De acordo com a delegação da União Europeia enviada a Moçambique, o governo deste país está a avançar no sentido de uma estabilização macro-económica e consolidação das finanças públicas mas a SIDA, a corrupção e a burocracia continuam a dificultar a erradicação da pobreza.
“O VIH e a SIDA são um grande problema, apesar do governo estar a par da situação enquanto que a corrupção está a ser combatida com ajuda internacional”, afirmou Glauco Calzuoloa numa entrevista.
Desde 1992, quando terminou a guerra civil que já durava há 17 anos, que Moçambique passou de um dos países mais pobres do mundo a uma das nações do sul de África com maior taxa de desenvolvimento. No entanto, esta expansão tem sido fortemente influenciada por ajudas externas e a economia local tem-se desenvolvido lentamente.
“Apesar de reconhecermos os esforços governamentais apelamos à duplicação destes esforços”, afirma Calzuoloa.
De acordo com o Ministério da Saúde, pelo menos 16 por cento dos residentes activos com idades entre os 14 e os 29 anos estão infectados pelo VIH/SIDA. A cada dia que passa surgem mais 500 infecções.
Calzuoloa apela ao governo para que este continue a atrair o investimento estrangeiro e a promover a estabilidade política ao apoiar pequenas e médias empresas e não apenas “mega projectos que contribuem para o crescimento do país mas que não produzem efeito imediato nas populações.”
Reuters (05.11.08)::Charles Mangwiro
(AIDS PORTUGAL – 29.05.2008)
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