RD Congo quer plano de acções para assistir seus 40 mil órfãos da sida

12 05 2008

Ateliers de sensibilização às consequências nefastas da sida sobre as crianças em particular terão lugar em Junho nas 11 províncias da República Democrática do Congo (RDC) sob a égide do Programa Nacional Multissectorial de Luta contra a Sida (PNMLS) em colaboração com os seus parceiros.

Esta informação foi prestada sexta-feira em Kinshasa à imprensa pelo encarregado dos programas de atenuação do impacto do HIV/Sida no PNMLS, Jean Voulu.

Interrogado sobre o objectivo destas acções, Voulu indicou que a RD Congo quer ter uma política definida em matéria de assistência às crianças órfãs da sida porque não existe nenhum plano de acções nem estratégias nacionais a seu favor.

“Cada parceiro faz o que lhe parece bom de tudo que tiver como meios. Mas desta feita, queremos um plano de acções nacional, uma mesma estratégia, uma mesma visão em relação às intervenções a favor das crianças órfãs da sida”, deu a conhecer o médido, aludindo aos seus parceiros, designadamente o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e a Iniciativa das Politícas de Saúde.

A RD Congo conta 40 mil crianças órfãs da sida, de acordo com as estatisticas publicadas pelo ministério congolês dos Assuntos Sociais, a que a PANA teve acesso sábado.

A cidade Kinshasa conta mais de cinco mil petizes nesta situação assistidos por Organizações Não Governamentais (ONG) de defesa dos direitos da criança, bem como por agências onusinas e humanitárias.

“Milhares destas crianças, caçadas pelos seus próprios pais, desenrascam-se diariamente para sobreviver na rua onde são vítimas de estruturas familiares duvudosas, da negligência e de abusos”, indicou à PANA o coordenador para a cidade de Kinshasa do Escritório Internacional Católico para a Criança (BICE), Floribert Kabeya Ibanda.

O combate diário é muito difícil para uma vida de criança. Muitas de entre elas, manipuladas ou exploradas por adultos sem escrúpulos, prejudicam a sua saúde fazendo trabalhos perigosos ou são constrangidas a violar a lei para sobreviver”, indignou-se.

Além das crianças órfãs da sida, o BICE leva a cabo programas de campo a favor das chamadas crianças bruxas, crianças soldados presas, jovens mães de filhos em situação difícil e outros menores que vivem na rua.


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