Uma pesquisa divulgada pela Public Health britânica concluiu que grande parte dos jovens adultos europeus toma drogas e abusa do álcool para melhorar a sua vida sexual
Um terço das mulheres entre os 16 e os 35 anos de idade e 23% dos homens assumiram que bebem para terem mais hipóteses de ter sexo.
É também sob a influência dos psicotrópicos que a maior parte destes jovens tem relações desprotegidos.
Embora o álcool e as drogas sempre tenham estado ligados a comportamentos sexuais de risco, o estudo demonstra a forma deliberada com que os se recorre a estas substâncias com esse fim específico.
Para o estudo, foram entrevistados jovens na Alemanha, Reino Unido, Áustria, Republica Checa, Grécia, Itália, Portugal, Espanha e Eslovénia. Os jovens foram inquiridos em discotecas, bares e pubs.
O consumo precoce de álcool e outras drogas está intimamente ligado às relações sexuais antes dos 16 anos em todos os países e sobretudo na ala feminina.
A cocaína foi apontada pelos inquiridos como uma ‘ajuda’ ao acto sexual, dado que aumenta a duração do acto e é normalmente associada à promiscuidade. A cannabis e o ecstasy foram referidos pelas mesmas consequências.
Os jovens que admitiram ter bebido demasiado nas últimas quatro semanas são também os que mais provavelmente terão tido cinco ou mais parceiros, que o terão feito sem o uso de preservativos e também os que mais se arrependem de ter tido sexo depois do uso de álcool ou drogas no último ano.
Simon Blake, director executivo da pesquisa, afirmou à BBC que «no que toca às drogas e ao álcool, os jovens precisam de aprender com os adultos, que ajudam a criar uma cultura em que o sexo e o uso das substâncias são aprendidos na escola. A educação sexual e relacional necessita de incluir mais tópicos sobre a sua associação com o álcool, as drogas, e as relações não protegidas»
Mais de metade dos portugueses não usou preservativo
Mais de metade dos portugueses não usou preservativo na primeira relação sexual com o parceiro mais recente, revela um inquérito aos «Comportamentos sexuais e a infecção VIH/SIDA em Portugal», realizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.
O inquérito, apresentado esta terça-feira e ao qual a agência Lusa teve acesso, mostra que 59,29 por cento dos inquiridos respondeu «não» quando questionado sobre se «usou preservativo na primeira relação com o parceiro mais recente». Por outro lado, 40,71 por cento respondeu «sim».
O estudo revela também que apenas 9,4 por cento dos homens entre os 16 e os 49 anos utilizou preservativo no último ano em relações sexuais com mais de um parceiro, enquanto 2,6 por cento das mulheres utilizou aquele método contraceptivo.
(SOL com agências – 10.05.2008 )
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