Apoio ao desenvolvimento: Nações Unidas adoptam mecanismo integrado

8 04 2008

AS agências do sistema das Nações Unidas vão criar, a partir do biénio 2008/09, um programa único de apoio ao desenvolvimento de Moçambique, no âmbito do processo da reforma acelerada daquele organismo internacional, o qual preconiza um programa, uma estrutura orçamental, um líder e escritórios comuns.
 

Para o efeito, foi assinado, há dias, um programa conjunto de assistência, orçado em cerca de 113 milhões de dólares americanos, segundo revelou ao nosso Jornal o representante residente do PNUD, Ndolamb Ngokwey, que é igualmente coordenador residente do sistema das Nações Unidas no nosso país.

 

Ndolamb Ngokwey disse que o montante será aplicado nas prioridades definidas pelo Governo moçambicano no âmbito do PARPA e do programa quinquenal.

 

Nesse contexto, as agências das Nações Unidas estabelecidas no país ratificaram 11 programas de apoio que eram desenvolvidos separadamente para um único, eliminando, desta feita, a dispersão de esforços e recursos.

 

A criação de um programa conjunto de assistência, segundo explicou a nossa fonte, resulta do facto de Moçambique ser um exemplo-piloto do processo da reforma acelerada das Nações Unidas.

 

Exemplo disso é que o próprio orçamento das agências das Nações Unidas estabelecidas em Moçambique está a registar um progressivo crescimento, tendo passado de 100 milhões de dólares anuais para 150 milhões de dólares graças, segundo Ndolamb Ngokwey, mobilização de recursos especiais referentes ao programa de reformas.

 

“O aspecto positivo é o facto de que Moçambique como país-piloto  das reformas das Nações Unidas  está a receber muito dinheiro. Por exemplo, o nosso orçamento no ano passado para toda a família das Nações Unidas foi de 100 milhões de dólares, mas, por causa de Moçambique ser um país piloto, há uma forte mobilização de recursos especiais e o nosso orçamente este ano, cresceu em mais 50 milhões de dólares”, disse ajuntando que a realização em Maputo da reunião dos representantes residentes do PNUD, é uma demonstração de que Moçambique está no bom caminho.

 

Ressalvou que a reunião mobilizou todos os representantes e coordenadores residentes do PNUD em África, em número de 45, mais 20 directores de países, incluindo directores centrais do PNUD e quatro secretários-gerais adjuntos.

 

(Notícias de Moçambique – 08.04.2008)


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