Violência doméstica: Vítimas no Baixo Alentejo têm núcleo de apoio e atendimento a partir de hoje

1 04 2008

Beja, 01 Abr (Lusa) – As vítimas de violência doméstica no Baixo Alentejo dispõem, a partir de hoje, do apoio de um núcleo de atendimento, em Beja, para assegurar a eficácia do acolhimento e encaminhamento dos diferentes casos na região.

O Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Beja está instalado na esquadra da PSP de Beja, onde uma equipa multidisciplinar vai prestar atendimento psicossocial e jurídico às vítimas e encaminhar os casos para as entidades competentes.

O protocolo de cooperação para a criação do núcleo foi recentemente celebrado numa cerimónia que contou com a presença dos secretários de Estado da Reabilitação, Idália Moniz, e da Presidência do Conselho de Ministros, Jorge Lacão.

De acordo com Idália Moniz, o núcleo de Beja, à semelhança dos outros 13 já criados, junta vários parceiros para “assegurar a confidencialidade das denúncias”, “acolher com humanismo as vítimas” e “encaminhar com eficácia” os casos denunciados ou sinalizados no distrito de Beja.

Segundo a governante, o núcleo de Beja é o 14/0 a ser criado a nível nacional, seguindo-se o de Évora e os últimos três, em Aveiro, Guarda e Portalegre, até ao final deste ano.

A criação dos núcleos, frisou, reflecte a “preocupação” do Governo em “unir esforços” para “rentabilizar os recursos disponíveis e evitar a duplicação de respostas” a casos de violência doméstica.

Idália Moniz desafiou ainda os portugueses a denunciar e participar casos de violência doméstica, defendendo que o combate à problemática é “uma causa de todos e de cada um” e “não apenas do Estado e das entidades públicas”.

O Núcleo de Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica do Distrito de Beja tem também como atribuições identificar os principais problemas existentes na região e promover parcerias e soluções adequadas para os resolver.

O núcleo resulta de um protocolo entre o Governo Civil, Centro de Saúde e Escola Superior de Educação de Beja, ISS, CIG, GNR, PSP e a Associação de Mulheres do Concelho de Moura.

(LL/MLM/Lusa/RTP – 01/04/2008)





FESTA de ANIVERSÁRIO da OPUS GAY

1 04 2008

A OPUS GAY festeja nesta 6ª feira, dia 4 de Abril o seu 10º Aniversário.

http://www.opusgay.org
http://www.memorialbar.blogspot.com
http://www.opusgay-ong.blogspot.com

(CRIASnotícias – 01/04/2008)




O uso do PRESERVATIVO no casamento (Sexo & Comportamento)

1 04 2008
Estima-se que 44 milhões de casais façam uso de PRESERVATIVOS como forma de planejamento familiar. No entanto, a porcentagem dos que utilizam o método diminuiu na última década. O número de PRESERVATIVOS usados a cada ano para evitar a gravidez no casamento é de 3 bilhões, 12% do total dos 24 bilhões de PRESERVATIVOS necessários, segundo informações do Population Reports – Population Information Program, The Johns Hopkins School of Public Health.

Quando a mulher depende financeira e/ou emocionalmente do marido, ela tem mais dificuldade de proteger sua saúde reprodutiva. Mesmo as esposas que sabem que seus maridos têm relações extraconjugais podem ter medo de sugerir o uso do PRESERVATIVO.

Para algumas, o medo da AIDS é menor do que o medo de sofrer represálias por sugerirem o uso da CAMISINHA. Muitas esposas temem, pois eles podem acusá-las de infidelidade, reagirem com violência ou mesmo abandoná-las.

Alguns homens e mulheres (sexualmente ativos ou não) acreditam que para evitar a AIDS o meio seria parar de ter relações sexuais ou, no caso dos não iniciados, adiar a primeira experiência.

Muitas esposas acreditam, mas não têm certeza absoluta, que participam de uma relação monogâmica. Nas relações duradouras, o pedido para usar a CAMISINHA poderia dar a idéia de desconfiança e não de preocupação com o bem-estar do outro.

Geralmente os casais usam PRESERVATIVOS no início da relação, mas passam para outro método anticoncepcional quando existe mais confiança e quando diminui a preocupação com as DST”s. É comum encontrar casais que usam PRESERVATIVOS durante os primeiros três meses da relação e desde que ambos apresentem teste negativo para o HIV, deixam de usá-lo.

No entanto, as pessoas precisam aprender a discutir o sexo de maneira direta. Apesar de alguns casais conversarem sobre sexo e tomarem juntos a decisão quanto ao uso do PRESERVATIVO, grande parte da comunicação é indireta. Acaba-se descobrindo as necessidades sexuais de forma indireta ou discreta, ou pela “linguagem corporal”, muito mais do que pela comunicação direta.

Os parceiros que não mantêm um diálogo direto enfrentam maior risco de contraírem as DST”s do que aqueles adeptos da conversa franca. A falta de comunicação impede um comportamento preventivo eficaz.

Muitas mulheres e homens estão dizendo que mudaram seu comportamento sexual por causa da AIDS. Entre os casados, o relato mais comum desta mudança é a restrição da prática sexual somente com o cônjuge.

Outras mudanças que os casados mencionam incluem o uso de PRESERVATIVOS, pedir ao cônjuge que seja fiel, diminuir o número de parceiros sexuais, deixar de ter relações sexuais, evitar ter relações sexuais com prostitutas e não usar agulhas não esterilizadas para receber injeções. No entanto, é importante frisar que poucos casais relatam ter abandonado as relações sexuais por causa do risco da AIDS.

Eliane Marçal, psicóloga clínica e hipnoterapeuta

Fonte: Folha de Londrina – 22/03/08

(ABIA – 24/03/2008)




Johnson & Johnson e FDA Alertam: Risco de Dano Hepático em Doentes Seropositivos sob Antiretrovíricos

1 04 2008

Numa carta publicada na quarta-feira, a Food and Drug Administration e a Johnson & Johnson alertaram para os casos de dano hepático e morte em doentes sob o antiretrovírico Prezista.De acordo com o produtor do fármaco, os casos de hepatite induzida por medicamentos, bem como os de dano hepático e morte não estão directamente relacionados com o Prezista, um inibidor da protease de toma única diária administrado em associação com  o ritonavir.

De acordo com Pam Van Houten da Tibotec Therapeutics, uma unidade da Johnson & Johnson, durante os ensaios clínicos foram registados quinze casos de problemas hepáticos. A empresa não forneceu informações relativas ao período pós-comercialização, autorizada nos Estados Unidos a partir de 2006.

Segundo a carta publicada, a maioria dos casos ocorreu em doentes com VIH em estado avançado que estavam sob terapêuticas múltiplas  e co-infectados com hepatite B ou C.

Para mais informação visite http://www.fda.gov/medwatch/safety/2008/safety08.htm#Prezista.

Reuters   (03.12.08)::Susan Heavey

(AIDSPortugal.com  – 31/03/2008)




Em artigo para o jornal ‘Folha de S. Paulo’, Michel Sidibé, diretor-executivo adjunto do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre Hiv/Aids, diz que a homofobia é um ‘fator complicador’ no enfrentamento da epidemia

1 04 2008

“O impacto da homofobia sobre um problema de saúde pública é menos perceptível do que parece. Explícita ou sutil, presente, sobretudo, em culturas machistas e de visão hegemônica heterossexual, a homofobia revela-se como fator complicador no enfrentamento da Aids ao favorecer, por exemplo, a exclusão social, uma vez que homossexuais em situação de discriminação na escola ou no ambiente de trabalho podem ter desempenho aquém do esperado.” A opinião anterior é de Michel Sidibé, diretor-executivo adjunto do UNAIDS (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) e secretário-geral assistente da ONU (Organização das Nações Unidas). Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo deste domingo (30/03), Sibidé elogia a iniciativa do governo brasileiro em lançar um plano de enfrentamento da epidemia voltado aos homossexuais, HSH (homem que faz sexo com homem) e travestis (saiba mais). O UNAIDS, afirma o seu representante, “aplaude o esforço brasileiro de lançar um plano nacional que poderá servir de exemplo a outros países da região e mesmo do mundo.” A seguir, o texto de Michel Sidibé na íntegra. Aids: uma agenda afirmativaMICHEL SIDIBÉSEGUNDO o Ministério da Saúde, cerca de 600 mil pessoas entre 15 e 49 anos de idade vivem com HIV/Aids no Brasil. Considerando que essa estimativa perdura desde fins da década de 1990, ela reflete um estado de relativa estabilidade da epidemia, fruto de esforço ímpar por parte do governo brasileiro no enfrentamento da Aids, no qual a sociedade civil se insere como parceira desde o primeiro momento. Pesquisa de 2004 sobre atitudes e práticas da população brasileira verifica, nessa mesma faixa etária, que mais de 3% da população tem relações homossexuais. Com base nessa pesquisa, o Ministério da Saúde estima que a incidência de Aids nesse segmento alcançou a taxa de 226,5 por 100 mil homens que fazem sexo com homens (HSH).Naquele mesmo ano, essa taxa para a população em geral foi de 19,5 casos por 100 mil habitantes. Observa-se, portanto, que o segmento populacional HSH tem uma taxa de incidência mais de dez vezes maior que a da população brasileira em geral. Verifica-se, em estudos realizados ao longo dos últimos anos, que houve crescimento do número de casos de Aids por transmissão heterossexual. Porém, persiste ainda em níveis elevados a transmissão do HIV por meio de relações entre pessoas do mesmo sexo desde o final dos anos 1990. Apesar dos esforços governamentais, entre 2000 e 2005, 40% do total de casos de Aids masculinos notificados ocorreram nesse segmento populacional. Tal cenário justifica uma política pública de enfrentamento do HIV/Aids específica para toda a população homossexual, ao lado de outros segmentos prioritários, como população feminina e população negra. Chega, portanto, em boa hora o Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, HSH e travestis. Trata-se de um documento base, que apresenta e contextualiza a situação desse segmento no concernente à epidemia de Aids no Brasil, e de uma agenda afirmativa específica para esse grupo. O plano expressa o compromisso das três esferas do governo (federal, estadual e municipal) e da sociedade civil e propõe metas concretas, previstas para execução até 2011, a fim de mitigar as vulnerabilidades específicas que ainda contribuem para que a população homossexual brasileira, a exemplo de outros países, esteja mais suscetível à infecção pelo HIV. O plano expressa também as diretrizes do Programa Brasil sem Homofobia, lançado em 2004, e antecipa os debates da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais, convocada pelo presidente da República em 2007, a qual terá lugar em junho próximo. O Plano Nacional de Enfrentamento da Epidemia de Aids e das DST entre gays, HSH e travestis insere-se, assim, num contexto mais abrangente. A experiência brasileira na resposta à Aids fornece razões para crer que o plano será bem-sucedido. São grandes, porém, os desafios para superar as estatísticas que apontam um quadro de vulnerabilidade para a população homossexual no Brasil. Como em outras partes do mundo, também aqui o enfrentamento da epidemia envolve elementos que transcendem a área da saúde, como a questão cultural. A visão distorcida sobre a homossexualidade, flagrante em significativa parcela da sociedade, conduz à discriminação, a qual, por sua vez, em nada favorece as ações de prevenção, de diagnóstico e de tratamento da pandemia.

O impacto da homofobia sobre um problema de saúde pública é menos perceptível do que parece. Explícita ou sutil, presente, sobretudo, em culturas machistas e de visão hegemônica heterossexual, a homofobia revela-se como fator complicador no enfrentamento da Aids ao favorecer, por exemplo, a exclusão social, uma vez que homossexuais em situação de discriminação na escola ou no ambiente de trabalho podem ter desempenho aquém do esperado.

O resultado é a evasão escolar ou a repetência e o absenteísmo, fatores que levam à reprovação na escola e à demissão no trabalho. O UnAids, que promoveu campanha mundial, em 2003, pelo fim do estigma e da discriminação como ferramenta essencial no enfrentamento da epidemia, aplaude o esforço brasileiro de lançar um plano nacional que poderá servir de exemplo a outros países da região e mesmo do mundo. O UnAids seguirá apoiando iniciativas como essa que ora se implementa e envidará esforços com vistas a sua difusão no elenco de boas práticas no campo da saúde pública e do enfrentamento da epidemia do HIV. MICHEL SIDIBÉ , 56, diretor-executivo adjunto do UnAids (Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids) e secretário-geral assistente da ONU (Organização das Nações Unidas) 

(Agência de Notícias da Aids – 31/03/2008)




Estudantes vão receber folheto sobre a doença

1 04 2008

Escolas da rede pública de 350 municípios, incluindo as 109 cidades mais populosas do país, vão receber nos próximos meses um guia com informações sobre prevenção da Aids e doenças sexualmente transmissíveis. O Folheto do estudante traz 11 perguntas sobre a vida sexual dos estudantes. Quem responde que já manteve relação sexual sem preservativo é orientado a procurar o sistema de saúde para decidir se é o caso de fazer ou não o exame de HIV.  Acompanha o folheto Preciso fazer o teste do HIV/Aids? o Caderno das coisas importantes — confidencial, espécie de diário, agenda e guia de informações sobre sexo, uso correto do preservativo e masturbação. “É fundamental que os jovens passem por esse processo de conscientização. E a escola é o melhor lugar para isso. Sem hipocrisia, falando a língua deles”, diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar.  A primeira edição da cartilha foi distribuída dois anos atrás. Segundo a secretária, os textos provocaram reação negativa de setores da Igreja. O MEC vai enviar 500 mil exemplares do caderno e 300 mil do material pedagógico e dos folhetos. A iniciativa faz parte do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, em parceria com o Ministério da Saúde, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O projeto foi lançado em 2003 e tem como desafio virar realidade no dia-a-dia das escolas, vencendo resistências e o descaso de diretores e professores que não vestem a camisa. “Se o diretor e os professores não estiverem sensíveis, o negócio acontece de maneira burocrática. Por isso, sempre digo que enviar o material à escola sem uma sensibilização prévia não funciona”, afirma Maria do Pilar.

Há duas semanas, o MEC reuniu representantes das 109 cidades mais populosas do país para tratar do assunto. Encontros regionais deverão ocorrer nas próximas semanas. O Censo Escolar de 2005 mostrou que apenas metade das escolas de educação básica no país desenvolviam atividades sobre Aids e DSTs. Desse total, apenas 9,1% disponibilizavam preservativos para os alunos. (AG)


(Correio da Bahia - 31/03/2008)





Saúde lança programa estadual para enfrentar a Aids nas mulheres

1 04 2008

A Secretaria da Saúde lançou na última sexta-feira, 28, o Plano para o Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DSTs para enfrentar as diversas vulnerabilidades que contribuem para que as mulheres adoeçam. O lançamento foi realizado no Hotel Everest, quando também foi instalado o Comitê Estadual de Sífilis Congênita.

O evento contou com a presença da secretária-adjunta da Saúde, Arita Bergmann, representantes do Conselho Estadual de Saúde e Coordenadoria Estadual da Mulher, além de profissionais ligados à área. O plano faz parte de um projeto nacional, mas o Rio Grande do Sul traçou diretrizes próprias com a participação de instituições e segmentos representativos das mulheres gaúchas.A epidemiologista da pasta, Regina Loureiro, informa que, de dezembro de 1983 até dezembro de 2007, foram notificados 36.500 casos de Aids no RS, com 17.700 óbitos. Atualmente o número de casos de Aids permanece estável no Estado, mas ainda em patamar elevado, com 2500 casos anuais. Por outro lado, o número de óbitos vem diminuindo em função da qualidade da assistência e da informação.As mulheres jovens, em idade fértil, também estão expostas ao risco da transmissão vertical (da mãe para o filho). Nos últimos três anos, foram notificados em média 1100 casos por ano de gestantes com HIV positivo e 250 casos de gestantes com sífilis. Essa doença, quando acomete grávidas e não é tratada, também pode causar sérios danos à criança. Regina Loureiro explica que se mantém a tendência de estabilização da distribuição proporcional entre homens (57%) e mulheres (43%) nos casos de Aids nos últimos anos. Entretanto, nas faixas etárias mais jovens (menores de 29 anos), observa-se que o número de mulheres entre os casos é praticamente o dobro.Além de reduzir os índices de violência sexual e doméstica contra as mulheres, e a transmissão vertical do HIV e da sífilis, o plano irá promover a qualidade de vida das mulheres infectadas, e aquelas em situação de vulnerabilidades específicas, como indígenas, presidiárias, negras, portadoras de deficiências, prostitutas e moradoras de rua e da zona rural, entre outras.

“As ações do Comitê terão como foco principal informação, a prevenção e promoção da assistência, por meio de um conjunto de ações realizadas entre os parceiros da iniciativa, garantindo os insumos, o atendimento e a medicação, de forma a oferecer todo o apoio necessário. Os municípios, por meio da rede básica de saúde, têm um papel decisivo, ficando ao encargo da SES o apoio técnico e financeiro. O trabalho deve ser integrado e articulado com os diversos segmentos envolvidos, para ser de fato implementado”, explicou Arita Bergmann.

(Jornal Agora – 31/03/3008)