Infarmed divulga nomes de doentes com VIH/sida

8 05 2008

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) foi alvo de uma queixa por parte de dois pacientes com VIH/sida, depois de ter divulgado os seus nomes.

O Ministério da Saúde e as Ordens dos Médicos e Enfermeiros já receberam as denúncias que foram apresentadas contra o presidente do Infarmed e a dois vice-presidentes do mesmo organismo, segundo informa a Rádio Clube Português.

A identidade dos doentes com VIH/sida foi tornada pública, na sequência de um processo judicial contra um funcionário da Autoridade do Medicamento.

O presidente da Associação Positivo, Amílcar Soares, afirma que este é mais um caso de abuso por parte do Infarmed, acrescentando que o presidente da Autoridade do Medciamento devia apresentar a demissão.

Amílcar Soares recorda que o facto das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros ainda não se terem manifestado perante esta notícia, significa, no seu entender, que estão a proteger esta classe profissional.

Por sua vez, fonte da Ordem dos Médicos admitiu à Rádio Clube Português que a queixa pode ser arquivada, visto que a identidade dos pacientes foi divulgada na sequência de um processo judicial.





Prevenir para não remediar

8 05 2008
 
 
 

Reforço da organização e promoção dos trabalhos efectuados na área. São estas as duas traves mestras das actividades de prevenção e o controlo da propagação do vírus HIV da Comissão de Luta contra a SIDA. A ideia foi defendida pelo director dos Serviços de Saúde, Lei Chin Ion, em resposta à interpelação escrita da deputada Iong Weng Ian.
O responsável recordou que, neste âmbito, “foram enviados muitos médicos, enfermeiros e pessoal de saúde a Hong Kong para visitas e formação”. A Comissão tem-se esforçado na área da formação de trabalhadores comunitários, continuou o mesmo responsável, acrescentando que docentes, assistentes sociais, orientadores psicológicos, médicos escolares, responsáveis de associações cívicas e voluntários receberam formação temática e técnicas de formações, bem como orientações.
Por outro lado, “está a ser analisada a viabilidade de incluir a disciplina de educação sexual” nas escolas. Para este efeito, apontou, o Governo pretende dar formação nesta área a educadores e outro tipo de pessoal.
Lei Chin Ion sublinhou ainda que a estratégia principal do Executivo passa pela educação para a prevenção. Deste modo, lembrou o director dos Serviços de Saúde, “foi produzida uma série de artigos que se destinava ao pessoal de saúde, grupos de alto risco e ainda aos cidadãos em geral.” Ainda neste âmbito, a Comissão de Luta contra a Sida está, actualmente, a construir uma página electrónica, para melhor difundir as medidas preventivas.
No que diz respeito à transmissão por via sexual da doença, o responsável informou que a Comissão desenvolve um trabalho junto dos “trabalhadores estrangeiros da área do sexo”. Neste momento, salientou, a estratégia passa por orientar e educar estas pessoas através de instituições governamentais.
Já quanto à área de tratamento medicamentoso, Lei Chi Ion realçou que os Serviços de Saúde fornecem exames médicos e terapia, a título gratuito, a todos os residentes contagiados. “Os programas de tratamento medicamentoso são efectuados de acordo com os critérios e instruções definidas pelas instituições conhecidas internacionalmente”, esclareceu.
De acordo com os últimos dados divulgados pela Comissão de Luta contra a Sida de Macau, sabe-se que até Setembro do ano passado, foram registados 382 casos de infecção por HIV, dos quais 121 são residentes da RAEM. No capítulo das pessoas infectadas localmente, 39 por cento dos casos aconteceram por via sexual.

(HojeMacau – 05.05.2008 )





Religiosos reunidos em Roma para discutir combate à SIDA

8 05 2008

Conclui-se esta Segunda-feira, em Roma, um encontro de religiosos e religiosas de todo o mundo, empenhados no combate à Sida. O objectivo do evento é sensibilizar todas as congregações religiosas sobre o facto de a SIDA ser uma realidade complexa e que vai além do aspecto médico, incluindo a educação, as condições sociais, económicas, políticas e de justiça.

 

Durante o evento, estão a ser apresentados os resultados da pesquisa “In loving service”, realizada em colaboração com a Agência das Nações Unidas de combate à SIDA e com a Universidade norte-americana de Georgetown.

 

Outro objectivo do congresso é criar uma rede de colaboração entre as congregações religiosas. Segundo a missionária comboniana Ir. Maria Martinelli, médica e coordenadora da pesquisa, o trabalho realizado pelos religiosos é muito amplo e estende-se às regiões mais remotas do mundo, sobretudo nos países pobres, mas também na Europa e na América setentrional.

 

A Ir. Martinelli recorda ainda que foram os religiosos que inventaram as casas-famílias, as casas de acolhimento aos pacientes e, sobretudo, aos pacientes em estado terminal.

 

Segundo a pesquisa, a maioria dos religiosos e religiosas estão envolvidos em serviços de informação e educação. 75% das Instituições oferece assistência pastoral e 55% gere centros de apoio e escuta.

 

A nutrição, os cuidados paliativos e diversos tipos de assistência são os cuidados de saúde prestados, ainda que a falta de fármacos antiretrovirais e a falta de pessoal qualificado torne este trabalho mais difícil.

(Agencia Eclesia – 08.05.2008 )





Infarmed diz que identificação de doentes com HIV era essencial no processo

8 05 2008

O Infarmed respondeu já à acusação de quebra de sigilo por ter revelado a identidade de dois doentes com HIV no âmbito de um processo judicial que a Autoridade Nacional do Medicamento moveu a um médico. Em resposta enviadao ao Rádio cluibe, que hoje avançou com a notícia, afirma que a identificação dos dois pacienets era essencial e que cabia ao Ministério Público zelar pela confidencialidade dos dados.

O processo prende-se com a queixa de um médico, contra o Infarmed, baseada no facto desta Autoridade ter recusado medicamentos para dois portadores de Sida. Três membros do Infarmed entenderam como uma ofensa a queixa do médico e avançaram com um processo no Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

Mas, no processo, a identidade dos dois doentes não foi salvaguardada o que já originou uma queixa contra a presidência do Infarmed na Ordem dos Médicos, na Ordem dos Enfermeiros e no Ministério da Saúde.

“Não é verdade que o Infarmed tenha violado qualquer dever de confidencialidade. O Infarmed limitou-se a juntar á participação-crime documentos da autoria do médico, que a fundamentam”, diz a autoridade em comunicado.

(Público – 05.05.2008 )





Muitos portugueses não se preocupam com o VIH

8 05 2008

O estudo “Comportamentos Sexuais e a infecção HIV/SIDA em Portugal”, divulgado esta terça-feira pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, mostra que, embora 75% da população afirme usar preservativo, mais de metade admite não ter usado o método na primeira relação com o parceiro mais recente. São os menos escolarizados, os mais velhos, os solteiros sem relacionamento e os mais religiosos que mais declaram não usar nunca preservativo.

Encomendado pela Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida, este estudo é o maior realizado até hoje nesta área. Manuel Villaverde e Pedro Moura Ferreira coordenaram o trabalho ao longo de 2007, tentando identificar aspectos da cultura sexual dos portugueses, como o tipo e regularidade da actividade sexual, o grau de satisfação, o número de parceiros, a idade em que iniciaram a vida sexual, o uso do preservativo e conhecimento das formas de prevenção da transmissão sexual do VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana).

O inquérito, feito a 3.643 pessoas entre os 16 e os 56 anos, revelam que 38% dos inquiridos afirma não ter qualquer receio de contrair uma infecção ou doença transmitida por via sexual. Mais de metade dos portugueses afirmam não terem feito o teste para o VIH nos últimos 12 meses, sendo a percentagem de homens (13,5%) ligeiramente superior à das mulheres (12,5%).

A maioria dos inquiridos afirma não conhecer ninguém infectado ou que tenha morrido devido à sida. Menos de metade dos portugueses faz perguntas aos companheiros sobre a vida sexual passada e apenas uma minoria pedem a cada novo parceiro para fazer o teste.

O estudo revela que a maioria das pessoas inicia a sua vida sexual entre os 17 e os 18 anos e só um terço teve apenas um acompanhante. 15% afirmam ter múltiplos parceiros, embora 22,7% dos homens tenha deixado “de ter relações sexuais com prostitutas”. 39,3% dos homens recusa ter relações sexuais ocasionais ou passageiras, enquanto 62,5% das mulheres não têm este tipo de relações de todo.

Faz também parte deste projecto um estudo inédito sobre as práticas e identidades sexuais na homossexualidade e bissexualidade, a cargo da socióloga Sofia Aboim.

Um dos grupos mais expostos à infecção a este vírus são os profissionais de saúde e, para prevenir riscos de contágio, foi lançada, segunda-feira, a versão portuguesa das directrizes conjuntas sobre os serviços de saúde e infecção HIV/SIDA, da Organização Internacional de Trabalho e Organização Mundial de Saúde. Apesar de 13% das luvas cirúrgicas poderem ser perfuradas, segundo um especialista em Medicina do Trabalho, o contágio é evitado devido aos medicamentos tomados.

(Joana Vasconcelos/Jornalismo Porto Net – 07.05.2008 )





Coordenadores de Educação Física participam de formação

8 05 2008

Os coordenadores de educação física das escolas de Ensino Básico Integrado (EBI) das 17 delegações do Ministério da Educação e Ensino Superior(MEES) participam numa formação nacional, na Vila do Tarrafal, entre os dias 5 e 10 de Maio, voltada para as áreas de Educação, Saúde (VIH-SIDA), Gestão e Administração Desportiva Escolar.

Ao todo são 34 coordenadores de Educação Física do EBI que vão receber a formação nos sub-temas “Métodos e meios de aplicação do programa da expressão corporal e actividades físicas desportivas no EBI” e “A problemática do VIH/SIDA, fomento de atitudes preventivas e alerta para os comportamentos de risco”.

A formação começa esta segunda-feira, 5, pelas 9h sob a presidência do delegado de Educação de Tarrafal e termina na sexta-feira, pelas 16 horas com a presença da directora geral de Ensino Básico e Secundário.

( A Semana Online – 05.05.2008 )





UNESCO prevê futuro sombrio para o planeta

8 05 2008

O director-geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, prevê um “futuro sombrio” para a humanidade devido à crescente crise alimentar mundial, que atinge sobretudo África, continente que deverá ser afectado pela redução de programas de distribuição de comida.

Discursando na Bienal sobre a Educação em África, que decorre desde em Maputo, o director-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) considerou também o HIV/sida um “fardo complicado” para os sistemas de educação no continente africano.

Nos últimos dias, diversos países, principalmente os mais pobres, têm sido afectados pela escalada da crise alimentar e os preços dos bens alimentares praticamente duplicaram, provocando tumultos e manifestações em vários Estados, incluindo africanos.

O desenvolvimento dos bio-combustíveis, as barreiras comerciais, uma procura crescente com origem na Ásia devido a modificações dos hábitos alimentares, colheitas fracas e o aumento do custo do petróleo são apontados como algumas razões da crise alimentar mundial.

Uma crise que o secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor desdramatizou, afirmando não haver indícios de “rupturas iminentes” dos stocks em Portugal. Fernando Serrasqueiro disse que o Governo está a monitorizar os preços e, caso algum operador se aproveite da situação para subir artificialmente os preços, as entidades reguladoras serão notificadas.

(Jornal Notícias – 08.05.2008 )