É “degradante” para a democracia a forma como muitos ciganos vivem, em Portugal, considera Rosário Farmhouse, alta-comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, durante a abertura dos trabalhos do seminário internacional Ciganos: Território e Habitat, que termina hoje em Lisboa. Durante o dia foram apresentados casos europeus. A experiência espanhola é uma excepção no cenário de outros países europeus.
Em Portugal, calcula-se que 4200 ciganos não têm habitação fixa, de um total de sete mil que vivem sem condições de habitabilidade, avança o trabalho dos investigadores Alexandra Castro e André Correia, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
Rosário Farmhouse lembra que “todos têm direito, a uma habitação”, tal como diz a Constituição. Mas, no caso de muitos ciganos este direito é “apenas um desejo, lamenta.
Se Portugal, França, Itália e Reino Unido têm dificuldade em integrar os ciganos, em Espanha a sua “incorporação” tem sido uma aposta desde a década de 1970, explica Ana Collados, da Fundación Secretariado Gitano. Actualmente serão cerca de 10 a 12 por cento, em 600 mil, os que vivem em situação precária.
O sucesso deve-se ao apoio dado, diz. Por exemplo, na procura e compra de casa, no acesso a crédito bancário; no aprender a usar a casa; na ajuda a encontrar emprego e na ida das crianças à escola, explica Ana Collados ao PÚBLICO.
Mas também há problemas, admite. Para os evitar é necessário continuar a investir nos bairros, para que não se transformem em guetos.
Em Itália, os ciganos vivem em cerca de 400 acampamentos e bairros, feitos com contentores e isolados, denuncia Laura Fantone, da Universidade de Pádua. A situação agravou-se com a chegada de refugiados da guerra dos Balcãs e dos ciganos do Leste, na década de 1990. “Há menos integração e menos recursos”, informa. “Não há saída do campo”, alerta. As boas práticas têm sido poucas. Em Florença, Pádua e Génova estão a ser construídas pequenas vilas, mas os preços dos terrenos limítrofes baixaram porque ninguém quer ser vizinho dos ciganos, refere.
Também no Reino Unido, os ciganos, entre 180 e 300 mil, são recebidos com hostilidade, refere Pat Niner, da Universidade de Birmingham. A situação dos ciganos franceses, cerca de 400 mil, é muito semelhante à dos portugueses, considera Didier Botton, da Fédération de Associations Solidaires d”Action avec les Tsiganes.
Tal como cá, em França vivem da venda e do trabalho no campo; são nómadas, forçados pelas autoridades, que se recusam a deixá-los ficar muito tempo no mesmo sítio. Tal como cá, também há conflitos intra-étnicos – o que obriga a que as famílias se desloquem sempre que há problemas.
(Bárbara Wong/Público – 09.04.2008)

o povo anda com os olhos fechados…como e possivel este governo,da tudo e mais alguma coisa desde subsidios,agua,luz,casas,etc…a quem nao produz nem rendimentos traz ao pais apenas roubos e mortes..se assim se governa eu quero ser cigano!!!!!!
RaÇa de valores morais superiores. RaÇa nomada de cristo.
Naö vamos aö cu aös nossos filhos. Naö abandonamos os + velhos em lares. Os nossos lideres saö exemplares.naö violam crianÇas. Etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.dtc.Temos elevados padröes de moralidade! Sö casamos entre nös para manter a raÇa pura. Sö as outras impuras nös desviam do bom caminho. Inveja. Somos puros. E leais. RaÇa de cristo .somos arabes.