A proibição de entrada de pessoas com o vírus da Aids nos Estados Unidos pode terminar em breve com um projeto de lei no Senado. A medida já dura duas décadas e abrange turistas e imigrantes. No ano passado, uma ativista da ONG Gestos de Pernambuco teve seu visto negado (saiba mais). Depois, 64 entidades do Brasil e exterior enviaram carta aberta à Condolezza Rice cobrando reconsideração (confira).
Os Estados Unidos são um dos 12 países –incluindo Sudão, Arábia Saudita, Líbia e Rússia– que proíbem a viagem e a imigração de portadores do HIV. Recentemente, a China reviu sua política.
“Não há desculpas para uma lei que estigmatiza uma doença específica”, afirmou o senador John Kerry. Segundo ele, até pessoas com gripe aviária ou o vírus do Ebola têm mais facilidades do que aquelas com HIV para conseguir visto de entrada no país.
Kerry e o senador Gordon Smith estão tentando reverter a proibição, implementada em 1987 e reafirmada pelo Congresso em 1993. Ambos anexaram uma proposta –que deve passar no Senado nesta semana– destinando US$ 50 bilhões nos próximos cinco anos para a luta contra a Aids e outras doenças na África e outras regiões pobres.
Atualmente, o HIV é a única condição médica explicitamente listada nas leis de imigração.
Fonte: Folha Online
(Agência de Notícias da AIDS – 17.07.2008 )
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