Um projecto de pesquisa e levantamento de dados sobre crianças vulneráveis iniciado em Julho de 2007, identificou a existência de 19 mil 888 crianças carentes e órfãos, nos municípios de Ombadja, Kwanhama e Namacunde, província do Cunene.
O projecto que está a ser desenvolvido pela direcção provincial da Assistência e Reinserção Social em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), tem como objectivo a identificação de crianças vulneráveis e suas famílias.
O programa tem ainda o objectivo de acudir crianças órfãs afectadas e infectadas pelo VIH/Sida, de modo a prevenir a propagação da doença e dar atendimento médico-medicamentosa.
De acordo com a chefe de departamento de infância, Júlia Maria de Assunção, a direcção inqueriu ainda um total de seis mil e 345 famílias e como resultado foram identificadas quatro mil e 294 crianças com HIV/Sida, duas mil e 985 órfãos e 198 doentes de sida.
Através do projecto foi ainda possível, a identificação de 18 mil 915 crianças sem registo de nascimento, nove mil fora do sistema de ensino e 804 deficientes sem assistência.
Segundo a responsável, muitas destas crianças estão sob tutela de idosos (Avôs) carentes de ajuda alimentar, medicamentos, entre outros benefícios.
Neste período, foram constatadas a falta de condições de habitabilidade, de água potável, de alimentação e vestuário, o que de certa forma condiciona o crescimento direccionado em termos de enquadramento social das crianças.
Frisou a necessidade da sociedade desenvolver esforços conjuntos para aliviar cada um ao seu nível o sofrimento das crianças vulneráveis, encontrando métodos práticos de modo a amparar todos os petizes.
O projecto visa a recolha e levantamento de dados de famílias com crianças vulneráveis, devido ao impacto do VIH/Sida nos municípios de Ombadja, Kwanhama e Namacunde, áreas consideradas criticas.
(AngolaPress – 02.06.2008 )
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Eu sou de opinião de que a forma de tratar assuntos relacionados com esta ipedemia está muito mal concebida. Eu própria fui vítima na minha família deste mal. Nâo se divulgam os número correctos, tenta-se incobrir quando alguém está afectado dizendo que é tuberculose ou diarreia ou outra doença cujos sintomas se assemelhem, sei lá uma infinidade de justificações para não se dizer que fulano tem sida. Um dos meus irmãos contraiu essa doença e conviveu com ela durante cinco anos sem que ninguém se tivesse apercebido. Entretanto ele rejeitou categoricamente o tratamento, isto é não aceitou a sua condição de portador. Sei que fez consultas sozinho mas como tudo se trata sigilosamente, nunca nenhum membro da família foi envolvido ou pelo menos avisado que estou certa que o papel da família iria fazer com que mudasse de atitude e aceitasse o tratamento. Como resultado quando após 3 meses intensos de doença sem melhorias, e graças a um médico amigo que aceitou o nosso pedido de submetê-lo a um teste, ficamos a saber que era seropositivo em fase terminal. Mesmo assim a administração dos medicamentos foi feita também de forma sigilosa, só ele e o médicos, resultado como ele próprio sempre negou essa condição foi recebendo os anti-retrovirais e nunca tomou. Ao fim do 3º mês o meu irmão morreu e deixou 8 órfãos, quatro dos quais já não têm mães pois também morreram com a mesma doença. Estou certa que casos iguais a esse exitem e existirão vários por isso vamos reflectir melhor a forma de se lidar com esta doença. Está a generelizar-se demais, é preciso quebrar os tabus, divulgar números, fazer-se o hospital para este tipo de doença e enternar as pessoas nestes locais, em caso de morte vamos dizer sem preconceito que fulano morreu de sida para que as demais se acautelem senão minha gente vai ser um extermínio pior que o da guerra com armas. Que fazer com estas crianças órfãs se por vezes os tios que as recebem após a morte dos pais, também se contaminam e morrem? Vamos criar grupos de acompanhamento que vão a casa das pessoas em tratamento, palestras aos vários níveis, vamos colocar a falar para o público pessoas que convivem com a doença e vamos divulgar números certos. Quem diria no Cunene números tão altos. A situação é assustadora minha gente.