Aumento de casos de Sida preocupa

7 05 2008

O índice de prevalência do Vih/Sida no país continua a subir. Esta tendência preocupa toda a sociedade angolana, já que a doença vitima sobretudo cidadãos em idade considerada activa e deixa muitas crianças órfãs.
Segundo estimativa do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, divulgada em Abril deste ano, pela sua directora, Ducelina Serrano, cerca de 180 mil angolanos vivem com o vírus.
Para conter a subida, na cidade do Lubango, província da Huíla, por exemplo, muitas instituições do Governo e Organizações Não Governamentais (ONG) tentam, através de projectos de sensibilização, aconselhar os cidadãos, particularmente os jovens, a evitarem o contágio.
O projecto Jango Juvenil, um exemplo desse esforço no combate à Sida, instituído em 2003 pela ONG Acção de Solidariedade e Desenvolvimento (ASD), em parceria com a Direcção Provincial da Juventude e Desportos, promove ciclos de palestras sobre os perigos da doença na cidade do Lubango.
Durante as palestras de prevenção, os jovens que afluem aos encontros, realizados nas instalações do Jango, em escolas e noutros locais públicos do Lubango, são informados das consequências da epidemia na camada juvenil e dos métodos existentes para evitar a doença.
Nos encontros são abordadas igualmente questões ligadas às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), com a apresentação de cartazes com imagens ilustrativas das suas fases. Os técnicos realçam que as IST aumentam o risco de contaminação.
No âmbito das actividades programadas para este ano, o Jango Juvenil juntou, recentemente, activistas de luta contra a Sida da Huíla e do Huambo, numa sessão de troca de experiências que visou reflectir sobre “o impacto da Sida em Angola” e traçar estratégias de acção para os próximos tempos.
No final do evento, que reuniu cerca de 27 activistas das duas províncias, o coordenador da Rede Criança na Huíla, Gouveia de Sousa, manifestou-se preocupado pelo número de vítimas que o Vih/Sida continua a causar, o que obriga o Governo, e não só, a aplicar avultadas somas de dinheiro no combate à doença.
“Os números tendem a aumentar. O Governo angolano e os seus parceiros continuam a empregar muito dinheiro no combate à Sida. Estes valores poderiam ser investidos na construção de mais escolas, hospitais e outras infra-estruturas sociais para o bem-estar das populações”, frisou.
Por seu turno, o activista do projecto Jango Juvenil, Bornito Rodrigues, considera que a abstinência e/ou o retardamento da actividade sexual, o uso do preservativo e a fidelidade constituem métodos aconselhados por serem “os barcos da salvação” para os jovens evitarem a infecção.

(DOMINGOS MUCUTA/Jornal de Angola – 07.05.2008 )


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