BRASÍLIA – Dados parciais de uma pesquisa de comportamento realizada este ano pelo Programa Nacional de DST e Aids do Ministério da Saúde mostram que, entre 8 mil entrevistados de todo o País, 13% acreditam que uma professora portadora do vírus HIV não pode dar aulas em qualquer escola.
Para o Dia Mundial de Combate à Aids, o Ministério da Saúde chama a atenção para o debate do preconceito e estigma em torno da doença, fatores que podem afastar as pessoas tanto do diagnóstico como do tratamento, na avaliação da diretora do Programa Nacional de DST e Aids, Mariângela Simão.
- Muitas pessoas deixam de fazer o teste por medo de serem discriminadas e o preconceito e estigma em torno da doença estão relacionados à percepção de que são culpadas (por sua doença) – explicou Mariângela.
Para ela, a análise segue pelo fato de a aids ser uma doença sexualmente transmissível.
- Logo se pensa que, se a pessoa pegou a doença, ela fez alguma coisa que não devia. Um dos aspectos que está relacionado ao estigma é o julgamento moral.
A pesquisa de comportamento realizada pelo Ministério da Saúde neste ano demonstra ainda que 22,5% afirmam que não se pode comprar legumes e verduras em um local onde trabalha um portador de HIV.
Outro dado aponta que, para o caso de um membro da família contrair aids, 19% dos entrevistados não concordam que o portador seja tratado em casa.
Para o Dia Mundial de Luta contra a Aids, em 1º de dezembro, o Ministério da Saúde levará para a praça dos Três Poderes, em Brasília, um jovem que ficará dentro de uma bolha transparente, impedido de tocar quem estiver no ambiente externo. O objetivo é levantar o debate sobre a exclusão vivida por quem tem HIV.
JB Online – 28.11.2008




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