Na abertura do evento Cinema Mostra AIDS jornalista e ativista defendem campanhas permanentes e agressivas ao combate ao HIV

12 04 2008

Na noite desta quinta-feira (10/04),começou em São Paulo, a IV Mostra de Cinema e Aids. A iniciativa é do Grupo Pela Vidda, entidade que atua na luta contra a epidemia desde 1989. Em sua quarta edição, a Mostra apresentará, em sete dias de evento, 27 filmes dos mais variados gêneros. Esse ano há uma novidade na programação: a I Mostra de Filmes Publicitários e Aids.
Para apresentar a propaganda voltada ao HIV foi criado um vídeo de 41 minutos, reunindo 71 peças publicitárias de 20 países. Um dos destaques, foi um vídeo da França. Nele, dois jovens usam um trevo de quatro folhas para decidirem se usam ou não o preservativo. No final da peça, aparece uma frase que diz “Não conte com a sorte”. Outro vídeo, de origem boliviana, defendia o seguinte (em seu clímax): “Pratique abstinência, mas proteja-se”. Em comum, todas as peças publicitárias defendiam o uso da camisinha, em qualquer relação sexual.
Entre os vídeos produzidos pelo Brasil, o Grupo Pela Vidda destacou a campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids de 2006. Naquele ano, a propaganda teve como protagonistas, pela primeira vez na história das campanhas do governo federal, pessoas vivendo com HIV/Aids. O ator e escritor Cazu Barroz e a advogada Beatriz Pacheco foram os escolhidos.

Campanhas elaboradas para o público gay e depois censuradas, foram exibidas.
O ativista Jorge Beloqui, do Grupo de Incentivo à Vida (GIV), criticou o fato. “É lamentável essa atitude, mas também nós nunca questionamos o motivo do veto”, comentou.

A jornalista Wildinei Feres Contrera iniciou o debate, “as campanhas de prevenção precisam ser elaboradas para atingir pessoas que estão fora do movimento”. Segundo ela, também é importante que as propagandas aconteçam o ano inteiro. “É preciso que o governo e a sociedade civil se articulem para manter as propagandas no ar durante todo ano”, enfatizou.

Maria Lucia, conselheira da Secretaria Municipal de Saúde de Guarulhos,defendeu a elaboração de campanhas de forma mais agressiva e explicando a situação de vulnerabilidade de todos frente ao vírus.
“Somos todos vulneráveis as DST/Aids”, lembrou.

A IV Mostra de Cinema e Aids e a I Mostra de Filmes Publicitários e Aids seguem até a próxima quinta-feira (17/04). Mais informações sobre a programação, clique aqui.

(Talita Martins/Agencia de Notícias da AIDS – 11.04.2008)





Jovens apresentam a maior taxa nas doenças sexualmente transmissíveis

12 04 2008

Como enganar a cegonha? Como evitar as doenças sexualmente transmissíveis? Estas foram as interrogações lançadas ontem pela Escola Secundária das Laranjeiras para, em conjunto com os médicos, explicar aos alunos como devem evitar, eventualmente, uma gravidez na adolescência e proteger-se contra as doenças sexualmente transmissíveis, evitando, sempre, os comportamentos sexuais de risco.
Rui Costa, Médico de Família e responsável pelo Gabinete de Apoio ao Adolescente naquela Escola, fez questão de sublinhar que a sexualidade começa na infância entre mãe e filho, através dos afectos que vão influenciar a nossa vida futura, através da memória, defendendo que a educação para os afectos deve começar na família que condicionam a vivência em sociedade. “Vivemos uma época permissiva em que todos pensam saber o que estão a fazer, mas não sabem o que é o planeamento familiar”, daí a importância da contracepção, que foi o tema abordado por Paula Moniz, Ginecologista, que desfez os mitos, deixando claro que não há nenhum método que seja 100% eficaz, porque “a falha pode acontecer e todos os jovens têm de estar preparados para isso” ao iniciarem uma vida sexual activa. Por isso, é importante que antes de terem relações sexuais procurem um médico para escolherem o método contraceptivo mais adequado, embora realce que quanto mais tarde iniciarem a vida sexual melhor, porque, ainda hoje, é o melhor para evitar uma gravidez e as doenças.
Contudo, se os jovens optarem por ter relações têm uma panóplia de métodos contraceptivos à sua disposição, – para não serem apanhados desprevenidos quando ouvem dizer que estão grávidas e com uma crianças que não queriam -, como o preservativo (combinado com espermicida), a pílula, a pílula de emergência – tem de ser tomada até às 72 horas do acto -, o implante (colocado debaixo da pele e com duração de 3 anos, adesivos (colados no braço e que duram 8 dias), anel vaginal (dura 3 semanas) , pois o diafragma (não é comercializado em Portugal), o DIU Intra-uterino, e o coito interrompido não são aconselhados para adolescentes.
A médica diz que a contracepção é muito importante porque “ainda são umas crianças e já estão grávidas, garantindo que há que apostar na prevenção, cujo método mais seguro, de entre os vários possíveis, é a pílula, que para além de evitar a gravidez também evita o acne, os quistos da mama e do ovário, o cancro do ovário e a dor menstrual. O preservativo também deve ser sempre usado, principalmente na adolescência, quando os jovens mudam de parceiro, acrescenta Francisca Senra Estrela, Dermatologista e veneralogista.
A médica diz que as doenças sexualmente transmissíveis (doenças apanhadas através de relações com um parceiro infectado) são um problema de saúde pública e há uma taxa mais elevada nos adolescentes, porque biologicamente mais susceptíveis a infecções e porque têm relações de curta duração (troca constante de parceiros), aumentando o risco de apanhar as doenças.
Entende que a prevenção é fundamental e só se evita as doenças se houver um parceiro fixo, se possível os jovens devem iniciar as relações sexuais o mais tarde possível. Devem utilizar sempre o preservativo e devem fazer a vacinação para as doenças que já têm vacina.
As doenças sexualmente transmissíveis são muito dolorosas, como fez questão de sublinhar a médica, que transportam para o doente “uma dor martirizante quer fisicamente como psicologicamente”.
“As infecções podem ser vaginais, orais e anais, por isso há que ter uma vida sexual boa, consciente e responsável”, diz a médica.
Francisca Estrela enumerou uma série de doenças passíveis de transmissão, como sendo também as doenças mais comuns e com maior impacto na saúde. São elas ulcerações genitais (sífilis e Herpes genital); uretrites e cervicites (gonorreia, infecção, clamídia); condilomas acuminados (pediculose pública [xatos], hepatite B e infecção pelo VIH – SIDA).
A médica explicou aos jovens os sintomas de cada doença e como se propaga, garantindo que, na sua maioria, só o preservativo pode evitar a contaminação, garantindo que a herpes genital é a doença mais frequente, que se deve, essencialmente, ao facto de hoje em dia se terem alterado as práticas sexuais. “É uma doença que se trata mas não passa. A pessoa pensa que está boa, mas está infectada e passa a doença ao parceiro”. Neste caso o preservativo pode não evitar a transmissão da infecção e pode levar à infertilidade da mulher.
Também muito frequente na transmissão são os condilomas (parece uma couve flor), um vírus que se localiza nos órgãos genitais. Também aqui a pessoa pode pensar que não está infectada mas está, e tem graves complicações, uma vez que a doença provoca cancro do pénis, ânus e do colo do útero, que já tem vacina para evitar a infecção. Mesmo não havendo penetração pode haver transmissão da doença, alerta a médica.
Como conclusão, a médica lembrou que as doenças sexualmente transmissíveis só se evitam se os jovens se prevenirem.

(Diário dos Açores – 11.04.2008)




Viagem pelo corpo humano

12 04 2008

Uma cápsula encarnada. Lá dentro 15 pessoas apertam os cintos. É um simulador, uma viagem pelo corpo humano, em três dimensões e interactivo.

Champi é o personagem que nos conduz pelo interior do corpo. Entramos por um olho e vamos directos ao cérebro. A partir daí explica-se o ADN, as células e os vírus.

A Sida, Diabetes e Leucemia são as doenças que merecem destaque.

O Champi explica não só como cada uma dessas doenças funciona como também as novas tecnologias para combatê-las, tais como a terapia genética, as células estaminais e a nanotecnologia. Tudo em 25 minutos.

(TSF – 11.04.2008)




Altos quadros de saúde angolanos participam em congresso sobre Sida

12 04 2008

O II Congresso da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis (DTS)/VIH-SIDA contará com a presença de aproximadamente quarenta especialistas angolanos, entre os quais médicos, palestrantes, profissionais da saúde e diferentes entidades convidadas para o fórum que a cidade brasileira do Rio de Janeiro alberga, de 14 a 17 de Abril, numa co-organização da Fundação Eduardo dos Santos (FESA) e instituições sanitárias do país anfitrião.
A delegação angolana ao evento, que deverá escalar a cidade do Rio de Janeiro neste domingo, será chefiada pelo vice-ministro da Saúde, José Van-Dúnem e integra ainda a directora-geral do Instituto Nacional de Luta Contra a Sida (INLS), Ducelina Serrano e Lúcia Furtado, o Director Regional para a África da Organização Mundial da Saúde, Luís Gomes Sambo, o bastonário da Ordem dos Advogados de Angola, Inglês Pinto, o director do Hospital Esperança, Milton Veiga, directores provinciais da Saúde, profissionais de unidades sanitárias de referência e técnicos dos ministérios da Saúde e da Educação.
Para além dos especialistas de Angola e do Brasil estarão também de Portugal, São Tomé e Princípe, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, Timor Leste e convidados de Cuba e dos Estados Unidos.
Os Congressos da CPLP sobre DST/vih-Sida foram instituídos em 2005, em Luanda, altura em que se realizou o primeiro, numa organização conjunta do Ministério da Saúde da República de Angola e da FESA.
Esta segunda edição vai analisar, discutir e definir uma plataforma de intervenção comum para os diferentes países da CPLP, que permita a abordagem e troca de experiências entre os seus participantes.
Os congressistas passarão em revista os feitos em cada país membro da CPLP, como e com que recursos e parceiros nacionais e internacionais trabalham para se traçar um quadro da situação actual das DTS, VIH e SIDA e os desafios para o futuro dos respectivos países.
As repercussões da Carta de Luanda no perfil clínico-epidemiológico das Doenças de Transmissão Sexual (DTS) dominarão o início do Congresso, cuja sessão solene de abertura está marcada para às 18H00 locais, na sala de convenções do Hotel Glória, com participação confirmada de congressistas dos países membros da CPLP.
No período de vigência do Congresso, 14 a 17 de Abril, os congressistas abordarão temas actuais e será estimulada a discussão sobre os principais problemas das doenças sexualmente transmissíveis na comunidade. Também será realizada uma reunião satélite com grupos especiais para avaliar o impacto das resoluções tomadas na Carta de Luanda, com enfoque para temas prioritários na saúde pública e na pesquisa, tendo como horizonte a diversidade cultural e científica, que é própria da CPLP.
Na referida Carta, os subscritores, todos os países da CPLP, reafirmaram o direito a todos à educação e à informação sobre as DTS e VIH/SIDA, como forma de prevenção, bem como comprometeram-se em agir conjuntamente, dentro dos limites das suas responsabilidades individuais e colectivas, em prol dos princípios relativos às políticas e estratégias da doença, que promovam a prevenção e o suporte às pessoas infectadas e afectadas.
Os subscritores reafirmaram solenemente o compromisso de fortalecer os sistemas de informação sobre os preços dos anti-retrovirais, de modo a permitir uma maior abrangência, quer do tratamento, quer dos centros de aconselhamento e testagem voluntária, permitindo também uma maior cobertura às unidades de atendimento à mulher grávida.
A directora geral do INLS, Dr.ª Ducelina Serrano, será a primeira das oradoras da delegação angolana e intervirá no período da manhã do dia 15 de Abril, no painel dedicado a abordagem da situação epidemiológica das DTS nos países da CPLP, seu estado actual e perspectivas de controle.

(Jornal de Angola – 12.04.2008)




Moxico: Autoridades sanitárias preocupadas com redução de acções de combate ao VIH/SIDA

12 04 2008

As autoridades sanitárias da província do Moxico estão preocupadas com a redução, no primeiro trimestre deste ano, da implementação das acções direccionadas ao combate das Infecções de Transmissão Sexual (ITS) e VIH/Sida na região.

A preocupação foi manifestada pela supervisora do programa provincial de luta contra a doença, Gloria Muhangueno, no encontro realizado quinta-feira última, no Luena, com as instituições estatais e não-governamentais que intervêm nessa área.

Os representantes das organizações parceiras presentes indicaram a falta de apoios financeiros e materiais como a causa da redução das actividades programadas.

A inactividade da comissão provincial de luta contra a Sida e a falta de acompanhamento pelos órgãos competentes das acções projectadas pelas ONG foram, entre outros factores, apontados como estando na base do insucesso do seu trabalho.

A responsável, depois de se informar das dificuldades dos parceiros, prometeu analisar a questão com as instâncias superiores de tutela, para permitir a reactivação das actividades.

Aconselhou o envolvimento das pessoas infectadas com o vírus da Sida nas futuras actividades a desenvolver, de forma a convencer o grupo alvo.

Apesar de registar uma rotura de stocks do material de informação, educação e comunicação sobre as ITS e VIH/SIDA, a supervisora provincial garantiu prestar alguns apoios em preservativos para atenuar a situação.





Huambo: Director da Saúde preocupado com mortalidade provocados por malária e sida

12 04 2008

O director provincial do Huambo da Saúde, Elias Finde, manifestou-se quinta-feira, preocupado com os casos de mortalidade provocados por malária e sida nas várias unidades sanitárias da província.

O responsável falava durante o encerramento do 8º Conselho Consultivo Alargado do sector que dirige.

Sem revelar números de casos diagnosticados e respectivas vítimas mortais, Elias Finde apelou aos directores de hospitais municipais, chefes de repartições e de departamentos das unidades sanitárias e demais agentes de saúde para redobrarem esforços na sensibilização das comunidades para que as populações tenham uma maior informação sobre cuidados primários preventivos de saúde.

“Temos que assumir a responsabilidade de informar periodicamente a população sobre a necessidade de adoptarem as medidas de prevenção, pois muitas destas patologias estão a dizimar pessoas em idade activa, que podiam contribuir para o desenvolvimento da província nos mais variados sectores”, apelou.

Pediu aos membros do Conselho Consultivo para colocarem em prática todas as conclusões e recomendações que o evento produziu, para melhorar a prestação dos cuidados de saúde às populações e de serviços nas unidades sanitárias.

“Estamos a seis anos de paz e a população espera dos profissionais de saúde algum esforço tendente a redução das altas taxas de mortalidade e de contagio de epidemias frequentes, embora seja esta uma tarefa multisectorial e multidisciplinar em que são chamados a intervir todos os sectores da sociedade civil, com realce para as autoridades administrativas, tradicionais e religiosas”, concluiu.

Entre as conclusões e recomendações saídas do certame constam a capacitação dos directores de enfermagem e directores clínicos e a realização de acção formativa sobre doenças respiratórias.

Recomendaram ainda que o núcleo de formação permanente faça um levantamento das debilidades existentes em todas as unidades sanitárias e planifique a formação das mesmas, que o Ministério da Saúde crie condições para apoio dos doentes transferidos para os hospitais nacionais, entre outras que concorrerão para a melhoria dos serviços de saúde na província.

A rede sanitária do Huambo é constituída por 10 hospitais, 51 centros de saúde e 101 postos de saúde, cujo funcionamento é assegurado por cerca de dois mil e 30 técnicos, entre básicos e médios, e 78 médicos, dos quais 20 nacionais.

Estima-se que cada médico está para cerca de 35 mil pacientes, pois a província tem uma densidade populacional avaliada em dois milhões e 800 mil habitantes, distribuídos em 11 municípios. Tal quadro poderá ser reforçado, ainda este ano, com mais 48 médicos de diversas especialidades.

(AngolaPress – 11.04.2008)




Federação Académica do Porto promove rastreios para estudantes do ensino superior

12 04 2008

A Federação Académica do Porto (FAP) está a realizar, até 29 de Abril, uma semana de promoção da saúde, que visa detectar casos não diagnosticados de várias patologias e aconselhar formas de obtenção de ajuda especializada.

A iniciativa, hoje divulgada pela FAP, abrange 19 instituições de ensino superior e destina-se a todos os estudantes.

A denominada Semana de Promoção da Saúde `Vive + e Melhor` pretende informar os jovens sobre prevenção e cuidados de saúde, mas tem também o objectivo de promover a solidariedade entre os estudantes, através da dádiva de sangue e de medula óssea.

Em cada estabelecimento de ensino superior, além da recolha de sangue e medula óssea, será também possível efectuar rastreios de HIV/Sida e de saúde oral.

Os estudantes do ensino superior do Porto podem ainda realizar rastreios oftalmológicos, audiológicos e cardiovasculares, que englobam diabetes, colesterol e tensão arterial.

A Universidade Católica do Porto, a Escola Superior de Biotecnologia e as faculdades de Ciências da Nutrição, Economia, Belas Artes, Ciências, Arquitectura e Direito são algumas das instituições envolvidas nesta semana de promoção da saúde.

Nesta iniciativa estão também presentes os institutos superiores de Engenharia e de Contabilidade e Administração, as universidades Lusíada e Portucalense, e as escolas superiores de Estudos Industriais e Gestão e de Educação, além das faculdades de Farmácia, Letras, Desporto e Psicologia.

(RTP – 12.04.2008)




Casos de notificação de Aids

12 04 2008

S. é uma mulher de 46 anos e mora em uma pequena cidade da região de Santa Maria. Ela acredita que tenha adquirido o vírus HIV há mais de 10 anos, quando se separou do marido e manteve alguns relacionamentos  heterosexuais. Porém a doença somente veio a se manifestar há pouco mais de dois anos, quando uma diarréia persistente aliada a uma infecção na traquéia e a perda constante de peso a obrigaram a permanecer internada por 28 dias no HUSM.

“Foi assim que eu descobri que tinha sido infectada. Tiraram o  meu chão. Fiquei completamente transtornada, mas vida é uma só e resolvi lutar pela minha. Hoje estou bem, embora a Aids ainda seja muito estigmatizada. Em minha cidade, somente minha família conhece o real motivo de minhas vindas para Santa Maria e, ainda assim, insisti muito para manter em segredo”, comentou a paciente do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) do Hospital Universitário de Santa Maria, que cuida dos casos da doença na região. S. também salientou que no início do tratamento teve uma forte reação ao coquetel ministrado para combater o vírus, mas depois de algum tempo, já se acostumou, passa bem e sempre cuidando de qualquer manifestação de sua saúde.

S. faz parte de um grupo de 2.550 casos diagnosticados com o vírus HIV na cidade e região, sendo que desses, 850 pessoas estão em tratamento por já apresentarem sintomas (50 são crianças) e 1.700 estão infectadas, porém não apresentam indicação de tratamento e sem sintomas  da doença (100 são crianças). Conforme estimativas do SAE, outras cerca de 2.500 pessoas estão sem diagnóstico e sem acompanhamento médico na região de Santa Maria. O SAE recebe para consultas cerca de 25 pessoas por dia, 125 por semana e aproximadamente 500 pacientes por mês infectados com o vírus HIV.

A paciente S. também faz parte de uma nova constatação sobre a Aids em todo Brasil: a feminilização. Hoje já se pode dizer que para cada caso novo diagnosticado, um é homem e outro é mulher. Geralmente mulheres jovens, em sua maioria entre 13 e 30 anos. “A Aids está com a cara do Brasil. No País existem mais mulheres e pobres. A feminilização da doença é uma constatação. Mulheres jovens e heterosexualmente ativas são um número crescente nos índices de contágio. Outro grupo que cresce bastante é de pessoas pobres, geralmente vivendo nos cinturões de miséria das grandes cidades brasileiras, sem informação e sem consciência das formas de transmissão do vírus. Outro grupo que está chamando a atenção das autoridades de saúde é o de pessoas idosas, com mais de 60 anos que estão sendo infectadas também de uma maneira crescente”, ressaltou o médico infectologista, Ricardo de Freitas Zwirtes.

(Ricardo Ritzel/A Razão – 12.04.2008)




“Prefeitura nos Bairros” acontece em Porto Feliz

12 04 2008
O projeto “Prefeitura nos Bairros” estará na próxima sexta-feira, dia 11 de abril, e no sábado, dia 12, na praça Dr. José Sacramento e Silva (Matriz), em Porto Feliz. A estrutura montada no local disponibilizará diversos serviços públicos à população.
 
Na área de saúde, os atendentes agendarão exames de papanicolau e realizarão exames de diabetes e pressão arterial. Os interessados receberão dicas de como ter uma alimentação saudável e serão orientados sobre doenças como DST/Aids e dengue. No local, será montado um “escovódromo” para atender e orientar as crianças sobre higiene bucal.
 
No Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT), Procon e Banco do Povo, os interessados poderão tirar dúvidas, cadastrar currículos e realizar consultas de linhas de financiamento.
 
O caminhão da “Caravana Cultural” atenderá os interessados em emprestar livros e acessar a internet gratuitamente. As diretorias de Obras Públicas, Projetos e Urbanismo, Meio Ambiente e Promoção Social também realizarão atendimentos no local.
 
Diversão
No sábado, diversas atividades esportivas como futebol, basquete, vôlei, tênis de mesa, xadrez e damas serão realizadas. Durante à tarde, haverá apresentações de grupos musicais e de dança.
 
O evento será encerrado à noite com a exibição do filme “A taça do mundo é nossa”, gratuitamente.
(Itu.com – 10.04.2008)