A mudança de atitude da juventude angolana em relação ao VIH/Sida e as pessoas portadoras do vírus constitui um factor indispensável para a redução dos índices de novas infecções no país, considerou hoje, em Luanda, o coordenador de projectos do Centro de Apoio aos Jovens (Caj), Sílvio dos Santos.
Falando à Angop sobre como a juventude encara o vih/sida e outras infecções de transmissão sexual (its), Sílvio dos Santos disse que apesar de ser um grupo de risco, a maior parte dos jovens continua a não adoptar as medidas de prevenção contra esta epidemia, que cresce assustadoramente.
Para o responsável, além de aumentar o fluxo de informação e serviços de sida, é preciso que os programas de combate impulsionem uma maior participação deste grupo, para que possam conhecer a dimensão do problema e se identificarem com a causa.
“O jovem deve assumir como sua responsabilidade a luta contra o VIH e participar de todos os projectos que impliquem a sua redução e impacto entre as famílias”, afirmou Sílvio dos Santos.
Além da aceitação da doença, disse ser fundamental o combate ao estigma, a busca de apoio mesmo antes de estar infectado, o recurso a testagem voluntária e, em caso de doença, a busca do tratamento já disponível gratuitamente em várias unidades sanitárias.
Por outro lado, apelou aos educadores a informarem-se e fomentarem o diálogo sobre a Sida e outras ITS, de modo a ajudarem na consciecialização dos filhos e da comunidade.
Para apoiar as pessoas dos 14 aos 24 anos, o Caj, actualmente localizado nas províncias de Luanda, Huíla e Benguela, tem disponíveis serviços de saúde reprodutiva, aconselhamento e testagem voluntária, busca activa das infecções sexuais, mobilização social a nível das comunidades e educação nas escolas para professores, alunos e encarregados, bem como tele-atendimento.
Dados da instituição em Luanda indicam que no primeiro trimestre deste ano foram testados voluntariamente 871 pessoas, na sua maioria mulheres, dos quais 20 casos resultaram positivos.
Nos últimos cinco anos, a epidemia registou um aumento progressivo, sendo que em 2007 o país notificou 12.355 novos casos.
De 1985 a Dezembro de 2007, registou-se um total cumulativo de 36.886 casos de VIH/Sida. Relativamente ao acesso aos medicamentos, de 2004 a Dezembro de 2007, 12.717 pessoas recebem tratamento com anti-retrovirais, dos quais 842 crianças.
(AngolaPress – 15.07.2008 )

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