ÁFRICA DO SUL: Salvar vidas nem sempre é fácil

5 06 2008

Ser enfermeira no Sizwe Hospital, especializado em tratamento de pacientes infectados com tipos de tuberculose (TB) resistentes a medicamentos, requer frieza e uma natureza disposta a perdoar.

Cecelia Mngomezulu, a enfermeira-chefe do hospital, já sofreu abuso verbal, já tomou cusparadas, já foi atacada e já foi feita refém durante os dois anos em que trabalhou lá.

“Às vezes fico aborrecida com eles, mas algo me alerta que no final das contas essa pessoa está projectando, então, coloco-me no lugar deles e vejo-me voltando para ajudar”, diz ela.

O hospital, situado num complexo da era colonial em crescimento, num bairro tranquilo de Johannesburg, é o único centro de referência na província de Gauteng para tratamento de TB resistente a multidroga (MDR), ou seja, que apresenta resistência aos medicamentos de primeira linha e pode levar até dois anos de tratamento.

Os pacientes com TB extensivamente resistente a drogas (XDR), que é resistente à maior parte dos medicamentos de segunda linha e pode levar mais tempo de tratamento, também são trazidos a esse hospital.

A TB resistente a medicamentos, representa uma ameaça especialmente séria à saúde pública num país como a África do Sul, onde quase uma em cada cinco pessoas é infectada por HIV. Os seropositivos são 50 vezes mais susceptíveis a contrair TB.

Política de isolamento

A política do departamento de saúde da África do Sul é tratar todos os pacientes de MDR-TB em unidades especiais isoladas, tais como Sizwe, até que não apresentem mais risco de contaminação.

O período mínimo que os pacientes devem passar longe de suas famílias, trabalhos e lares é de seis meses, mas alguns estão no Sizwe já há dois anos. Familiares são autorizados a visitar, e há jogos, salas de televisão e outras actividades para evitar o tédio e a depressão, mas as frustrações ainda são frequentemente descontadas nos funcionários.

“Eles tentam fazer-nos sentir culpados, como se os estivéssemos encarcerando contra a vontade deles”, afirmou Mngomezulu. “Eles dirão, ‘Você pode ir para casa e ver seus filhos, e eu? Você não tem sentimentos?` No entanto, estamos pensando justamente em suas famílias, que podem ser infectadas se eles forem liberados”.

O grau de rigidez com que instituições como Sizwe mantêm seus pacientes contra sua vontade é incerto. Segundo a directora executiva Rianna Louw, os pacientes são atendidos nas clínicas locais e assinam um formulário de consentimento antes de serem admitidos.

“Há problemas relacionados a isso, porque alguns pacientes dirão que não foram devidamente informados e que não sabiam que iriam permanecer internados por tanto tempo”, informou. “É uma internação voluntária no sentido de que não estamos trazendo os pacientes à força com ajuda da polícia, mas nos termos da política, todos os pacientes de MDR devem ser internados – é uma doença infecciosa.”

''Eles tentam fazer-nos sentir culpados, como se os estivéssemos encarcerando contra a vontade deles.''

Na semana passada, vários pacientes do Sizwe tiveram que ser temporariamente transferidos para um hospital em Pretória após tornarem-se agressivos. Um jornal local, The Star, registou que os pacientes descontentes estão dizendo que o hospital “quebrou promessas demais”.

Louw atribui tais incidentes às expectativas pouco realistas dos pacientes sobre a extensão de sua estadia no hospital.

“Eu acredito que haja a expectativa de que eles só vão permanecer aqui por seis meses, mas isso é o mínimo, na realidade. A política é que nós os liberemos quando eles obtiverem resultado negativo”, o que significa que não transmitem mais a doença.

Xavier Padanilam, director médico do hospital, explicou que um paciente deve obter resultado negativo em dois exames de cultura antes de ser considerado não-infeccioso. Só então ele pode ser autorizado a completar o tratamento como paciente externo.

Um exame de cultura leva até oito semanas para produzir resultados, portanto, o paciente deve ser não-infeccioso por até quatro meses antes de ser autorizado a voltar para casa.

Desafio para contratar novos funcionários

A experiência de Mngomezulu como refém aconteceu no começo deste ano.

“Eles tinham cacetetes, barras de ferro e tijolos que eles pegaram em algum lugar, e diziam ‘Você não vai para casa.’ Seguraram-me das quatro [da tarde] até a polícia chegar às sete”, recordou. “Por incrível que pareça eu não estava assustada. Eles procuram intimidar bastante.”

A maioria dos funcionários já sofreu abuso verbal ou até mesmo físico dos pacientes, disse Louw.

“Os pacientes quase sempre respeitam os profissionais, mas às vezes acontece que esse respeito desaparece em função da raiva e frustração”, disse ela, acrescentando que tais sentimentos frequentemente surgem por eles não poderem estar com suas famílias em casa.

O hospital tem um quadro geral de sete médicos, mas cerca de 20 por cento das vagas de enfermagem profissional estão em aberto, apesar da mesada especial que o departamento de saúde da província ofereceu recentemente como incentivo para trabalhar lá.

“É um desafio grande recrutar novos funcionários”, disse Mngomezulu. “Saber que se trata de um hospital de MDR causa medo do desconhecido. Para nós que já estamos aqui não há problema, porque sabemos com o que estamos lidando.”


Photo: Siegfried/IRIN
Relação médico-paciente nem sempre fácil em hospital de TB

Todos os funcionários usam máscaras protectoras e têm acesso a uma clínica de bem-estar aberta diariamente para os empregados.

“Em termos de educação dos funcionários, eles sabem que se forem seropositivos têm maior chance de contrair TB”, afirmou Louw. “Em função da confidencialidade, não podemos excluir pessoas portadoras de HIV de trabalhar aqui, mas nós as encorajamos a fazer o exame e a nos informar”.

As enfermeiras ocasionalmente contraem TB apesar da precaução, mas nenhuma delas tem MDR-TB.

Mngomezulu teve TB antes de vir para Sizwe, mas não foi desencorajada pelo risco de contrair a doença novamente.

“Vir para cá foi um jeito de ser um exemplo, de mostrar que você pode se curar se cumprir com o tratamento”, disse ela. “Por ter sofrido, eu sei como é ter os suores noturnos e a dor no peito e ter que lembrar de tomar os comprimidos”.
(PlusNews – 05.06.2008 )





Sida: Tese inédita defende segredo médico para garantir que seropositivos em Portugal não sejam discriminados

5 06 2008

A discriminação dos seropositivos é uma realidade em Portugal que ameaça de morte social estes doentes, pelo que o segredo médico deve permanecer como garantia para estes não serem discriminados, defendeu uma especialista na primeira tese de doutoramento sobre este tema.

A tese sobre “O segredo médico como garantia de não discriminação. Estudo de caso HIV/SIDA” é da autoria de Maria do Céu Rueff Negrão, professora em Direito que, no ano passado, deu um parecer sobre o caso do cirurgião seropositivo que exercia funções num hospital público português, solicitado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida.

Um outro caso registado igualmente no ano passado lançou a polémica, quando o Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao hotel que despediu um cozinheiro portador do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).

Na sua tese sobre “O segredo médico como garantia de não discriminação. Estudo de caso HIV/SIDA”, Maria do Céu Rueff Negrão lembra que a infecção pelo VIH é “uma condição necessária mas não suficiente de transmissão da doença, a qual só acontecerá em face de comportamentos não seguros, envolvendo portadores de vírus”.

Neste sentido, lembra a especialista o que já é cientificamente provado há anos, embora nem sempre devidamente assimilado e, talvez por isso, motivo de actos discriminatórios: “Não há grupos de risco, mas sim comportamentos de risco”.

Em entrevista à Lusa, Maria do Céu Rueff Negrão assegurou que os portadores do VIH são discriminados em Portugal, uma certeza que adquiriu após o contacto com doentes, que manteve para a elaboração do seu trabalho.

A professora de Direito classifica os doentes portugueses como “extremamente conscientes das suas responsabilidades”.

A especialista defende que sejam criados mecanismos e meios de protecção da confidencialidade, nomeadamente ao nível do sistema de saúde.

Isto porque, na sua opinião, se a discriminação existir e disso os doentes tiverem consciência, estes fugirão do sistema de saúde, permitindo à infecção crescer sem limites.

Se cabe ao doente escolher se revela ou não que está infectado aos familiares, amigos, colegas ou simples conhecidos, o mesmo não acontece com o médico que o assiste e acompanha na doença.

Por esta razão, é tão especial a relação médico-doente com VIH. Para Maria do Céu Rueff, o médico deve conduzir o doente a uma atitude responsável, a qual passa por avisar os parceiros da sua doença.

Na sua tese, a professora de direito afirma que “o doente confia a sua verdade ao médico porque acredita que isso é fundamental para o diagnóstico da sua doença”.

“Trair essa confiança e utilizar tal verdade para outros fins, revelando-a, sem o consentimento do próprio doente, é trair a base em que assenta a própria relação médica”, lê-se no documento.

De acordo com a tese, “o médico tem o poder de avisar o parceiro sexual do portador do vírus da sida, caso este o não queira fazer nem encete prática sexual segura ou protegida, quando é médico de ambos os membros do casal”.

Contudo, “o médico não tem um dever jurídico de avisar em todas as situações”.

“A sua actuação no sentido da violação de segredo profissional pode vir a considerar-se a coberto de uma causa de justificação penal. Mas não se pode generalizar dizendo existir da parte dos médicos um dever jurídico de avisar os parceiros sexuais dos seropositivos, mesmo quando o médico presta serviço a ambos os membros do casal, porque, ainda aí, há, primeiro, que permitir ao portador do vírus que o faça”.

A especialista recorda como a lepra e a peste tiveram inicialmente – tal como a sida – uma grande quantidade de explicações, “enquanto não foi descoberto o respectivo agente causador, bem como a extensão de medidas tomadas para lhes fazer frente”.

“O que a pandemia do VIH/Sida tem de diferente é a circunstância de se espalhar numa altura em que o conceito de direitos humanos está bem presente e quando já não é “politicamente” possível decidir pela simples exclusão das pessoas infectadas, como aconteceu historicamente com outras epidemias”, conclui.

(Lusa – 04.06.2008)





Sida: Até no casamento o preservativo é obrigatório – especialista

5 06 2008

O médico especialista em VIH/sida Eugénio Teófilo defende que o uso do preservativo também é obrigatório no casamento, para inverter o aumento de casos de mulheres infectadas pelos maridos. Uma sugestão que os sexólogos consideram irrealista.

“Temos actualmente um grupo dramático: as mulheres casadas. Defendo que todas as mulheres casadas devem usar sempre o preservativo com os maridos”, declarou, em entrevista à agência Lusa, o médico do Hospital dos Capuchos.

Na prática clínica de Eugénio Teófilo surgem cada vez mais mulheres infectadas pelos maridos, sem que elas tenham tido qualquer comportamento de risco. É-lhes transmitido o vírus porque os maridos tiveram relações sexuais desprotegidas com outras pessoas.

Consciente de que o uso do preservativo nestes casos “mexe muito com a instituição pesada que é o casamento”, o especialista sublinha contudo que a relação de confiança habitual entre cônjuges não é suficiente para prevenir a transmissão da doença.

“Há muitas mulheres em que o veículo de transmissão é o marido, nalguns casos em casamentos de muitos anos. Temos de perceber como conseguimos atingir este grupo em termos de prevenção, mas isso mexe muito com a nossa estrutura social”, comenta.

Para o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz não é realista esperar que o uso do preservativo no casamento venha a acontecer e a generalizar-se.

“A resistência ao preservativo é infelizmente a regra, mesmo em situações reconhecidas como de risco, imagine no casamento, em teoria monogâmico, com os respectivos passados a serem decretados seguros”, comentou à Lusa.

Apesar de compreender o desejo e apelo do médico Eugénio Teófilo, o sexólogo lembra ainda que “muitas mulheres vivem em relações assimétricas de poder”, o que as impede de “impor essa prática”.

“Do parceiro que teve um comportamento de risco não se pode esperar muito, pois a sugestão de uso do preservativo equivaleria a uma confissão da `escorregadela` [traição]“, acrescenta.

No entanto, para Júlio Machado Vaz o uso do preservativo no casamento pode não interferir em nada na qualidade das relações sexuais: “As consequências do uso do preservativo dependem da atitude de ambos perante o método – da completa normalidade à “certeza” de perda de prazer”.

Também a sexólogo Marta Crawford considera que passar de uma situação em que não se usa preservativo nem nos momentos de maior risco para o uso generalizado no casamento é “um passo muito grande e quase impossível de concretizar”.

A especialista lembrou os dados de um estudo divulgado há um mês pelo Instituto de Ciências Sociais, que mostrou que mais de metade dos portugueses não usa preservativo na primeira relação sexual com o parceiro recente.

“Tendo em conta este estudo parece-me que é muito difícil dar este passo”, disse à Lusa.

A questão mais complicada de ultrapassar para introduzir o preservativo no casamento é, na sua opinião, a questão da confiança: “passar a usar o preservativo numa relação estável já constituída vai fazer surgir o tema da desconfiança”.

Mas Marta Crawford lamenta que em Portugal haja a imagem de que o “preservativo é só para usar com alguém que não se conhece” e diz que para alterar esta situação é necessário fazer passar a mensagem de que o “amor e a paixão não são suficientemente fortes para prevenir infecções”.

(RTP – 04.06.2008 )





ExxonMobil Recebe o Prêmio 2008 pela Luta Contra a Malária da Global Business Coalition, a Coalisão Global de Empresas

5 06 2008

A Exxon Mobil Corporation (NYSE:XOM) foi agraciada com o Prêmio 2008 pela Luta Contra a Malária pela Global Business Coalition para o combate ao HIV/AIDS, Tuberculose e Malária em reconhecimento da Iniciativa de Saúde da África da empresa e seu papel na luta contra a malária.

As perspectivas para vencer a luta contra as epidemias globais são mais fortes agora do que antes, disse o Embaixador Richard Holbrooke, presidente e CEO da Global Business Coalition no combate ao HIV/AIDS, Tuberculose e Malária, um grupo de mais de 220 empresas que alavancam o alcance e as capacidades do setor privado para manter as epidemias na agenda global.

A ação das empresas tem como objetivo fazer uma diferença crítica e a ExxonMobil está mostrando ao mundo o que as intervenções estratégicas do setor privado contra a malária podem alcançar. Precisamos que muitos, muitos mais façam suas contribuições.

A ExxonMobil é uma das nove empresas a serem agraciadas em um evento em New York no dia 10 de junho, que terá a presença do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; Dr. Peter Piot, diretor-executivo da UNAIDS; presidente Jorge Sampaio, Enviado Especial das Nações Unidas para a Tuberculose; Ray Chambers, enviado especial das Nações Unidas para a malária; Michel Kazatchkine, diretor-executivo do Fundo Global no Combate à AIDS, Tuberculose e Malária e muitos outros.

Rex Tillerson, presidente e CEO da Exxon Mobil Corporation, disse que ele estava orgulhoso pelo reconhecimento da Global Business Coalition, mas igualmente orgulhoso em relação à diferença que os esforços da empresa estão fazendo na luta contra a malária.

Em oito anos desde que lançamos a African Health Initiative (Iniciativa para a Saúde na África) a visão do mundo em relação à malária mudou, disse Tillerson. Entendemos por meio de nossos funcionários na África qual é o impacto da malária na vida das pessoas e no desenvolvimento econômico das comunidades. Estamos comprometidos em vencer a luta contra a malária.

O Prêmio 2008 pela Luta Contra a Malária será aceito em nome da ExxonMobil pelo Dr. Steven Phillips, diretor-clínico da ExxonMobil para os assuntos e projetos globais. O Dr. Phillips faz parte do comitê Malaria No More (Malária Nunca Mais), uma organização sem fins lucrativos com a missão de eliminar as mortes devido à malaria e Roll Back Malaria, uma parceria lançada em 1998 pela Organização Mundial da Saúde, Fundação das Nações Unidas para as Crianças, O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas e o Banco Mundial.

A ExxonMobil é a maior doadora corporativa não farmacêutica para os esforços de pesquisa e desenvolvimento da erradicação da malária e contribuiu com mais de 130 milhões de dólares para as organizações engajadas em projetos de desenvolvimento social e comunitários importantes na África, que inclui 50 milhões de dólares para a luta no combate à malária através da Iniciativa para a Saúde na África da empresa.

A iniciativa foi estabelecida em 2000 para apoiar a declaração de Abuja para reduzir a malária na África e seu objetivo em reduzir à metade as mortes devido à malária até 2010. Desde então, a ExxonMobil desenvolveu parcerias público-privadas em campo para lutar contra a malária a nível das comunidades, progressos no tratamento e pesquisa de vacinas e na melhoria da conscientização e do apoio internacional.

De acordo com a Iniciativa Roll Back Malaria, a malária é uma doença que apresenta risco de morte causada por um parasita e transmitida aos humanos pela picada do mosquito. Com uma taxa entre 1 milhão e 3 milhões de mortes anualmente e 3.000 crianças mortas diariamente, ela permanece uma das infecções líderes mundiais em mortes. A maioria das suas vítimas são crianças com menos de 5 anos de idade e mulheres grávidas.

(BUSINESS WIRE - 05.06.2008 )





Parteiras no Cunene sensibilizadas para seguimento à mulher grávida

5 06 2008

Um projecto conjunto entre os Programas de Saúde Reprodutiva e de HIV/SIDA com intuito de formar e actualizar as parteiras e outros técnicos de várias unidades sanitárias em termos de realização de partos e seguimento à mulher em idade fértil está a ser elaborado este ano na provincia do Cunene.
O objectivo visa garantir o acompanhamento seguro à grávida e em trabalho de parto.Esta foi uma das recomendações saídas do sexto Conselho Consultivo Alargado da direcção provincial da Saúde do Cunene, terminado no dia 28 deste mês, em Ondjiva. O encontro recomendou ainda a criação de condições para a instalação de aparelhos CD4, água corrente, energia eléctrica e aparelhos de hemograma nos hospitais seleccionados.
Os participantes encontraram consensos relativamente à construção de uma escola de formação média da Saúde, em Ondjiva, bem como a alteração das estruturas físicas dos hospitais dos municípios de Ombadja e Kuroca , para corresponderem aos actuais níveis exigidos.
De acordo com os participantes, o sistema de fornecimentos de dados estatísticos das unidades de base é ainda débil, o que impossibilita a tomada de decisão por parte da direcção provincial de Saúde ao nível central.
Num total de 42 pessoas, entre directores gerais de hospitais, administradores, responsáveis dos hospitais de todos municípios e chefes de secções de serviços sociais, centralizou-se para balancear o grau de cumprimento das decisões saídas no último encontro e perspectivar as novas linhas de actuação para o presente ano.
Os trabalhos foram orientados pelo director provincial da Saúde, Eduardo Rodrigues Hayumba. No encerramento, ele afirmou que só é possível trabalhar em matéria de saúde em parceria com as organizações internacionais e nacionais, intervenção das administrações e líderes tradicionais locais para uma solução comum.
Para ele, o executivo local deve trabalhar na melhoria das condições das infra-estruturas sanitárias e formação de quadros para o sector da saúde na província.
Na sessão de abertura, o governador provincial em exercício, Jerónimo Haleinge, pediu ao conselho para reflectir sobre os aspectos ligados à investigação epidemiológica, visando a eliminação dos males que agravam as populações, vigilância sanitária nos centros e estabelecimentos populacionais.
(Jornal de Angola – 05.06.2008 )





VIH: Profilaxia prolongada pode reduzir infecção de crianças amamentadas

5 06 2008

Washington, 05 Jun (Lusa) – Uma profilaxia anti-retroviral prolongada reduz o risco de infecção por HIV, responsável pela Sida, nas crianças africanas alimentadas pelas mães seropositivas, segundo um estudo clínico efectuado no Malaui, e cujos resultados foram publicados quarta-feira.

Em todos os países pobres, os recém-nascidos de uma mãe infectada pelo HIV recebem uma simples dose de nevirapina (NVP) e de zidovudina (ZDV) durante uma semana, dois anti-retrovirais, para impedir a transmissão do HIV.

Os resultados do ensaio clínico, efectuado por investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins e da Escola de Medicina da Universidade do Malaui, mostram que o facto de prolongar esta profilaxia pode reduzir claramente o risco de transmissão de HIV da mãe para o filho, afirmam os autores destes trabalhos, que surgem na edição on-line do New England Journal of Medicine.

O ensaio clínico do Malaui abrangeu 3.016 crianças filhas de mães seropositivas.

As crianças e as mães foram seguidas ao longo de dois anos, tendo todos os recém-nascidos recebido os cuidado profilácticos padronizados, ou seja, uma simples dose de nevirapina e um tratamento de uma semana de zidovudina.

Uma parte destas crianças foi depois tratada durante 14 semanas com nevirapina, enquanto que um outro grupo recebeu durante o mesmo período uma combinação dos dois anti-retrovirais.

Durante toda a duração do ensaio clínico e do seu seguimento, as crianças que beneficiaram de uma profilaxia prolongada obtiveram taxas de infecção por HIV cerca de duas vezes mais baixas do que as crianças que apenas receberam o tratamento padronizado.

(Lusa – 05.06.2008 )





Argélia: Recenseados 600 pacientes com SIDA

5 06 2008

A Argélia contava até 30 de Junho do ano transacto 600 pacientes de SIDA e mil e 591 seropositivos, anunciou hoje a Pana que cita o ministro da Saúde e População, Mourad Redjimi, durante uma uma conferência de imprensa em Argel.

Cada ano, 40 novos casos são assinalados, disse , indicando ainda que no dominio de infecção continua a ser bastante fraca na Argélia, os responsáveis do sector da saúde continuam a ser vigilantes, sabendo que os casos contados excedem a realidade.

Enquanto que a maior parte dos casos é registada nas regiões transfronteiriças do sul, as operações de despistagem continuam a ser difíceis nas zonas desérticas, nomeadamente devido às reservas imigrantes clandestinas que preferem viver escondidas.

(AngolaPress – 05.06.2008 )