Investigadores afirmaram na Microbicides 2008 Conference em New Delhi na Segunda-Feira que o gel vaginal microbicida experimental contendo o fármaco contra a SIDA tenofovir provou ser seguro e aceitável para mulheres nos ensaios clínicos de fase II.
Financiado pelo National Institutes of Health, o estudo envolveu 200 mulheres sexualmente activas VIH-negativas nos Estados Unidos e Índia. O estudo foi desenhado para avaliar a segurança do gel e não a eficácia.
“O gel é seguro de usar e bem tolerado pelas mulheres VIH-negativas,” disse o Dr. Craig Hoesley da University of Alabama-Birmingham. “Isto estabelece um patamar para novos estudos em larga escala para verificar se o tenofovir pode prevenir a infecção por VIH.”
Ainda é incerto quanto tempo o tenofovir pode ficar active após ser aplicado como microbicida vaginal, disse a investigadora principal Sharon Hillier da University of Pittsburgh School of Medicine. “Presentemente existem estudos muito encorajadores que sugerem que mesmo quando o tenofovir é eliminado da vagina, o fármaco permanece no tecido vaginal,” disse ela.
“O mais importante que aprendemos foi que o uso escondido ou secreto não é um parâmetro importante para as mulheres. De facto descobrimos que 12% das mulheres disseram que o gel tornava o sexo mais agradável e nenhuma das mulheres disse que o gel tornava o sexo menos agradável,” disse Hillier.
Entre as participantes que usaram o gel, 80% seguiram o regime experimental.
“Perguntámos às mulheres ‘quão aceitável é esta opção de prevenção, é demasiado complicada, é inconveniente, e será capaz de a usar?’” disse Hoesley. “O nosso estudo mostrou que as mulheres irão usá-lo e não se sentirão incomodadas com o gel.”
“É uma altura crítica para todos os que estamos envolvidos na prevenção do VIH, e acredito que estamos a dar a volta,” disse Hillier.
Testes do novo gel contra a SIDA mostra resultados promissores para as mulheres
28 03 2008Comentários : Leave a Comment »
Categorias : GEL MICROBICIDA, HIV/Sida, MULHER
Brad Pitt e Angelina Jolie doaram US$ 8 milhões, em 2006
28 03 2008A Revista Us Weekly publicou que Brad Pitt e Angelina Jolie doaram mais de US$ 8 milhões para a caridade, em 2006, de acordo com documentos enviados à Receita Federal americana. Os documentos da Jolie Pitt Foundation mostram que Pitt fez doações no total de US$ 4,42 milhões e Jolie, US$ 4,14 milhões.A fundação foi criada há dois anos, para ajudar causas humanitárias pelo mundo afora.As organizações Médicos sem Fronteiras e Global Aids Alliance receberam cerca de US$ 1 milhão, enquanto a Cruz Vermelha da Namíbia recebeu US$ 138,5 mil.O casal também doou US$ 100 mil à Daniel Pearl Foundation, a organização criada depois que o jornalista americano foi morto no Paquistão, em 2002.Recentemente, Jolie interpretou a mulher do jornalista, no filme O Preço da Coragem (A Mighty Heart).Entre outros beneficiados com as doações, estão dois orfanatos e um parque de Los Angeles.Jolie é Embaixadora da Boa Vontade da ONU, desde 2001; Pitt é o criador do projeto Make It Right, que ajuda vítimas do furacão Katrina que arrasou a cidade de Nova Orleans.
(Agência de Notícias da Aids – 2008-03-27)Comentários : Leave a Comment »
Categorias : DONATIVO, HIV/Sida
Cartaz inspirado em “Beleza Americana”
28 03 2008O novo cartaz da campanha do Ministério da Saúde de combate à Aids entre gays jovens e homens é inspirada no cinema norte-americano.No cartaz do ministério, um jovem está deitado sobre camisinhas vermelhas, uma alusão à cena de Beleza Americana, dirigido por Sam Mendes, em que a atriz Mena Suvari aparece em sonhos refestelada sobre rosas igualmente vermelhas.
(Zero Hora (Edição Internet) – 2008-03-27)Comentários : Leave a Comment »
Categorias : CARTAZ, HIV/Sida, HOMOSSEXUAIS, PREVENÇÃO
SP vai disponibilizar até o fim de Abril consulta pública sobre enfrentamento da feminização da AIDS no Estado
28 03 2008A Coordenação do Programa Estadual DST/Aids realizou ontem, 26 de março, reunião para discutir o Plano Integrado para Enfrentamento da Feminização da Epidemia no Estado de São Paulo. Este debate teve início em agosto de 2007, em Belo Horizonte, a partir de uma oficina coordenada pelo Programa Nacional de DST/Aids.
Para dar continuidade à proposta no Estado de São Paulo, constituiu-se um grupo de discussão composto por profissionais que participaram da Oficina de Belo Horizonte e profissionais de áreas estratégicas governamentais e não governamentais, sob coordenação e vice-coordenação de Naila Janilde Seabra Santos e Ivone Aparecida de Paula, respectivamente.
Segundo Naila Janilde, embora já tenham sido identificados fatores que incrementam vulnerabilidades, é preciso considerar a análise dos contextos locais assim como suas múltiplas dimensões que ampliam desigualdades. Neste contexto, é preciso especial atenção para mulheres com relações sexuais desprotegidas e/ou com baixa percepção do risco para as infecções pelas DST/HIV/Aids, em situação de pobreza e de exclusão social, pertencentes a grupos de mulheres historicamente estereotipadas, estigmatizadas e discriminadas (adolescentes, lésbicas, transsexuais, índias, negras, etc), com dificuldades em ser reconhecidas e de se reconhecer como sujeitos de direitos sexuais e reprodutivos, residentes em áreas rurais, aglomerados urbanos e assentamentos irregulares, em situação de rua, usuárias de drogas, envolvidas nas redes de tráfico, inseridas em relações mais desiguais, do ponto de vista das relações de gênero, em situação de violência de gênero, envolvidas pelas práticas religiosas (dogmas e pré-conceitos), com dificuldades de acesso e acessibilidade as ações e serviços de saúde, com dificuldades em acessar os diferentes equipamentos sociais (escolas, espaços de lazer, espaços de promoção e desenvolvimento social), com ênfase em saúde sexual reprodutiva.
Participaram da reunião de ontem representantes do Programa Nacional DST/Aids, Secretaria Municipal da Saúde da Mulher, coordenações municipais DST/Aids, sociedade civil.
Durante a reunião foram discutidos vários aspectos da vulnerabilidade feminina, assim como planos e metas para este ano. Até final de abril, o plano será disponibilizado para consulta pública no site: www.crt.saude.sp.gov.br
(Agência de Notícias da Aids – 2008-03-27)Comentários : Leave a Comment »
Categorias : BRASIL, DST, HIV/Sida, MULHER, PREVENÇÃO
HIV / DST´S. Seminário abre debates e enfoca atendimento
28 03 2008Começou hoje o 4º Seminário de HIV/DST, Hepatite e Drogas e o 1º Encontro Regional de Aids, no auditório da Unioeste, em Cascavel. Muitas pessoas se aglomeraram logo cedo na recepção, para fazer as inscrições para os mini-cursos e palestras.
A auxiliar de enfermagem, Narcicléia Morais de Siqueira aproveita o evento para se reciclar e obter novas informações sobre a doença. “Como eu trabalho em hospital é comum a gente precisar passar informações sobre doenças como essa, então, toda nova informação e dados novos que recebemos auxilia os próprios pacientes”, explica.
O estudante do 3º ano do ensino médio, Gilmar da Silva Gai também veio procurar mais conhecimento, ele dá palestras sobre Aids no colégio. “Eu sempre falo sobre Aids e DST’s, faço palestras no colégio. Eu acredito que seja importante todo mundo participar, pois muitas pessoas não têm conscientização sobre a doença e não fazem o exame que é tão simples”, relata o aluno.
Durante todo o dia de hoje e amanhã serão oferecidos diversos mini-cursos voltados aos profissionais da saúde e seminários com palestrantes de todo o país. Domiciano Siqueira é de São Paulo e veio ao encontro palestrar sobre drogas e as exclusões sociais. “A minha palestra é amanhã de manhã e a tarde também dou minis-cursos. A gente procura explicar de que maneira a droga exclui o usuário da sociedade; e como a sociedade deve agir com essas pessoas. Também indicamos a melhor maneira para os profissionais trabalhar com esses usuários”, relata.
Esse é o primeiro ano que o encontro é aberto a participantes de toda a região. O diretor de Atenção a Saúde de Cascavel, Rubens Griep explica que muitas cidades ainda não são preparadas para tratar doentes de DST’s e Aids. “Muitas cidades não têm o porte que Cascavel tem, por isso, seminário como esse ajuda bastante para que os profissionais da região possam apreender um pouco mais de como tratar e orientar a população sobre assuntos como esse. Além do mais, Cascavel trata muitos pacientes de toda a região e eles vindo mais preparados facilita para todos”, relata.
O seminário lotou o auditório e trouxe a Cascavel o Coordenador Estadual de DST e Aids, Francisco Carlos dos Santos.
(Agência de Notícias da Aids – 2008-03-27)Comentários : Leave a Comment »
Categorias : BRASIL, DST, HEPATITE, HIV, SEMINÁRIO
Empresas recebem galardões por “boas práticas” de gestão
28 03 2008Dez empresas e serviços angolanos receberam, ontem, em Luanda, o “Prémio de boas práticas em Angola”, durante uma conferência sobre “Liderança e gestão de risco no corporate governance”, promovida pela Sinase, uma firma portuguesa de consultoria.
A direcção dos serviços de saúde das Forças Armadas Angolanas, venceu na categoria de “prevenção das doenças transmissíveis”, fruto da assistência psicológica e social que desenvolve na preparação de homens quer para o serviço militar, como para a sua integração. As FAA mostraram como homens bem formados fazem prevenção do VIH/SIDA e como o tratamento passa pelo apoio às famílias.
O projecto nasce no quadro de uma parceria com a Drew University, da Califórnia, EUA, onde médicos das FAA cumpriram um programa de capacitação, culminando em 2003, com a realização de inquéritos sobre atitudes e comportamentos em relação ao VIH/Sida.
O inquérito envolveu quarenta estudantes e educadores do Instituto de Ciências Religiosas de Angola, ICRA.
O hospital pediátrico de Luanda venceu na categoria de “Educação”, tendo convencido o júri com a relevância que dá a formação de pessoal local permitindo o conhecimento dos agentes das principais infecções, bem como a implementação de técnicas laboratoriais de diagnóstico.
Neste hospital, em mais de duas décadas o diagnóstico de meningite foi apenas clínico e frequentemente confundido com o de malária cerebral, mas agora e para se conhecer os agentes bacterianos de meningite foi desenvolvido um estudo, com a realização sistemática de exames citobacteriológicos de amostras de líquido cefaloraquidiano de crianças, consideradas potencialmente infectadas.
A digitalização do serviço de radiologia da Clínica Sagrada Esperança permitiu notabilizar-se na categoria de “parcerias internacionais”.
Esse processo se baseia na criação e desenvolvimento de um sistema PACS (Picture Archiving and Communication System), que consiste na digitalização de todas as imagens radiográficas produzidas no serviço para estarem disponíveis, serem arquivadas, tratadas, impressas e distribuídas para vários locais dentro da Clínica e enviadas e/ou recebidas de outras unidades sanitárias das províncias.
A Coca-Cola Botling (Luanda), uma das primeiras indústrias a se instalar em Bom Jesus, Bengo, e que reabilitou a Escola e o hospital locais ganhou na categoria “responsabilidade social”. A multinacional norte-americana criou para a comunidade do Bom Jesus campos polivalentes, em parceria com o Ministério da Educação, doou 66 mil mosquiteiros para o combate a malária em Viana e construiu 14 fontenários. Das suas acções ressalta, também, a oferta de um contentor com equipamento hospitalar ao Ministério da Saúde.
Já os prémios para as categorias de “micro-crédito” e “qualidade” ficaram com o “O Microcrédito como Perspectiva de Futuro para Mulheres Angolanas”, uma obra de caridade da Criança de Santa Isabel e que, no essencial, pretende dar as mulheres e famílias angolanas uma melhor perspectiva de futuro e condição de vida e SIAC (Sistema Integrado de Apoio ao Cidadão), que tem concentrados num único espaço físico todo os serviços, limitando a carga burocrática.
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Categorias : ANGOLA, DST, HIV/Sida, PREVENÇÃO
Hospital provincial do Uíje controla 280 seropositivos
28 03 2008Duzentas e oitenta pessoas, na sua maioria mulheres grávidas, foram diagnosticadas seropositivas, de 2005 até à presente data, no hospital provincial do Uíje.
O membro da coordenação provincial de luta contra VIH/Sida, Eugénio Alves, em declarações ontem, à Angop, indicou que deste número constam 80 mulheres que fizeram o corte de transmissão vertical.
Informou ainda que 30 das 80 mulheres que beneficiaram do programa de corte de transmissão vertical no Hospital Central do Uíje deram já a luz bebés não infectados, segundo resultados de testes feitos em unidades afins.
O responsável não precisou o número de óbitos causados pela Sida na região, no período em referência.
A província possui actualmente quatro centros de aconselhamento e testagem voluntária, sendo um no hospital central e outro no centro de saúde do bairro Pedreira, periferia da cidade do Uíje.
Os restantes dois estão localizados nos municípios de Negage e Maquela do Zombo, disse o responsável.
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Categorias : ANGOLA, GRAVIDEZ, HIV/Sida, MULHER, TRATAMENTO
Junta Militar aumenta restrições a ONGs em Mianmá
28 03 2008A Junta Militar de Mianmá (antiga Birmânia) impôs maiores restrições às ONGs que trabalham diretamente com a população local, informam hoje os meios de comunicação no exílio. Estas organizações, entre elas a Save the Children e a Population Services International, asseguram que as autoridades birmanesas lhes instaram este mês a cessar suas atividades de educação sanitária, sobretudo as referentes à Aids, segundo a publicação dissidente “The Irrawaddy”.No entanto, dizem que o regime lhes propôs continuar com seus projetos se permitirem que funcionários do Departamento de Saúde supervisionem seu trabalho.No dia 9 de março, o ministro da Saúde birmanês, Kyaw Myint, informou ao enviado especial das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, que o Governo tinha sido alertado sobre a possibilidade de que algumas ONGs estivessem dando apoio financeiro ao principal partido da oposição, a Liga Nacional pela Democracia (LND).Em janeiro, a Junta militar disse às ONGs que elas tinham de comunicar cada uma de suas atividades, além de contar com uma permissão especial para poder continuar atuando em Mianmá.Atualmente, mais de 34 ONGs especializadas no tratamento da Aids estão autorizadas pelo Ministério da Saúde.
(Agência de Notícias da Aids – 2008-03-27)Comentários : Leave a Comment »
Categorias : HIV/Sida, ÁSIA
ONU alerta para risco de epidemia de Aids na Ásia
28 03 2008Uma pesquisa da ONU divulgada nesta quarta-feira exige que os governos asiáticos aumentem os fundos de prevenção da Aids, alertando que, caso não o façam até o ano de 2020, aproximadamente 500 mil pessoas morrerão anualmente na Ásia.Atualmente 440 mil pessoas morrem em consequência da doença, de acordo com o programa da ONU HIV/Aids.A pesquisa também revela que o número de pessoas infectadas poderia duplicar para 10 milhões por ano em 2020 caso não sejam tomadas medidas de prevenção.’Apesar da tendência de novos casos de HIV diminuírem em alguns países, a Aids segue registrando mais mortes por ano, na população entre 15 e 22 anos, que a tuberculose e outras epidemias’, ressaltou a pesquisa.’O custo será muito alto caso não nos mobilizemos’, alertou o secretário da Comissão da Aids na Ásia, Dr. Chakravarthi Rangarajan, ao apresentar a pesquisa ao secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon.’Sem respostas concretas e baseadas na evidência, a Ásia pode chegar a ter uma perda anual de dois bilhões de dólares em 2020′, concluiu a pesquisa.
(AFP – 27/03/2008)
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Categorias : HIV/Sida, ONU, ÁSIA
Morte de Gisberta fica sem culpados
28 03 2008Seis meses de prisão suspensos, sob a condição de trabalhar numa associação de apoio a sem-abrigo. Foi a única pena pedida ontem pelo Ministério Público para Vítor Santos, o jovem que está a ser julgado pela morte de Gisberta, transexual que em 2006 sucumbiu, no Porto, afogada num poço após uma saga de três dias de violenta pancadaria às mãos de 13 adolescentes.
A procuradora Maria José Fernandes considerou que não existem provas de que Vítor, agora com 18 anos, tenha “batido na ‘Gi’”, apesar de ter combinado várias vezes com os colegas “ir dar porrada” na transexual brasileira que vivia numa tenda improvisada num parque devoluto e que terá sofrido lesões no ânus ao ser violada com um pau.
Acusado inicialmente em co-autoria de três crimes de ofensas à integridade física qualificada agravada pelo resultado – a morte –, Vítor viu ontem o MP pedir a sua condenação apenas por um crime de omissão de auxílio, que prevê uma pena até um ano de prisão ou multa.
“É imoral e de uma absoluta falta de compaixão ver um ser humano em profundo sofrimento e não prestar qualquer ajuda”, exortou a procuradora na direcção de Vítor, que “fugiu” do parque sem sequer avisar o segurança para “não ter problemas mais tarde”.
A procuradora recordou que os jovens bateram e destruíram a barraca “como quem brinca às casinhas ou jogava futebol”. E, enquanto uns batiam, outros “observavam num profundo acto de humilhação de um ex-toxicodepente na miséria”.
Patrícia Castiajo, advogada de Vítor, disse ser “importante não esquecer que mais 13 jovens participaram no crime” e que “o grande erro do Vítor foi acompanhar o grupo”.
Já a representante da mãe de Gisberta, Mónica Teixeira, reforçou a necessidade de uma indemnização à família pela dor causada.
DISCURSO DIRECTO: “AQUI HÁ UMA GRANDE HIPOCRISIA”:
Correioda Manhã – Que comentário faz ao desenrolardojulgamento?
António Serzedelo–Em Portugal, a culpa morre sempre solteira, nunca se condena os culpados. Aqui há uma grande hipocrisia e desculpabilização. O jovem não é culpado porque os menores dizem que era bom e estes não são culpados porque são menores e não sabiam o que estavam a fazer. Mata-se uma pessoa e não há culpados.
CM – Não há culpados por ser um transexual?
– Não só. Esta mulher era um jackpot de discriminação. Era transexual, sem-abrigo, prostituta, doente de sida e estrangeira. E, até na morte, é vítima de uma Justiça com defeitos.
– Estes jovens são um perigo para a sociedade?
– Estes jovens precisam de ser acompanhados para o bem de todos.
CONDENADOS A INTERNAMENTO
Vítor Santos era o único jovem que, na altura, já tinha 16 anos, razão pela qual foi também o único a responder criminalmente, num julgamento que aguarda agora a leitura de acórdão no Tribunal deSão João Novo, no Porto. Os restantes 13 jovens, mais novos, que estiveram no edifício onde Gisberta morreu, acabaram condenados a penas de internamento em regime semiaberto pelo Tribunal de Menores e Família do Porto. Inquiridos pela PJ, disseram que Vítor “até pedia para pararem de bater na Gisberta”. O mesmo depoimento foi repetido no julgamento de Vítor, para o qual alguns desses jovens foram chamados como testemunhas. Um a um, e apesar de repetidamente frisarem que já tinham esquecido os actos de violência que protagonizaram e que mataram Gisberta, foram admitindo cada acto de brutalidade sobre a transexual, incluindo largar uma enorme viga sobre o seu corpo, já nu e com várias marcas de pontapés. Nos momentos finais, antes de atirada ao poço, ‘Gi’ ainda pediu um cigarro.
PORMENORES
ESQUECERAM A MORTE
A advogada de Vítor defendeu ontem que o “esquecimento” que os jovens envolvidos no crime revelaram em tribunal é uma defesa para o trauma que lhes foi causado”. Mas, durante as últimas sessões, o colectivo de juízes, presidido por João Grilo, várias vezes se irritou com a “memória selectiva” das testemunhas. João Grilo chegou a perguntar se combinaram depoimentos na Polícia Judiciária.
FARTA DE COITADINHOS
A procuradora Maria José Fernandes recorreu à opinião de Daniel Sampaio para sublinhar que “chega de desresponsabilizar os jovens só porque foram crianças desprotegidas e sem carinho. Isso não serve de desculpa e tem de acabar na nossa sociedade”. E esclareceu, para quem tivesse dúvidas: “Basta ver as fotos horrendas tiradas pela PJ ao corpo de ‘Gi’ que, apesar de tudo, morreu com um sorriso”, afirmou emocionada.
(Pedro Sales Dias – Correio da Manhã – 28/03/2008)
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Tuberculose. Sete mortes por hora na Europa
28 03 2008Cura-se em apenas seis meses, por não mais de 20 euros por paciente. Apesar disso, a tuberculose continua a fazer sete vítimas mortais a cada hora na Europa. No mesmo espaço temporal, surgem 50 novos casos.
Logo a seguir ao continente africano, a Europa é a regiaão com piores resultados face à tuberculose. Em 2006, na União Europeia foram notificados perto de 88 mil casos. Em Portugal, apesar do declínio da tuberculose comum, associada aos extractos sociais mais desfavorecidos, e da tuberculose relacionada com a imigração e co-infecção pelo HIV, a tuberculose multirresistente, bem como a temível tuberculose extensivamente resistente, têm ainda uma forte expressão, em particular na Área Metropolitana de Lisboa.
No dia 24 de Março, celebrou-se o Dia Mundial da Tuberculose, que, em Portugal, incidiu sobre a problemática da tuberculose multirresistente, considerada uma ameaça de saúde pública à qual deve ser ciada a máxima prioridade. O Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose desenolveu nesse sentido um plano de acção a implementar até 2015, com vista ao combate a esta doença, fruto cio mau uso dos antibióticos específicos. Apresentado à ministra cia Saúde e feito o ponto cia situação, foram ainda homenageados todos os que lutam contra a patologia. A homenagem dirigiu-se eni particular a todos os doentes — homens, mulheres e crianças–que cumpriram o seu tratamento, contribuindo deste modo para a erradicação da doença.
Apesar de hoje em dia a tuberculose ser unia doença curável, e cujos custos se estimam em apenas 20 euros por doente, a epidemia que afecta a população mundial está fora de controlo, precisamente de\ ido à tuberculose multiirresistente, a qual ameaça tornar-se uma nova doença potencialmente intratável. Anualmente, a tuberculose multirresistente faz cerca de 450 mil novos casos. São indivíduos que apresentam resistência tanto aos antibióticos de primeira linha usados para tuberculose. quanto às duas classes de medicamentos de segunda escolha, fazendo com que O tratameno da patologia seja praticamente impossível.
Em 2007, em Portugal, foram registados 2.916 casos de tuberculose, entre casos novos e outros decorrentes de recaídas. Apenas 321 casos se verificaram na população imigante. Esta proporção de 11% nos imigrantes é uma das mais baixas da Europa, onde no conjunto ela represente 19% dos casos. Porém, em oi to países, este valor situa-se nos Em Portugal, a grande maioria dos casos é oriunda da África subsariana Em relação aos PALOP, Angola e Cabo Verde são os países com maior expressão, com 24% e 20% de incidência, respectivamente.
Os piores resultados da Europa no que diz respeito à tuberculose/SIDA verificam-se em Portugal, com 13,6% de infecção HIV associada à tuberculose. E a mais alta percentagem da Europa e que se traduzem 396 casos. O distrito mais afectado é Lisboa, seguindo-se Faro e Setúbal. Cerca de 80% do total de casos encontram-se nas Áreas Metroploitanas de Lisboa e Porto.
Apesar deste mau desempenho Face à Europa, a verdade é que, em números absolutos, se verificou uma redução de 41% em Portugal nos últimos cinco anos. Em 2006, do total de casos de tuberculose associada à infecção por H IV, 53% desenvolveram a doença como indicativa inicial de SIDA.
Os doentes infectados por HIV são não só um dos grupos de risco mais vulneráveis à tuberculose, como representam :ainda o conjunto com piores resultados no trata-n rei ao. Lm indivíduo portador de HIV tem 200 vezes mais probabilidade de contrair tuberculose. O mesmo é válido para populações marginalizadas e imigrantes oriundos de países de alta prevalência
Por outro lado, os doentes considerados sem risco apresentam uma taxa de cura de 93%, a qual desce para os 63% no grupo infectado por HW, e para os 56% quando se trata de sem abrigo. A taxa de cura para quem sofre de tuberculose multirresistente está avaliada em 44%, mas desce drasticamente nos casos de tuberculose extensivamente resistente, situando-se nos 19%.
A tuberculose é um problema à escala global. A cada ano que passa surgem cerca de nove milhões de casos. Milhão e meio acabam por morrer.
Em Portugal, a faixa etária que apresenta maior incidência é entre os 35 e 44 anos, tanto para nacionais,
como para imigrantes. Segundo os peritos, este é um sinal que estamos ainda diante de um padrão de alto valor endémico. Ainda assim, há motivos para optimismo. A incidência sofreu um decréscimo mais acentuado entre adultos jovens, o que revela que o controlo da infecção recente tem dado bons resultados.
Actualmente, a maior ameaça vem cia tuberculose multirresistente, um produto de tratamentos incorrectos ao longo dos anos. O uso e abuso dos antibióticos associado ao não cumprimento do plano terapêutico, tomou-se desde o século XX o factor determinante para o desenvolvimento da patologia. Esta forma da doença é resistente a, pelo menos, dois dos fármacos mais importantes. O combate à patologia tornou-se potencialmente ineficaz. O tratamento clássico perdeu a eficácia e requer hoje drogas mais agressivas e um período terapêutico mais prolongado. Caso não sejam tomadas medidas enérgicas, este problema poderá tomar-se um flagelo sem solução. Mais grave: desde 2006 que a tuberculose extrapolou para uma forma ainda mais agressiva, denominada extensivamente resistente. Nestes casos, quase todos, se não mesmo todos, os medicamentos são impotentes para travar a doença.
Além do combate à propagação da doença, incidindo sobre as populações de risco, reconhece-se boje que é essencial o e envolvimento político, dos investigadores e da sociedade civil no sentido de desenvolver respostas capazes de cara doença. No Dia Mundial da Tuberculose, reafirmou-se a necessidade encontrar soluções para financiamento do tratamento dos doentes e de investir em investigação capaz de concluir ao desenvolvimento de novos farmacos.
Ao cidadão comum pede-se um gesto simples: responsabilidade no uso dos antibióticos, com o cumprimento dos tratamentos, para que a cura seja a meta de todos.
Sampaio fica por mais um ano
Jorge Sampaio prolonga por mais um ano a sua missão como enviado especial das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose. Envolvido pela magnitude do problema, o ex-presidente da República aceitou o convite para continuar ao serviço das Nações Unidas, dirigido pelo próprio secretário-geral da organização, Ban Ki-moon.
De acordo com o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), anunciado no dia 17 de Março, em Genebra, e que contou com a presença de Jorge Sampaio, o combate à doença exige um esforço global, com o reforço dos programas públicos a implementar pelos vários Estados. O relatório evidencia dois aspectos que tendem a diminuir a capacidade de resposta à tuberculose. O primeiro tem que ver com a tuberculose multirresistente, cujo número de casos, no passado mês de Fevereiro, atingiu o mais alto índice de sempre. Segundo a OMS, até hoje, a resposta à epidemia tem sido inadequada. Por outro lado, devido à limitação da capacidade terapêutica e laboratorial, estima-se que apenas 10% da população mundial infectada com tuberculose multirresistente receba tratamento em 2008.
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Categorias : HIV
Aids, maior causa de morte de adultos na Ásia
28 03 2008Doença mata 440 mil pessoas anualmente; Ban Ki-moon pediu mais apoio para combate ao HIV na região.
Um relatório da Comissão Independente sobre Aids na Ásia sugere que a doença é a maior causa de morte de pessoas entre 15 e 44 anos no continente. A comissão pediu aos países da região que formulem novas respostas para combater o vírus e reforçar políticas de prevenção.
O relatório foi lançado nesta quarta-feira na sede ONU, em Nova York, na presença do Secretário-Geral, Ban Ki-moon, e do diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Unaids, Peter Piot.
Em seu discurso, Ban pediu mais engajamento de todos na luta contra o HIV na Ásia.
Ban Ki-moon lembrou que,há alguns anos, os países asiáticos responderam resolutos à ameaça da síndrome de deficiência respiratória, Sars. Ele disse que a região deve continuar engajada para combater o HIV.
O relatório também pede que empresários e governos assumam um papel mais ativo além de incluir a participação da sociedade civil em todos os níveis de implementação e avaliação de políticas de combate ao HIV.
De acordo com o documento, se a Ásia não conseguir reverter o atual quadro, cerca de 8 milhões de adultos e crianças serão infectados pelo HIV entre 2008 e 2020.
Para ouvir esta notícia clique em http://www.un.org/av/radio/portuguese/realfile/5649.asp
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Categorias : HIV, ÁSIA
Técnica aperfeiçoa diagnóstico da tuberculose em crianças
28 03 2008Nesta última segunda-feira (24/3) foi comemorado o Dia Mundial de Combate à Tuberculose, promovido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Embora, segundo o Ministério da Saúde, a data seja de mobilização, e não de comemoração, há boas notícias na área. O diagnóstico da tuberculose infantil, problema de saúde pública que atinge 1,3 milhão de crianças por ano no Brasil, ganhou um aliado de peso. Cientistas do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães (CPqAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco, validaram testes diagnósticos moleculares para a identificação do IS6110, um elemento genético do Mycobacterium tuberculosis, bactéria causadora da doença. Os testes apresentaram resultados promissores no diagnóstico de alta complexidade da tuberculose, como é o caso da tuberculose infantil e da tuberculose extrapulmonar, por meio da análise de amostras de sangue.
O método apresentou especificidade de 100% (capacidade de descartar o M. tuberculosis em indivíduos saudáveis) e 92,6% de sensibilidade (capacidade de confirmar a presença do bacilo) em menores de 15 anos de idade. Além de serem sensíveis e específicos, os novos testes são mais rápidos e levam, em média, 24 horas para dar o resultado, enquanto para se obter o resultado da cultura se leva de seis a oito semanas. Os resultados obtidos com os testes já foram apresentados em vários congressos científicos e a equipe responsável tem a perspectiva de publicá-los em breve em revistas científicas de alto impacto.
“As variáveis das técnicas estudadas foram capazes de detectar uma quantidade de DNA menor à existente em uma célula bacteriana, ou seja, a presença de apenas um bacilo pode ser suficiente para indicar que o paciente está infectado”, comentou a coordenadora do estudo e pesquisadora do Departamento de Imunologia do CPqAM, Haiana Schindler. De acordo com a literatura médica, esses métodos moleculares chegam a apresentar sensibilidade superior a 90% para a detecção da infecção em adultos, mas, até então, não tinham sido testados em crianças. Em média, os métodos convencionais – baciloscopia e cultura – detectam a presença da bactéria em aspirado gástrico (melhor material para identificação do bacilo em crianças, sobretudo nos menores de 6 anos que não têm capacidade de expectoração do escarro) em apenas 5% e 40% dos casos, respectivamente.
A pesquisa validou testes moleculares baseados no método de Nested-PCR (reação em cadeia da polimerase), técnica que amplifica um trecho específico do DNA da bactéria em milhares de vezes, em crianças com suspeita de tuberculose. O objetivo foi aperfeiçoar a metodologia para a detecção precoce dos casos de tuberculose infantil e de formas paucibacilares da doença, ou seja, nos casos em que a presença do bacilo no organismo é muito baixa, como ocorre com a tuberculose extrapulmonar. Esse tipo da doença pode ocorrer nos gânglios linfáticos, no sistema urogenital, nos ossos, nas articulações, no fígado, no baço, no sistema nervoso central e na pele.
O estudo foi feito com amostras sanguíneas de 117 crianças de ambos os sexos com idades entre seis meses e 14 anos e nove meses (média de 6,5 anos), atendidas no Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco (HC/UFPE), no Hospital Barão de Lucena e no Instituto Materno Infantil Professor Fernando Figueira (Imip).
Os pacientes foram divididos entre os que apresentavam manifestações clínicas (tuberculose doença), 41 crianças, e os sem manifestações clínicas (tuberculose infecção), 21 crianças. Outras 15 crianças, negativas para tuberculose, funcionaram como grupo controle. Do total de pacientes com suspeita da doença, 62 tinham suspeita de tuberculose confirmada pelo médico, 32 tinham tiveram a doença descartada pelo especialista e oito não retornaram aos serviços.
No primeiro grupo (41 pacientes com a doença), o método molecular foi positivo em 92,6% das amostras. Já os que apresentaram tuberculose infecção (21), o teste foi positivo em 80,9%. Entre os que tiveram a tuberculose afastada, o teste foi negativo em 27 e positivo em cinco. As análises feitas no grupo controle deram todas negativas. Entre os pacientes com tuberculose, 72,3% apresentaram a doença na forma pulmonar e os demais na extrapulmonar, ainda mais difícil de ser detectada. Cerca de 74,5% das crianças positivas tiveram contato com adulto doente, o que sugere a hipótese de que os programas de controle não estão sendo efetivos. A cobertura vacinal das crianças que participaram da pesquisa foi de 95,1%, confirmada por meio da cicatriz de BCG.
Resultados promissores
Segundo Haiana Schindler, que também é médica pediatra, os resultados são promissores. “A utilização dessas novas abordagens associadas com os métodos tradicionais contribuirão para a realização do diagnóstico mais preciso em qualquer fase e nas diferentes formas da doença, além do tratamento precoce, da identificação de focos da tuberculose infantil e do controle da sua transmissão”, explicou.
Ela comentou que atualmente há uma subnotificação dos casos da doença entre crianças principalmente pelos sintomas se confundirem com os de outras enfermidades. “A tuberculose é uma doença que, até mesmo para os programas de controle, aparentemente não existe entre as crianças. Os serviços públicos não estão preparados para diagnosticá-la. Até mesmo os medicamentos, em forma de comprimido, são pensados exclusivamente para os adultos”, ressaltou.
O trabalho do CPqAM teve início em 2003, mas está apenas começando. Em 2007, por meio de uma parceria com o Laboratório Central (Lacen) de Pernambuco e do Rio Grande do Sul, a Universidade de Ribeirão Preto (UFRP), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a UFPE, o Centro dará início ao trabalho de validação de outra variação do método de PCR chamado de PCR em um único tubo (desenvolvida e patenteada por pesquisadores do CPqAM) em diferentes amostras biológicas com cepas do bacilo de pacientes de outras regiões do país. O objetivo é verificar se a técnica também é sensível a outras cepas da bactéria.
Só assim, posteriormente, o método poderá ser adaptado e virar um kit de diagnóstico que poderá ser usado pelos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e centros de referência em tuberculose de todo o país. A pesquisa da Fiocruz do Recife vem sendo financiada pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), pelo Programa de Desenvolvimento Tecnológico em Insumos para Saúde (PDTIS) da Fiocruz e pela Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose (Rede TB).
Método ajuda a identificar tuberculose extrapulmonar
O CPqAM já está sendo requisitado por vários hospitais e serviços de saúde pernambucanos para utilizar a técnica molecular que validou no diagnóstico de casos raros de tuberculose extrapulmonar, como foi o caso de M.P.A. Aos 14 anos a jovem já havia passado por vários serviços de saúde para descobrir o que tinha na coluna lombar. Sentia dores de forma contínua que pioravam quando fazia algum movimento de flexão, mesmo ingerindo analgésicos e antiinflamatórios. Depois de fazer vários exames e tratamento em sua cidade natal, João Pessoa, sem obter sucesso, a família da adolescente levou-a para o Hospital das Clinicas da UFPE onde foram solicitados, além dos testes convencionais para tuberculose, o diagnóstico molecular de amostras sanguíneas utilizando o método validado pelo CPqAM. Ambos apresentaram-se positivos para a Mycobacterium tuberculosis. “A maioria dos casos que recebemos é de pacientes crônicos e que já foram tratados como portadores de outras doenças e cujo quadro vem se agravando”, explicou Haiana. Com nove meses de tratamento específico, M.P.A. deixou de apresentar dores e recuperou sua função motora.
A equipe do centro de pesquisa também ajudou a elucidar o caso de R.M.C, de 78 anos. Esta paciente já tinha sido submetida à quimioterapia e à radioterapia após uma mastectomia total ocasionada por um câncer de mama. Durante o tratamento, ela apresentou um quadro de pneumonia com derrame pleural e que não estava respondendo aos antibióticos. O CPqAM foi procurado e realizou testes com o líquido pleural, no sangue e na urina de R.M.C. e, em todas as amostras, o resultado foi positivo para tuberculose. Diante do resultado, o médico que a acompanhava suspendeu os antibióticos e iniciou o tratamento específico para tuberculose. Prova de que o conhecimento gerado pelas equipes da Fiocruz no Recife já começou a beneficiar a população.
A doença
No Brasil, estima-se que cerca de 50 milhões de pessoas estão infectadas pela Mycobacterium tuberculosis, bactéria causadora da tuberculose, o que o coloca na 16ª posição da lista dos 22 países de mais alta carga de tuberculose do mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os casos notificados, 10% acometem menores de 15 anos. Pernambuco é o segundo estado brasileiro em número absoluto de casos. De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2003 foram notificados 4.431 novos casos da doença, sendo 17%, aproximadamente, em menores de 15 anos.
Fonte: Agência Fiocruz de Notícias
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Categorias : BRASIL, TUBERCULOSE

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