Ateliers de sensibilização às consequências nefastas da sida sobre as crianças em particular terão lugar em Junho nas 11 províncias da República Democrática do Congo (RDC) sob a égide do Programa Nacional Multissectorial de Luta contra a Sida (PNMLS) em colaboração com os seus parceiros.
Esta informação foi prestada sexta-feira em Kinshasa à imprensa pelo encarregado dos programas de atenuação do impacto do HIV/Sida no PNMLS, Jean Voulu.
Interrogado sobre o objectivo destas acções, Voulu indicou que a RD Congo quer ter uma política definida em matéria de assistência às crianças órfãs da sida porque não existe nenhum plano de acções nem estratégias nacionais a seu favor.
“Cada parceiro faz o que lhe parece bom de tudo que tiver como meios. Mas desta feita, queremos um plano de acções nacional, uma mesma estratégia, uma mesma visão em relação às intervenções a favor das crianças órfãs da sida”, deu a conhecer o médido, aludindo aos seus parceiros, designadamente o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e a Iniciativa das Politícas de Saúde.
A RD Congo conta 40 mil crianças órfãs da sida, de acordo com as estatisticas publicadas pelo ministério congolês dos Assuntos Sociais, a que a PANA teve acesso sábado.
A cidade Kinshasa conta mais de cinco mil petizes nesta situação assistidos por Organizações Não Governamentais (ONG) de defesa dos direitos da criança, bem como por agências onusinas e humanitárias.
“Milhares destas crianças, caçadas pelos seus próprios pais, desenrascam-se diariamente para sobreviver na rua onde são vítimas de estruturas familiares duvudosas, da negligência e de abusos”, indicou à PANA o coordenador para a cidade de Kinshasa do Escritório Internacional Católico para a Criança (BICE), Floribert Kabeya Ibanda.
O combate diário é muito difícil para uma vida de criança. Muitas de entre elas, manipuladas ou exploradas por adultos sem escrúpulos, prejudicam a sua saúde fazendo trabalhos perigosos ou são constrangidas a violar a lei para sobreviver”, indignou-se.
Além das crianças órfãs da sida, o BICE leva a cabo programas de campo a favor das chamadas crianças bruxas, crianças soldados presas, jovens mães de filhos em situação difícil e outros menores que vivem na rua.

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