Uma maior coordenação entre os institutos religiosos para elaborar eficazes propostas comuns e para contar mais nos organismos internacionais que dirigem os recursos financeiros destinados às emergências de saúde no mundo: este foi o pedido mais urgente do Fórum organizado de 3 a 5 de maio em Roma pela União de Superiores Gerais (USG) e a União Internacional das Superioras Gerais (UISG).
O encontro reuniu representantes de numerosas congregações empenhadas em lutar contra a difusão do vírus da Aids e que serviu para apresentar os resultados de uma pesquisa realizada em colaboração com a Agência das Nações Unidas para a luta contra a Aids (ONUSIDA) e com a Universidade de Georgetown.
Titulado «In loving service», um serviço de amor, representa a análise global do empenho dos institutos religiosos contra a praga da doença.
Segundo o informe, há países pobres nos quais os cristãos proporcionam até 40% dos serviços de saúde, mas não têm voz e são deixados sozinhos para combater suas batalhas, com escassos recursos.
A Aids é uma pandemia que, em dezembro de 2007, segundo estimativas, afetava mais de 33 milhões de pessoas no mundo. Houve 3 milhões de mortos apenas nesse ano.
Segundo a ONUSIDA, em 2005 mais de 15 milhões de jovens menores de 18 anos ficaram órfãos por causa do vírus e mais de 12 milhões deles residiam na África subsaariana.
Os jovens abaixo dos 25 anos – o futuro da humanidade – constituem a metade dos novos infectados do planeta. A China e a Índia, por causa do aumento exponencial do número dos habitantes, são os países que correm o risco mais elevado.
Desde o início da pandemia, os institutos religiosos católicos assumiram um papel fundamental ao cuidar diretamente dos enfermos e pessoas afetadas, na prevenção do HIV entre a população, em seguida assinalando os fatores culturais, políticos e sócio-econômicos que contribuem tanto à proliferação da síndrome como a suas conseqüências.
Os participantes representam cerca de 2 mil institutos de vida consagrada presentes na USG e UISG: um exército de sacerdotes e religiosos aos quais se somam três milhões de leigos que, em estreita colaboração, trabalham em cerca de mil hospitais, em mais de 5 mil dispensários e em 800 orfanatos (só na África).
Todos estes dados tornam finalmente visível, através do informe apresentado neste Fórum, um extraordinário serviço de amor.
(Nieves San Martin/Zenit-08.05.2008 )
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