A Junta Militar de Mianmá (antiga Birmânia) impôs maiores restrições às ONGs que trabalham diretamente com a população local, informam hoje os meios de comunicação no exílio. Estas organizações, entre elas a Save the Children e a Population Services International, asseguram que as autoridades birmanesas lhes instaram este mês a cessar suas atividades de educação sanitária, sobretudo as referentes à Aids, segundo a publicação dissidente “The Irrawaddy”.No entanto, dizem que o regime lhes propôs continuar com seus projetos se permitirem que funcionários do Departamento de Saúde supervisionem seu trabalho.No dia 9 de março, o ministro da Saúde birmanês, Kyaw Myint, informou ao enviado especial das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, que o Governo tinha sido alertado sobre a possibilidade de que algumas ONGs estivessem dando apoio financeiro ao principal partido da oposição, a Liga Nacional pela Democracia (LND).Em janeiro, a Junta militar disse às ONGs que elas tinham de comunicar cada uma de suas atividades, além de contar com uma permissão especial para poder continuar atuando em Mianmá.Atualmente, mais de 34 ONGs especializadas no tratamento da Aids estão autorizadas pelo Ministério da Saúde.
(Agência de Notícias da Aids – 2008-03-27)

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