Kwanza Sul: Ministério da Assistência aposta na integração social de pessoas vulneráveis

3 04 2008

Sumbe, 02/04 – O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, afirmou terça-feira no Sumbe, província do Kwanza Sul, que o seu sector pretende centralizar o seu trabalho na dinamização de projectos comunitários de integração social das pessoas vulneráveis, com vista a geração de empregos.

O governante falava na abertura do XVII Conselho Consultivo Alargado do seu ministério, que visa traçar estratégias para o ano em curso, apontou igualmente como tarefa a ser executada ainda este ano, a aceleração da materialização de projectos para a reintegração dos ex-militares dos diversos processos de paz.

A continuação da implementação de acções que visam a assistência, reabilitação física, profissional, educacional, geração de emprego e rendimentos para as pessoas portadoras de deficiência, revitalização e incremento dos programas de Educação Comunitária (Pec) em simultâneo com o Infantil (Pic), fazem parte das acções perspectivadas pelo sector.

João Baptista Kussumua apresentou ainda como acção, o incremento da capacidade de técnicos sociais e gestores dos equipamentos de prestação de assistência social, os cuidados e desenvolvimento da criança e o adolescente, bem como a criação de um mecanismo de assistência social para as pessoas vítimas do Vih/Sida.

Em jeito de balanço, o governante referiu que no quadro do programa geral de desmobilização e reintegração dos ex-militares, foram implementados 158 projectos o ano transacto, que beneficiaram 100 mil 347 pessoas, sendo 65 mil 771 ex-militares, 20 mil 212 menores, sete mil 655 mulheres, cinco mil 322 ex-militares portadores de deficiência e duas mil 380 oportunidades complementares.

Relativamente às pessoas portadoras de deficiência, prosseguiu, realçou a integração nas comunidades de quatro mil 70 indivíduos, através de projectos de geração de renda: cooperativas de moto-táxis que beneficiaram 352 pessoas directas e cerca de duas mil 112 indirectas.

Destacou a reabilitação e apetrechamento de instituições de assistência à pessoas idosa, que proporcionam melhores condições de habitabilidade e de vida da pessoa idosa a exemplo do lar da terceira idade do Sumbe, com capacidade para 30 pessoas.

O ano de 2007 representou uma etapa de concepção, elaboração e execução de vários projectos de novas instituições que a curto e médio prazos darão seguramente respostas sociais vigorosas cada vez mais humanizadas, concluiu o ministro.

(AngolaPress – 02/04/2008)




Transmissão conjugal

3 04 2008

Um estudo conduzido por pesquisadores da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo com idosos portadores do vírus HIV atendidos no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, concluiu que 75% das mulheres, todas com mais de 60 anos de idade, foram infectadas pelos maridos em relações sexuais.Uma das razões para isso, segundo eles, seria explicada por um fator hormonal: as mulheres nessa faixa etária têm diminuição da libido, enquanto os homem ainda sentem desejo sexual, o que contribui para o aumento do número de relações extraconjugais. Entre os homens, 80% contraíram a doença após esse tipo de relação.

O levantamento foi realizado com base nas informações demográficas e de prontuário médico de 94 pacientes atendidos no Ambulatório de Aids do Idoso do instituto.

“Mais de 90% desses pacientes, tanto homens como mulheres, contraíram o vírus em relações sexuais”, disse Jean Gorinchteyn, coordenador do ambulatório e do estudo, à Agência FAPESP. “Além do impacto hormonal que faz com que a libido das mulheres seja alterado, outro aspecto importante é a noção de estabilidade conjugal, que nem sempre significa felicidade conjugal.”

Por questões diversas como culturais e religiosas, segundo o infectologista, mulheres a partir dos 60 anos muitas vezes deixam o desejo sexual em segundo plano e, de acordo com os dados coletados nas entrevistas com as pacientes do trabalho, normalmente não saem para procurar novos parceiros fora do casamento.

“As mulheres também têm certas alterações, como falta de lubrificação vaginal, que fazem com que elas sintam dores durante as relações e simplesmente não queiram mais ter. Com os homens ocorre o oposto. Ou insatisfeitos com o casamento ou com maior desejo sexual, eles procuram novas parceiras”, afirmou.

Segundo Gorinchteyn, isso faz com que a incidência de casos de Aids em idosos do sexo masculino no Brasil seja bem maior. Entre 1991 e 2007, 2.916 pessoas com mais de 60 anos contraíram o vírus da Aids. Desse total, 950 são mulheres e 1.966 são homens, de acordo com dados do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids.

“É muito comum ter casais em que o marido é HIV positivo e a esposa não. Ao investigarmos as causas desses casos específicos, descobrimos que a maior parte desses casais não tem relação sexual há mais de dez anos. Então, além da justificativa hormonal, temos também um componente social e cultural para explicá-los”, destacou.

Poucos estudos, novas contaminações

Segundo Jean Gorinchteyn, apesar de ainda serem escassos os estudos científicos realizados no país sobre a transmissão do HIV na população idosa, sabe-se que essa incidência não só é alta como também há uma tendência muito forte de aumento nos próximos anos.

Além da maior conscientização da população para a importância dos exames de detecção da doença, os medicamentos para a disfunção erétil têm encorajado a população idosa a ter mais relações sexuais, muitas vezes desprotegidas.

“Como essas drogas são relativamente recentes, uma vez que apareceram no mercado há cerca de sete anos, é bem provável que tenhamos uma maior representatividade futura da contaminação pelo vírus da Aids nessa faixa etária. As estatísticas tendem a piorar nos próximos anos e esse é um grupo que merece ser melhor estudado”, disse.

Gorinchteyn disse ainda que a maioria dos pacientes tratados no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, cuja média de idade varia entre 60 e 64 anos, foi contaminada na faixa dos 50 anos. “E a expressão clínica ou o achado sorológico só foram identificados depois de cerca de dez anos, considerando também todo o período de alteração imune passível de levar ao diagnóstico da doença”, apontou.

“Temos observado ainda que, diferentemente dos jovens, que têm mais opções de escolha para a utilização do preservativo, os idosos recebem menos informações e acham que não precisam usar, devido a uma falsa sensação de estarem imunes a uma doença que contaminaria apenas os mais jovens”, disse o infectologista.

O estudo mostra ainda que muitos idosos têm a percepção de que o preservativo serve mais como um contraceptivo, para prevenir a gestação “Há também relatos de insegurança de que eles não saberão usá-lo corretamente ou que perderão a sensibilidade na hora da relação”, disse Gorinchteyn.

(Thiago Romero/Agência FAPESP – 03/04/2008)




CABO VERDE: Dois pés no chão

3 04 2008


Photo: Lilian Liang/PlusNews
Daniel Delgado

PEDRA BADEJO, 2 Abril 2008 (PlusNews) – O caboverdiano Daniel Delgado, 43 anos, não tem problemas de auto-estima. Quando marcamos para nos encontrarmos, a referência que me passou foi: “Encontre-me na frente do banco. Eu sou o bonitão de cabelo grisalho.”

Ele é, realmente, um homem calmo, amigável e bonito. Mas nem sempre foi assim. Por muito tempo, Delgado foi um delinquente, vivendo de drogas, álcool e bandidagem. Mudava de país, mas o padrão continuava o mesmo.

Em 2000, no entanto, a sua vida “deu uma cambalhota”. Aos 35 anos, descobriu que era seropositivo. E achou que o melhor seria suicidar-se.

Mas felizmente, nem tudo saiu como o planejado.anco. Eu sou o bonitão de cabelo grisalho.”

Ele é, realmente, um homem calmo, amigável e bonito. Mas nem sempre foi assim. Por muito tempo, Delgado foi um delinquente, vivendo de drogas, álcool e bandidagem. Mudava de país, mas o padrão continuava o mesmo.

Em 2000, no entanto, a sua vida “deu uma cambalhota”. Aos 35 anos, descobriu que era seropositivo. E achou que o melhor seria suicidar-se.

Mas felizmente, nem tudo saiu como o planejado.


Photo: Lilian Liang/PlusNews
Daniel Delgado


Desde muito cedo, meu estilo de vida era perigoso. Nasci em Cabo Verde, mas mudei-me para Portugal aos 12 anos. Tive meu primeiro contacto com drogas aos 13. Estudei só até ao quinto ano.

Aos 21 anos, voltei para Cabo Verde. Casei-me e tive uma filha. Depois de dois anos, fui com a minha família para os Estados Unidos (EUA). Era em 1987. Usava drogas escondido. Um dia minha mulher encontrou maconha e cocaína numa das minhas roupas. Foi quando nos separamos.

Acho que foi nessa fase que me infectei. Eu era delinquente, consumia drogas, fazia assaltos à mão armada. Praticava também sexo desprotegido. Depois de sete anos nos EUA, fui deportado.

Em Cabo Verde, passei um tempo nas Tendas El-Shaddai, um centro de reabilitação para toxicodependentes, mas sempre pensando em como voltar para Portugal. Parti pela segunda vez para Lisboa no final de 1999.

Alguns meses depois de ter chegado a Portugal descobri ser seropositivo.

O diagnóstico

Eu era pintor de construção civil quando fui diagnosticado em 2000. Fazia trabalho pesado. Um dia, fui fazer xixi e saiu um jato de sangue. No hospital, fizeram exames de sangue e mandaram-me para casa.

Comecei a piorar. Não conseguia ficar de pé. Tinha diarréia, vomitava. Voltei ao hospital e fiquei na Unidade de Terapia Intensiva até que me deram uma resposta: eu era seropositivo.

Naquela hora, só pensei em matar-me. Eu tinha um conhecido que tinha falecido de SIDA. Dois dias depois do diagnóstico, resolvi atirar-me do quinto andar do hospital. A sorte foi que uma enfermeira entrou no quarto e impediu-me de saltar.

Fiquei internado por três meses. Comecei com os antiretrovirais (ARVs) e recebi alta. Mas por causa de problemas pessoais, voltei às drogas e à bebida. Joguei os ARVs no lixo e comecei a viver na rua. Não percebia que a minha vida estava acabando aos poucos.

Um dia, uma instituição evangélica Portuguesa chamada Desafio Jovem encontrou-me e levou-me para um centro comunitário. Estava com diarréia, febre, tuberculose, perda de peso, tudo junto. Cheguei a pesar 36 kg. Lá coloquei a minha vida em ordem e voltei a ficar bem.

Nessa época pus os dois pés no chão e resolvi parar de brincar com a vida.

Voltar para casa

Decidi voltar para Cabo Verde para ajudar outras pessoas, como fizeram comigo. Mandei cartas para amigos e família, dizendo que tinha HIV e que estava a retornar. Ninguém conseguia aceitar. Poderia acontecer com todos, menos comigo.

Naquela época ainda não havia ARVs em Cabo Verde. Mesmo assim, juntei três meses de tratamento e voltei para Pedra Badejo em 2004. Fui trabalhar como voluntário com toxicodependentes nas Tendas El Shaddai.

A minha filha e a minha ex-mulher souberam que eu era seropositivo através de pessoas em Cabo Verde. A minha filha foi até fazer uma formação para entender melhor o que era o HIV. Depois conversou comigo e veio dos EUA até Cabo Verde para me dar um abraço de encorajamento.

Eu estava preocupado porque os meus ARVs já estavam no fim. Recebi então um telefonema da Dra. Jaqueline Pereira, do Ministério da Saúde, dizendo que tinha um presente para mim. Eram antiretrovirais. Quase explodi de alegria. Fui um dos primeiros a recebê-los quando eles chegaram ao país.

Desde que voltei a Cabo Verde, nunca mais tive recaídas nas drogas. Passei a participar em seminários, formações, até que me convidaram para trabalhar com a organização não-governamental Morabi, num projecto do Millenium Challenge Account.

Em Cabo Verde ainda existe muito preconceito. Quando cheguei, eu não era mais o Daniel bonitão, eu era o Daniel seropositivo. Não é falta de informação, as pessoas são muito fechadas. Em certas zonas nem querem ouvir falar disso. Precisa de muito trabalho.

Eu faço o que posso fazer. Hoje trabalho como activista, ensinando a operários de construção como prevenir a SIDA. No final do ano passado, criei uma associação para reivindicar os direitos dos seropositivos. É uma luta de todos, embora nem todos participem. Mas eu gosto do meu trabalho e de saber que estou a ajudar outras pessoas. Se parar, volto à estaca zero.





Cruz Vermelha da Tailândia proíbe doação de sangue por homens gays

3 04 2008

A Cruz Vermelha da Tailândia resolveu rejeitar as doações de sangue de homens homossexuais, numa decisão que motivou protestos e forte oposição de organizações que lutam pelos direitos humanos.Segundo notícia publicada no site BangkokPost, a decisão veio depois de um estudo indicar que homens que fazem sexo com outros homens corriam risco de contrair HIV/AIDS e transmitir o vírus recém adquirido.A Cruz Vermelha afirmou que possui uma enorme quantia de sangue inutilizado por terem tido resultado positivo no exame de HIV. A maioria desse sangue vinha de homens gays que haviam transado com outros homens sem camisinha de acordo com entrevistas e testes preliminares, afirmou Soisaang Pikulsod, diretora do Centro Nacional de Sangue.Por razões de segurança, o banco de sangue está identificando pessoas pertencentes a grupos de risco aplicando questionários. Aos doadores é questionado se são homossexuais, já as mulheres devem responder se tiveram relações sexuais recentemente com homens estrangeiros vindos de países onde a taxa de incidência de Aids é alta.“A Cruz Vermelha da Tailândia tem o direito de proteger os pacientes que estão esperando por uma transfusão de sangue para salvar suas vidas de doadores específicos que tem uma conduta sexual de risco” afirmou Pikusod. “A nova regra também seguida pela Organização Mundial da Saúde”, acrescentou.“Questionários e declarações podem ser usadas para reduzir o risco de aceitar doadores que tenham o sangue infectado com o HIV” justificou a diretora. “É responsabilidade dos doadores assegurar que seus sangues tenham boa qualidade. É religioso e moralmente errado se você não se importa com sua conduta de risco, o que pode acabar colocando a vida de outras pessoas em grande risco também”, alertou.A Comissão Nacional de Direitos Humanos se opôs a nova regra e planeja entrar com ação na Suprema Corte para que a Cruz Vermelha não pergunte aos doadores se eles são gays. “O que eles estão fazendo é equivalente a discriminação sexual”, declarou Naiyana Supapueng, comissária de direitos humanos. “A princípio a Cruz Vermelha não pode vir com uma total rejeição. Tirar direitos das pessoas não é a coisa certa a ser feita”, acrescentou.A medida é polêmica, mas até ativistas gays concordam com ela. Natee Teerarojjanapongs, lider do Gay Political Group of Thailand (Grupo politico gay da Tailândia), que primeiro solicitou ao Centro que continuasse aceitando doações de sangue de homossexuais, afirmou que agora entende a nova regra. Natee levou em consideração um estudo nacional que mostrou a alta incidência de HIV no país, só em Bangkok, superior a 28%, e que o alto risco de contrair a doença prevalece em homens gays.

O ativista ressaltou a importância de fortalecer as campanhas pelo uso da camisinha. Uma população estimada em meio milhão de pessoas vive com HIV/Aids na Tailândia. Atualmente o país apresenta cerca de 14 mil novos casos a cada ano. 

(A Capa – 01/04/2008)




Organismo internacional deve discutir em Brasília patentes de medicamentos

3 04 2008

Brasília – A possibilidade de apoiar a licença compulsória de medicamentos para o tratamento da Aids, da tuberculose e da malária deve ser um dos temas debatidos durante a primeira reunião de 2008 da Central Internacional de Compra de Medicamentos (Unitaid), que será realizada amanhã (2) e quarta-feira (3) em Brasília. Esta é a primeira vez desde que a Unitaid foi criada, em setembro de 2006, que o seu conselho se reúne fora de Genebra, na Suíça. A Unitaid é uma organização internacional que financia o tratamento e o diagnóstico de três doenças (Aids, tuberculose e malária), especialmente no desenvolvimento e na redução de preços para medicamentos infantis.“Se tivermos algum impeditivo para comprar produtos com preços mais baixos, nós podemos inclusive apoiar países no uso de licenças compulsórias”, afirmou hoje (1º) o secretário-executivo da Unitaid, Jorge Bermudez. Ele cita o exemplo do Brasil, que já quebrou a patente de remédios para a Aids. “Países com menos recursos vão ter mais dificuldades, então nós estamos discutindo como assegurar que não haja dificuldade no acesso a medicamento por causa de monopólio de um produto ou por causa de preços inacessíveis”, disse.O financiamento das ações da organização é feito por meio de contribuições dos países-membros. O Brasil, que é fundador, contribui com US$ 10 milhões por ano. E há um projeto de lei tramitando na Câmara que institucionaliza a contribuição.Outros países, como a França, desenvolveram o que se chama de mecanismos financeiros inovadores. É cobrada uma taxa na venda de passagens aéreas e esse valor é repassado à Unitaid. Com isso, é o país que tem maior participação, com uma contribuição de quase 200 milhões de Euros. No primeiro ano (2006-2007), o orçamento chegou a U$ 368,9 milhões. A previsão para 2008 é de US$ 420 milhões.Nesses dois primeiros anos, a meta é financiar medicamentos contra HIV/Aids para o tratamento de mais de 250 mil crianças e para o tratamento de 600 mil crianças contra a tuberculose, além de 50 milhões de Tratamentos Multimedicamentosos à base de Artemisina (ACT), contra a malária.Participam do Conselho Executivo representantes dos cinco países fundadores (Brasil, França, Chile, Noruega e Reino Unido), representantes da União Africana, dos países asiáticos, representados pela Coréia, da sociedade civil (ONGs e comunidades de pessoas que vivem com as doenças), de fundações privadas, atualmente representadas pela Fundação Gates, e da Organização Mundial de Saúde (OMS).





ONU diz que Objetivos do Milênio podem não ser cumpridos no prazo

3 04 2008

A Assembléia Geral da ONU advertiu nesta terça-feira à comunidade internacional que é cada vez mais difícil que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) sejam cumpridos e se perca a aposta de reduzir a pobreza extrema do mundo à metade até 2015.Esse é o consenso das conversas protagonizadas pelos ministros, diplomatas, acadêmicos e voluntários de mais de 100 países que hoje inauguraram o debate da Assembléia Geral sobre as perspectivas de alcançar os ODM até o prazo estipulado.As críticas aos países mais desenvolvidos por descumprir suas promessas de redobrar o financiamento do desenvolvimento se somam agora às devastadoras conseqüências que o exorbitante aumento do preço dos alimentos no mercado mundial pode ter para os mais pobres.O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, assegurou na abertura dos dois dias de debate que está sendo enfrentada “uma emergência” na luta contra a pobreza, apesar do progresso obtido em algumas áreas e regiões em particular.Ban citou como exemplos de sucesso “indiscutível” que três milhões de crianças a mais podem sobreviver em comparação com oito anos atrás, que dois milhões a mais recebem tratamento para a Aids e que “milhões” de menores podem ter acesso à educação.“Claramente foram alcançadas mudanças reais, mas é pouco frente ao que sei que podemos conseguir”, apontou o secretário-geral.Em particular, Ban reiterou a advertência feita desde o ano passado pelos analistas da ONU de que a região da África Subsaariana está a caminho de descumprir todos os oito ODM.A esse grupo de nações se uniram as dificuldades de “algumas economias asiáticas de maior crescimento para melhorar a nutrição” e a incapacidade dos chamados “países de renda média” da América Latina de eliminar seus tradicionais bolsões de pobreza extrema.Ban advertiu sobre as dificuldades adicionais que uma possível desaceleração da economia mundial e a incessante alta dos preços dos alimentos representam para os mais necessitados.Cereais básicos como arroz, trigo e milho praticamente dobraram de preço nos mercados mundiais em pouco mais de um ano, o que está provocando graves crises alimentícias e distúrbios ao longo de todo o mundo.Uma das conseqüências destas altas é a necessidade de aumentar as contribuições aos mecanismos de ajuda ao desenvolvimento, o que torna ainda mais necessário que os países mais ricos cumpram suas promessas de destinar cerca de 0,7 ponto percentual de seu Produto Interno Bruto (PIB) à cooperação.O presidente da Assembléia Geral da ONU, Srgjan Kerim, lembrou que cumprir os objetivos significa tirar 500 milhões de pessoas da pobreza, alimentar adequadamente 300 milhões e salvar a vida de 30 milhões de crianças.Kerim considerou que 2008 deverá ser o “ano das ações” e afirmou que “os compromissos devem se transformar em atuações”.“A meio caminho entre a adoção dos objetivos e o prazo para cumpri-los, ao passo em que estamos claramente é lento demais”, acrescentou.Outro ponto destacado por alguns oradores foi a necessidade de revisar as políticas agrícolas protecionistas dos Estados Unidos e da União Européia (UE), que para seus críticos alimenta o explosivo aumento dos preços dos alimentos.O empresário americano Ted Turner, convidado de honra do almoço oferecido pelo presidente da Assembléia, afirmou que, como partidário do livre mercado, gostaria de ver um maior acesso dos produtores pobres aos mercados agrícolas ricos.“Quanto mais reduzirmos as restrições, mais oportunidades de desenvolvimento ofereceremos aos mais pobres”, apontou.Turner, fundador da rede de televisão “CNN”, aproveitou sua participação no debate para anunciar a organização, através da Fundação das Nações Unidas, de uma campanha de arrecadação de US$ 200 milhões para combater a malária.O empresário considerou que fracassar nos ODM significa contribuir para um mundo mais inseguro, porque “paz e pobreza não se dão as mãos”.

O debate iniciado hoje se inscreve na tentativa da ONU de centrar a atenção mundial em 2008 nos chamados “um bilhão de esquecidos” que sobrevivem com menos de US$ 1 ao dia, da mesma maneira como foi feito com o aquecimento global no ano passado.

(Agencia EFE – 02/04/2008)




Madonna irá participar de jantar beneficente de gala da AMFAR

3 04 2008

A cantora norte-americana Madonna estará entre as estrelas presentes no tradicional jantar de gala da amFAR (Fundação Americana para a Pesquisa da Aids), evento anual realizado durante o festival de cinema de Cannes para arrecadar fundos para a luta contra a Aids, marcado para ocorrer no próximo dia 22 de maio. A atriz norte-americana Sharon Stone irá dirigir novamente o leilão realizado durante o jantar, do qual participam várias celebridades internacionais.A assessoria de imprensa de amFAR já confirmou a presença do produtor cinematográfico Harvey Weinstein, Michelle Yeoh, Michel Litvak, Carine Roitfeld, Caroline Gruosi-Scheufele e Kenneth Cole.O jantar de gala, financiado pela Bold Films, Chopard e The Weinstein Company, terá a performance musical especial do cantor inglês Seal.

Madonna, entre outras coisas, irá apresentar como produtora e narradora um trecho de “I am Because We Are”, documentário sobre crianças doentes de Aids em Malawi.

(ANSA – 02/04/2008)





Magnata Ted Turner e igrejas protestantes lutarão contra malária na África

3 04 2008

O magnata americano Ted Turner se associou nesta terça-feira às igrejas luterana e metodista para arrecadar 200 milhões de dólares para combater a malária na África.

“Esta associação precursora, que desenvolvemos com o apoio generoso da Bill and Melinda Gates Foundation, vai impulsionar nossos esforços para prevenir a malária”, declarou Turner, 69 anos, fundador da CNN.Ted Turner fez este anúncio durante uma sessão especial da Assembléia Geral da ONU dedicada à aplicação das Metas do Milênio, oito objetivos definidos pela comunidade internacional em 2000 e que devem ser cumpridos pela maioria dos países antes de 2015.“Podemos constatar um progresso evidente em relação a 2000. Três milhões a mais de crianças sobrevivem a cada ano, dois milhões a mais recebem tratamento para a Aids e milhões de crianças vão à escola”, frisou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Sobre o controle da malária, o sul-coreano sustentou que “progressos importantes” foram registrados graças à distribuição de mosquiteiros no Níger, no Togo e na Zâmbia.

(Ultimo Segundo – 02/04/2008)




Exercício físico pode ser «melhor que um medicamento»

3 04 2008

Saúde em Português promove caminhada pela luta contra a sida

A iniciativa «Caminhar pela Saúde», que se realiza no dia 6 de Abril, está a ser desenvolvida pela Saúde em Português. Um dos objectivos deste evento é passar a mensagem de que o exercício físico tem benefícios insubstituíveis para a saúde.

Além de promover a prática de exercício, que segundo o médico e presidente da associação, Hernâni Caniço, é muitas vezes, «melhor que um medicamento», o evento servirá ainda para angariar fundos que apoiarão um outro projecto em proveito do combate à sida, o «AIDS on the Stage».

Com o segundo projecto pretende-se advertir para o problema da sida e dar informações sobre a doença que mata milhões de pessoas por ano.

No âmbito do programa «Caminhar pela Saúde», realizar-se-á uma caminhada, a partir do Parque Verde, às 10h00 da manhã. Os participantes pagarão o valor simbólico de 5 euros que serão aplicados no «AIDS on Stage».

Antes da caminhada, os participantes terão direito a um rastreio de hipertensão arterial. Haverá ainda uma sensibilização para a importância do exercício físico e ensinamentos sobre a aquisição de hábitos saudáveis que ajudam na prevenção de doenças cardiovasculares.

O responsável do projecto para a sida lamentou a falta de participação dos conimbricenses e apelou para uma participação mais activa nestas iniciativas.

(Fábrica de Conteúdos – 02/04/2008)




Antiretrovirais podem afectar coração

3 04 2008

Um dos remédios contra a Sida utilizados no Brasil, o abacavir, pode duplicar o risco de enfartes, indica um estudo publicado ontem na versão electrónica da revista médica The Lancet.
Segundo um grupo de pesquisadores dinamarqueses, outra droga da mesma categoria usada por portadores de HIV, a didanosina, também eleva o perigo em cerca de 50%. Os efeitos eram desconhecidos.
“Esses anti-retrovirais são maravilhosos e salvam vidas, mas carregam problemas de toxicidade”, afirma Charlie Gilks, director de tratamento e prevenção da Sida na Organização Mundial da Saúde (OMS). “Podemos até continuar a usar, mas devemos estar conscientes dos problemas que podem eventualmente causar a longo prazo”, disse.
De acordo com Orival Silveira, da área técnica do Programa Nacional de luta contra a Sida do Ministério da Saúde do Brasil, das 180 mil pessoas actualmente em tratamento no Brasil, 3.500 recebem o abacavir e 10 mil a didanosina.
Ele alertou que os pacientes não devem abandonar o tratamento e sim conversar com o médico. As evidências serão discutidas em Maio. “É uma informação nova, mas não deve causar pânico.”
Jens Lundgren, da Universidade de Copenhaga, e colegas analisaram dados de mais de 33 mil pessoas com o HIV na Europa, EUA e Austrália. O risco desaparecia após seis meses de suspensão de uso dos anti-retrovirais. A GlaxoSmithKline, produtora do abacavir, informou que as suas investigações não confirmaram os dados. A Bristol-Myers Squibb, que fabrica o DDI, não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Jornal de Nagola – 02/04/2008)




Huíla: Mil e 700 jovens foram inseridos no mercado de trabalho

3 04 2008

Mil e 700 jovens, recém formados pelo centro de Formação Profissional “Estrela da Huíla”, afecto à Missão Católica do Lubango, foram, nos últimos três anos, integrados na administração pública e em empresas privadas, informou hoje à Angop, o responsável pela instituição, Francisco Polo Tchivelavela.

Segundo ele, desde 2005, três mil e 200 jovens, na sua maioria de baixa renda, foram formados naquele Centro, sendo mil e 700 dos quais já enquadrados no mercado de emprego, numa parceria com o Centro de Emprego do Ministério Administração Pública e Segurança Social e com algumas instituições de direito público e privado.

Francisco Polo disse que os jovens receberam formação nas áreas de serralharia, carpintaria, decoração, culinária, artes e ofícios, informática, inglês, secretarido, contabilidade, electricidade, electrónica e contabilidade.

Com sete salas de aulas, o Centro “Estrela da Huíla”, conta com 31 formadores, dez dos quais com formação superior e os restantes com cursos médios especializados.

Opiniou que actualmente a formação profissional assume um papel relevante, contando as constantes mutações indispensáveis para o desenvolvimento de qualquer empresa ou país e contribui de forma significativa para o progresso dos recursos humanos.

Os cursos, naquele centro, têm sido de três a 12 meses, alguns dos quais gratuitos, dependendo da situação financeira do formando e outros com contribuição de três a oito mil kwanzas, cujos manuais são elaborados pelos formadores com o apoio do Instituto Nacional de Formação Profissional (Inafop).

Em 2007, 674 jovens, provenientes de vários sectores, beneficiaram de formação nos diversos cursos com o apoio do Centro “Estrela da Huíla” e da Associação de Jovens Angolanos residentes na Suíça e da Congregação Espírito Santo da Holanda.

Este ano, 120 jovens portadores de HIV/Sida estão a frequentar naquele centro uma formação gratuita, inseridos em diversos cursos ministrados nessa instituição.

O Centro de Formação Profissional “Estrela da Huíla” é um projecto da Organização Juvenil para o Desenvolvimento Social, criado em 1998, na Missão Católica do Lubango, contribuíndo para a qualificação de jovens a nível básico, bem como facilita a sua inserção no mercado de trabalho.

(AngolaPress- 31/03/2008)




Beja: Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica abre hoje

3 04 2008

Nesta terça feira começa  a funcionar, na Esquadra da PSP, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Beja. Um atendimento que é feito de forma confidencial.

Na Esquadra da PSP, na cidade Pax-Júlia, começa a funcionar, a partir de hoje, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Beja.

Neste local, primeiro, identifica-se o problema, depois é feito o encaminhamento das vitimas num processo que obedece a toda a confidencialidade.

A coordenação e gestão do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Beja é da responsabilidade da Moura Salúquia-Associação de Mulheres do Concelho de Moura. O protocolo que permite o arranque deste projecto foi assinado, em meados do mês de Março, numa cerimónia que contou com a presença da secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação. Idália Moniz afirmou que estes “espaços”, que funcionam de forma directa o objectiva, são fundamentais para quebrar ciclos “geracionais”.

Entre 2000 e 2006, os dados referentes a 2007 ainda não foram apurados, a PSP e a GNR registaram cerca de 110 mil ocorrências de violência doméstica, o que significa uma média de 43 vítimas por dia. No distrito de Beja foram registadas 1038, está em penúltimo lugar na tabela de casos sinalizados. Segundo os dados divulgados pelas forças policiais, existem vítimas em todas as categorias de género e classes etárias, mas na sua maioria são mulheres adultas com 25 ou mais anos de idade. A violência doméstica denunciada às autoridades policiais tende a concentrar-se na faixa litoral e nas áreas mais urbanizadas do país.
(Inês Patola/Voz da Planície – 01/04/2008)




Cerca de 150 pessoas apresentaram queixas de violência doméstica

3 04 2008

A violência domestica foi precisamente o tema escolhido para um colóquio que teve lugar em Alfândega da Fé, dia 19 de Março. Berta Nunes, Coordenadora da Sub-região de saúde de Bragança garante que neste momento existem núcleos de prevenção e intervenção em violência doméstica constituídos em todos os Centros de Saúde. “Nestes poucos meses de trabalho já tivemos 29 vítimas que pediram ajuda e estão a ser seguidas, ou encaminhadas, sendo que três delas tiveram que ser enviadas para casas de abrigo”, refere a responsável.
O facto de haver cada vez mais queixas, não quer dizer que haja cada vez mais casos, mas sim que as pessoas estão cada vez mais abertas a solicitarem ajuda especializada. O número de queixas aumenta todos os anos, no entanto, muitos casos não chegam a tribunal porque o medo ainda persiste. O Major Sá Pires, da GNR de Bragança esclarece que, “às vezes as vítimas não querem que o marido vá preso, contactam – nos ou às vezes à Segurança Social, mas é no sentido de fazer um pedido de socorro, ela quer é que cesse a agressão não quer desarticular a família”.
Berta Nunes adianta que o próximo passo é trabalhar na articulação para que a vitima não seja mais vitimizada. “Muitas vezes as vítimas vão ao Centro de Saúde procurar ajuda e contam a sua história, depois vão à GNR e tem que contar a sua história, depois encaminhadas para o Ministério Público e voltam a contar a história. Queremos é que toda a rede de apoio possa trabalhar em conjunto para encontrar as situações melhores que será sempre a decisão da própria pessoa que procura ajuda e para evitarmos esta vitimização que é facto a pessoa ter que andar pelas várias instituições sempre a contar a sua história e sujeitar-se as vezes a situações menos agradáveis”.
No total de 147 queixas apresentadas no ano de 2007 no distrito de Bragança, existem 5 homens que foram vitimas de violência, 16 dos crimes foram praticados contra os filhos, seis contra deficientes.
A coordenadora da Sub-região de saúde garante que vai continuar a ser dada formação a todos os profissionais. “Neste momento, estamos a reunir com as instituições da comunidade que intervêm nesta área, estamos a falar da GNR, PSP, Ministério Público, das Juntas de Freguesia, de todas que podem dar um contributo para trabalhar nesta área de forma a prevenir as situações de vitimização e ajudar as vítimas que precisam de ajuda”.
O Bispo da Diocese Bragança-Miranda, D. António Montes Moreira, acredita que o trabalho da diocese coloca-se, essencialmente, da formação para o casamento. “É na preparação que estes assuntos têm que ser estudados e preparados. Não se pode partir para o casamento de uma forma irresponsável tem que ser de uma forma em que o parceiro seja considerado um ser humano que dever ser respeitado com toda a dignidade e o amor não pode ser dominação, tem que ser respeito pelo outro”, afiança o Bispo.

(Marisa Alves/Terra Quente – 01/04/2008)





Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica

3 04 2008
A Universidade de Évora, através do Departamento de Psicologia, é parceira na criação do Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Évora. O protocolo é assinado a 1 de Abril, no Governo Civil de Évora, e prevê a realização de estágios académicos para licenciados em Psicologia da UE, assim como o desenvolvimento de investigação científica e a colaboração em actividades de aconselhamento, supervisão e formação.

O Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica situa-se na Rua da Mouraria n.º 4 e 6, em Évora e pretende atender as vítimas de violência doméstica e recolher informação que permita produzir diagnósticos de caracterização local das situações de violência doméstica, identificar e qualificar os principais problemas existentes e promover soluções adequadas às problemáticas aferidas.

Homologado pela Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz, e pelo Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão, o protocolo tem ainda como parceiros a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, o Instituto de Segurança Social, a Santa Casa da Misericórdia de Alandroal, a GNR, a PSP, o Hospital do Espírito Santo e a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas.

(Universidade Évora Online – 02/04/2008)




Violência doméstica domina Linha de Emergência Social no Algarve

3 04 2008

A violência doméstica é o principal problema sinalizado pelo Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social nos primeiros seis meses de 2007 em que funcionou a Linha Nacional de Emergência Social.

Ao todo, dos 79 apelos recebidos nesse período, 42 resultavam de casos de violência doméstica, o que levou a governadora civil de Faro Isilda Gomes a apelar a uma intervenção cada vez mais concertada por parte de todos os parceiros com responsabilidade na área da acção social, de forma a imprimir maior eficácia aos planos de acção em curso».

Isilda Gomes acompanhou na segunda-feira um caso registado pela Linha Nacional de Emergência Social, no âmbito da segunda jornada do «Março Solidário».

Um homem, residente no Patacão, 42 anos, vivia isolado no Patacão e sem qualquer tratamento para o sua doença oncológica. Graças ao alerta, o homem foi transferido para o Hospital Central de Faro, para beneficiar cuidados de saúde e apoio social.

A linha funciona 24 horas por dia, no edifício do Centro Distrital do Instituto de Segurança Social. Isilda Gomes destacou o serviço por dar «resposta imediata a um vasto conjunto de situações e a casos sociais que lamentavelmente ainda ocorrem».

Em 2007, a linha registou 179 pedidos de ajuda, a maioria com origem no concelho de Faro (57) e por mulheres (111), com idades compreendidas entre os 31 e os 64 anos (64).

Para além da violência doméstica, os técnicos intervieram ainda em casos envolvendo crianças em risco (53), desalojamento (46), sem-abrigo (26), ausência ou perda de autonomia (37), abandono de idoso (6), negligência contra crianças e jovens (7).

Ainda no âmbito da iniciativa «Março Solidário», Isilda Gomes visitou também a Fundação António Aleixo, em Quarteira, instituição cuja Equipa de Acompanhamento a Beneficiários de Rendimento Social de Inserção (RSI) intervém junto de 306 famílias do concelho de Loulé.

De acordo com os indicadores do Instituto de Segurança Social, o RSI abrangia em Fevereiro deste ano um total de 3.264 agregados familiares (mais 400 do que em igual período de 2007), num total de 9.909 beneficiários (mais 1.435).

Comparativamente ao mesmo mês de 2007, o Complemento Solidário para Idosos abrangia em Fevereiro deste ano um total de 2.892 beneficiários (mais 1.411); o Abono de Família, 67.440 (mais 1.289); o Abono Pré-Natal 1.541 (mais 1.493), o Subsídio de Maternidade, 293 (mais 17); o Subsídio Social de Desemprego, 4.930 (mais 243).

Em decréscimo registavam-se, durante o mesmo período, o Subsídio de Desemprego, num total de 6.489 (menos 1.013) e o Subsídio de Doença, que abrangia 3.299 beneficiários (menos 155 do que em 2007).

Na manhã de terça-feira, Isilda Gomes participou ainda na criação de um grupo operativo para encontrar respostas concertadas para a diversidade de problemas sociais diagnosticados na região.

No encontro foram apresentados os resultados do Plano Regional de Acção para a Inclusão do Algarve 2007-2009, que elegeu como prioridade a redução da pobreza e da exclusão social dos cidadãos residentes no Algarve, com particular incidência nas comunidades imigrantes.

(Barlavento – 02/04/2008)