MULHERES entrevistadas pelo nosso jornal na cidade da Beira, província de Sofala, por ocasião do Dia da Mulher Moçambicana, ontem assinalado no país, instaram o Governo no sentido de trabalhar mais no sentido de combater os casos de violência doméstica, bem assim de discriminação. Maputo.
Numa auscultação feita pela nossa Reportagem, as nossas interlocutoras lançaram também um apelo no sentido de se envolverem com mais afinco nos esforços de combater à pobreza absoluta, o HIV/SIDA, o analfabetismo e todas as doenças que constituem principais causas da mortalidade em Moçambique.
Estas mensagens reflectiram também o enfoque dos pronunciamentos feitos pelo governador de Sofala, Alberto Vaquina, que dirigiu a cerimónia de deposição de flores, bem como pelos representantes do Estado e da edilidade naquela urbe, Cremilda Sabino e Alexandre Vasco, respectivamente, e também a mensagem dos combatentes da luta de libertação nacional.
Ana Manuença, residente no bairro de Chipangara, mostrou-se satisfeita pelo facto de, segundo ela, neste momento haver um número expressivo de mulheres na direcção de vários cargos, tanto no Estado, como nas associações e outros organismos.
“Estamos a evoluir mas precisamos de mais espaço para a nossa maior integração na sociedade”- ajuntou.
Ana Maria Jofrisse, moradora do 12º bairro, Maraza, também expressou a sua opinião afirmando que “temos espaço, mas ainda falta-nos poder económico, pois continuamos a depender do nosso parceiro, o homem. Se nós trabalharmos ainda mais, tenho fé que conquistaremos este espaço ,embora haja muitas mulheres que já tenham conquistado esse privilégio”, referiu.
Margarida Eduardo, residente em Inhamízua, sustentou que “as mulheres já estão a ganhar muito espaço na sociedade, mas ainda devemos continuar a lutar pelo nosso bem-estar económico porque muitas de nós dependem dos maridos”.
Por seu lado, o governador de Sofala potenciou, no seu discurso, a necessidade de as mulheres se engajarem na luta contra a pobreza, tendo como inspiração os ideais de Josina Machel e outras mulheres que lutaram lado a lado com o homem pela libertação do país, bem como na criação do destacamento feminino que gerou a actual Organização da Mulher Moçambicana (OMM).
O mesmo sentimento foi manifestado pelos representantes do Estado e da edilidade na cidade, nomeadamente Cremilda Sabino e Alexandre Vasco, bem como pelos combatentes de luta de libertação nacional. Na essência, todos focalizaram os avanços assinaláveis que a mulher vem conseguindo no país, e a necessiade destas continuarem a lutar por melhores condições e o seu comprometimento na luta contra a pobreza, doenças endémicas, entre outros males que ainda enfermam a nossa sociedade.
(Notícias de Moçambique – 08.04.2008)


Comentários Recentes