O programa brasileiro para a Aids já foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como modelo
SÃO PAULO - Por falta de atendimento universal para a aids em seus países, estrangeiros que contraíram o HIV têm se mudado para o Brasil para se tratar. Atualmente, pelo menos 1.256 estrangeiros – em situação legal e clandestinos – estão em tratamento no País, segundo dados do Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom), do Programa Nacional de DST e Aids. Como só 58% das Unidades Dispensadoras de Medicamentos (UDMs) estão integradas ao sistema, o número pode ser muito maior. Apenas para se ter uma idéia do subdimensionamento, somente o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, que não utiliza o sistema, atendeu, em 2006 e 2007, 112 estrangeiros.
O programa brasileiro de combate à Aids já foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como modelo para outros países.
A coordenadora do Programa de DST/Aids de Tabatinga, município amazonense que faz divisa com a Colômbia e o Peru, Karina Paranhos, afirma que, oficialmente, apenas sete dos 133 soropositivos atendidos na cidade são estrangeiros: dois peruanos e cinco colombianos. “Mas várias pessoas possuem identidade brasileira, apesar de terem vivido a maior parte da vida no outro lado da fronteira. Nesse caso, são contados como brasileiros”, afirma.
(Alexandre Gonçalves/O Estado de São Paulo – 19.04.2008)
RSS - Posts

Comentários Recentes