Saúde: para 13%, pessoa com HIV não pode dar aula

30 11 2008

BRASÍLIA – Dados parciais de uma pesquisa de comportamento realizada este ano pelo Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde mostram que, entre 8 mil entrevistados de todo o País, 13% acreditam que uma professora portadora do vírus HIV não pode dar aulas em qualquer escola.

Para o Dia Mundial de Combate à Aids, o Ministério da Saúde chama a atenção para o debate do preconceito e estigma em torno da doença, fatores que podem afastar as pessoas tanto do diagnóstico como do tratamento, na avaliação da diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão.

- Muitas pessoas deixam de fazer o teste por medo de serem discriminadas e o preconceito e estigma em torno da doença estão relacionados à percepção de que são culpadas (por sua doença) – explicou Mariângela.

Para ela, a análise segue pelo fato de a aids ser uma doença sexualmente transmissível.

- Logo se pensa que, se a pessoa pegou a doença, ela fez alguma coisa que não devia. Um dos aspectos que está relacionado ao estigma é o julgamento moral.

A pesquisa de comportamento realizada pelo Ministério da Saúde neste ano demonstra ainda que 22,5% afirmam que não se pode comprar legumes e verduras em um local onde trabalha um portador de HIV.

Outro dado aponta que, para o caso de um membro da família contrair aids, 19% dos entrevistados não concordam que o portador seja tratado em casa.

Para o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde levará para a praça dos Três Poderes, em Brasília, um jovem que ficará dentro de uma bolha transparente, impedido de tocar quem estiver no ambiente externo. O objetivo é levantar o debate sobre a exclusão vivida por quem tem HIV.

JB Online – 28.11.2008





Campanha da MTV de conscientização da Aids completa 10 anos

30 11 2008

LONDRES (Reuters) – A MTV vai comemorar este ano o décimo aniversário de sua campanha de conscientização sobre a Aids, colocando no ar um documentário de uma hora da cantora norte-americana Kelly Rowland, fundadora do Destiny’s Child.

O canal de música lançou a campanha “MTV Staying Alive” em 1998 e desde então produziu filmes, concursos e eventos ligados a celebridades para conscientizar os jovens sobre os riscos do HIV e da Aids e incentivá-los a falar sobre o assunto.

A iniciativa mais recente é um videodiário com Kelly Rowland, que, com Beyoncè Knowles, ajudou a lançar a bem-sucedida girl band Destiny’s Child em 1990. O grupo se desfez em 2005.

Em “The Diary of Kelly Rowland”, a cantora de 27 anos percorre a África do Sul, Quênia, Tanzânia e Estados Unidos, onde se encontra com jovens afetados pelo HIV e a Aids e aqueles que procuram educar as pessoas sobre os riscos do vírus.

“O documentário abre a discussão sobre o HIV e a Aids, e, com isso, cria uma abertura de diálogo em torno do tema ‘tabu’”, disse a MTV em comunicado.

O vídeo poderá ser visto no endereço www.staying-alive.org a partir da segunda-feira, Dia Mundial de Combate à Aids.

A MTV também anunciou que Travis McCoy, vocalista da banda de hip-hop Gym Class Heroes, será o embaixador da Fundação Staying Alive em 2009.

Nos últimos dez anos, Beyoncè, Mary J Blige, Justin Timberlake e Sean “Diddy’ Combs também colaboraram com a campanha.

De acordo com a emissora, existem 33 milhões de soropositivos em todo o mundo. Quase 7.500 pessoas por dia são contaminadas pelo vírus e, apesar do aumento do acesso ao tratamento, 6.000 pessoas por dia morrem de HIV e Aids. Cerca de 45 por cento dos novos casos de contaminação pelo vírus acontecem entre pessoas de 15 a 24 anos.

Reuters/Brasil Online – 28.11.2008





Portugueses consideram que há discriminação, mas também discriminam – estudo

30 11 2008

Quase todos os portugueses consideram que as pessoas com Sida são vítimas de discriminação, mas quando confrontados com perguntas concretas, metade acha “natural” que estes doentes tenham dificuldades em progredir profissionalmente, revela um estudo da Universidade Católica.

O estudo “A Opinião Portuguesa e a Sida – Ultrapassar a Era do Medo”, do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica, foi feito com base num inquérito realizado este mês a 603 pessoas dos 18 aos 65 anos em Portugal Continental e será divulgado a 01 de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra a SIDA.

Um total de 93 por cento considera que as pessoas com SIDA são discriminadas e sós, enquanto 37 por cento nota que a discriminação tem diminuído.

No entanto, mais de metade dos inquiridos concorda com a afirmação de que o dinheiro de todos é usado para pagar os erros de alguns e 54 por cento refere ser “natural” que um infectado com o vírus tenha mais dificuldade em progredir profissionalmente.

Quarenta e dois por cento diz que uma pessoa com SIDA não deve trabalhar em restaurantes, tendo igual percentagem referido que os portadores do vírus também “têm de compreender” que não é fácil obter um crédito de habitação.

“Uma pessoa com SIDA não pode ser um profissional de saúde” é uma afirmação subscrita por 33 por cento dos inquiridos.

O director do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica e coordenador do estudo, Alexandre Castro Caldas, interpreta estes dados e diz que as pessoas revelaram ter preconceitos, mas não têm essa noção.

O mesmo estudo conclui que a Sida é, a seguir ao cancro, a doença que os portugueses consideram mais grave e que o medo e a vergonha impede as pessoas de fazer o teste do HIV.

Quarenta e três por cento dos entrevistados indicou a SIDA como a segunda doença mais grave, depois do cancro (76 por cento). Segundo Alexandre Castro Caldas, ao cancro associa-se mais o conceito de morte.

O estudo revela ainda que as palavras mais associadas à doença são injustiça (81 por cento), medo (80), desconfiança (72), discriminação (64), solidariedade (53) e egoísmo (45).

Vergonha, medo e vontade de manter o desconhecimento do seu estado de saúde são algumas das razões que levam as pessoas a não fazer o teste do HIV, considera a maioria dos entrevistados.

“Razoavelmente informados” é como se consideram 47 por cento dos inquiridos, enquanto quatro por cento diz saber “muito pouco” e 13 por cento saber “muito bem” o que é a doença.

Os comportamentos de risco mais associados à SIDA pelos inquiridos são as relações sexuais não protegidas, a toxicodependência e as transfusões de sangue.

Sobre a frase “se uma pessoa tomar as devidas precauções não há perigo de contrair a SIDA”, 55 por cento concorda totalmente.

As entidades ligadas à Saúde/Investigação e Solidariedade são apontadas como as mais empenhadas no combate à SIDA e só depois surgem o Estado, líderes de opinião, igreja católica e os empregadores.

Castro Caldas não ficou surpreendido com os resultados, sublinhando que agora, com base em dados mais seguros, poderão desenvolver-se campanhas mais eficazes.

“As pessoas apagam a televisão se há coisas que fazem impressão ou metem medo, mas se forem educadas são capazes de perceber melhor”, considerou ainda.

Quanto a uma maior confiança no empenho de outras entidades que não o Estado na luta contra a doença, o investigador afirma que as associações têm tido mais visibilidade e que por isso os inquiridos podem acreditar que estão a fazer mais pelos doentes.

“Se calhar não é assim noutras doenças, nas quais nem sequer se sabe que existem associações”, afirmou.

PL/FPA/Lusa/RTP – 28.11,2008





Dance4Life passa pelo Brasil

30 11 2008

(São Paulo, BR Press) – A grande celebração mundial contra a Aids, promovida pela Fundação Dance4Live, ocorre neste sábado (29/11) e passará pelo Brasil. 20 países fazem parte do evento, que acontece em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra Aids, celebrado em 1o. de dezembro, uma semana depois da festa mundial.

O único colaborador brasileiro da Dance4Life, o DJ Klauss Goulart, promove a celebração do evento em Itú, interior de São Paulo, no Anzu Club. A festa, que começa a partir das 11h, conta com um line-up de DJs de primeira qualidade, como os DJs Ferris, Mora, Netto P. e André Caproni. Para complementar, está garantida a presença do DJ holandês Ferry Corsten, um dos grandes nomes da música eletrônica, sendo considerado como o sexto maior DJ do mundo.

História

Fundado em 2003, na Holanda, por Dennis Karpes e Ilco Van der Linde, o projeto Dance4Life, já rodou todo o mundo, arrecadando mais de 3 milhões de euros, que são convertidos para outros projetos internacionais de prevenção e ajuda aos portadores do vírus HIV. A Fundação conta com o apoio de nomes importantes, como o DJ Tiësto, embaixador do Dance4Life, do também DJ Paul van Dyk e o ex-secretário geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

Durante toda a semana de luta contra o HIV, jovens do mundo inteiro se unem para aprender sobre os riscos e a prevenção da doença. Esses jovens, conhecidos como Agents of Change (Agentes da Mudança), não pagam nada para aproveitar a festa, que ocorre a cada dois anos, desde que assumam a responsabilidade de conscientizar outras pessoas, passando seus conhecimentos à frente.

No Brasil

A festa já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Araçatuba, Salvador, Brasília e Campo Grande, reunindo cerca de 10 mil jovens, todos unidos em prol da prevenção da doença. Marcando a chegada da organização no país, o Dance4Life pretende implantar, em 2009, o Schools4Life nas escolas brasileiras.

O projeto leva informações sobre o perigo da doença e os métodos de prevenção através de uma linguagem acessível para os jovens, que, depois, são convidados a se mobilizar na luta contra a Aids, através da conscientização e falando com órgãos políticos e líderes da comunidade na cidade em que residem.

Yahoo Brasil – 27.11.2008





“Dia do Teste Rápido VIH/Sida” nos Centros de Saúde do Algarve

30 11 2008

Os utentes dos Centros de Saúde da região vão ter oportunidade de realizarem um teste rápido de VIH/Sida, no próximo dia 3 de Dezembro, uma iniciativa levada a cabo pela Administração Regional de Saúde do Algarve, no âmbito da 20ª Comemoração do Dia Mundial de Luta Contra a SIDA 2008, celebrado este ano com o mote “Liderança, Responsabilidade e Acção”.

A iniciativa é lançada a nível de todo o País pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida e vai possibilitar que os utentes façam um teste rápido, cujo resultado vai estar disponível em 20 minutos, ficando a conhecer a sua situação perante a infecção VIH/Sida.

O teste, disponibilizado das 10 às 13 e das 14 às 16 horas, é totalmente gratuito e anónimo, não sendo necessário marcação prévia, nem estar em jejum.

Outras iniciativas

À semelhança dos anos anteriores, a ARS Algarve promove no âmbito das Comemorações do Dia Mundial de Luta Contra a SIDA, a realização de várias actividades que chamem a atenção para a necessidade de reforço de intervenções nesta área, como a divulgação de materiais informativos na estações da CP, em salas de cinema, em hipermercados, e comercio da região, contando com a colaboração da ACRAL.

O presidente do Conselho Directivo, Rui Lourenço, vai entregar, no dia 28, no âmbito do seminário “Um Novo Desafio, Viver com VIH/SIDA”, organizado pelo MAPS, o prémio ao vencedor do concurso de curta-metragem “Face a face com o preservativo” que decorreu até 31 de Julho do corrente ano, dirigido a alunos dos cursos de Ciências da Comunicação, Design de Comunicação e da Licenciatura de Artes Visuais da Universidade do Algarve, sobre a importância da utilização do preservativo.

Ainda no dia 28, em várias localidades da região será feito um reforço da intervenção com as unidades móveis, para realização do teste de detecção da infecção e distribuição de material informativo e preservativos. Estará disponível ao público uma Unidade Móvel em frente à Escola Superior de Saúde, (13-19 horas). Nos dias 29 de Novembro e 1 de Dezembro a Unidade Móvel funciona entre as 10 e as 22 horas em frente ao Centro Comercial Continente de Portimão, numa colaboração com o IDT, estando também a Unidade Móvel da APF disponível na Baixa de Faro em frente da Caixa Geral de Depósitos, 10-13 e 14-18 horas.

De resto serão colocados laços vermelhos gigantes, símbolo internacional de compromisso com a infecção VIH/Sida, em tela ou placa PVC, em edifícios públicos ou outros, como o Governo Civil em Faro, em Câmaras Municipais, no Centro Comercial Continente de Portimão, em Centros de Saúde e na Universidade do Algarve.

Região Sul – 25.11.2008





Algarve mobiliza-se contra a SIDA

30 11 2008

O MAPS-Movimento de Apoio à Problemática da SIDA vai comemorar o Dia Mundial de Luta conta a SIDA com diversas iniciativas, que servirão para angariar fundos para o trabalho que realiza.

O dia em que o mundo se junta para lembrar que é preciso continuar a lutar contra esta doença, 1 de Dezembro, será assinalado no Algarve por diversas iniciativas, espalhadas pela região. Mas o MAPS lançará o seu programa de actividades já amanhã.

A Escola Superior de Saúde de Faro foi o local escolhido para acolher o seminário «1 Novo Desafio, Viver com VIH/SIDA». O evento começa às 9 horas e contará com a presença de especialistas nesta área e profissionais de saúde vindos de vários pontos do país.

No dia 30 de Novembro, será a vez de Portimão acolher as comemorações do Dia Mundial de Luta contra a SIDA. Vários artistas de renome vão participar no espectáculo de solidariedade «Todos do Contra» que vai ter lugar no Auditório Municipal local.

Nuno Guerreiro, o comediante Nilton, os irreverentes Íris, João Cajuda, Oceana Basílio e os algarvios «Amar la Guitarra» (o novo projecto dos elementos dos Guitarras Locas) são os protagonistas de uma noite onde o espírito solidário estará em destaque.

A receita de bilheteira reverterá a favor da MAPS. O preço dos bilhetes, para maiores de 13 anos, será de 5 euros, enquanto crianças com idades entre os 7 e os 12 anos pagam 3 euros. Menores de 7 anos não pagam.

Na mesma noite, a partir das 23 horas, continua a festa, mas num registo um pouco diferente. O Portimão Arena vai receber uma Dancing Party, que juntará DJ de renome. Pete tha Zouk, King Bizz e DJ Deelight são alguns dos convidados da festa organizada pelo bar Sasha Beach.

Os bilhetes custam 10 euros, com direito a uma bebida e, mais uma vez, servirão para apoiar a luta contra a SIDA.

Na segunda-feira, dia 1 de Dezembro, as comemorações do Dia Mundial contra a SIDA começam cedo. Para as 9 horas estão marcadas a realização de uma Marcha de Solidariedade em Paderne e o início das actividades que assinalarão este dia em Tavira.

Em Albufeira, a marcha, que já estava agendada e à qual o movimento se juntou, começa no Estádio João Campos e termina às 13 horas. Em Tavira, o MAPS une-se à Câmara local para assinalar o dia.

Entre as muitas actividades previstas, destaque para a homenagem a Anabela Martins, colaboradora do MAPS que faleceu recentemente.

Ainda no dia 1 de Dezembro, Faro acolherá um Desfile de Motards. Em parceria com o Motoclube de Faro, o MAPS promove um passeio que irá levar os amantes dos veículos de duas rodas desde a sede do clube até ao Jardim Manuel Bívar, onde estarão à disposição diversas actividades lúdicas para crianças e adultos.

Hugo Rodrigues/Barlavento – 27.11.2008





Sida: mulheres e idosos são os mais atingidos

30 11 2008

O vírus que provoca a sida está a infectar mais mulheres portuguesas e são cada vez mais avançadas as idades com que algumas infecções são identificadas, o que preocupa os especialistas que não encontram estes públicos nas campanhas de sensibilização, noticia a Lusa.

A informação foi hoje avançada por médicos presentes num workshop, em Lisboa, organizado a propósito do Dia Mundial da Sida, que se assinala segunda-feira. No encontro foram avançados os últimos dados oficiais sobre a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) em Portugal, que apontam para a notificação de 33.815 casos desde 1983.

Médicos não notificam casos de sida

A notificação das infecções em Portugal é, desde o início da doença, motivo de alguma polémica e hoje voltou a motivar algumas críticas do médico Eugénio Teófilo (internista no Hospital dos Capuchos). Este clínico é peremptório ao afirmar que «os médicos não notificam» os casos de VIH e não o fazem «porque não têm represálias e se não o fizerem ninguém os chateia».

«Ou vejo doentes ou preencho papéis», disse, assumindo que não tem feito as notificações dos casos de sida, obrigatórias desde 2005. As deficiências nas notificações poderão ser uma das razões para a inexistência de dados que identifiquem uma alteração reconhecida pelos médicos nos últimos anos e que indica que são cada vez mais frequentes os casos de idosos a quem é identificado o vírus, assim como o aumento de casos de mulheres infectadas.

Eugénio Teófilo contou que tem um caso de um doente a quem foi identificada a infecção depois dos 80 anos. Também Armando Alcobia, farmacêutico no Hospital Garcia de Orta, em Almada, avançou que esta é uma realidade cada mais frequente nesta instituição.

No último ano, mais de 21 por cento dos casos de novas infecções identificadas neste hospital foram-no em pessoas com idades entre os 50 e os 79 anos. Tal como os restantes participantes no encontro, Ricardo Fernandes, membro da Associação Positivo e do GAT, lamentou que as campanhas em vigor sobre o VIH não levem em conta esta alteração da realidade da infecção.

«É cem vezes mais fácil um homem infectar uma mulher»

Este especialista alertou ainda para a infecção afectar cada vez mais as mulheres. «As mulheres são mais susceptíveis de apanhar a infecção, uma vez que é cem vezes mais fácil um homem infectar uma mulher do que o contrário», disse, acrescentando: «As mulheres são o combustível desta infecção, mas os homens são o fogo».

Em relação ao tratamento desta doença, que abrange actualmente entre 20 e 22 mil infectados em Portugal, Eugénio Teófilo lembrou que existem mais de 20 fármacos no mercado, mas que hoje em dia é possível um tratamento com menos comprimidos e menos tomas.

Portugal Diário – 27.11.2008





Números crescem entre os heterossexuais

30 11 2008

O Distrito de Castelo Branco tem actualmente notificados (até 30 de Junho de 2008) 204 casos de pessoas infectadas pelo VIH (seropositivos), sendo que em 81 casos já se manifestou a doença, tendo havido até à mesma data o registo de 54 mortes. Dos casos registados, 28 dizem respeito a pessoas situadas no estádio do Complexo Relacionado Com a Sida (CRCS) e 95 são casos de Portadores Assintomáticos (PA). Dos 204 casos, 105 são de toxicodependentes, 75 de heterossexuais e 24 de homossexuais.

Em Portugal, em 2006/2007 foram notificados 2601 novos casos (83,8 por cento em homens e 16,2 por cento em mulheres). De acordo com os dados do Centro de Vigilância Epidemiológico das Doenças Transmissíveis (CVEDT), até 31 de Dezembro de 2007 estavam notificados a nível nacional 32.491 infectados, 14.195 casos de Sida e foram registadas 7.488 mortes.

Apesar de dois terços do total dos infectados pelo vírus do VIH/Sida se encontrarem no Continente africano, em países onde a pobreza e o subdesenvolvimento é um factor determinante para a disseminação da doença, em 26 anos foram notificados em todo o mundo 26 milhões de mortes por Sida, há actualmente mais de 47 milhões de indivíduos infectados. Em 2006, foram infectados 6,6 milhões novas pessoas e morreram 3,3 milhões. Segundo a ONU-Sida, a nível mundial, onde a cada minuto 11 novas pessoas são infectadas, “houve um aumento alarmante da infecção pelo VIH entre os jovens entre os 10 e os 24 anos, representando 50 por cento dos 6,6 milhões de novos casos notificados”.

Em termos de evolução, o número de infectados entre o grupo dos toxicodependentes está a dar sinais de abrandamento (representando 43,7 por cento dos casos notificados no País), o que pode ser justificado pela criação do Programa da Troca de Seringas nas farmácias, ou das salas de consumo assistido nas prisões. O grupo dos homossexuais é o que regista menor número de casos (10,6 por cento), ao contrário dos heterossexuais, onde a tendência é para o aumento do número de casos notificados (40,6 por cento). Em Portugal, as idades mais afectadas são a faixa entre os 25 e os 29 anos (22,3 por cento), seguindo-se o grupo dos 30 aos 34 anos (21,4 por cento).

Lídia Barata/ Jornal Reconquista – 28,11,2008





Silves assinala Dia Mundial contra a Sida com a presença de Machado Caetano

30 11 2008

O auditório da Fissul, em Silves, recebe amanhã, 27, uma palestra, seguida de debate, que contará com a presença de Machado Caetano, conhecido médico especialista na prevenção da infecção pelo VIH e dirigente da Fundação Portuguesa a Comunidade contra a SIDA.

A iniciativa, que visa informar e sensibilizar os jovens para as questões associadas à prevenção da transmissão desta doença, reunirá jovens estudantes de diversos graus e estabelecimentos de ensino da cidade de Silves.

A palestra decorre entre as 10 e as 13 horas, sendo que a iniciativa compreende também uma Unidade Móvel que estará no Largo do Município, no período compreendido entre as 12:30 e as 15 horas, onde os interessados poderão efectuar o rastreio do vírus VIH.

O evento é organizado pela Câmara Municipal de Silves, através do seu Sector de Juventude (Divisão de Desporto, Juventude e Acção Social), em parceria com a Escola Secundária de Silves e conta com o apoio da ARS/Centro de Saúde de Silves, da Fundação Portuguesa a Comunidade contra a SIDA, da Associação Planeamento Familiar (APF Faro), do CAD/Faro e da Confederação Nacional para a Infecção VIH/SIDA.

Região Sul – 27.11.2008





Contra a SIDA, à chuva ou ao sol

30 11 2008

O Movimento de Apoio à Problemática da SIDA dá não só apoio a portadores de VIH, mas também faz muita sensibilização e prevenção junto de grupos de risco.

Nas ruas, nas instalações que mantêm em vários pontos do Algarve e até mesmo em casa das pessoas, dão o apoio necessário àqueles que vivem com o VIH/SIDA, ao mesmo tempo que procuram evitar que este flagelo se propague.

Um trabalho que nem todos sabem (ou querem) realizar, mas ao qual o MAPS-Movimento de Apoio à Problemática da SIDA não vira a cara.

Apesar de muito do seu trabalho passar pelo apoio a portadores de VIH, o MAPS não limita a sua actividade a este grupo de cidadãos. A «redução de danos e a minimização de riscos» é uma questão que o movimento não descura, assegurou, ao «barlavento» Cidália Rodrigues, da Comissão de Gestão do MAPS.

Daí que seja feito muito trabalho junto de toxicodependentes e também de pessoas que se prostituem. A sensibilização junto desta população, que é vista como dois dos grupos de risco de infecção, pode salvar muitas vidas e evitar muito sofrimento.

«A nossa perspectiva é sempre na linha do tratamento. Essa é para nós uma questão fundamental», disse.

Voluntária na instituição algarvia há nove anos, Cidália Rodrigues conhece bem a problemática e avisa que não se pode pensar no problema da SIDA como sendo algo restrito aos chamados grupos de risco.

O número de casos no Algarve «está a aumentar este ano» e não há uma relação directa com os chamados comportamentos de risco, designação que caiu, entretanto, em desuso. Um dos problemas que identifica é a falta de informação, nomeadamente entre a população mais jovem.

Apesar do esforço que se fez, ao longo de anos, para divulgar a doença e alertar a população, nos últimos anos «pode-se ter instalado uma sensação de que toda a gente já está informada».

Mas a população mais jovem, que não foi influenciada por essas campanhas, tem muitas dúvidas em relação ao assunto.

«Há muitos jovens que aqui vêm solicitar informação. Também cá vêm professores e pais, o que revela a preocupação que existe», revelou Cidália Rodrigues.

Neste campo, o MAPS vai juntar-se às escolas algarvias e falar da problemática da SIDA nos estabelecimentos de ensino. «Até porque a sexualidade vai entrar este ano nas Áreas de Projecto», lembrou.

Este é apenas um dos muitos projectos que o movimento tem em mãos. O MAPS existe desde 1992, apesar de já haver «muita luta antes disso». Desde então, lançou diversos projectos.

Além de prestar apoio domiciliário, o movimento tem um Centro de Acolhimento Temporário para os que têm maiores dificuldades sociais.

Ao mesmo tempo, gere uma Residência Protegida, para portadores de VIH. O MAPS também dá apoio nível psicológico no Centro de Atendimento e Acompanhamento Psico-social.

Para levar a cabo este trabalho, o movimento conta com a Segurança Social, com a Coordenação Nacional de Luta contra a SIDA e com o Instituto da Droga e Toxicodependência como parceiros privilegiados.

Mas o apoio que recebem destas entidades nem sempre chega para as necessidades, uma vez que há sempre uma franja do serviço prestado que tem de ser suportada pelos beneficiários. Sendo que a maioria são pessoas «com poucas ou nenhumas posses» e «percursos contributivos inexistentes ou muito curtos», acaba por ser o MAPS a ter de entrar com a verba complementar ao apoio.

O MAPS tem vindo «a aumentar o grupo de voluntários», fruto do interesse de mais pessoas em colaborar. Actualmente, conta com 10 voluntários permanentes, a que se juntam outros cinco em épocas e ocasiões distintas.

O movimento pensa agora em «alargar o âmbito da colaboração» com entidades como a Universidade do Algarve, cujos alunos já têm mostrado interesse em ajudar na luta contra a SIDA.

Hugo Rodrigues/Barlavento – 27.11.2008





Metade dos portugueses não faz teste do VIH/Sida por medo

30 11 2008

Apesar de um em cada três portugueses conhecer uma pessoa seropositiva, metade da população tem receio de fazer testes para diagnóstico da doença por vergonha. Os dados fazem parte do estudo “A Opinião Pública Portuguesa e a Sida – Ultrapassar a Era do Medo”, que revela que 80 por cento dos inquiridos associa esta doença ao medo, o que os impede de irem ao médico para evitarem ser confrontados com possíveis maus resultados.

De acordo com o mesmo estudo, realizado no âmbito do Dia Mundial da Luta Contra a Sida, que se celebra a 1 de Dezembro, 43 por cento dos inquiridos considera que esta é a segunda doença mais grave em Portugal, depois do cancro (76 por cento), e 24 por cento refere que os portadores de VIH/Sida são dos grupos mais discriminados pela sociedade.

Ainda assim, há muito desconhecimento face aos comportamentos de risco e o medo e a injustiça são os principais sentimentos gerados pela doença. Cerca de 93 por cento das pessoas que participaram no estudo dizem que as pessoas infectadas com o vírus são discriminadas, e apenas 37 por cento sentem que este tratamento diferencial tem reduzido. O estudo revela, ainda, que uma grande parte das pessoas não tem uma ideia muito clara do número de infectados, nem da sua faixa etária. Embora a maioria dos inquiridos (77 por cento) associe o risco às relações sexuais não protegidas (não utilização de preservativo), a multiplicidade de parceiros sexuais é considerada por apenas 14 por cento.

Quanto à atitude das diferentes entidades no combate à Sida, são as áreas ligadas à saúde, à investigação e à solidariedade social que têm uma atitude mais empenhada, para os entrevistados. Do lado contrário está o Estado, os líderes de opinião, a igreja Católica e os Empregadores, vendo 58 por cento dos inquiridos estes últimos com desconfiança.

Campanhas publicitárias pouco recordadas

Para os inquiridos as campanhas de publicidade mais eficazes são as que apelam à prevenção, ao uso de preservativo e à necessidade de um diagnóstico precoce. São estas que a população melhor recorda. Porém, a grande maioria é indiferente a muitas delas – apenas 49 por cento recorda com alguma facilidade as campanhas publicitárias levadas a cabo nas últimas décadas.

O estudo – elaborado pelo Instituto de Ciências da Saúde (ICS) da Universidade Católica Portuguesa com o apoio da Tibotec – baseou-se num inquérito realizado em Novembro junto de 603 portugueses, de ambos os sexos, entre os 18 e os 65 anos, sobre temas de saúde pública. “Pretende-se que as conclusões possam dar um contributo fundamentado para se ultrapassar o medo, gerando novas atitudes face às pessoas seropositivas e à doença”, explicou Castro Caldas, médico neurologista e Director do ICS.

Em Portugal, o primeiro caso foi detectado em 1983, no Hospital Curry Cabral. Segundo estimativas para Portugal do Programa Conjunto das Nações Unidas para a Infecção VIH/Sida, existirão no país cerca de 32 mil pessoas infectadas, entre os indivíduos do grupo etário dos 15-49 anos. Assume-se para este cálculo um número de infectados não diagnosticados de 30 por cento, de acordo com a média da União Europeia.

De acordo com a classificação adoptada pela OMS, a epidemia portuguesa é do tipo concentrado. A prevalência na população geral portuguesa é inferior a um por cento, mas pelo menos em dois grupos vulneráveis (utilizadores de drogas injectáveis e reclusos) é superior a cinco por cento. No caso dos grupos de utentes que recorreram em 2004 às diferentes estruturas de tratamento da toxicodependência, as percentagens de positividade para o VIH variaram entre os 12 por cento e os 28 por cento. O relatório diz também que o peso relativo das vias de transmissão da infecção tem-se modificado em Portugal, mas os utilizadores de drogas injectáveis representaram, desde o início da epidemia e até 1999, a maior proporção de infectados.

Público – 27.11.2009





Preservativos nas escolas para jovens

30 11 2008

A existência de máquinas de venda de preservativos nas escolas foi ontem defendida em Lisboa pelo responsável pela Coordenação Nacional para a Infecção do VIH/sida.

Henrique de Barros, coordenador daquela entidade tutelada pelo Ministério da Saúde, defendeu a presença de máquinas de venda de preservativos nas escolas no final da segunda reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/sida. “Sim, concordo que devam existir essas máquinas nas escolas, porque a aposta deve continuar a ser a prevenção.”

Além de defender o acesso aos preservativos nos estabelecimentos de ensino, Henrique de Barros considerou que a educação sexual deve ser incluída nos programas escolares. “Tem de haver educação sexual nas escolas e essa educação deve ser feita de acordo com as capacidades de entendimento dos jovens e que seja feita consoante a idade dos jovens de maneira a que entendam os riscos.”

O responsável pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/sida disse ainda que o número de testes de despistagem do vírus aumentou durante o ano de 2008. “O número de testes aumentou para o dobro. Este ano foram realizados trinta mil testes, feitos de forma voluntária, e um milhão de testes feitos em todas as unidades de saúde. Este número inclui os testes feitos a todas as grávidas.”

Correio da Manha – 27.11.2008

Segundo Henrique de Barros, em 2008 foram diagnosticadas com a infecção do vírus da sida (VIH) cerca de duas mil pessoas. O responsável considerou que o aumento da incidência dos casos de infecção por VIH no grupo dos heterossexuais se deve não tanto a haver mais casos de infecção entre os heterossexuais mas sim a uma redução da infecção nos outros grupos, designadamente dos toxicodependentes que usam drogas injectáveis. A ministra da Saúde, Ana Jorge, referiu que o número de casos referenciados também aumentou este ano.





SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Unindo as diferenças para prevenção do HIV

30 11 2008

SÃO
TOMÉ, 27 Novembro 2008 (PlusNews) – Impossível conciliar
o conservadorismo cristão com as práticas seculares de
prevenção do HIV? Não se morares em São
Tomé e Príncipe, um pequeno arquipélago na costa
do Gabão.

Um recente encontro promovido pela
organização não-governamental Rede Cristã
mostrou que existe intenção tanto da igreja quanto de
governo e ONGs não-religiosas de trabalharem juntos na
prevenção do HIV, apesar das diferenças em
ideologias.

De um lado estão a abstinência e a fidelidade, eleitas
pelos 30 participantes do encontro como as principais formas de
prevenir a infecção pelo HIV. O uso do preservativo
é desaconselhado.

De outro estão as campanhas massivas pelo uso da camisinha,
reforçadas por músicas nas rádios e discotecas
sobre o seu uso e distribuição gratuita em lugares
estratégicos, como bares e restaurantes.

Mas para os envolvidos na discussão, as diferenças não são excludentes, mas complementares.

“Penso que assim estaríamos a complementar as
acções do governo na prevenção do HIV e
SIDA”, disse José Medeiros da Silva, pastor e presidente
da Rede Cristã.

Alzira do Rosário, coordenadora do Programa Nacional de Luta
Contra a SIDA (PNLS), acredita que as diferenças não
impedem o trabalho conjunto.

“Cada um tem sua a ideologia. Se eles defendem a
abstinência e a fidelidade como métodos de
prevenção isto é bastante bom para nós,
porque complementa as nossas acções no terreno, que
incentivam a prevenção através da
camisinha”, afirmou.

Deolinda Dorcas Teca, coordenadora lusófona para a Iniciativa
Ecuménica de Luta Contra HIV e SIDA em África,
também defende uma parceria mais estreita da Rede Cristã
com o PNLS e outras ONGs, como a capacitação de pastores,
jovens e mulheres.

Nesse sentido, um dos projectos da organização que
coordena é incentivar universidades e institutos de teologia a
publicarem manuais com mais conteúdos sobre HIV e SIDA.

“Não olhamos apenas para o HIV, infecções
sexualmente transmissíveis ou a situação
epidemiológica de São Tomé. Olhamos também
para o sexo, a sexualidade e a prevenção do HIV na
dimensão bíblica”, disse Tecas, que também
é pastora da Igreja Evangélica Reformada de Angola.

Atire a primeira pedra

Outro destaque do seminário, promovido como parte das
comemorações do Dia Mundial da SIDA, assinalado a 1 de
Dezembro, foi o testemunho de uma jovem seropositiva.


Photo: Ramusel Graça/PlusNews
Sexo e HIV no contexto bíblico

Com aparência saudável, a angolana Helena*, 25 anos,
revelou ser seropositiva aos outros participantes. Disse não
saber como foi infectada: se pelo marido já falecido ou se pelas
agulhas usadas em suas tatuagens.

“Foi uma surpresa para a maioria: a sala de trabalho ficou
gelada, quase que ninguém acreditava”, explicou o pastor
Silva.

Usando uma passagem bíblica, o pastor aproveitou a oportunidade
para discutir a discriminação dentro da igreja: uma
mulher adúltera está prestes a ser apedrejada, mas
é poupada depois da intervenção de Jesus, que diz
“quem nunca cometeu pecado que atire a primeira pedra”.

Segundo o pastor Silva, é importante sensibilizar os
cristãos de que os seropositivos têm os mesmos direitos
que qualquer um. Ele acrescentou que uma das melhores formas de se
combater a discriminação é falar do problema do
púlpito.

O estigma ainda é extremamente forte no arquipélago de
150 mil habitantes. Estima-se que existam cerca de três mil
seropositivos em São Tomé e Príncipe, mas
ninguém até agora declarou publicamente seu estado
serológico, temendo a rejeição.

“[O testemunho de Helena] para nós é um exemplo
gratificante, pois mostra que as pessoas infectadas podem viver sem
nenhum problema”, disse Silva.

PlusNews – 27.11.2008





Manaus vai discutir tuberculose na região Norte do País

27 11 2008

A abertura está prevista para às 9h desta quinta-feira e terá a presença de autoridades do município e estado, além de representação do Conselho Nacional de Saúde e do Ministério da Saúde.

O seminário é organizado pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose do Ministério da Saúde (PNCT/MS) e faz parte de um ciclo de encontros semelhantes que acontecerão nas cinco regiões do país, com meta de atingir os 315 municípios prioritários para a Tuberculose no Brasil. A região Norte é a segunda a sediar este iniciativa, que teve seu início na última segunda em Campo Grande. Mato Grosso do Sul. A tuberculose que tinha dados descrescentes até os anos 80, teve um acréscimo significativo de casos com o advento da epidemia de Aids, e apresenta crescimento de casos, principalmente entre pacientes soropositivos.

O evento inicia com palestra do presidente do Conselheiro Estadual de Saúde do Rio Grande do Sul, Carlos Alberto Duarte, que falará sobre efetivações e interfaces das ações de saúde, principalmente entre Tuberculose e Aids. O coordenador do Programa de Tuberculose do Ministério da Saúde, Dráurio Barreira, apresentará um panorama da TB no Brasil e na região. Também serão discutidos espaços de articulação social e questões específicas de tuberculose e sua ação no organismo de pessoas com Aids.Os participantes também dedicaram espaço para a troca de experiências da sociedade civil na área de prevenção e atendimento aos pacientes e questões de comunicação e mobilização social. As atividades reunirão cerca de 100 participantes que irão levar aos seus estados as discussões efetuadas, visando criar alternativas para principalmente aumentar a adesão ao tratamento, que apesar de barato, tem duração de seis meses sendo esta a principal cauda de abandono.

Fonte: Programa Nacional de Controle da Tuberculose

Agência de Notícias da Aids – 26.11.2008





Aids na África do Sul: estudo responsabiliza o governo pelas milhares de mortes

27 11 2008

A incapacidade das autoridades sul-africanas de fornecer medicação adequada aos pacientes com o vírus HIV causou a morte de mais de 365.000 pessoas na África do Sul entre 2000 e 2005, segundo um estudo da Universidade de Harvard.
De acordo com os pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública de Harvard (HSPH), o governo da África do Sul teria podido impedir estas mortes se tivesse providenciado anti-retrovirais para os pacientes, assim como medicamentos para as mulheres grávidas para que não transmitissem HIV para seus filhos.

O estudo, publicado on-line e pelo Journal of Acquired Immune Deficiency Syndromes, conclui que as milhares de mortes são responsabilidade direta do governo do presidente Thabo Mbeki (1999-2008), fortemente criticado por sua recusa em aplicar respostas científicas para o vírus da Aids.

A ministra da Saúde de Mbeki, Manto Thsabalala-Msimang, por exemplo, em agosto de 2006 aconselhou a tratar a doença com suco de limão, azeite de oliva, alho e beterraba.

A África do Sul é o país com maior número de soropositivos do mundo. Com uma população de 48 milhões de habitantes, mais de 5,5 são portadores do vírus.

AFP/Agência de Notícias da Aids – 26.11.2008





Pulseira electrónica para agressores de violência doméstica

27 11 2008
Esta terça-feira comemora-se o Dia Internacional da Violência sobre as Mulheres e entra em consulta pública no portal do Governo, o novo regime jurídico de prevenção da violência doméstica. Uma das novas medidas aplicação de uma pulseira electrónica aos agressores.

Nos próximos trinta dias a Sociedade Civil pode dar contributos para este diploma do Executivo, coordenado pelo secretário de estado, Jorge Lacão, que avança com um novo estatuto da vítima.

«Desde logo por uma muito maior protecção através da definição de medidas que podem implicar medidas urgentes de cuação ao agressor e que a detenção deste se faça em condições mais eficientes, para se alcançar o objectivo de protecção da vítima», sublinha o secretário de Estado.

Outras das medidas, passa pela utilização por parte do agressor de uma pulseira electrónica, o que pode ser encarado como a abertura de algumas excepções ao código de Processo Penal, mas que serve como meio de «controlo à distância, para garantir a eficacia de uma decisão de afastamento do agressor em relação à vítima», acrescenta Jorge Lacão.

Este diploma prevê ainda a possibilidade dos juízes ordenarem programas de tratamento psíquico para os agressores e também a melhoria da rede nacional de casa de abrigo.

As associações de mulheres, como a UMAR, aguardam com expectativa, mas Elisabete Brasil espera que com esta lei não aconteça o que se passou no passado.

«Esta insistência e consideração de que a vítima tem obrigações, mas que também tem deveres. Parece-nos essencial que haja uma distinção entre as vítimas e as testemunhas», refere a presidente da UMAR, que só este ano já regsitou 44 vitimas mortais de violência doméstica.

São os dados recolhidos com base na imprensa diária, que coincidem com o trabalho dos sociólogos.

A equipa de Manuel Lisboa, da Universidade Nova, concluiu este ano um trabalho sobre este tipo de violencia, que mostra que metade dos casos de violência contra as mulheres pode ser considerado violência doméstica.

«Estamos perante um fenomeno estrutural que tem a ver com a desigualdade de género. Enquanto que na violência contra as mulheres, mais de 70 por cento os autores são homens. Quando analisamos a violência praticada contra os homens, verificamos que os autores continuam a ser também homens», revela Manuel Lisboa.

Este trabalho de inquérito sociológico completa um outro estudo realizado há três anos com base nos casos que chegaram aos institutos de medicina legal de Coimbra e do Porto.

Os sociólogos concluíram que 62 por cento dos actos violentos são «sovas» e a maior parte das vezes os casos dão-se dentro de casa da vitima e durante a noite.

Por isso, não é de estranhar que em mais de 95 por cento das ocorrências, os filhos assistam à agressão e muitas vezes, em 70 por cento dos casos, as crianças também são vítimas destes pais violentos.

Por outro lado, o estudo revela que 37 por cento das mulheres que fizeram exames nos institutos de medicina legal, reportam ser vitimas de violência doméstica há mais de dez anos.

TSF – 24.11.2008





Violência doméstica: Queixas aumentam 31%

27 11 2008

A violência doméstica deixou de ser silenciosa. Este ano as queixas aumentaram 31,8%. Quase metade das ocorrências são reincidentes e presenciadas por menores. A maioria dos casos ocorre no continente, nomeadamente no Porto.

A conclusão resulta de um estudo divulgado ontem – data em que se assinalou o Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher – pelo Ministério da Administração Interna.

O documento analisa as ocorrências de violência doméstica participadas às forças de segurança até 31 de Outubro deste ano, face a igual período de 2007. A PSP recebeu mais denúncias (14.948) do que a GNR (8604). Em conjunto, receberam um total de 23.462 queixas. Em cerca de 28% dos casos as forças de segurança entraram no domicílio.

A Direcção-Geral de Administração Interna afirma que o aumento significativo do número de ocorrências participadas às forças policiais poderá estar relacionado com as alterações legislativas ocorridas em 2007, que consagraram no Código Penal o crime de violência doméstica como crime autónomo.

A violência doméstica é maioritariamente exercida sobre mulheres casadas, com uma idade média de 39 anos e quase três quartos das vítimas não depende economicamente do cônjuge. Os autores da violência são do sexo masculino, casados, têm em média 40 anos, também não dependem economicamente da vítima, 16,6 % utilizaram ou possuíam arma, além de quase metade (47,6%) consumir habitualmente álcool e 12% estupefacientes.

O relatório indica que geralmente as vítimas não são internadas, nem têm baixa médica. Apesar de os maus tratos terem habitualmente como consequências para a vítima ferimentos ligeiros (60,9%), 1,3% dos casos resultaram em ferimentos mais graves O relatório refere somente nove vítimas mortais. No entanto, conforme noticiado pelo JN, em 2008 já perderam a vida, vítimas de violência doméstica, um total de 40 mulheres, de acordo com a União das Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). Esta organização segue um método linear – recolhe as notícias dos jornais e contabiliza, dessa forma, os casos de violência doméstica.

Quase metade (47%) dos casos reportados às forças de segurança foram reincidências e actos presenciados por menores (46%). A maioria aconteceu à noite ou de madrugada, sobretudo no fim-de-semana, sendo o domingo o dia mais crítico. Mais de três quartos dos casos que motivaram a actuação das polícias deveram-se a um pedido da vítima.

Jornal de Notícias – 26.11.2008





Cerca de 30% a 40% dos testes da SIDA são feitos demasiado tarde

27 11 2008

Os testes de diagnóstico ao vírus VIH/SIDA são feitos cada vez mais tarde, o que tem provocado o aumento substancial de casos de pessoas infectadas. É uma das principais conclusões de uma conferência sobre o tema que decorreu segunda-feira em Lisboa. Lisboa recebeu segunda-feira a Conferência VIH Portugal 2009, onde especialistas das ciências sociais e da saúde debateram o problema da SIDA, que continua a alastrar em Portugal, muito devido ao momento tardio em que muitos testes são feitos. Portugal é o segundo país da Europa com maior número de infectados, sendo que «entre 30 a 40 por cento dos doentes são diagnosticados tardiamente, quando já têm um défice imunitário grave. Nesta fase, apresentam um maior risco de problemas hepáticos e cardiovasculares e têm menor probabilidade de reagir à medicação e recuperar», esclarece Rui Marques, médico do Serviço de Infecciologia do hospital de S. João do Porto. Entre as razões que são apontadas para explicar o diagnóstico tardio destacam-se a estigmatização e a discriminação, que levam as pessoas não se submeterem aos testes. «Têm medo de saber os resultados, por ser uma doença que está muito relacionada com a ideia de morte e, se por acaso estiverem de facto infectados, ainda sofrem com a discriminação social», afirma Marta Maia, do Centro e Rede de Investigação Antropológica. Na opinião da investigadora, a participação de diferentes áreas no tema é uma mais-valia, pois «esta não é uma questão meramente biológica e viral, é também uma questão de comportamentos». «O nosso principal objectivo é perceber porque é que as pessoas chegam tão tarde ao diagnóstico e quais são os seus comportamentos de risco», referiu ainda. Henrique Barros da CNVIH/SIDA (Coordenação Nacional para a Infecção VIH/SIDA), assegura que na área da saúde estão a ser feitas grandes melhorias, como o controlo da «transmissão mãe e filhos», mas fica a faltar «a tal mudança social». ´O coordenador lembra ainda que «os testes não são uma forma de prevenção», mas sim uma forma de as pessoas «pensarem melhor nos seus comportamentos e que consigam ter uma vida mais próxima do normal possível». Na conferência participou também um seropositivo, Luís Mendão, membro do Grupo Português de Activistas sobre o Tratamento de VIH/SIDA). No final do colóquio adiantou-se, em tom irónico, a uma das perguntas mais evidentes e esclareceu que, na verdade, não sabe onde apanhou o vírus. Sabe apenas «que não foi por transmissão materna», porque a sua mãe é seronegativa, e está «convencido de que não foi num restaurante».

Diário dos Açores – 26.11.2008





MTV exibe documentário sobre Kelly Rowland no Dia da Sida

27 11 2008

A MTV vai assinalar o Dia Mundial da Sida (1 de Dezembro) com uma programação especial dedicada à doença. Será emitido o documentário «Diário de Kelly Rowland», embaixadora do projecto contra a propagação e discriminação da Sida, «Staying Alive», que celebra o 10º aniversário.

O documentário acompanha Kelly Rowland (fundadora da banda Destiny´s Child) nas diversas viagens que realizou a África do Sul, Quénia, Tanzânia e EUA no âmbito do seu papel junto da Fundação Staying Alive, uma das maiores campanhas multimédia contra o vírus HIV.

O dia 1 de Dezembro será assinalado ainda pela emissão de outros documentários como o «MTV Staying Alive: XPRESS 2008», no ar pelas 21:00 horas, dando voz a jovens activistas, imigrantes, políticos, jornalistas e artistas.

Às 22:00 horas é exibido «MTV Staying Alive: Choices», filmado na Jamaica, retratando histórias de jovens de diferentes origens sociais.

Paralelamente, o projecto Staying Alive vai levar outras actividades fora da programação no ecrã, como a campanha «Telling it like it is», de discussão sobre temáticas sexuais com os jovens.

Diário Digital – 26.11.2008





Detecções precoces rondam 70 por cento dos casos de VIH/Sida

27 11 2008

As detecções precoces do vírus da Sida em Portugal rondam 70 por cento dos casos, revelou hoje, em Lisboa, o coordenador nacional para a infecção VIH/Sida, Henrique Barros.

“As detecções precoces rondam os 70 por cento e esses casos chegam numa fase manuseável, mas os outros 30 por cento já chegam tarde”, adiantou Henrique Barros no final da reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/Sida, em Lisboa. O coordenador nacional disse aos jornalistas que a infecção deve ser detectada de “preferência quando as pessoas não têm nenhum sintoma”, podendo “programar de uma forma mais eficaz o tratamento”.

No entanto, alertou para o facto de não se confundir “casos diagnosticados com infecções que ocorreram ontem”. “Se continuarmos a investir na detecção precoce, estamos a ser capazes de encontrar infecções que foram adquiridas há um ano ou mais”. Este ano foram diagnosticados aproximadamente dois mil casos de infecção mas, segundo Henrique Barros, “não se pode dizer que a infecção está a subir simplesmente porque o número de casos que se conhece é maior”.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, que presidiu à reunião, afirmou que o VIH/Sida tem tido mais incidência nos heterossexuais, pois houve “algum descuido por se pensar que a Sida era uma doença crónica com que não se morre tão cedo”. “Felizmente temos tratamentos para a infecção e as pessoas não têm dado importância ao uso do preservativo, porque o medo da morte e o sofrimento são menores”, acrescentou.

Ana Jorge sublinhou que as prioridades de actuação incidem, essencialmente, na “prevenção, no tratamento cada vez melhor dos doentes”, no fazer “com que eles adiram à terapêutica” e na tentativa de “evitar novos casos de infecção”. Segundo Henrique Barros, “as pessoas que sabem que estão infectadas têm menos comportamentos de risco, ou seja, usam mais o preservativo e não trocam seringas”, contribuindo para a prevenção.

Questionada sobre a implementação da educação sexual nas escolas do primeiro ciclo, a ministra considerou que a educação sexual “começa em casa”. “Se a mãe souber responder ao filho de três anos como é que nasceu o irmão, estamos a aumentar muito a educação sexual, porque a responsabilidade é das escolas, mas também de toda a comunidade”. Por sua vez, Henrique Barros frisou que não se pode levar a educação sexual ao “ridículo de como se ensina a matemática ou a biologia”, na medida em que é uma “coisa central à vida e que tem a ver com os valores e depois com a saúde”.

A reunião do Conselho Nacional para a Infecção VIH/Sida vem no seguimento da assinatura de um Código de Conduta Empresas e VIH/Sida, na sexta-feira passada, em que várias empresas privadas se comprometeram em acabar com actos discriminatórios no meio laboral e em facilitar a divulgação de informação sobre a doença junto dos trabalhadores.

Público.pt/Lusa – 26.11.2008