São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Brasil serão apresentados no 2º Congresso , promovido pela Fiocruz. O evento, que acontecerá de 14 a 17 de abril no Rio de Janeiro, discutirá aspectos clínicos, epidemiológicos e sociais, bem como estratégias de prevenção e desenvolvimento de vacinas e técnicas de diagnóstico no campo das DST e da Aids. Medicamentos anti-retrovirais, resistência a drogas e doenças que costumam atingir pessoas vivendo com DST/Aids, como tuberculose, malária e hepatites, também serão debatidas.
Na abertura do evento, as conferências serão proferidas pela diretora do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, e pelo diretor do escritório regional para África da Organização Mundial da Saúde (OMS), Luís Gomes Sambo. Os temas serão as experiências brasileira e africana no controle e prevenção das DST/Aids e a mesa será coordenada pela diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Mirta Roses Periago.
Quase 70% das pessoas infectadas pelo HIV no mundo vivem no continente africano, o mais afetado pela Aids. Só em 2007, estima-se que ocorreram 1,7 milhão de novas infecções. No Brasil, por sua vez, as estimativas são de que existam cerca de 600 mil pessoas vivendo com Aids. A doença é, portanto, um desafio para os países em desenvolvimento, o que requer intensificar a cooperação entre os diferentes grupos de estudo na busca de soluções para o problema.
Nesse contexto, ao final do 1º Congresso da CPLP sobre DST/Aids, que aconteceu em Angola em 2005, os países assinaram a Carta de Luanda, segundo a qual se comprometem a agir conjuntamente na promoção das políticas e estratégias de combate às DST/Aids. O segundo congresso, então, representa a consolidação dessa iniciativa e tem como objetivos principais analisar a situação de cada um dos países em relação a essas doenças e avaliar as dificuldades encontradas na implementação de planos estratégicos, além de fortalecer as parcerias.
Ao todo, mais de 50 palestrantes vão abordar não só questões técnicas, como a transmissão vertical dos vírus, mas também direitos humanos e aspectos éticos da pesquisa em DST/Aids. Além dessas sessões plenárias, mais de 80 trabalhos serão apresentados sob a forma de painéis.
(O Serrano – 13.04.2008)
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