A promoção e divulgação da língua portuguesa e a assistência consular entre os oito países-membros são os destaques da agenda da VII Cimeira da CPLP, a 24 e 25 de Julho, em Lisboa.
De acordo com o secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Luís Fonseca, o objectivo do projecto sobre língua portuguesa, que será apresentado por Portugal, é “fazer com que seja mais difundida no mundo e mais utilizada nas organizações internacionais e tenha uma maior implantação nos países-membros onde não é a língua materna”.
Outro dos projectos levados à aprovação dos chefes de Estado e de Governo está relacionado com a cooperação e a assistência consular, “que permite aos cidadãos de um país que não tenha representação consular num país estrangeiro beneficiar de apoio de qualquer dos países da CPLP”, explicou o embaixador cabo-verdiano.
Os líderes lusófonos vão ainda debater uma proposta para facilitar a circulação de bens culturais.
“O objectivo é, por exemplo, quando se quer organizar uma exposição da CPLP em qualquer dos países-membros, haver uma facilitação de entrada e saída das obras nas alfândegas”, explicou Luís Fonseca.
Os “oito” deverão ainda aprovar uma declaração sobre HIV-SIDA “para os países adoptarem políticas comuns no combate à doença”, com base num estudo elaborado pela CPLP, em coordenação com a ONUSIDA, que faz a avaliação da situação da SIDA nos países lusófonos e que vai ser divulgado na cimeira.
A nível de cooperação, os Ministérios da Saúde da CPLP vão também estabelecer um plano estratégico “que prevê uma acção coordenada nos próximos cinco anos, principalmente a nível de formação, capacitação de técnicos e também no combate às doenças infecciosas, além da sida, a malária e tuberculose”, acrescentou o secretário-executivo.
Nesta área, Luís Fonseca destacou o simpósio que se realiza à margem da cimeira e que é organizado pelo ex-Presidente português Jorge Sampaio, enviado especial do secretário-geral da ONU para o Combate à Tuberculose e também embaixador da Boa Vontade da CPLP.
Nesta cimeira, o Senegal vai ser admitido como observador associado da CPLP, acrescentou Luís Fonseca, afirmando que, para já, mais nenhum país formalizou um pedido nesse sentido.
Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
(VM/Lusa – 16.07.2008 )
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