Quando a mulher depende financeira e/ou emocionalmente do marido, ela tem mais dificuldade de proteger sua saúde reprodutiva. Mesmo as esposas que sabem que seus maridos têm relações extraconjugais podem ter medo de sugerir o uso do PRESERVATIVO.
Para algumas, o medo da AIDS é menor do que o medo de sofrer represálias por sugerirem o uso da CAMISINHA. Muitas esposas temem, pois eles podem acusá-las de infidelidade, reagirem com violência ou mesmo abandoná-las.
Alguns homens e mulheres (sexualmente ativos ou não) acreditam que para evitar a AIDS o meio seria parar de ter relações sexuais ou, no caso dos não iniciados, adiar a primeira experiência.
Muitas esposas acreditam, mas não têm certeza absoluta, que participam de uma relação monogâmica. Nas relações duradouras, o pedido para usar a CAMISINHA poderia dar a idéia de desconfiança e não de preocupação com o bem-estar do outro.
Geralmente os casais usam PRESERVATIVOS no início da relação, mas passam para outro método anticoncepcional quando existe mais confiança e quando diminui a preocupação com as DST”s. É comum encontrar casais que usam PRESERVATIVOS durante os primeiros três meses da relação e desde que ambos apresentem teste negativo para o HIV, deixam de usá-lo.
No entanto, as pessoas precisam aprender a discutir o sexo de maneira direta. Apesar de alguns casais conversarem sobre sexo e tomarem juntos a decisão quanto ao uso do PRESERVATIVO, grande parte da comunicação é indireta. Acaba-se descobrindo as necessidades sexuais de forma indireta ou discreta, ou pela “linguagem corporal”, muito mais do que pela comunicação direta.
Os parceiros que não mantêm um diálogo direto enfrentam maior risco de contraírem as DST”s do que aqueles adeptos da conversa franca. A falta de comunicação impede um comportamento preventivo eficaz.
Muitas mulheres e homens estão dizendo que mudaram seu comportamento sexual por causa da AIDS. Entre os casados, o relato mais comum desta mudança é a restrição da prática sexual somente com o cônjuge.
Outras mudanças que os casados mencionam incluem o uso de PRESERVATIVOS, pedir ao cônjuge que seja fiel, diminuir o número de parceiros sexuais, deixar de ter relações sexuais, evitar ter relações sexuais com prostitutas e não usar agulhas não esterilizadas para receber injeções. No entanto, é importante frisar que poucos casais relatam ter abandonado as relações sexuais por causa do risco da AIDS.
Eliane Marçal, psicóloga clínica e hipnoterapeuta
Fonte: Folha de Londrina – 22/03/08
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Dr. Eliane. Como se depende emocionamente de alguém, já que as emoções são sentimentos que manifestam-se conforme as circunstâncias? Como o susto, por exemplo.
O USO DO PRESERVATIVO NO CASAMENTO é uma noticia sobre a qual vale reflectir muito seriamente! O trabalho da Cidadãos do Mundo nas várias comunidades onde trabalhamos com Mulheres, confirma as afirmações contidas nesta noticia. Por estas razões, há que definir estratégias especificas para Homens Chefes de Familia”, Mulheres e tambem promover o encontro de ambos para a definição de estratégias particulares que considerem todos os factores e condições de risco que os cercam apesar das Mulheres continuarem a estar muito mais vulneráveis não só por razões biológicas como -sobretudo-pela falta de poder na negociação de relações sexuais mais seguras…. Vale lembrar sempre que “Para dançar o tango são necessários 2 pessoas”!”