Estados Unidos, França e Brasil são os países representados no último dia da IV Mostra de Cinema e Aids. A programação desta quinta-feira (17/04) começa às 18h00 com o documentário “Nós Somos Papais”. O filme norte-americano aborda o universo das crianças soropositivas e um tema controverso: a adoção por casais homossexuais.
O segundo filme da noite, que trata de um jovem homossexual que anuncia para a família a sua soropositividade, começa às 20h00. Intitulada “Tudo Contra Leo”, a obra francesa é do ano de 2004. Em seguida, por volta das 22h00, começa uma sessão dupla. O primeiro filme é do Brasil. “Ciranda”, com apenas 3 minutos de duração, mostra uma menina de dez anos que altera o cotidiano de dez pessoas, sempre com histórias interligadas pela temática da Aids.
Na seqüência, o último filme da noite mostra a relação de três pessoas que compartilham o mesmo teto. “Morando juntos, eles passam a dividir seus problemas, suas visões diferentes da vida, e eventualmente a cama, num período de transformação e novos desafios trazidos pelos anos 80”, explica a sinopse do filme dos EUA intitulado “Uma Casa no Fim do Mundo”. A seguir, um resumo completo das obras, que está disponível no site da Mostra (acesse):
IV Mostra de Cinema e Aids / I Mostra de Filmes Publicitários e Aids
Quinta-feira (17/04)
18h00
NÓS SOMOS PAPAIS (We Are Dad)
(EUA, 2005, 68min)
Diretor: Michel Horvat
O universo das crianças que vivem com HIV une-se neste documentário ao tema controverso da adoção por homossexuais. Os personagens são Roger, Steven e os cinco bebês infectados pelo HIV que o casal acolheu em diferentes momentos e cria há 17 anos. Ex-enfermeiros da ala de pediatria de um hospital em Miami, eles acompanharam o drama desses recém-nascidos abandonados e deram-lhes um lar, enfrentando não só o preconceito de sua opção sexual e da aids, mas também racial, na medida em que três dos “filhos” são negros. A batalha maior, no entanto, não é a exigente rotina pelo conforto e saúde das crianças, mas a que se dá na esfera legal, já que o estado da Flórida não reconhece o direito de adoção aos gays. Na tentativa de dar andamento a um novo processo na justiça americana, a família mudou-se para o estado do Oregon.
20h00
TUDO CONTRA LEO (Tout Contre Léo)
(França, 2004, 97min)
Diretor: Christophe Honoré
Antes de realizar o ótimo Em Paris (2006), já exibido no circuito brasileiro, e Canções de Amor (2007), previsto para chegar em breve às salas de cinema, o diretor francês Christophe Honoré assinou esse delicado drama. O cenário é uma pequena cidade no litoral da Bretanha, região onde o cineasta nasceu e lar perfeito para um casal e seus quatro filhos. Leo (Pierre Mignard) é o mais velho. Aos 21 anos e gay, ele anuncia à mesa que seu teste para HIV resultou positivo. A harmonia do clã sofre um abalo, mas só o suficiente para todos se unirem mais em apoio a Leo – exceto o caçula de 12 anos Marcel (o ótimo Yannis Lespert), que embora poupado da notícia pelos pais e irmãos, acaba por ouvir tudo atrás da porta. A partir daí, a trama se desenrola através dos olhos do garoto, não só em relação às possíveis consequências dramáticas da doença, mas também às experiências típicas da idade de um pré-adolescente. São momentos de pausa na linha dramática, a exemplo da viagem a Paris de Leo e Marcel, que dão equilíbrio ao filme. A boa trilha sonora inclui o cantor Lloyd Cole e músicas de Alex Beaupain, parceiro habitual de Honoré.
22h00
CIRANDA
(Brasil, 2007, 3 min)
Diretor: Rafaela Dias
Uma menina de dez anos altera o cotidiano de dez pessoas, que passam a ter suas vidas interligadas por histórias em torno da aids.
UMA CASA NO FIM DO MUNDO (A Home at the End of the World)
(EUA, 2004, 97min)
Diretor: Michael Mayer
A aids entra como mais uma nota melancólica nessa trama plena de melancolia, com roteiro do escritor Michael Cunningham (As Horas), baseado em seu livro homônimo de 1990. A começar pela triste sina do jovem Bobby Morrow (Farrell), que na adolescência testemunhou a morte de seus pais e do irmão mais velho em momentos diferentes e foi criado pela família do melhor amigo, Jonathan (Roberts). Quando este, desprendido e gay, decide mudar-se da tranquila Cleveland para Nova York, Bobby o segue e a dupla logo torna-se um trio com a entrada em cena da experiente e nada convencional Clare (Robin Wright Penn). Morando juntos, eles passam a dividir seus problemas, suas visões diferentes da vida, e eventualmente a cama, num período de transformação e novos desafios trazidos pelos anos 80.
(Agência de Notícias da Aids – 17.04.2008 )
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