Hoje, quem pode afirmar que alguém tem aids apenas pela aparência? Ninguém. Ainda pode vir à cabeça a imagem do personagem Andrew Backett, interpretado por Tom Hanks, no filme Philadelphia (1993): uma pessoa com feridas pelo rosto e pelo corpo, muito magra e homossexual. Mas, além de não existir mais grupos de risco, as pessoas infectadas pelo vírus HIV e que desenvolveram a doença conseguem qualidade de vida e uma sobrevida muito maiores em relação à década de 1980, quando a aids foi descoberta. Tudo isso graças ao avanço tecnológico dos medicamentos e tratamentos.
Assim, a aids não está visível e pode causar a sensação de distanciamento – quando a realidade é exatamente o contrário. “A aids não é a mesma da década de 1980. Com a terapia Haart (coquetel de medicamentos), passa a aparecer o portador sadio. As pessoas não percebem que a outra tem a doença e começam a esquecer do HIV. A sobrevida é grande hoje, mas isso não é um padrão 100%. E os índices de contaminação se mantêm”, comenta Ciane Mackert, médica infectologista e referência em genotipagem para HIV pelo Ministério da Saúde. Ela também atua no programa sobre aids em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
(Paraná Online/Joyce Carvalho – 19.10.2008)

achei interesante