CONDOMOVEL’ ATRAVESSARÁ O MÉXICO EM CAMPANHA CONTRA AIDS

22 08 2008

IDADE DO MÉXICO, 21 AGO (ANSA) – Uma campanha de prevenção à Aids no México teve início hoje com um furgão — o “condomovel” — que percorrerá todo o país realizando exames para detectar o vírus HIV, informaram os organizadores da iniciativa.
O objetivo da campanha, que em sua primeira etapa percorrerá dez estados mexicanos, é “promover a prevenção e a informação sobre Aids, gravidez indesejada e controle do vírus”, disse o coordenador Pólo Gómez, diretor de uma associação civil.
Durante a viagem de um mês do Condomovel (em referência à palavra “condón”, que em espanhol significa preservativo) serão realizados exames gratuitos e confidenciais para detectar o vírus HIV.
Existem no México pelo menos 12 mil portadores de HIV, segundo cifras oficias. Dos 33 milhões de pessoas infectadas pelo vírus em todo o mundo quase 2 milhões são da América Latina e Caribe.
A iniciativa acontece duas semanas após a capital mexicana sediar a 17ª Conferência Internacional sobre Aids.

(ANSA – 21.08.2008)






Novo laboratório da fundação Oswaldo Cruz estuda a prevalência dos vírus das Hepatites b e c nos pacientes com tuberculose e Hiv

22 08 2008

O Laboratório de Biomarcadores e Hepatotoxicidade do Instituto de Pesquisa Clínica da Fiocruz é um novo laboratório criado para avaliar as infecções e co-infecções pelas Hepatites virais B e C, com linhas de pesquisa onde a biologia molecular é a principal ferramenta de análise. Os pacientes do Ipec são os maiores beneficiados, pois o laboratório dispõe de um equipamento de alta tecnologia para fazer exames específicos para Hepatite. Esse tipo de diagnóstico atualmente é feito apenas pelo Lacen-RJ, gerando grande tempo de espera para o paciente.

“O Cobas Amplicor é um equipamento que faz a contagem da carga viral do paciente e tem como principal finalidade monitorar o tratamento. Por meio desse exame temos como avaliar se a medicação tomada pelo indivíduo está fazendo efeito e assim o médico tem como saber se deve ou não continuar com a medicação. Para se ter idéia da importância do exame para os pacientes do Ipec, o custo de cada teste está em torno de R$ 150, enquanto que na rede privada este mesmo exame de contagem da carga viral custa em média R$ 350. Nosso paciente terá acesso a um exame que beneficia seu tratamento sem ônus nenhum”, explica a bióloga Liane de Castro, chefe do Laboratório de Biomarcadores e Hepatotoxicidade.

Segundo o responsável pela Coordenação dos Laboratórios do Ipec, Ivan Neves, “o custo anual do exame é de pelo menos R$ 70 mil, assumidos pela direção do Instituto. A criação deste laboratório foi um desafio, pois ainda não temos um espaço físico para contemplar todas as demandas necessárias, por isso dividimos um espaço com a o Laboratório de Patogenia Viral e Parasitologia. A obra do prédio novo para o Ipec atenderá a esta demanda”. Liane afirma que apesar da falta de espaço já foram liberados 94 exames que influenciarão diretamente na sobrevida dos pacientes. “Os pacientes que têm Hepatites B ou C estão sendo avaliados pela contagem da carga viral e vamos identificar se estão ou não respondendo ao tratamento”.

Além dos exames para Hepatite, a plataforma do Cobas Amplicor está sendo utilizada em cooperação com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) para liberar exames de contagem da carga viral para HIV. O laboratório ainda faz estudos da prevalência do vírus da Hepatite B e C nos pacientes com tuberculose e com HIV. “A linha de pesquisa do laboratório é verificar os fatores de risco para o desenvolvimento da hepatotoxicidade nos pacientes em tratamento para tuberculose associado ao HIV e avaliar a presença das infecções pelas Hepatites virais B e C. Ou seja, quais são os fatores de risco de um paciente desenvolver Hepatite medicamentosa e viral. Verificamos que há uma alta prevalência de pacientes em tratamento para tuberculose que tiveram contato com o vírus da Hepatite B e que desenvolveram Hepatite medicamentosa, e que a infecção pelo vírus da Hepatite B seria mais um risco para evento adverso entre os que tomam medicação para TB além do uso dos antiretrovirais”, explica Liane.

O trabalho “Análise de polimorfismo gene CYP2E1 em pacientes que desenvolveram hepatotoxicidade induzidas por drogas tuberculósticas associadas ou não a anti-retrovirais” já foi apresentado em congresso na forma de pôster que demonstra uma das linhas de pesquisa desse novo laboratório, que é atuar com as variações individuais ou genéticas na resposta aos medicamentos. “Atuar com a biologia molecular na pesquisa clínica significa que no futuro trataremos individualmente os pacientes de acordo com o seu perfil metabólico, a informação poderá ajudar o médico a ajustar a dose para evitar eventos adversos graves ou optar por outra droga que ofereça menos riscos para o paciente”, conclui a bióloga.

Isis Breves

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

(Agência de Notícias da AIDS- 20.08.2008)





Seminário discute parceria entre Brasil e Japão para reduzir vulnerabilidades às DST/AIDS

22 08 2008

Os “dekasseguis” são pessoas que deixam sua terra natal para trabalhar temporariamente em outra região. Em virtude da dificuldade da língua e de acesso a informação de prevenção da Aids, esses imigrantes estão mais vulneráveis ao vírus. Além disso, para os que vivem com HIV, uma das barreiras é a ausência de uma rede de apoio governamental e não-governamental articulada entre os dois países.

No Japão atualmente existem cerca de 315 mil “dekasseguis” brasileiros. De acordo com informações de 2000 do Ministério da Saúde e Bem-Estar japonês, eles são o segundo grupo de estrangeiros mais infectados pelo HIV no Japão. O seminário é uma iniciativa inédita do Programa Nacional de DST e Aids, com apoio da Frente Parlamentar em HIV/Aids e de organizações da sociedade civil.

Ativista cobrará posição dos dois governos

José Araújo Lima Filho, presidenta da Casa de Apoio AFXB do Brasil, vai participar da mesa de abertura do seminário, representando também a RNP+ (Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV/Aids). Araújo já esteve 12 vezes no Japão trabalhando com prevenção, a convite da ONG Criativos, fundada por brasileiros e composta por latinos, que trabalha com os “dekasseguis” a questão da prevenção e suporte para os que vivem com o vírus.

O ativista declara que tem esperança nos resultados do “Seminário DST/HIV/Aids: Brasil e Japão fortalecendo laços”. “Será uma oportunidade para se criar uma parceria efetiva entre os dois países, tanto na área da prevenção, como de políticas públicas efetivas para os que vivem com HIV/Aids”, disse. E é isso que ele pretende cobrar dos governantes em seu discurso.

Araújo defende que é de fundamental importância o comprometimento dos dois países. “A população dos “dekasseguis” vem e volta, portanto o trabalho tem de ser feito aqui e lá”. O ativista explica, ainda, que a maioria dos “dekasseguis” não sabe falar nem ler japonês, logo, quando estão no Japão, não são atingidos pelos programas de prevenção daquele país. “Por isso o governo brasileiro tem de fazer aqui, uma campanha específica dirigida a esse grupo, levando em conta suas questões culturais. Os “dekasseguis” trazem muito dinheiro ao Brasil e o nosso governo tem a obrigação de assisti-los”, ele argumenta.

Em suas visitas ao Japão, Araújo acompanhou de perto os problemas que os “dekasseguis” enfrentam em relação à pandemia. “Eles passam por sérias dificuldades ao receber o diagnóstico de HIV positivo”, conta o ativista e relata, ainda, que é comum, quando um deles vai ao médico, ser acompanhado por um tradutor da fábrica onde trabalha, que não traduz tudo corretamente. “Muitas vezes o médico pede exame de HIV e o “dekassegui” nem fica sabendo. Se o resultado dá positivo, a notícia é dada pelo tradutor que não teve nenhum preparo para isso e o assunto pode vazar, expondo o indivíduo em seu local de trabalho”.

De acordo com Araújo, no Japão, o preconceito e a falta de informação acerca do HIV e Aids são muito grandes. Há tratamento para os que pagam o seguro social, entretanto, grande parte dos brasileiros não paga, ficando descobertos. Ainda segundo o ativista, não existe política de notificação no país, o que torna os números questionáveis. Muitas cidades não oferecem testes de HIV e, para os japoneses, a doença é “coisa de estrangeiro”.

Valéria Polizzi

Serviço

Seminário DST/HIV/Aids: Brasil e Japão fortalecendo laços

26 e 27 de agosto

Auditório Freitas Nobres, Câmara dos Deputados, Brasília-DF

Programação

26/08

14h – credenciamento

14h30 às 15h20 – Abertura

15h30 às 17h – Mesa 1: Contexto das vulnerabilidades em DST/Aids nos dekasseguis

17h15 às 18h30 – Grupo de trabalho: políticas, programas, serviços e ações

18h30 – Coquetel de abertura

27/08

8h30 às 10h15 – Mesa 2: Contextualização dos processos de articulações e realidades locais para o enfrentamento das DST/Aids nos dekasseguis

10h30 às 12h30 – Mesa 3: Sonhos e realidades – Experiências e contribuições da sociedade civil e direitos humanos

14h às 15h15 – Continuação dos grupos de trabalhos: Políticas, serviços e ações

15h30 às 17h – Apresentação dos grupos de trabalhos e plenária para os encaminhamentos finais

17h às 17h30 – Encerramento

Mais informações sobre o evento:

Programa Nacional de DST e Aids

Unidade de Articulação com a Sociedade Civil e de Direitos Humanos

Tel: (61) 3448-8024

Mais informações à imprensa

Programa Nacional de DST e Aids

Assessoria de Imprensa

Tel: (61) 3448-8088/ 8100/ 8106/ 8090

E-mail: imprensa@Aids.gov.br

Site: www.Aids.gov.br

(Agência de Notícias da AIDS – 21.08.2008)