Espanha é excepção na integração e realojamento de ciganos, forma como vivem em Portugal é “degradante”

9 04 2008

É “degradante” para a democracia a forma como muitos ciganos vivem, em Portugal, considera Rosário Farmhouse, alta-comissária para a Imigração e Diálogo Intercultural, durante a abertura dos trabalhos do seminário internacional Ciganos: Território e Habitat, que termina hoje em Lisboa. Durante o dia foram apresentados casos europeus. A experiência espanhola é uma excepção no cenário de outros países europeus.
Em Portugal, calcula-se que 4200 ciganos não têm habitação fixa, de um total de sete mil que vivem sem condições de habitabilidade, avança o trabalho dos investigadores Alexandra Castro e André Correia, do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
Rosário Farmhouse lembra que “todos têm direito, a uma habitação”, tal como diz a Constituição. Mas, no caso de muitos ciganos este direito é “apenas um desejo, lamenta.
Se Portugal, França, Itália e Reino Unido têm dificuldade em integrar os ciganos, em Espanha a sua “incorporação” tem sido uma aposta desde a década de 1970, explica Ana Collados, da Fundación Secretariado Gitano. Actualmente serão cerca de 10 a 12 por cento, em 600 mil, os que vivem em situação precária.
O sucesso deve-se ao apoio dado, diz. Por exemplo, na procura e compra de casa, no acesso a crédito bancário; no aprender a usar a casa; na ajuda a encontrar emprego e na ida das crianças à escola, explica Ana Collados ao PÚBLICO.
Mas também há problemas, admite. Para os evitar é necessário continuar a investir nos bairros, para que não se transformem em guetos.
Em Itália, os ciganos vivem em cerca de 400 acampamentos e bairros, feitos com contentores e isolados, denuncia Laura Fantone, da Universidade de Pádua. A situação agravou-se com a chegada de refugiados da guerra dos Balcãs e dos ciganos do Leste, na década de 1990. “Há menos integração e menos recursos”, informa. “Não há saída do campo”, alerta. As boas práticas têm sido poucas. Em Florença, Pádua e Génova estão a ser construídas pequenas vilas, mas os preços dos terrenos limítrofes baixaram porque ninguém quer ser vizinho dos ciganos, refere.
Também no Reino Unido, os ciganos, entre 180 e 300 mil, são recebidos com hostilidade, refere Pat Niner, da Universidade de Birmingham. A situação dos ciganos franceses, cerca de 400 mil, é muito semelhante à dos portugueses, considera Didier Botton, da Fédération de Associations Solidaires d”Action avec les Tsiganes.
Tal como cá, em França vivem da venda e do trabalho no campo; são nómadas, forçados pelas autoridades, que se recusam a deixá-los ficar muito tempo no mesmo sítio. Tal como cá, também há conflitos intra-étnicos – o que obriga a que as famílias se desloquem sempre que há problemas.

(Bárbara Wong/Público – 09.04.2008)


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3 respostas

23 07 2008
costa

o povo anda com os olhos fechados…como e possivel este governo,da tudo e mais alguma coisa desde subsidios,agua,luz,casas,etc…a quem nao produz nem rendimentos traz ao pais apenas roubos e mortes..se assim se governa eu quero ser cigano!!!!!!

30 12 2008
Dön cyg

RaÇa de valores morais superiores. RaÇa nomada de cristo.

30 12 2008
Dön cyg

Naö vamos aö cu aös nossos filhos. Naö abandonamos os + velhos em lares. Os nossos lideres saö exemplares.naö violam crianÇas. Etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.etc.dtc.Temos elevados padröes de moralidade! Sö casamos entre nös para manter a raÇa pura. Sö as outras impuras nös desviam do bom caminho. Inveja. Somos puros. E leais. RaÇa de cristo .somos arabes.

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