A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) iniciou nesta terça-feira (8), em parceria com a Secretaria da Saúde (Sesau), a oficina “Eu preciso fazer o teste HIV-Aids”, que tem como base o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas (PSE). O trabalho, que acontece até a manhã desta quarta-feira (9), no Rondon Palace Hotel, em Porto Velho, envolve educadores das escolas de ensino médio Orlando Freire, Daniel Néri, Estudo e Trabalho, João Bento da Costa e Rio Branco, todas da Capital, que depois serão multiplicadores junto aos adolescentes.
De acordo com a coordenadora do programa, Arlete Kalki, a oficina é comandada por técnicos do Grupo Gestor Estadual, composto por profissionais das áreas da Educação e Saúde. No primeiro dia, foram feitas abordagem teórica sobre os temas “Adolescência” e “Conhecendo o CTA”, com Luciana Gonçalves, psicóloga do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), que funciona na Policlínica Osvaldo Cruz; e “DST/Aids – Situação Epidemiológica”, com a enfermeira Rosângela Alves.
Para esta terça-feira, estão previstos exposição do tema “Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, com a assistente social Denise Campos, do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente; apresentação do Kit de Mobilização “Eu preciso fazer o teste HIV-Aids”, composto por um formulário para o aluno se auto-avaliar, uma árvore do prazer, caderno com informações importantes e preservativos”, com a psicóloga da Seduc, Ana Carolina Gomes, além de debates e articulação de estratégias e ações.
De 1997 a 2007, conforme Rosângela Alves, foram registrados 102 casos de aids em adolescentes de 13 a 24 anos, do sexo masculino (11,5%); e 98 do sexo feminino (16,1%). Na categoria exposição, foi constatado que a maioria do sexo feminino é heterossexual, enquanto no masculino existe uma mesclagem de heterossexual, homossexual e usuário de drogas injetáveis. No quesito cor/raça, 54,9% das mulheres são de cor parda e 39,4% branca. Já os homens são pardos (49,2%) e brancos (34,9%).
Os números apontam ainda que de 2001 a 2007 ocorreram, oficialmente, três casos de gestantes com idade entre 10 e 14 anos; 27 com 15 a 19 anos; 35 com 20 a 24 anos; 25 com 25 a 29 anos; 14 com 30 a 34 anos; e seis com 35 a 39 anos.
O secretário estadual da Educação, professor Edinaldo Lustoza, considera importante a oficina tendo em vista a grande incidência de casos, principalmente envolvendo mulheres, que agora estão na mesma proporção dos homens. “A proposta do Governo do Estado é incentivar a prevenção, seja de doenças ou gravidez ou relação sexual precoces, além de sensibilizar os estudantes à auto-avaliação sobre os riscos que correm ao se exporem às situações vulneráveis”, reforçou o secretário.
(O Nortão – 08.04.2008)
RSS - Posts

Comentários Recentes