Julia Roberts dedica-se à luta contra a Sida

1 09 2008

A actriz Julia Roberts desenhou uma t-shirt, em colaboração com o estilista Giorgio Armani, cujos lucros das vendas vão reverter a favor da organização RED, fundação que ajuda na luta contra a Sida em África, noticia o site 20 minutos.

«A Julia ajudou-me a criar uma prenda exclusiva que servirá para recordar que todos podemos fazer algo para combater a Sida, em África», explicou Armani, que expressou o seu agradecimento à actriz pelo «seu apoio incondicional a uma actividade importante como esta».

A t-shirt Empório Armani, assinada por Julia Roberts, disponível numa versão feminina e noutra masculina, mostra a «árvore da vida», o mesmo símbolo que foi utilizado para a pulseira que a actriz criou no ano passado, para o estilista italiano.

Em cima dos ramos da árvore aparecem as palavras: revolução, evolução e devoção, que correspondem à sigla RED. Esta organização foi fundada por Bono, vocalista dos U2, e por Boby Shriver, um filantropo norte-americano, e tem como objectivo sensibilizar as empresas para a luta contra a Sida.

(Portugal Diário – 29.08.2008)





Fundação encerra projecto de Verão

1 09 2008

Vinte e oito crianças do Complexo Habitacional de Santo Amaro participaram ontem no encerramento das actividades lúdico-pedagógicas que desenvolveram no Verão, por iniciativa da Delegação Madeira da Fundação Portuguesa “ A comunidade contra a Sida”. Têm idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos.
Segundo Rubina Leal, presidente da Delegação, o projecto “ABBA — A Brincar a Brincar… Aprende-se” visa incutir confiança e auto-estima nas crianças, através de estratégias, do jogo e da brincadeira. «No fundo, competências para que elas não pisem o risco», explicou a presidente da Fundação.
Rubina Leal disse que «a única arma que temos ao nosso alcance é a prevenção». Essa a razão que leva a Fundação a aproveitar o facto de ter a sua sede naquele bairro para ir ao encontro das crianças, de uma forma o mais comunitária possível. Uma das estratégias é, aliás, a de desenvolver algumas acções no exterior.
«Temos de lhes incutir confiança e auto-estima, porque no momento em que podem, efectivamente, ter um comportamento de risco, o pai , a mãe ou o professor não vão estar lá presentes», disse Rubina Leal, acrescentando que, em muitas ocasiões, «eles acabam por ter de tomar muitas decisões sozinhos».
Na sua opinião, quanto mais cedo as crianças forem ensinadas a tomar decisões, mais capacidades têm de as tomar no futuro.
Outra das estratégias desenvolvidas pela Fundação é a de promover muitas actividades de animação. «É uma forma de motivar e trazer os miúdos à Fundação», diz Rubina Leal.
Essa estratégia já está a dar frutos e a prova é a de que «há outros miúdos que estão inseridos noutros bairros e que já estão a participar na própria acção, na própria actividade». No fundo, como acrescenta, «há quase que uma formação de pares, entre eles». Este é um dos objectivos e Rubina Leal espera que continue «a dar frutos».
A presidente da Fundação lembra que «tudo o que tem a ver com comportamentos não é mensurável, mas acreditamos que, com estas estratégias, vamos ajudar a que eles não pisem o risco».
Segundo Rubina Leal, o ABBA existe ao longo de todo o ano. «Aliás, temos uma parceria com a escola de Santo Amaro e com escolas de Câmara de Lobos». O projecto, conforme acrescenta, funciona como um ATL para crianças que não têm possibilidade de ocupação de tempos livres noutros locais.
Na sua opinião, o ideal seria trabalhar as famílias. Para além de precisarem também de ser apoiados, os pais necessitam de formação para saberem lidar com estas crianças.
Apesar de especialmente vocacionada para a luta contra a Sida, Rubina Leal diz que o trabalho desenvolvido com estas crianças, que ainda não têm idade para ter actividade sexual, incide sobre higiene e comportamentos cívicos. Ensinamentos que, no futuro, as ajudarão a saber enfrentar eventuais comportamentos de risco ao nível sexual.

(Jornal da Madeira – 30.08.2008)





Côte d’Ivoire atribui gratuitidade ao tratamento de anti-retrovirais

1 09 2008

O tratamento a anti-retroviral (ARV) das pessoas doentes de VIH/Sida na Côte d’Ivoire será doravante gratuito, segundo um decreto do ministro da Saúde publicado em Abidjan.
“O tratamento anti-retroviral é doravante gratuito em todos os estabelecimentos sanitários públicos”, refere o decreto assinado pelo ministro da Saúde e da Higiene Pública, o Dr. Remi Allah Kouadio. Esta medida entrou em vigor a 20 de Agosto, data de assinatura do decreto.
O custo trimestral do tratamento anti-retroviral na Côte d’Ivoire passou de 7.000 francos CFA para 5.000 FCFA, e depois para 3.000 FCFA, segundo fontes do ministério da Saúde. A compra dos ARV é em grande parte financiada pelo Plano de Urgência para a Luta contra a SIDA (PEPFAR), dos Estados Unidos, e pelo Fundo Mundial de Luta contra a SIDA, a Tuberculose e o Paludismo.
Para o período 2008-2009, o PEPFAR vai investir 19 milhões de dólares (8,6 mil milhões de FCFA), informou à agência France-Presse o Dr. Toussaint Sibailly, do PEPFAR-Côte d’Ivoire junto da Agência Americana para o Desenvolvimento (USAid).
“A gratuitidade era uma preocupação do Governo americano e do Fundo Mundial, porque tínhamos há quatro anos financiamentos para comprar tratamentos anti-retrovirais”, acrescentou o médico.
O objectivo é tratar por ARV cerca de 77.000 pessoas no período 2008-2009 e atingir 104.000 pessoas em 2010, precisou o Dr. Sibailly. O Estado ivoiriense comprometeu-se a investir mil milhões de FCFA, segundo a mesma fonte.
Este projecto de gratuitidade deve ser um projecto de longo prazo, porque uma vez lançado o tratamento não pode ser interrompido, sob o risco de a doença desenvolver resistências aos outros medicamentos, pondo a vida em perigo.
A taxa de seroprevalência na Côte d’Ivoire eleva-se a 4,7%, segundo uma pesquisa nacional levada a cabo em 2005 e 2006.
Nesta base, os especialistas estimam que 750.000 pessoas estejam infectadas, entre elas cerca de 104.000 devem passar por um tratamento anti-retroviral.

(Jornal de Angola – 30.08.2008)





Teste e sensibilização são tidos como cruciais no combate à Sida

1 09 2008

A promoção do teste do VIH/Sida, o papel e reconhecimento da sociedade civil no combate à doença, bem como a sensibilização e educação dos jovens, foram considerados ontem, em Luanda, como fundamentais para uma estratégia consistente e eficaz na prevenção da doença.
A facto foi expresso pelo coordenador da componente VIH/Tuberculose do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Mário Cooper, ao falar durante o segundo dia do Fórum de coordenação nacional entre o Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS) e os parceiros nacionais e internacionais engajados na luta contra a epidemia, iniciado quarta-feira, em Luanda.
Mário Cooper declarou que a prevenção primária e o conhecimento da condição de seropositividade confere ao indivíduo a possibilidade de alterar comportamentos que possam colocar outros em risco.
De acordo com ele, o Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), com o apoio do P­N­U­D­/­Fundo Global, está a dotar de equipamentos os centros do interior do país, de formas a darem maior cobertura aos seropositivos.
Segundo disse, tem se notado grande esforço por parte do Governo tendo em conta que em 2005 haviam em Luanda apenas seis centros de tratamento, número que subiu para 40 este ano.
Estima-se que mais de 400 mil pessoas vivam com VIH em Angola, enquanto as Nações Unidas dão conta da existência de 33 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo.
O Fórum de coordenação nacional entre o Instituto Nacional de Luta contra a Sida (INLS) e os parceiros nacionais e internacionais engajados na luta contra a epidemia tem como objectivo proceder ao balanço das actividades desenvolvidas em todo o território nacional durante o primeiro semestre de 2008 e reflectir sobre as metas preconizadas, progressos, impacto das acções, recursos financeiros aplicados e as suas fontes de financiamento.

(Jornal de Angola – 29.08.2008)