Diário do Congresso CPLP/Rio de Janeiro pela CM. Resumo do dia 16 de Abril de 2008, quarta-feira

18 04 2008

No dia 16 de Abril a equipe do CRIAS assistiu ao seguinte painel:

  1. Prevenção de HIV/AIDS e DST entre mulheres nos países da CPLP: contribuições da abordagem de género.

 

 

Prevenção de HIV/AIDS e DST entre mulheres nos países da CPLP: contribuições da abordagem de género

Este painel teve como coordenador a Dr.ª Simone Monteiro da Fundação Fiocruz, Brasil, debatedora a Dr.ª Cristina Pimenta da ABIA, Brasil e como palestrantes: a Dr.ª Fernanda Cardoso do Hospital Egas Moniz, Portugal, a Dr.ª Wilza Villela da ABRASCO, Brasil e o Dr. Henrique Passador do Brasil.

 

Fernanda Cardoso- Prevenção VIH/sida nas mulheres africanas. Tradições e contradições

Fernanda Cardoso começou por identificar um conjunto de factores capazes de influenciar a epidemia: género, idade, factores socioeconómicos e culturais. Situou as mulheres entre os grupos mais vulneráveis por razões biológicas, e devido a factores socioeconómicos bem como culturais. Fernanda Cardoso procurou aprofundar de que forma os dois últimos factores colocavam a mulher em situação de maior vulnerabilidade. A contínua subalternidade da mulher africana em relação ao homem é visível, por exemplo, na impossibilidade de negociar o uso do preservativo. Por outro lado, as relações de género vêm carregadas de valores, símbolos e esterótipos, que se traduzem em práticas e atitudes culturais que promovem a maior vulnerabilidade da Mulher, como por exemplo, a prática do levirato e sorocracia, o rito da purificação sexual, a mutilação genital feminina e os ritos de iniciação feminina, assim como a poligamia consentida e as práticas do sexo “seco”. Este conjunto de práticas carrega um valor cultural elevado, mas danoso para as Mulheres. A este conjunto de práticas, associa-se um conjunto de valores com o mesmo fim: o respeito pelos mais velhos, o papel das “tias”- as irmãs dos pais que têm a responsabilidade de preparar a jovem para o casamento, a religião, os médicos tradicionais (os curandeiros) e mitos e crenças. Fernanda Cardoso fechou a sua apresentação com o seguinte desafio: “A criação de um código sobre a igualdade de mulheres e a redução de risco de infecção, contribuindo para acabar com os desequilíbrios do sexo e desigualdade de poder”.

 

 

Dr.ª Wilsa Vilela- Abordagem de gênero em projectos comunitários desenvolvidos em Moçambique: convergências e desencontros entre governo e sociedade civil

Refere que a própria lógica do financiamento colocou a questão do género na agenda. Mas o que significa “género”? Referiu que o conceito apesar de antigo tem sofrido várias alterações ao nível do seu significado e que actualmente o conceito comporta múltiplos sentidos. Entre os sentidos mais comuns referiu:

  • O uso do conceito “gênero” para referir as pessoas individualmente, pelo que a sua tradução ao nível de programas na área do VIH/sida, tinha com objectivo que as mulheres exigissem o uso da camisinha aos seus parceiros, no espaço privado;

  • O segundo entendimento reconhece que as Mulheres só podem ser apoiadas se houver alteração do seu status económico, formação, entre outras estratégias que contribuam para uma maior equidade das Mulheres em relação ao Homens.

 

Em Moçambique, onde realizou uma avaliação qualitativa de 160 dos 1124 projectos implementados por organizações comunitárias verificou que a idéia de género foi apropriada, não para referir necessariamente uma relação sexual, mas a maior vulnerabilidade da mulher, que é marcada pela luta pela sua sobrevivência material e de seus filhos. Esta apropriação teve como implicações o desenvolvimento de acções capazes de apoiar financeiramente as Mulheres.

 

Se a matriz ideológica do género era atravessada pela sexualidade, a introdução do conceito em programas de prevenção e controlo da sida em Moçambique alterou-lhe o sentido. No discurso do governo moçambicano, por exemplo, o conceito de gênero não é associado à sexualidade. Daqui se conclui que os conceitos são apropriados pelos modelos de desenvolvimento, de tal forma que os sentidos e utilidade relativa vão sendo adequados.

 

Dr. Henrique Passador – Tradição, Pessoa, Género e DST/HIV/AIDS no sul de Moçambique

Henrique Passador esteve doze meses em Moçambique, no Distrito de Homoíne a realizar a sua investigação. Referiu que ali a tradição convive com elementos de modernidade, sem que no entanto a tradição se altere com os novos objectos. A presença dos espíritos na vida social como sujeitos de acções e interacções com os “vivos” é comum na população. A produção de descendência é fundamental na vida das mulheres. O que vai definir uma pessoa são as linhas de descendência, ascendência e a linha dos Xarás e a vizinhança. É através das mulheres que a filiação e a descendência são possíveis, garantindo a existência da pessoa masculina e feminina. As mulheres vêm de fora, são doadas às famílias. Assim, são sempre suspeitas no núcleo familiar. Não é possível pensar em gênero sem pensar na família em Moçambique. A maioria dos praticantes de feitiçaria são mulheres. Quando se investigam as causas da doença tradicional, investiga-se quem trouxe a doença. Henrique Passador refere que historicamente as ISTs são interpretadas e tratadas pela medicina tradicional.No que respeita ao uso do preservativo, é visto como impedimento na produção de filhos. A importância da descendência não pode ser esquecida. Assim, as mulheres são mais vulneráveis e têm dificuldade em negociar o uso do preservativo.

Em grande medida as mulheres são vistas como promotoras da doença.

(Maria Teresa Santos/Renata Cortizo – 18.04.2008 )




Tuberculose: Número de casos está a diminuir em Portugal

18 04 2008

A tuberculose vitima, todos os anos, cerca de 1,5 milhões de pessoas por todo o Mundo, segundo as estatísticas da Organização de Saúde (OMS). Em Portugal, os dados provisórios, apurados pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), apontam para uma redução de 14% dos casos entre 2006 e 2007.

A tuberculose, também baptizada por “Peste Branca” conheceu o seu auge na época da Industrialização. Mas existem vestígios da sua existência, desde as civilizações egípcias. O bacilo de Koch (conhecido por Mycobacterium tuberculosis) – a bactéria que está por detrás do desenvolvimento da doença – foi descoberto, há 125 anos atrás, por um investigador alemão com o mesmo nome.

Actualmente, e apesar de não ser uma doença mediática, a tuberculose continua a roubar a vida de 4500 pessoas por dia, em todo o Mundo, segundo o último relatório da Organização Mundial de Saúde. Estes são números que não deixam ninguém indiferente, principalmente se pensarmos que se trata de uma doença infecciosa com possibilidade de cura.

“Trata-se de uma patologia infecciosa que se transmite por via respiratória, através de um simples espirro ou tosse”, afirma o Dr. Artur Teles de Araújo, presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias (ANTDR).

De uma forma geral, em 90% dos casos, os mecanismos imunológicos do indivíduo consegue pôr cobro à bactéria. Em termos práticos, a bactéria Mycobacterium tuberculosis chega ao pulmão, através das vias respiratórias, local onde vai criar um pequeno núcleo. Esta é a típica situação de primo-infecção, que poderá ser debelada pelo sistema imunitário. Contudo, nas situações em que o indivíduo se encontra imunologicamente debilitado, a infecção pode-se aproveitar desta “fragilidade” para ganhar terreno, podendo mesmo entrar na corrente sanguínea e atingir outros órgãos do sistema.

Quando a bactéria se instala nos alvéolos do pulmão, um dos primeiros sintomas de doença é a tosse persistente, que “se prolonga por um período superior a três semanas e não cede aos tratamentos habituais”. Numa fase mais avançada, “a expectoração surge, normalmente, acompanhada de sangue”, refere.

O diagnóstico poderá ser confirmado com recurso a uma amostra obtida através da expectoração. Esta é isolada e, ao longo de 16 semanas, aguarda-se que o bacilo – caso exista – se desenvolva. Contudo, adianta o especialista, que a radiografia, “muito embora não dê um diagnóstico assertivo, permite detectar alguns sinais de doença”.

Uma doença “esquecida”

Até ao momento, o único meio de prevenção farmacológica para fazer face a esta patologia é a vacina. A BCG (sigla de bacilo Calmette-Guerin) é uma microbactéria bovina atenuada que ajuda o organismo a criar anticorpos, cujo grau de protecção contra as diferentes formas de tuberculose se situa na ordem dos 50%. Contudo, “ainda está longe de ser um método totalmente eficaz”, defende Artur Teles de Araújo.

Os antibióticos, descobertos e utilizados a partir da década de 50 do século passado, têm uma eficácia que ronda os 90% de cura, “se correctamente utilizados”. O tratamento da tuberculose – com uma duração entre seis a nove meses – consiste na toma diária de dois a três antibióticos. “Por se tratar de um período longo, há uma tendência para o tratamento não ser cumprido. Face a este abandono e a erros terapêuticos, o risco de multirresistências aumenta”, diz Teles de Araújo.

A par da problemática das resistências encontra-se a sua ligação com o vírus da sida. Ao longo de anos, a tuberculose foi considerada “uma doença do passado, em virtude da diminuição do número de casos, razão pela qual foi conduzida ao esquecimento”.

Porém, o flagelo do vírus da imunodeficiência adquirida, em perigosa associação com o bacilo de Koch, reacendeu o debate sobre a tuberculose. “De facto as duas doenças potenciam os efeitos nefastos uma da outra, pelo que o doente seropositivo, com as defesas debilitadas, torna-se mais atreito a contrair tuberculose”, completa o especialista.

À margem de uma visita ao hospital de Pulido Valente, o enviado especial da ONU no programa de luta contra a tuberculose, Jorge Sampaio, alertava para a necessidade de uma “resposta conjugada”, para pôr cobro a uma nova realidade: a co-infecção. Esta medida não obsta, no entanto, “a aplicação de programas dirigidos e individualizados a cada uma das doenças”.

Segundo os dados provisórios, apresentados pela Direcção-Geral de Saúde antes do dia Mundial da Tuberculose, que se assinala a 24 de Março, no último quinquénio, em Portugal, registou-se uma descida de 41% nos casos de co-infecção. Contudo, em 53% dos doentes infectados, a tuberculose foi a patologia indicativa de sida. De acordo com Jorge Sampaio, o paradoxo da co-infecção reside no facto de os portadores de uma doença incurável (a sida) sucumbirem a uma patologia curável: a tuberculose.

(Médicos do Mundo – 17.04.2008 )





Bengo: ADPP homenageia sexta-feira vítimas do VIH/SIDA

18 04 2008

Caxito, 17/04 – A organização não governamental, Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo (ADPP), no Bengo, homenageia esta sexta-feira, em Caxito, as vítimas do VIH/SIDA, numa cerimónia intitulada “Memorial Internacional a Luz de Vela”.

O facto foi revelado hoje, quinta-feira, à imprensa, pelo coordenador do projecto, o zambiano Mwanza Frederick, esclarecendo que o ” Memorial Internacional a Luz de Velas” é uma cerimónia que vai acontecer na Europa, África e outros continentes.

A província do Bengo, esclareceu, é a em Angola a aderir à essa actividade de solidariedade, da qual vão participar entidades governamentais, técnicos de saúde, voluntários na luta contra a Sida e representantes da sociedade civil.

“As cidades de Caxito, Dembos e Kibaxe são as únicas a realizarem a homenagem a partir das dezoito horas do dia 18 de Abril”, fez saber o activista de luta contra a Sida.

A província do Bengo, segundo dados do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida, com uma população aproximada de quinhentos mil habitantes, apresentou, em 2004, uma prevalência de VIH de um porcento, enquanto que em 2007 a taxa elevou-se para quatro porcento.

Estima-se que existam quatro mil e 320 pessoas infectadas pelo vírus.





Huíla: Mais de 10 mortes por VIH/Sida no primeiro trimestre

18 04 2008

Lubango, 17/04 – Pelo menos 18 pessoas morreram de Janeiro a Março do ano em curso na província da Huíla, vítimas de VIH/SIDA, dos 253 casos registados nos Hospitais Públicos, informou hoje, quinta-feira, fonte do Departamento Provincial de Saúde Pública e Controlo de Endemias.

Em declarações à Angop, o supervisor do Programa de Combate contra VIH/SIDA, Gabriel Nionissa, disse ter havido um aumento de casos e de óbitos. Em 2007 foram diagnosticados 149 seropositivos com 10 mortes.


Gabriel Nionissa disse que ao longo do primeiro trimestre foram realizados 2.614 testes, 253 dos quais positivos.

Revelou que dos casos positivos, 50 foram diagnosticados em mulheres grávidas e 22 em crianças de zero aos cinco anos de idade, das quais 19 receberam o “AZT oral” que é um aleitamento exclusivo artificial, sendo que tais menores que beneficiaram do programa do corte da transmissão vertical.

No mesmo período, 72 pacientes, com idades compreendidas entre os 20 anos e 59 anos, respectivamente, iniciaram o tratamento anti-retroviral.

Na ocasião, Gabriel Nionissa fez saber que a província não dispõe de material publicitário informativo, apenas só de preservativos, sendo que 509 foram gratuitamente distribuídos a população.

Em 2007, a província registou 633 casos de VIH/SIDA, cujo número de mortes não foi revelado.

(AngolaPress – 17.04.2008 )





Último dia da MOSTRA DE CINEMA E AIDS apresenta filmes dos Estados Unidos, França e Brasil

18 04 2008

Estados Unidos, França e Brasil são os países representados no último dia da IV Mostra de Cinema e Aids. A programação desta quinta-feira (17/04) começa às 18h00 com o documentário “Nós Somos Papais”. O filme norte-americano aborda o universo das crianças soropositivas e um tema controverso: a adoção por casais homossexuais.

O segundo filme da noite, que trata de um jovem homossexual que anuncia para a família a sua soropositividade, começa às 20h00. Intitulada “Tudo Contra Leo”, a obra francesa é do ano de 2004. Em seguida, por volta das 22h00, começa uma sessão dupla. O primeiro filme é do Brasil. “Ciranda”, com apenas 3 minutos de duração, mostra uma menina de dez anos que altera o cotidiano de dez pessoas, sempre com histórias interligadas pela temática da Aids.

Na seqüência, o último filme da noite mostra a relação de três pessoas que compartilham o mesmo teto. “Morando juntos, eles passam a dividir seus problemas, suas visões diferentes da vida, e eventualmente a cama, num período de transformação e novos desafios trazidos pelos anos 80”, explica a sinopse do filme dos EUA intitulado “Uma Casa no Fim do Mundo”. A seguir, um resumo completo das obras, que está disponível no site da Mostra (acesse):

IV Mostra de Cinema e Aids / I Mostra de Filmes Publicitários e Aids

Quinta-feira (17/04)

18h00

NÓS SOMOS PAPAIS (We Are Dad)
(EUA, 2005, 68min)
Diretor: Michel Horvat

O universo das crianças que vivem com HIV une-se neste documentário ao tema controverso da adoção por homossexuais. Os personagens são Roger, Steven e os cinco bebês infectados pelo HIV que o casal acolheu em diferentes momentos e cria há 17 anos. Ex-enfermeiros da ala de pediatria de um hospital em Miami, eles acompanharam o drama desses recém-nascidos abandonados e deram-lhes um lar, enfrentando não só o preconceito de sua opção sexual e da aids, mas também racial, na medida em que três dos “filhos” são negros. A batalha maior, no entanto, não é a exigente rotina pelo conforto e saúde das crianças, mas a que se dá na esfera legal, já que o estado da Flórida não reconhece o direito de adoção aos gays. Na tentativa de dar andamento a um novo processo na justiça americana, a família mudou-se para o estado do Oregon.

20h00

TUDO CONTRA LEO (Tout Contre Léo)
(França, 2004, 97min)
Diretor: Christophe Honoré

Antes de realizar o ótimo Em Paris (2006), já exibido no circuito brasileiro, e Canções de Amor (2007), previsto para chegar em breve às salas de cinema, o diretor francês Christophe Honoré assinou esse delicado drama. O cenário é uma pequena cidade no litoral da Bretanha, região onde o cineasta nasceu e lar perfeito para um casal e seus quatro filhos. Leo (Pierre Mignard) é o mais velho. Aos 21 anos e gay, ele anuncia à mesa que seu teste para HIV resultou positivo. A harmonia do clã sofre um abalo, mas só o suficiente para todos se unirem mais em apoio a Leo – exceto o caçula de 12 anos Marcel (o ótimo Yannis Lespert), que embora poupado da notícia pelos pais e irmãos, acaba por ouvir tudo atrás da porta. A partir daí, a trama se desenrola através dos olhos do garoto, não só em relação às possíveis consequências dramáticas da doença, mas também às experiências típicas da idade de um pré-adolescente. São momentos de pausa na linha dramática, a exemplo da viagem a Paris de Leo e Marcel, que dão equilíbrio ao filme. A boa trilha sonora inclui o cantor Lloyd Cole e músicas de Alex Beaupain, parceiro habitual de Honoré.

22h00

CIRANDA
(Brasil, 2007, 3 min)
Diretor: Rafaela Dias

Uma menina de dez anos altera o cotidiano de dez pessoas, que passam a ter suas vidas interligadas por histórias em torno da aids.

UMA CASA NO FIM DO MUNDO (A Home at the End of the World)
(EUA, 2004, 97min)
Diretor: Michael Mayer

A aids entra como mais uma nota melancólica nessa trama plena de melancolia, com roteiro do escritor Michael Cunningham (As Horas), baseado em seu livro homônimo de 1990. A começar pela triste sina do jovem Bobby Morrow (Farrell), que na adolescência testemunhou a morte de seus pais e do irmão mais velho em momentos diferentes e foi criado pela família do melhor amigo, Jonathan (Roberts). Quando este, desprendido e gay, decide mudar-se da tranquila Cleveland para Nova York, Bobby o segue e a dupla logo torna-se um trio com a entrada em cena da experiente e nada convencional Clare (Robin Wright Penn). Morando juntos, eles passam a dividir seus problemas, suas visões diferentes da vida, e eventualmente a cama, num período de transformação e novos desafios trazidos pelos anos 80.

(Agência de Notícias da Aids – 17.04.2008 )





Organizações da sociedade civil fundam rede de pessoas com hiv/aids de países de língua portuguesa no Rio

18 04 2008

 Organizações da sociedade civil que trabalham com DST/Aids fundaram nesta quinta-feira (17) a Rede + PLP – rede da sociedade civil de pessoas que vivem com HIV/Aids nos países de língua portuguesa. O fato aconteceu no II Congresso da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no Rio de Janeiro.Irão constituir o colegiado no Brasil, Alfredo Dorea e Juçara Santiago; em Angola, Tereza Cohen e Inês Gaspar; em Portugal, Margarida Martins e Fernanda Queiroz.

O Congresso termina hoje e discute temas atuais sobre os principais problemas das DST-AIDS na comunidade de língua portuguesa. Uma reunião satélite foi promovida com grupos especiais para avaliar o impacto das resoluções tomadas na chamada carta de Luanda [capital da Angola], por ocasião da primeira edição deste Congresso, e para enfocar temas prioritários na saúde pública e na pesquisa.

 

(Agência de Notícias da Aids – 17.04.2008 )





Congresso debate avanços e as dificuldades para se obter uma vacina contra o HIV

18 04 2008

Ao apresentar um panorama dos esforços mundiais para o desenvolvimento de uma vacina anti-HIV ao longo de cerca de 20 anos de pesquisas, Duarte contabilizou 50 produtos candidatos a vacina, 180 ensaios clínicos e voluntários em 32 países. Dos quatro ensaios em fase mais adiantada que estavam em andamento até outubro de 2007, três foram paralisados e apenas um, da Tailândia, continua em evolução, de acordo com o professor.

Na ocasião, um projeto conduzido pela Fiocruz Pernambuco foi apresentado pelo pesquisador Luís Arraes. Ele comentou dados de estudo sobre um produto candidato a vacina terapêutica que, em macacos recém infectados pelo HIV, produziu queda da carga viral e aumento de células do sistema imunológico. Em testes preliminares com 18 pessoas portadoras do HIV, metade delas reagiu positivamente ao produto. “Os estudos continuam, mas ainda há muito trabalho a ser feito e perguntas a responder”, contou Arraes.

O encontro também teve a presença de Cristina Possas, do PN-DST/Aids, e Mauro Romero Leal Passos, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ele falou sobre as vacinas disponíveis contra HPV (leia a entrevista na AFN). Ela adiantou que, no início de setembro deste ano, será lançado oficialmente o Plano Nacional de Vacinas anti-HIV/Aids 2008-2012, que prevê condições adequadas para o financiamento e a regulação dos trabalhos, a criação de uma plataforma tecnológica para vacinas recombinantes e o incentivo das parcerias público-privadas, entre outras ações.

Fonte: Agência Fiocruz de Notícias

(Agência de Notícias da AIDS – 17.04.2008 )