EUA. Teste rápido de detecção do HIV enfrenta batalha de patente na justiça

23 04 2008

O sucesso da OraSure Technologies em produzir um teste rápido de detecção do HIV está sob ataque de uma empresa rival. A Inverness Medical Innovations entrou com processo na justiça acusando a companhia de infringir patente nas vendas do “OraQuick”.

O produto da OraSure é o mais conhecido nos Estados Unidos e obteve aprovação do governo americano em 2002. Ele pode detectar o vírus causador da Aids na saliva e no sangue em menos de 20 minutos. A ação foi apresentada no tribunal distrital de Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Inverness é uma empresa de Boston (EUA) mais conhecida por fabricar testes de gravidez e fertilidade, mas também vende exames de HIV. Oficiais da empresa não foram encontrados para comentar o caso. Muito mais do que a reputação da OraSure está em jogo. O “OraQuick” é um dos líderes em lucros da companhia. Em 2007, as vendas representaram US$ 33 milhões. Isso representa mais do que um terço das receitas da empresa.

O potencial do produto também é promissor. No exterior, as vendas dobraram no último ano. E um impulso para tornar o teste disponível em farmácias está em curso. O analista financeiro Aaron Lindberg disse que a ação da Inverness não é uma surpresa. Ele descreveu a empresa como “ligitiosa” e que oficiais dela já discutiam uma ação judicial.

A polêmica patente tem a ver com um “fluxo lateral” de tecnologia, explicou Lindberg. Segundo ele, o argumento da OraSure é que a inovação não tem origem na Inverness, mas em uma grande companhia farmacêutica, a Abbott, com quem ela tem acordos.

“Acho que a OraSure tem uma posição razoavelmente defensável ”, disse Lindberg, que trabalha para a William Smith Special Opportunities Research, uma companhia em Denver (EUA) de aconselhamentos de investidores institucionais.

“Dito isto, [a ação judicial] irá custar dinheiro e tempo, e ela provavelmente pode demorar anos.”, acrescentou Aaron Lindberg. A companhia OraSure tem mais de 200 empregados em tempo integral. Na última quinta-feira (17/04), a cotação de suas ações na Nasdaq era de US $ 6,58 e caiu 40 centavos (o equivalente a um recuo de 6%).

Fonte: Allentown Morning Call

(Agencia de Noticias da AIDS – 22.04.2008 )




Vih/Sida constitui obstáculo na implementação do programa educação para todos

23 04 2008

O vice-ministro da educação para a reforma educativa, Pinda Simão, disse hoje, em Luanda, que a pandemia do Vih/Sida constitui um dos obstáculos para a implementação do programa educação para todos que prevê erradicar o analfabetismo até ao ano de 2015.

O governante fez este pronunciamento quando dissertava na palestra sobre “Os desafios da educação para todos em Angola” realizado no Instituto Médio de Economia de Luanda (IMEL), no âmbito da Semana Internacional de Educação para Todos (EPT).

Para Pinda Simão, muitos professores em formação ou já formados sobre os currículos a serem implementados na reforma educativa morreram por terem contraído Vih/Sida, o que obrigou o recrutamento e a formação de outros, atrasando em parte o andamento do processo.

“No domínio de luta contra as Infecções de Transmissão Sexual (ITS) e o Vih/Sida foram incluídos nos currículos aspectos transversais e realizaram-se acções de formação de professores em todo o país”, disse.

Para contrapor este défice, o Ministério da Educação (MED) no período de 2002 a 2008 elaborou um plano que visou aumentar os efectivos escolares, que resultou num crescimento de uma taxa de 120 porcento, representando uma média de crescimento ano de 20 porcento, o que corresponde a uma média ano de 512.679 novos alunos.

Segundo Pinda Simão, ultrapassada que está a questão dos docentes, houve um aumento da taxa de cobertura de 21 por cento e prevê-se para 50 porcento em 2010 e 90 porcento em 2015, na iniciação.

A redução da taxa de abandono de 13,9 porcento actualmente para 9, 8 porcento em 2010 e 6,9 porcento em 2015, a taxa de promoção é de 59,8 porcento, prevê-se 71,5 porcento em 2010 e 79 porcento em 2015, bem como o aumento da taxa de conclusão que é de 36 porcento para 61,6 em 2010 e 80 porcento e 2015.

A Semana Internacional de Educação para Todos (EPT), com início nesta segunda-feira e com termo previsto para o dia 27 deste mês, abordará ainda outras palestras como a “Equidade do governo”, “A protecção e desenvolvimento da primeira infância” e uma reunião de coordenação interministerial do EPT, envolvendo o MED, o MINARS, o MAPESS, o MINFANU e a sociedade civil.

(AngolaPress – 22.04.2008 )




Técnicos do Timor Leste fazem capacitação de DST/AIDS no Rio Grande do Sul

23 04 2008

Cinco técnicos do Timor Leste estão em Porto Alegre para uma capacitação no campo das DST, HIV e Aids. Eles atuam nos serviços de saúde no interior do país e em organizações da sociedade civil que contribuem no enfrentamento da epidemia.

Com a presença de profissionais de Porto Alegre, representante da Seção de DST/Aids da Secretaria Estadual da Saúde e agentes da Pastoral da Aids, realizou-se no Hotel Everest, em Porto Alegre, a cerimônia de Abertura da capacitação, neste último dia 07.

Destacou-se que a cooperação vem sendo realizada desde 2003, quando o Ministério da Saúde convidou a Pastoral da Aids para colaborar, considerando o papel da igreja católica no Timor. Os timorenses também apresentaram a realidade atual do país, que passou recentemente por conflitos.

Durante 20 dias, os técnicos participarão de atividades práticas nos diversos serviços que realizam atendimento a pessoas que vivem com HIV: unidades básicas de saúde, hospital, maternidades, laboratórios. Aulas teóricas esclarecerão dúvidas sobre os procedimentos e fundamentarão a prática.

Por outro lado, os timorenses terão contato com várias Ongs/Aids para compreender a importância do envolvimento de toda a sociedade no enfrentamento da Aids.

Fonte: Rede Católica frente ao HIV/Aids – América Latina e Caribe

(Agencia de Noticias da AIDS – 22.04.2008 )




Hospital da Praia: Sai Arcelinda Barreto e entra Artur Correia

23 04 2008

O Hospital Agostinho Neto, a principal infra-estrutura do género do país, vai mudar de comando. Arcelinda Barreto, que há cinco anos dirige o HAN, vai passar o testemunho a Artur Correia, secretário-executivo do Comité de Coordenação do Combate à Sida.

A mudança de comando no HAN, de acordo com o apurado por asemanaonline, deve consumar-se até o final deste mês de Abril. E Arcelinda Barreto sai a seu pedido, uma informação confirmada junto de uma fonte do Ministério da Saúde, para quem «trata-se de um processo absolutamente normal». «Há muito que a sua saída estava, mais ou menos, prevista», conclui.

Arcelinda Barreto, formada em imagiologia, assumiu o HAN em 2003. «Entrei com o compromisso de que ficaria três anos, mas findo esse tempo fui ficando a pedido do Ministério da Saúde; saio agora para poder voltar à minha profissão», confessou.

Artur Correia, por seu turno, é um dos rostos mais conhecidos da luta contra a Sida em Cabo Verde. Ele “coordena” esse combate há vários anos, com dados que situam este arquipélago entre os países africanos com menor índice de infecção de HIV/sida. Até ao fecho desta página não foi possível a este jornal chegar à fala com Correia. Mas tudo indica que ele será mesmo o próximo director do Hospital Agostinho Neto, faltando apenas acertar um ou outro pormenor com o Ministério da Saúde.

(A Semana Onlien – 23.04.2008)





SIDA/Prisões: Uma em cada dez mulheres detidas em 2005 tinha SIDA, indica estudo feito em duas prisões

23 04 2008

Uma em cada dez mulheres detidas em 2005 em duas prisões portuguesas estava infectada com VIH/Sida, segundo um estudo divulgado hoje sobre o vírus no meio prisional que revela existirem mais mulheres infectadas que homens.

O estudo “Sida em meio prisional, uma caracterização prisional com base nos estabelecimentos prisionais de Tires e Montijo” mostra que 8,9 por cento dos homens e 9,9 por cento das mulheres detidas em 2005 naquelas prisões estavam infectadas com o vírus da VIH/Sida.

A maioria dos reclusos infectados com VIH/Sida sabia que estava infectado, diz o estudo, que contou com a colaboração de 825 reclusos dos estabelecimentos prisionais de Tires e Montijo (323 homens e 502 mulheres), cuja situação jurídico-penal era maioritariamente a de condenados e estavam detidos entre um a três anos.

Elaborado por Henrique de Barros, coordenador nacional para a Infecção VIH/Sida, o documento revela igualmente que 22 por cento dos homens detidos tinham hepatite C, enquanto 12 por cento das reclusas estavam infectadas com esse vírus.

Henrique de Barros destacou o facto de todos os casos de infecção VIH, em particular nos homens, estarem associados à presença de anticorpos para o vírus da hepatite C.

Segundo o autor, o consumo de drogas e a partilha de material poderá explicar a prevalência de infecção VIH.

O estudo refere que 12,1 por cento dos reclusos (mais do que o dobro que as mulheres) afirmaram ter partilhado material para consumo de drogas ao longo da vida.

O documento mostra também que os reclusos tinham consumido cannabis, heroína e cocaína no mês anterior à realização do inquérito, ou seja, dentro do estabelecimento prisional.

De acordo com o mesmo estudo, 39 por cento dos reclusos e 31 por cento das detidas afirmaram ter tido relações sexuais durante os três meses anteriores ao inquérito, dos quais respectivamente 36 e 10 por cento referiram ter tido mais do que um parceiro.

Mais de dois terços dos reclusos declararam não ter usado preservativo na última relação sexual.

A maioria dos inqueridos já tinha feito o teste para a detecção da infecção do VIH e cerca de 40 por cento dos reclusos afirmou não ter informação sobre o vírus, apesar de um quinto ter demonstrado estar “pouco” ou “nada” preocupado.

A maioria dos 825 reclusos que responderam ao inquérito tinha, em 2005, entre 30 e 39 anos, nacionalidade portuguesa, residia na região de Lisboa, era solteiro e tinha escolaridade inferior ao nono ano.

Além do inquérito, destinado a caracterizar os conhecimentos, atitudes e os comportamentos relacionados com a infecção VIH/Sida, foi também colhida uma mostra de sangue.

Estiveram envolvidos no estudo sobre a Sida no meio prisional a Fundação Calouste Gulbenkian, Direcção Geral dos Serviços Prisionais, Coordenação Nacional para a Infecção VIH/Sida e o Instituto da Droga e da Toxicodependência.

(RTP – 23.04.2008)




Infecção VIH/sida nas prisões caiu 38% em seis anos

23 04 2008

10% dos reclusos estão infectados, valor acima do de outros países

O número de reclusos infectados com VIH caiu 37,5% no espaço de seis anos. Segundo a investigadora do ISCTE Anália Torres, “a prevalência de VIH em 2001 era de 16% e, apesar de ter baixado para 10%, continua altíssima em relação aos dados de outros países”, afirmou. Os resultados, relativos a 2007, integram o estudo “Drogas e Prisões em Portugal” que vai ser apresentado durante o mês de Junho.

Os indicadores relativos à infecção por VIH não foram os únicos a registar uma melhoria. De acordo com a Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, em 31 de Dezembro de 2007, o número de reclusos infectados com hepatite C era de 1730, o que significa que a prevalência desta infecção no sistema desceu 31% desde 2001 (quando um estudo anterior de Anália Torres identificara 2925 casos de hepatite C).

Os números foram adiantados ontem durante a apresentação do estudo “Sida em meio prisional”, efectuado em 2005 nos estabelecimentos prisionais de Tires e Montijo, e que envolveu 323 homens e 502 mulheres. A prevalência da infecção VIH nos reclusos foi de 8,9% nos homens e 9,9% nas mulheres. Todos os homens infectados com VIH tinham também hepatite C. A totalidade dos homens infectados com hepatite C era de 22%, quase o dobro das mulheres (12%).

A maior parte dos homens infectados com VIH (73%) já conhecia o seu estatuto serológico, um valor que desce a 61% entre as mulheres. Ainda assim, a generalidade dos reclusos mostrava grande desconhecimento sobre a infecção e seus meios de propagação. Cerca de 30% acredita que o risco de propagação da doença por picada de um mosquito é muito alto. Por outro lado, 44% dos infectados referiram nem sempre usar preservativo.

Henrique de Barros, coordenador nacional para a infecção VIH/sida avança que os dados “reflectem uma mudança na forma de utilizar drogas e na prevenção da doença”, além de reflectirem a realidade exterior.

(Diário Notícias – 23.04.2008)




Reclusos pouco protegidos nas relações sexuais

23 04 2008

Apresença do VIH (o vírus da Sida) entre a população dos estabelecimentos prisionais de Tires (feminina) e do Montijo (masculina) é tendencialmente maior nos que consumiram drogas injectáveis e partilharam seringas,que iniciaram a sua vida seuxal antes dos 14 anos, que não têm parceiro regular ou tiveram mais de um parceiro sexual ao longo da vida e que não usam preservativo.

Mesmo assim “mais de dois terços dos reclusos” não se protegeram na última relação sexual, ocorrida já dentro da prisão. A prevalência do VIH registada foi de quase 10%, tendo 73% dos reclusos e 61% das reclusas respondido que eram seropositivos antes mesmo do teste laboratorial o ter confirmado.

Estas são algumas conclusões de um estudo apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) em parceria com a Coordenação Nacional de Luta contra a Sida e a colaboração da Direcção-Geral dos Serviços Prisionais, realizado em 2005 a 825 condenados – 323 homens e 502 mulheres – em pena de prisão, um quinto dos quais há menos de seis meses à data do inquérito.

Apesar de cientes da importância da doença e de 51% dos detidos e 71% das reclusas terem já efectuado o teste da Sida, pelo menos uma vez na vida, a falta de informação é uma dominante.

Cerca de 70% acredita haver risco de contágio nas transfusões de sangue, 40% diz que pode haver contágio em sanitários públicos, 30% está convencido de que a infecção pode ser contraída pela picada de um mosquito e 20% considera que usar preservativo não impede a transmissão do VIH.

Persistem também, segundo Henrique de Barros, que ontem apresentou o estudo, preconceitos por parte dos não infectados, com 40% das reclusas a considerar que crianças seropositivas não devem estar na mesma escola das outras crianças.

Drogas e tabaco unidos

O estudo permitiu ainda saber que mais de metade dos reclusos (57%) e 37% das reclusas tinham fumado cannabis (haxixe) no mês anterior. Quase um quinto deles (19%) e 13% delas consumia cocaína, sendo 80% e de 60% a taxa de tabagismo masculina e fenina respectivamente.

(Jornal Notícias – 23.04.2008)