ingestão de fibras, frutas, verduras, legumes e laticínios.

“Precisamos considerá-los sob os mesmos riscos cardiovasculares e qualquer outro risco relacionado ao sobrepeso ou má alimentação. Antes, a preocupação dos profissionais era que eles ganhassem peso. Hoje, orientar esses pacientes é um desafio, eles não querem emagrecer”, relata Duran.

Para o infectologista Jean Gorinchteyn, coordenador do ambulatório de Aids em idosos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o uso dos medicamentos anti-retrovirais gera uma melhora global do paciente e isso leva também a uma maior disposição alimentar.

“Mas isso não quer dizer que haja um aumento de massa corporal acima do recomendado”, ressalta.

AquidauanaNews.com – 04.12.2008





Governo e Funasa de MS promovem Oficina sobre DST em Amambai

7 12 2008

A Secretaria de Estado de Saúde através das equipes do Programa de DST/AIDS promove em parceria com a Fundação Nacional de Saúde no município de Amambai uma Oficina sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids. O evento com carga horária de 12 horas e duração de dois dias teve início nesta terça-feira (3) na Associação Comercial e Industrial de Amambai.

Participam das palestras 34 Agentes Indígenas de Saúde (AIS) do Pólo-Base de Amambai que abrangem as cinco aldeias dos municípios de Amambai, Coronel Sapucaia e Aral Moreira; com população de 11.939 índios guarani-Kaiowá cadastrada pelo Siasi – Sistema de Informação de Atenção à Saúde Indígena. Além de 54 Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Amambaí.

O objetivo é fazer uma abordagem dos meios de transmissão,  sintomas das doenças e métodos de prevenção para  evitar DSTs.

Pantanal News – 04.12.2008





AIDS chega a mais de 122 casos em Codó

7 12 2008

A AIDS continua avançando no município de Codó. Atualmente o Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA – já acompanha 122 soropositivos, dos quais 55 são mulheres e 67 são do sexo masculino. Também estão sob acompanhamento 12 crianças nascidas de mães infectadas pelo vírus HIV, três delas já tiveram a doença confirmada.

A coordenadora do programa municipal de DST/AIDS, enfermeira Carla Manuela Santana Dias, afirma que este número pode ser bem maior. As estatísticas só não mais alarmantes porque, sobretudo, o público masculino, tem medo de passar pelo exame.“Eu peço aos homens, que este ano nós estamos com uma campanha direcionada a população masculina, que venha fazer o exame pra saber seu diagnóstico correto e é o ideal que nós temos agora que é conseguir, realmente, essa mudança de hábito do público masculino” afirmou.

NAS ESCOLAS

Entre os novos casos, os jovens estão aparecendo como maioria. Por esta razão, durante toda esta semana, o CTA vai estar intensificando o trabalho de palestras nas escolas públicas do município.

De acordo com Carla Manuela será um trabalho educativo, de conscientização.“Nós estamos direcionando à população jovem porque, inicialmente, é a nossa população que mais procura o CTA e que mais temos diagnóstico. Existem muitos jovens, meninos de 14 anos, 15 anos com diagnóstico positivo, então esta é nossa maior preocupação estar conscientizando essa faixa etária a ta vindo fazer o exame, a usar usando preservativo para diminuirmos os números entre os jovens” disse.

MORTES

De 1992 até hoje, o Centro de Testagem e Aconselhamento já registrou 10 mortes por AIDS em Codó.  Muitos deixaram pra se cuidar tarde demais e acabaram não resistindo.“É uma coisa que hoje em dia não é para acontecer esta quantidade de óbitos, AIDS hoje em dia é uma doença que tem um acompanhamento, existindo  um tratamento o paciente tem uma grande sobrevida, então não era pra tá acontecendo porque a gente pode está evitando com um diagnóstico precoce” , concluiu a coordenadora.

Acélio Trindade- Portal Codó – 07.12.2008





Evento regional debate aids em jovens

7 12 2008

Nos próximos dias 11 e 12, quinta e sexta-feira, ocorre o II Encontro Regional de Políticas Públicas para crianças e adolescentes convivendo com HIV/Aids, em Santos.

Durante os dois dias de evento serão abordados temas como políticas públicas e educação, políticas públicas e o Poder Judiciário epolíticas de saúde, que serão discutidas de forma inovadora. Haverá apresentação de casos de crianças e adolescentes que foram contaminadas pelo vírus.

O encontro ainda vai abordar desde dados epidemiológicos até questões como opções de casas de apoio, educação e discriminação, crianças que ficaram órfãs em decorrência da aids, opções de tratamento, opções de serviços oferecidos pela região e, especialmente, a garantia de direitos.

Interessados em participar podem se inscrever gratuitamente, até hoje pelo telefone 3224-3947 ou pelo e-mail asppe@asp22.org.

Organizado pela Associação Santista de Pesquisa, Prevenção e Educação (Asspe), o evento ocorre em parceria com municípios da região (Santos, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande e São Vicente).

O encontro será no Salão Glicínia, do Parque Balneário Hotel, na Avenida Ana Costa, 555, no Gonzaga, em Santos.

A Tribuna Online – 05.12.2008