Algumas administrações de hospitais estão a evitar a prescrição de fármacos mais recentes e caros para tratamento do VIH/sida, uma situação que tem merecido críticas por parte da classe médica.
Os clínicos sublinham que esta medida não faz qualquer sentido, sobretudo, porque não há medicamentos alternativos, sublinha Teresa Branco, especialista em VIH/sida.
Em declarações à Lusa, Teresa Branco não adiantou quais os hospitais que estarão a levar a cabo estas medidas, embora garanta que a decisão não esteja a ser bem vista pelos médicos, que estão obrigados a justificar a prescrição dos fármacos e mostrar que não há outras opções.
A médica salienta que a situação acabará por se tornar insustentável, dado que «nenhum médico pode aceitar que não seja prescrito um fármaco eficaz que um doente necessite quando não há outra opção».
Por seu lado, o presidente Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Pedro Lopes, justificou a medida, salientando que tal apenas será possível quando exista uma «panóplia de medicamentos» e «estudos económicos» que referem as melhores opções.
Pedro Lopes adianta, no entanto, que, sempre que tal não se justifique, os médicos não terão outra opção senão passar mesmo outro medicamento mais caro.
O presidente da associação garante que não acredita que a não dispensa de medicamentos prescritos pelos médicos «aconteça de uma forma generalizada».
(Fábrica de Conteúdos – 26.06.2008 )
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