5 08 2008

Diariamente novas notícias da XVII Conferência Internacional sobre a Sida em

www.criasaids2008.wordpress.com

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ESTAMOS JUNTOS!





Portugal sem dinheiro para Conferência da Sida

5 08 2008

O corte de apoios estatais fez com que só a uma ONG portuguesa tenha um stand na Conferência Mundial da Sida, que decorre no México. A Liga Portuguesa não foi e Margarida Martins da “Abraço” viajou com um patrocínio privado.

A situação remonta a 11 de Julho, quando o Ministério da Saúde anunciou que o financiamento às Organizações Não Governamentais (ONG) para participarem em conferências dependeria de um parecer do Alto Comissário da Saúde. Como a Coordenação Nacional para a Infecção pelo VIH/Sida também não atribuiu a habitual bolsa para as ONG irem à Conferência Mundial da Sida, que está a decorrer no México, a Fundação Portuguesa Contra a Sida ficou como a única ONG portuguesa com um “stand” no local. Isto porque a organização mexicana pagou a inscrição (mil euros) e a viagem, em compensação por apresentar uma conferência, um poster e o “stand”, explicou a responsável.

Filomena Frazão acrescentou que o montante que o Estado português concedesse permitiria pagar outras despesas e contribuir para uma prestação mais digna.

Já Margarida Martins, da Abraço, foi ao México graças ao patrocínio de uma empresa privada, segundo revelou, mas pela primeira vez em 16 anos sem “stand”. Também por falta de verbas, a Liga Portuguesa contra a Sida não saiu de Lisboa.

Ontem, no México as atenções recaíram sobre uma jovem seropositiva de 13 anos, natural das Honduras, que testemunhou ter os pais também infectados. “O meu pai tem várias doenças relacionadas com a Sida. Está cego e em cadeira de rodas e é muito difícil para mim vê-lo assim”, afirmou Karen Dunaway González, no discurso inaugural da Conferência.

A adolescente disse ainda ser importante reforçar a educação sexual e criar “oportunidades para os mais pobres e vulneráveis, sem estigma nem discriminação”, o que requer, sublinhou a jovem oradora, que sejam garantidos por parte de cada Estado “cuidados e atenção” e os necessários medicamentos retrovirais.

Durante os próximos cinco dias, mais de 20 mil peritos, autoridades e representantes de doentes de todo o mundo debatem na capital mexicana os avanços e desafios da luta contra a Sida, numa reunião cujo lema principal é “Acesso Universal, Já”.

Na inauguração da Conferência, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon exortou os países mais desenvolvidos a contribuírem com “fundos de longo prazo” e mais reforçados para vencer a epidemia, que afecta cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo.

(JN/ALEXANDRA MARQUES*, * COM LUSA – 05.08.2008)





Portugal sem dinheiro para Conferência da Sida

5 08 2008

O corte de apoios estatais fez com que só a uma ONG portuguesa tenha um stand na Conferência Mundial da Sida, que decorre no México. A Liga Portuguesa não foi e Margarida Martins da “Abraço” viajou com um patrocínio privado.

A situação remonta a 11 de Julho, quando o Ministério da Saúde anunciou que o financiamento às Organizações Não Governamentais (ONG) para participarem em conferências dependeria de um parecer do Alto Comissário da Saúde. Como a Coordenação Nacional para a Infecção pelo VIH/Sida também não atribuiu a habitual bolsa para as ONG irem à Conferência Mundial da Sida, que está a decorrer no México, a Fundação Portuguesa Contra a Sida ficou como a única ONG portuguesa com um “stand” no local. Isto porque a organização mexicana pagou a inscrição (mil euros) e a viagem, em compensação por apresentar uma conferência, um poster e o “stand”, explicou a responsável.

Filomena Frazão acrescentou que o montante que o Estado português concedesse permitiria pagar outras despesas e contribuir para uma prestação mais digna.

Já Margarida Martins, da Abraço, foi ao México graças ao patrocínio de uma empresa privada, segundo revelou, mas pela primeira vez em 16 anos sem “stand”. Também por falta de verbas, a Liga Portuguesa contra a Sida não saiu de Lisboa.

Ontem, no México as atenções recaíram sobre uma jovem seropositiva de 13 anos, natural das Honduras, que testemunhou ter os pais também infectados. “O meu pai tem várias doenças relacionadas com a Sida. Está cego e em cadeira de rodas e é muito difícil para mim vê-lo assim”, afirmou Karen Dunaway González, no discurso inaugural da Conferência.

A adolescente disse ainda ser importante reforçar a educação sexual e criar “oportunidades para os mais pobres e vulneráveis, sem estigma nem discriminação”, o que requer, sublinhou a jovem oradora, que sejam garantidos por parte de cada Estado “cuidados e atenção” e os necessários medicamentos retrovirais.

Durante os próximos cinco dias, mais de 20 mil peritos, autoridades e representantes de doentes de todo o mundo debatem na capital mexicana os avanços e desafios da luta contra a Sida, numa reunião cujo lema principal é “Acesso Universal, Já”.

Na inauguração da Conferência, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon exortou os países mais desenvolvidos a contribuírem com “fundos de longo prazo” e mais reforçados para vencer a epidemia, que afecta cerca de 33 milhões de pessoas em todo o mundo.

Jornal de Notícias





Tratar tuberculose enfraquece remédio para Aids, diz estudo

5 08 2008
Uma pesquisa da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, afirmou que certos pacientes portadores do vírus HIV em tratamento para tuberculose podem não obter todos os benefícios da terapia anti-retroviral contra o vírus da Aids.

A nevirapina, um anti-retroviral barato usado para tratar o HIV em países em desenvolvimento, não funciona tão bem em pacientes que estão fazendo o tratamento para tuberculose, segundo o estudo.

Outro remédio, o efavirenz, parece não ser afetado pelo tratamento de tuberculose. Mas o efavirenz é mais caro.

Os pesquisadores analisaram quase quatro mil pacientes sul-africanos que iniciaram a terapia com anti-retrovirais entre 2001 e 2006.

Os estudiosos descobriram que os pacientes com tuberculose que também eram tratados com nevirapina tinham o dobro de chances de ter uma carga viral mais alta – ou seja, níveis altos de HIV em seu sistema – do que aqueles que não tinham tuberculose.

Acredita-se que os medicamentos para tuberculose aceleram a perda de força da nevirapina no corpo do paciente.

Custo

Em países mais pobres, a terapia anti-retroviral geralmente é iniciada em clínicas de tratamento de tuberculose, pois a doença é uma infecção comum em pacientes com o vírus HIV.

A nevirapina é uma escolha comum devido ao seu custo mais baixo e pelo fato de poder ser usada em mulheres em idade fértil.

Andrew Boulle, chefe da pesquisa, afirmou que, devido ao uso contínuo de terapias baseadas na nevirapina no continente africano, e à importância dos serviços de tratamento de tuberculose para iniciar a terapia de HIV nos pacientes, serão realizados mais estudos.

“Um dos pontos que chama mais a atenção em nosso estudo foi a demonstração de que 40% dos pacientes que começam a terapia anti-retroviral nos últimos anos têm tuberculose concomitante, destacando a importância, para o setor de saúde pública, de melhorar as opções de tratamento para pacientes com HIV e tuberculose”, afirmou.

O estudo foi publicado na publicação científica Journal of the American Medical Association.

(BBC Brasil – 04.08.2008)