A violência doméstica é o principal problema sinalizado pelo Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social nos primeiros seis meses de 2007 em que funcionou a Linha Nacional de Emergência Social.
Ao todo, dos 79 apelos recebidos nesse período, 42 resultavam de casos de violência doméstica, o que levou a governadora civil de Faro Isilda Gomes a apelar a uma intervenção cada vez mais concertada por parte de todos os parceiros com responsabilidade na área da acção social, de forma a imprimir maior eficácia aos planos de acção em curso».
Isilda Gomes acompanhou na segunda-feira um caso registado pela Linha Nacional de Emergência Social, no âmbito da segunda jornada do «Março Solidário».
Um homem, residente no Patacão, 42 anos, vivia isolado no Patacão e sem qualquer tratamento para o sua doença oncológica. Graças ao alerta, o homem foi transferido para o Hospital Central de Faro, para beneficiar cuidados de saúde e apoio social.
A linha funciona 24 horas por dia, no edifício do Centro Distrital do Instituto de Segurança Social. Isilda Gomes destacou o serviço por dar «resposta imediata a um vasto conjunto de situações e a casos sociais que lamentavelmente ainda ocorrem».
Em 2007, a linha registou 179 pedidos de ajuda, a maioria com origem no concelho de Faro (57) e por mulheres (111), com idades compreendidas entre os 31 e os 64 anos (64).
Para além da violência doméstica, os técnicos intervieram ainda em casos envolvendo crianças em risco (53), desalojamento (46), sem-abrigo (26), ausência ou perda de autonomia (37), abandono de idoso (6), negligência contra crianças e jovens (7).
Ainda no âmbito da iniciativa «Março Solidário», Isilda Gomes visitou também a Fundação António Aleixo, em Quarteira, instituição cuja Equipa de Acompanhamento a Beneficiários de Rendimento Social de Inserção (RSI) intervém junto de 306 famílias do concelho de Loulé.
De acordo com os indicadores do Instituto de Segurança Social, o RSI abrangia em Fevereiro deste ano um total de 3.264 agregados familiares (mais 400 do que em igual período de 2007), num total de 9.909 beneficiários (mais 1.435).
Comparativamente ao mesmo mês de 2007, o Complemento Solidário para Idosos abrangia em Fevereiro deste ano um total de 2.892 beneficiários (mais 1.411); o Abono de Família, 67.440 (mais 1.289); o Abono Pré-Natal 1.541 (mais 1.493), o Subsídio de Maternidade, 293 (mais 17); o Subsídio Social de Desemprego, 4.930 (mais 243).
Em decréscimo registavam-se, durante o mesmo período, o Subsídio de Desemprego, num total de 6.489 (menos 1.013) e o Subsídio de Doença, que abrangia 3.299 beneficiários (menos 155 do que em 2007).
Na manhã de terça-feira, Isilda Gomes participou ainda na criação de um grupo operativo para encontrar respostas concertadas para a diversidade de problemas sociais diagnosticados na região.
No encontro foram apresentados os resultados do Plano Regional de Acção para a Inclusão do Algarve 2007-2009, que elegeu como prioridade a redução da pobreza e da exclusão social dos cidadãos residentes no Algarve, com particular incidência nas comunidades imigrantes.
(Barlavento – 02/04/2008)
Comentários Recentes