Santa Sé espera mais avanços no combate à SIDA

17 06 2008

A Santa Sé considera que, apesar dos progressos feitos no combate à SIDA, ainda há “ainda muito a ser feito”. A posição foi tomada pelo observador permanente nas Nações Unidas, D. Celestino Migliore, na reunião de alto nível realizada na sede da organização internacional, em Nova Iorque, durante a 62ª sessão da Assembleia-Geral da ONU sobre o tema do HIV.

 

O Arcebispo italiano falou, em particular, da necessidade de promover um maior acesso, a baixos custos, aos medicamentos anti-retrovirais, a testes fiáveis, à prevenção da transmissão da doença da mãe ao filho e às técnicas de diagnóstico.

 

D. Migliore ressaltou que um grande número de vítimas da SIDA se deve, na realidade, a patologias como a tuberculose e a malária. Doenças que “infelizmente não fazem notícia” e que não merecem o financiamento adequado para o seu combate.

 

Segundo este responsável, um maior compromisso da comunidade internacional em fornecer alimento e assistência sanitária de base às populações pobres poderia gradualmente “reduzir a disparidade entre aquilo que é possível e aquilo que é necessário”.

 

Por fim, D. Migliore recordou o compromisso da Santa Sé no combate à SIDA, frisando que através das suas instituições, a Igreja Católica auxilia 4 milhões de pessoas no mundo, independentemente da raça, da nacionalidade e do credo, alcançando as populações mais marginalizadas nos lugares mais isolados do planeta. Um terço dos tratamentos oferecidos é gratuito.

(Agência Ecclesia| 16/06/2008 )





Ativistas comentam polêmica sobre epidemia entre heterossexuais lançada pela OMS : é benéfica acredita Mário Scheffer. Presta um desserviço, diz José Araújo. Veriano Terto considera a abordagem complicada

17 06 2008

Apesar de ser incontestável a epidemia de Aids também entre heterossexuais, a polêmica declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a infecção de HIV no mundo pode ser benéfica para levantar debates sobre prevenção em grupos vulneráveis. A opinião é do ativista Mário Scheffer, do Grupo Pela Vidda de São Paulo. Em entrevista ao jornal britânico The Independent, o epidemiologista Kevin de Cock, chefe do departamento de combate à Aids da Organização Mundial da Saúde (OMS), afirmou nesta última semana que não deve haver uma epidemia de HIV entre a população heterossexual fora da África. No mesmo dia, seu antecessor, James Chin, afirmou que a OMS tem “sistematicamente exagerado” as projeções da epidemia entre os heterossexuais. Nesta semana, a fala foi reiterada pela epidemiologista americana Elizabeth Pisani na revista Época (saiba mais). Ela, no entanto, disse que o Brasil é uma exceção mundial. José Araújo Lima, coordenador da AFXB, considera a polêmica “um desserviço”.

 

“Quando surgem esses tipos de declarações como essa de grupos vulneráveis, que alivia os heterossexuais, pergunto qual é o interesse nisso. Quem está por trás disso? Devemos abandonar a camisinha mesmo? A África está fadada ao fracasso?”, indagou o presidente da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), Veriano Terto. “A Aids não tem fronteiras tão rígidas. Ninguém é heterossexual, usuário de drogas ou homossexual o tempo inteiro e acho que essa polêmica é muito complicada”, ressaltou.

 

Para o ativista Mário Scheffer, no entanto, a discussão ainda pode ser benéfica. “Os grupos vulneráveis são afetados também pela epidemia no Brasil. Temos epidemia heterossexual, mas os grupos vulneráveis merecem atenção, assim como em outros lugares. Isso pode levantar um debate”, disse. “No caso dos homossexuais, essa população passou a ficar em segundo plano, sendo que a possibilidade de infecção é 11 vezes maior do que numa relação heterossexual”, argumentou.

 

Na revista Época dessa semana, a epidemiologista Elizabeth Pisani disse que o Brasil é uma exceção mundial. Aqui, ela acredita, misturam-se padrões de comportamento sexual parecidos com os da África com atitudes de risco típicas de outras partes do mundo ocidental. O resultado, diz ela, é um padrão de epidemia intermediário entre a África e o resto do mundo. “Se o governo brasileiro não agisse de forma tão eficiente na prevenção, o Brasil poderia ter um cenário de Aids como o da África”, diz ela.

 

Comportamento sexual de tipo africano significa que as pessoas – homens e mulheres – mantêm simultaneamente vários parceiros sexuais.

 

“Discordo. O Brasil não é exceção, ela não conhece a questão no mundo. A OMS já voltou atrás [sobre a polêmica] e atitudes como essa deixam as pessoas mais vulneráveis”, disse José Araújo. Para ele, a OMS precisa rever suas declarações e não retratar a situação de forma superficial quando decidem esclarecer os fatos. “A polêmica vem contra uma luta de vários anos para evitar essa epidemia. Isso é um desserviço que ela está fazendo”, opinou o ativista.

 

 

(Rodrigo Vasconcellos/Agência de Notícias da AIDS – 14.06.2008 ) 





Moçambique realiza primeira conferência nacional da sociedade civil sobre o hiv/Aids. Ativista amós sibambo, diz que “sente a ausência” do governo no evento

17 06 2008

Além da primeira ministra que abriu oficialmente o evento,todos ouviram as palavras da Secretária Executiva Nacional do Conselho Nacional de Combate ao HIV/SIDA, Joana Mangueira que, no mesmo sentido de Diogo, destacou as ações positivas que o governo tem feito para diminuir o crescimento do vírus que causa a AIDS no país.Participaram ainda da mesa oficial de abertura a presidente do conselho de direção da MONASO, a Rede Moçambicana de Organizações Contra a Sida, Alice Ripanga e a primeira dama Maria da Luz Guebuza. Entre olhares atentos,por vezes surpresos de ativistas que ocupavam os stands, os vários jornalistas presentes ao evento e rodeadas de seguranças, as autoridades visitaram por mais de uma hora os expositores com trabalhos de ativistas de ongs que vieram de distantes províncias mostrar as ações que são desenvolvidas pelas comunidades e pessoas afetadas pelo vírus.

As mesas se alternam com temas como: O HIV & SIDA e Direitos Humanos. Gênero, Estigma e Discriminação. Os Direitos Humanos no Contexto do HIV & SIDA. Como reduzir o Estigma e a Discriminação. Gênero: Igualdade ou Desigualdade face ao HIV/AIDS na Comunidade. A Legislação Vigente, a lei do trabalho, sindicatos e a proteção das pessoas que vivem com o vírus. O HIV e SIDA e a pessoa portadora de deficiência.

Os dados trazem a dimensão do que significa enfrentar o crescimento do vírus por aqui: Moçambique é um lugar pobre, muito pobre. O salário mínimo gira em torno de 55 doláres. O país tem o tamanho dos estados do Maranhão, Ceará e Goiás juntos. Seus 20 milhões de habitantes, dos quais 1,5 milhão infectados pelo HIV, contam com 72 mil curandeiros e 500 médicos para cuidar de sua saúde. Setenta por cento da população vive em zonas rurais. A população relata que práticas regionais como o “lobolo”, a família vender a mulher para seu pretentende, a “pitaculfa” que estabelece o direito do homem, no caso cunhado de uma mulher praticar sexo com ela, como rito de passagem por ocasião da morte de seu irmão ou mesmo o “sexo seco”, quando mulheres utilizam-se de plantas medicinais que ajudam a secar os líquidos que lubrificam a vagina e, pelas tradições locais, dão mais prazer para o homem durante o ato sexual, persistem ao longo de anos e décadas.  Várias agências financiadoras e milhões de dólares entram no país anualmente, no entanto, o assustador número de 500 novas infecções por dia seguem acontecendo por aqui: infelizmente nem a ajuda internacional, tampouco as ações do governo e dos ativistas moçambicanos tem sido suficientes, até agora,para reverter a tendência de crescimento da epidemia.

Ouvido pela Agência Aids, Amós Sibambo, da RENSIDA – Rede Nacional de ONGS que reúne as organizações de pessoas vivendo com o vírus, considerou “muito positivo” o fato de estar acontecendo em Maputo a primeira conferência, mas cobrou a participação e presença constante do governo no evento. ‘‘Eu sinto a ausência do governo. Fazemos muitas perguntas e os representantes não estão aqui para responder e nem para tomar nota”.

 

EXPOSIÇÃO “AS NOTÍCIAS QUE FIZERAM A HISTÓRIA DA SIDA EM MOÇAMBIQUE E NO BRASIL” PODE SER VISITADA DURANTE O EVENTO

Montada para marcar a passagem do Primeiro de Dezambro, Dia Mundial de Combate à Aids no Centro de Estudos Brasileiros, ano passado em Maputo, a exposição “AS NOTÍCIAS QUE FIZERAM A HISTÓRIA DA SIDA EM MOÇAMBIQUE E NO BRASIL” tem a mesma edição exposta no Centro Joaquim Chissano. Trata-se de um compacto das dezesseis principais notícias que retratam a história da doença nos dois países.O jornalista Lucas Buonanno foi o responsável pela pesquisa das notícias moçambicanas e, no Brasil, o trabalho foi feito pela jornalista Jeanne de Castro. Originalmente a exposição teve início apenas com notícias brasileiras e foi aberta à visitação em dezembro de 2005 no Conjunto Nacional. A dinâmica de trabalho e os resultados da Agência Aids serão apresentados durante a mesa “Questões sobre a Comunicação”.

De Moçambique, Roseli Tardelli

A jornalista Roseli Tardelli está em Moçambique à convite do ONUSIDA e UNICEF daquele pais, onde acompanha a conferência. A viagem foi feita com o apoio do UNAIDS Brasil e CICT.

(Agência de Notícias da AIDS – 16.06.2008 )





Tatuagem e piercing podem transmitir doenças

17 06 2008

Já se foi o tempo em que tatuagem significava uma filosofia de vida ou uma demonstração de rebeldia. Hoje, na maioria dos casos, ela é apenas uma opção de estilo: a pessoa adota uma tatuagem com escolhe corte de cabelo.

Os cuidados, porém, são os mesmos de antigamente. O risco de contrair doença sérias ou mesmo enfrentar contratempos é significativo.

“Ao fazer uma tatuagem, a pessoa deve ter certeza do que quer, porque removê-la depois é difícil”, alerta o dermatologista Valter Claudino, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André (ABC). “Além disso”, ressalta o médico, “há o risco de se contrair doenças”, como hepatite C e Aids.

Por isso, o primeiro passo é escolher um profissional sério, habilitado, que tenha o máximo cuidado com a higiene.

Quanto ao local do corpo, não há nenhuma região mais segura. A cicatrização em mucosas, em geral, é mais fácil e não deixa marcas. Mas o risco de infecções se mantém. Outra dica é escolher regiões do corpo onde haja bastante pele, para que não seja necessário um enxerto caso a pessoa decida retirar a tatuagem.

O tipo de tatuagem conta. Quanto menor e menos colorida, menor é o risco de infecção e mais fácil a remoção.

Um dos riscos é o de reação alérgica à tinta. Isso pode exigir tratamento contínuo. Também pode surgir uma quelóide –espécie de cicatrização irregular que deixa a tatuagem em alto relevo e precisa ser tratada. Para retirar a quelóide pode ser preciso até intervenção cirúrgica.

Remover a tatuagem é complicado. “A pele sempre vai ficar mais clara naquela região porque é removida a epiderme, camada da pele onde estão os melanócitos, que dão cor à pele”, diz Claudino. A pele fica diferente mesmo com bronzeamento.

Os especialistas recomendam que os pais só permitam tatuagem quando os filhos tiverem mais de 18 anos. “É bom conversar para ver se a tatuagem não é uma forma de suprir a necessidade de auto-afirmação. Nesse caso, uma marca na pele não vai resolver”, afirma Claudino.

O piercing é outro adereço cada vez mais comum, especialmente entre jovens, e exige os mesmos cuidados da tatuagem. Muita gente opta por usar essas peças na língua ou até mesmo nos genitais, o que torna a situação ainda mais arriscada, segundo Claudino.

“Quem usa piercing na língua, além de correr maior risco de infectar a boca, pode até fraturar um dente, pelo contato constante com a peça”, afirma o médico.

(Equilibrio/Folha Online – 16.06.2008 )





E a camisinha? (Sexo & Saúde)

17 06 2008

1 “Conheci uma garota na balada, fomos para a casa dela e transamos. A primeira foi com CAMISINHA, mas a segunda foi sem. Ejaculei fora e queria saber se há risco de gravidez. Ela disse que não está tomando remédio!”

 2 “Tenho 22, namoro há dois anos e, por questões pessoais, quero casar virgem. Mas, há alguns dias, tentamos fazer sexo e não sei exatamente se ele me penetrou. Estou preocupada porque não usamos CAMISINHA.”

DUAS PERGUNTAS que mostram como o pessoal ainda se atrapalha no momento de se proteger durante o sexo. O primeiro casal, que tinha acabado de se conhecer, transou duas vezes na mesma noite. Na primeira vez, usou CAMISINHA, na segunda, não! E por que isso aconteceu? Será que ele só tinha uma CAMISINHA na carteira? Será que ele teve mais dificuldade de ter uma segunda ereção e achou que a CAMISINHA ia atrapalhar ainda mais? Será que eles tinham a informação equivocada de que ejacular fora não traria risco de gravidez?

Qualquer que seja o motivo, o casal vacilou! Existe, sim, risco de gravidez em uma relação sexual sem proteção, mesmo que a ejaculação aconteça fora, já que espermatozóides podem estar no líquido lubrificante que sai do pênis antes da ejaculação. Em uma segunda transa na mesma noite esse risco é maior, já que resquícios da primeira ejaculação podem estar ainda no pênis.

Se a garota não estava usando PÍLULA, é aconselhável que ela procure um ginecologista para checar o que pode ter acontecido. Outra questão importante é a prevenção contras as doenças transmitidas pelo sexo (DSTS). Onde é que fica a proteção em um momento como esse? Não poderia nem deveria ter faltado CAMISINHA!

O segundo casal está no outro extremo (namora há dois anos), mas vacila de forma muito semelhante ao primeiro. Acaba rolando um momento mais íntimo (com uma possível penetração), sem qualquer tipo de proteção. E por quê? Será que garota nunca pensou que isso ia acontecer, já que ela pretendia se casar virgem? Será que o garoto nunca imaginou que a CAMISINHA deveria estar por perto? Será que, no momento do tesão, aquilo que a gente pensa e acredita vai para o espaço?

Aqui também, seja lá qual for o motivo, é importante perceber que, mesmo quem tem convicção de que não quer fazer sexo, muitas vezes, no calor do momento, pode deixar suas certezas de lado e mudar o rumo da história. Por isso, é fundamental que, mesmo quem acredita em abstinência sexual, aprenda a se proteger! Sem CAMISINHA há risco, sim, de gravidez, de DSTS e de AIDS, em qualquer tipo de casal, certo?

(Jairo Bouer – jbouer@uol.com.br/ Folha de São Paulo – 16.06.2008 )





Jovens residentes na Europa discutem VIH/sida em Bucareste

17 06 2008

Cerca de 27 jovens residentes  na União Europeia irão participar no próximo dia 26 a 29 de Junho na Roménia, num seminário intitulado “Jovens e VIH/sida”.

O objectivo do evento é a de promover,  trocar boas praticas e capacitar os jovens activistas na área da prevenção do vih/sida na Europa.

O seminário é organizado pela ONG Romena ARAS, uma associação que luta na área do vih/sida na Roménia há 16 anos.

Este seminário está integrado no projecto integração e estrutura da acção face à sida, financiado pela Comissão Europeia.

Durante o evento  será disponibilizada toda informação diariamente no blogue do CRIAS, através de Dynka Amorim que deslocar-se-á ao referido seminário em representação da Cidadãos do Mundo/Bué Fixe.

Dynka Amorim – 17.06.2008 )